Batalha de Kifangondo

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A batalha de Kifangondo foi uma batalha travada entre o MPLA (através do seu braço armado: as FAPLA) com o apoio do exército cubano e a FNLA com o apoio dos exércitos zairense de Mobuto Sese Seko e da África do Sul. A batalha iniciou-se em 10 de novembro de 1975 [1] e foi determinante para a independência de Angola[2]

Depois da Revolução dos Cravos a 25 de Abril de 1974 em Portugal e da decisão das novas autoridades portuguesas em conceder a independência às suas colónias, foi firmado um Acordo em Janeiro de 1975 entre a potência colonial e os três movimentos nacionalistas angolanos (FNLA, MPLA e UNITA) que a haviam combatido militarmente. O Acordo previa a formação de um Governo de Transição com a presença de portugueses e de representantes dos três movimentos para a organização de eleições que culminariam na independência de Angola, marcada para 11 de Novembro de 1975. Em poucos meses o Acordo desfez-se e a Guerra de Libertação transformou-se numa Guerra Civil. Com o aproximar da data da independência, a capital Luanda, controlada pelo MPLA, torna-se num objectivo político e militar fundamental para a proclamação do nascimento da nova nação. A FNLA conjuntamente com o exército zairense fez um esforço em direcção à capital para se apoderar da cidade e aí realizar a sua proclamação, desalojando o MPLA. A coluna invasora, vinda do Norte, chegou a atingir o Cacuaco (municipio que separa Luanda do Bengo), enquanto as FAPLA e o exército cubano já haviam estabelecido em posições defensivas em Kifangondo. Não conseguindo romper estas e faltando poucas horas para que o MPLA proclamasse a independência, do lado da FNLA intensificou-se os bombardeamentos sobre Luanda como último recurso para a perturbar, sem sucesso. Nos dias seguintes, a FNLA e o exército zairense acabaram por ter de recuar para o Norte de Angola. Um ano mais tarde as FAPLA subiram até o Norte e empurraram a FNLA até a actual República Democrática do Congo, fazendo com que milhares de Bakongos seguissem o partido da FNLA por causa de tribalismo por parte dos apoiantes do MPLA.

Referências