Batalha de Setina

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Batalha de Setina
Guerras bizantino-búlgaras
Data Outono de 1017
Local próximo do Setina (Grécia)
Desfecho Vitória bizantina
Combatentes
Império Bizantino Primeiro Império Búlgaro Primeiro Império Búlgaro
Comandantes
Império Bizantino Constantino Diógenes
Império Bizantino Basílio II Bulgaróctone
Primeiro Império Búlgaro João Vladislau
Forças
Desconhecida Desconhecida
Baixas
Desconhecida Desconhecida
200 capturados
Setina está localizado em: Grécia
Setina
Localização aproximada da Batalha de Setina no que é hoje a Grécia

A batalha de Setina (em búlgaro: Битка при Сетина) ocorreu no outono de 1017 próximo da vila de Setina, no atual norte da Grécia, entre os exércitos do Primeiro Império Búlgaro e do Império Bizantino. O resultado foi uma vitória bizantina.

Prelúdio[editar | editar código-fonte]

Em 1014, após décadas de guerra, o imperador bizantino] Basílio II Bulgaróctone (r. 960-1025) obteve uma vitória sob o imperador búlgaro Samuel (r. 997-1014) na batalha de Clídio.[1] Samuel morreu de ataque cardíaco em 6 de outubro de 1014 e os bizantinos tomaram a oportunidade para penetrar fundo na Macedônia, o coração político do Império Búlgaro, e sitiaram um número de importantes cidades (Bitola, Prilepo, Edessa, Maglena).[2] Após o novo imperador búlgaro João Vladislau (r. 1015-1018), que em 1015 assassinou Gabriel Radomir (r. 1014-1015), o filho e sucessor de Samuel, tentou sem sucesso fazer um acordo com Basílio II,[3] ele organizou a defesa do país. Os búlgaros lideradas pelo imperador, Cracra de Pernik e Ivatz conseguiu retomar algumas cidades e castelos. Os bizantinos foram derrotados na batalha de Bitola (setembro de 1015) e no cerco de Pernik (verão de 1016).[4]

Guerra de 1017[editar | editar código-fonte]

Em 1017, Basílio II invadiu a Bulgária com um grande exército incluindo mercenários rus'. Seu objetivo foi a cidade de Castória que controlava a rota entre Tessalônica e a costa da moderna Albânia. Ele enviou partes de seu exército sob o comando de Constantino Diógenes e Davi Arianita para saquear a Pelagônia. O próprio Basílio II conseguiu capturar vários castelos búlgaros menores, mas todas as tentativas de sitiar Castória mantiveram-se fúteis.[5]

Enquanto isso Cracra, o governador de Pernik e Sófia reuniu tropas para atacar o nordeste da Bulgária que estava sob o controle bizantino desde 1001. Ele tinha ordens de João Vladislau para negociar com os pechenegues uma campanha conjunta contra os bizantinos. Sob as novas das negociações, Basílio II retirou-se de Castória. Contudo, o contra-ataque búlgaro em direção a Mésia não ocorreu após os pechenegues se recusarem a apoiá-lo. Basílio II novamente invadiu a Bulgária e tomou a pequena fortaleza de Setina, localizada entre Ostrovo e Bitola ao sul do rio Cherna.[5]

Os búlgaros sob o comando de João Vladislau marchou para o acampamento bizantino. Basílio II enviou fortes unidades sob Diógenes para repelir os búlgaros, mas as tropas do comandante bizantinos foram emboscadas e acuadas. Para salvar Diógenes, o imperador bizantino moveu-se com o resto de seu exército. Quando os búlgaros entenderam, eles retiraram-se perseguidos por Diógenes. De acordo com o historiador bizantino João Escilitzes, os búlgaros tiveram muitas baixas e 200 foram tomados prisioneiros.[5] [6]

Rescaldo[editar | editar código-fonte]

A batalha de Setina não teve efeito sobre o resultado da guerra. Em janeiro de 1018, Basílio II retirou-se para sua capital Constantinopla. Os búlgaros atacaram o porto adriático de Dirráquio e após a morte de João Vladislau sob os muros da cidades, a resistência finalmente quebrou. No mesmo ano o Primeiro Império Búlgaro foi anexado pelo Império Bizantino. Em 1019, os bizantinos sitiaram os últimos redutos búlgaros.[7] [8]

Referências

  1. Zlatarski 1971, p. 693-697
  2. Zlatarski 1971, p. 705-710, 716-717
  3. Zlatarski 1971, p. 713-716
  4. Zlatarski 1971, p. 717, 725
  5. a b c Zlatarski 1971, p. 725-728
  6. Runciman 1930, p. 247-248
  7. Runciman 1930, p. 248-252
  8. Gyuzelev 1983, p. 74-75

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Gyuzelev, V.. Bulgária no segundo trimestre do século X para o início do século XI. Sófia: Ciência e Arte, 1983.
  • Runciman, Steven. A history of the First Bulgarian Empire (em inglês). Londres: G. Bell & Sons, 1930.