Batalha de Noreia

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Batalha de Noreia
Cimbrians and Teutons invasions-pt.svg
Data 112 a.C.
Local perto de Noreia
Resultado Vitória dos Cimbros
Combatentes
República Romana Cimbros
Teutões
Forças
Estima-se entre 20 000-40 000 legionários Provavelmente 70 000
Baixas
Cerca da metade

A Batalha de Noreia (Noreia, 112 a.C.) foi o confronto com o qual começou a Guerra Cimbrica entre a República Romana e as tribos proto-germânicas migratórias dos Cimbros e dos Teutões. Esta finalizou na derrota romana.

Prelúdio[editar | editar código-fonte]

Os Cimbros e Teutões abandonaram as suas terras natais em torno do mar Báltico, na península de Jutlândia, a sul da Escandinávia. Viajaram para sudeste, onde se encontraram com os Escordiscos, com os que lutaram. Após obter a vitória, continuaram avançando até chegar ao Danúbio, no Nórico (113 a.C.), lar dos Tauríscios, e aliados de Roma. Incapazes de repelir os novos invasores, os Tauríscios solicitaram ajuda romana. O cônsul Cneu Papírio Carbão respondeu dirigindo as suas legiões para Nórica, acampando perto de Aquileia.

Batalha[editar | editar código-fonte]

Carbão ordenou desocupar as terras dos tauríscios imediatamente. Os Cimbros, após ver o tamanho do exército romano e da sua forte posição defensiva, conformaram-se. Contudo, Carbão não ia permitir que os inimigos de Roma (nem a oportunidade de obter um triunfo) escapassem. Enviou guias para que escoltassem os Cimbros e Teutões de volta para a fronteira, mas na realidade visava guiá-los para uma emboscada que ele próprio preparara.

Porém, provavelmente por meio de uma traição de algum dos guias, os proto-germânicos souberam do ardil que estava preparando o cônsul.

Superando amplamente em número de homens ao inimigo, e conhecedores da futura traição, os germanos caíram sobre o exército romano, que passaram de levar iniciativa a ser surpreendidos pelo numeroso inimigo bárbaro.

A tormenta que cerrou aquele dia evitou a total destruição das forças romanas, pois os germanos cessaram imediatamente a caçaria das tropas romanas, o que permitiu a estes reagruparem-se e fugir para a península Itálica.

Este atípico comportamento era devido a os germanos acreditarem que os raios das tormentas eram devidos à ira dos seus deuses.

Consequências[editar | editar código-fonte]

Carbão e parte do exército escaparam com vida, apesar de as tribos proto-germânicas se jactarem de que o mataram, erroneamente. À sua chegada a Roma, o senado desonrou-o e foi despojado do título de cônsul, embora não fosse exilado como era costume com os comandantes completamente derrotados.

Roma preparou-se para o pior, mas os Cimbros e Teutões, em vez de entrar na península Itálica, dirigiram-se a oeste, adentrando-se na Gália. Ali, em 105 a.C., na batalha de Aráusio, outra força militar romana maior teve ainda pior sorte do que as legiões de Carbão.

Este desastre militar, junto com outros acontecimentos, provocaram as reformas do exército por Caio Mário.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Theodor Mommsen, História de Roma