Batalha do Mar Amarelo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Batalha do Mar Amarelo
Dalian dot.png
Data 10 de agosto de 1904
Local Mar Amarelo, na península de Shendong, China
37° 57.83′ N 122° 15.49′ E)
Desfecho Vitória estratégica japonesa / vitória tática russa
Combatentes
Marinha Imperial Japonesa Marinha Imperial Russa
Comandantes
Almirante Heihachiro Togo, Vice-Almirante Shigeto Dewa Almirante Wilgelm Vitgeft
Forças
4 navios de batalha,
2 cruzeiros blindados,
8 cruzeiros protegidos,
18 contratorpedeiros,
30 torpedeiros
6 navios de batalha,
4 cruzeiros blindados,
14 contratorpedeiros
Baixas
2 encouraçados severamente danificados,
1 encouraçado levemente danificado, 1 cruzeiro blindado levemente danificado,
226 mortos e feridos
1 encouraçado severamente danificado,
5 encouraçados levemente danificados,
48 mortos,
292 feridos

A Batalha do Mar Amarelo (em japonês: 黄海海戦 Kōkai kaisen; em russo: Бой в Жёлтом море) foi uma batalha naval da Guerra Russo-Japonesa que ocorreu em 10 de agosto de 1904. Na Marinha Russa, ela foi chamada de a Batalha de 10 de Agosto.[1] A batalha frustrou uma tentativa da frota russa em Port Arthur de sair e se juntar com as contrapartes em Vladivostok, forçando-os a retornar ao porto. Quatro dias depois, a Batalha de Ulsan semelhantemente terminou com a intenção do grupo, forçando ambas as frotas a permanecer ancoradas.

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

O Primeiro Esquadrão do Pacífico da Marinha Imperial Russa, comandado pelo Almirante Wilgelm Vitgeft, foi pego de surpresa em Port Arthur visto que o bloqueio da Marinha Imperial Japonesa começou em 8 de fevereiro de 1904 com a Batalha de Port Arthur. No final de junho e começo de agosto, como a Marinha Imperial Japonesa permanecia cercando Port Arthur, as relações entre o Almirante Vitgeft e o vice-rei russo Yevgeni Alekseyev gradativamente se degradaram. O vice-rei Alexeiev, um antigo almirante, era a favor de uma missão agressiva, portanto, para possibiliar que o Primeiro Esquadrão Pacífico tivesse uma ligação com o Esquadrão de Vladivostok e simplesmente permaneceram ancorados, enquanto ao mesmo tempo contribuindo com uma parte de sua artilharia para a batalha terrestre. Apesar de passiva, a preferência de Vitgeft era mais de manter a doutrina da Marinha Russa,[2] que estava se fortalecendo (aguardando a chegada da Frota do Báltico, também conhecida como Segundo Esquadrão do Pacífico), e então iniciar uma batalha decisiva com a Marinha Japonesa.

Alexeiev apelou a São Petersburgo e o czar Nicolau II respondeu que ele compartilhava completamente a opinião do vice-rei. Em face de uma ordem imperial e ameaça de ação legal, o Almirante Vitgeft foi ordenado a partir para Vladivostok imediatamente.[3] Às 6 horas e 15 minutos de 10 de agosto de 1904, o Almirante Vitgeft, em seu navio Tsesarevich, começou a liderar seus encouraçados para fora do porto.

Meia visão da capitânia russa, Tsesarevich.

Análise[editar | editar código-fonte]

A Batalha do Mar Amarelo foi o primeiro grande confronto naval da história entre frotas de modernos navios de aço. Com a exceção do duelo de 20 minutos do Almirante Togo com os navios do Almirante russo Stark em Port Arthur em 9 de fevereiro de 1904, ambos Vitgeft e Togo eram relativamente novos nas ações com frotas de navios de aço modernos de guerra.

Apesar de o Almirante Stark ter sido substituído pelo Almirante Stepan Makarov logo após a batalha de Port Arthur, Makarov, por sua vez, foi substituído por Vitgeft, depois da morte de makarov em abril de 1904, quando seu navio Petropavlovsk explodiu e afundou no Mar Amarelo, depois de bater em minas.[2] Se o Almirante Stark tivesse permanecido no comando na época da batalha do Mar Amarelo, tanto Almirante Togo como Stark encontrariam-se em condições iguais, ambos com experiência de combate iguais. Mas as forças navais com as quais Togo se encontrou na Batalha de Tsushima no ano seguinte não era do mesmo tipo que a batalha naval na qual ele participou no Mar Amarelo. Embora o Almirante Vitgeft fosse novo, muitos de seus homens não eram, sendo a maioria veteranos do Extremo Oriente, com alguns tendo participado da Rebelião Boxer de 1900, na China.[4] Destarte, quando Togo lutou com a frota de Vitgeft no Mar Amarelo em agosto de 1904, ele rapidamente descobriu que eles sabiam como navegar, e também que eram bons atiradores.

Notas e referências

  1. Semenov (1907) p. 49 & 62
  2. a b Forczyk p. 46
  3. Forczyk p. 48
  4. Forczyk p. 36

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Forczyk, Robert. Russian Battleship vs Japanese Battleship, Yellow Sea 1904-05. 2009 Osprey. ISBN 978-1-84603-330-8.
  • Semenoff, Vladimir, Capt. The Battle of Tsushima (1907). London, John Murray, Albemarle Street, W.

Ver também[editar | editar código-fonte]