Batalha do Nilo
| Batalha do Nilo | |||
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| Guerras Revolucionárias Francesas | |||
O navio de guerra Orient a arder, 1 de Agosto 1798, durante a Batalha do Nilo |
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| Data | 1 de Agosto 1798 – 2 de Agosto de 1798 | ||
| Local | Baia de Aboukir, Egipto | ||
| Resultado | Vitória britânica | ||
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A Batalha do Nilo, conhecida na França como Batalha de Aboukir, foi uma importante batalha naval das Guerras Revolucionárias Francesas entre a armada do Reino Unido da Grã-Bretanha (antecessor do Reino Unido de hoje), comandada pelo Vice-Almirante Horatio Nelson, e a frota francesa sob o comando do Vice-Almirante François-Paul Brueys D'Aigalliers que teve lugar na noite e manhã de 1 e 2 de Agosto de 1798. As baixas francesas foram muito altas, tendo sido 1700 homens mortos e 3000 capturados, enquanto as baixas inglesas foram bastante baixas, com apenas 217 mortos. A frota francesa tinha chegado a cidade egípcia de Alexandria no dia 1 de Julho, ou seja, dois dias depois da frota inglesa de Nelson ter partido em perseguição aos franceses. As tropas francesas desembarcaram, e a cidade foi tomada.
Como era difícil aos navios entrar no porto de Alexandria, Napoleão Bonaparte ordenou ao vice-almirante Brueys, capitão do Orient, que ancorasse os 13 navios e as 4 fragatas na baía de Aboukir, a cerca de 32 km a este-nordeste de Alexandria, enquanto Napoleão e as suas tropas marchavam pelo deserto egípcio para conquistarem o Cairo. Enquanto isso, a frota britânica andava pelo Mar Mediterrâneo Oriental até que foram informados na Grécia que os franceses tinham sido vistos quatro semanas antes na ilha de Creta navegando para sudeste com destino a Alexandria.
Ao entardecer do dia 1 de Agosto, Nelson finalmente avistou a frota de Brueys que se encontrava ancorada em linha nas águas pouco profundas da baía de Aboukir com um longo e perigoso banco de areia à sua retaguarda. Brueys pensou que Nelson não iria correr o risco de atacar até ao dia seguinte, dado o perigo que representava tentar navegar na baía já sem luz. Este tipo de situação, no entanto, apela à capacidade dos marinheiros experimentados e a tácticas inusitadas, e era precisamente o que distinguia Nelson e o mais entusiasmava. Os navios de Nelson seguiram imediatamente para ambos os flancos da frota francesa ancorada, mas pararam a meio da linha dos navios, o que assegurava que metade dos navios franceses não poderia tomar parte na acção porque estavam situados a sotavento.
A frota francesa tinha maior poder de fogo: um navio de 118 canhões (L'Orient), três de 80 (o Tonnant, o Guillaume Tell e o Franklin), nove de 74 canhões (o Aquillon, o Spartiate, o Généreux, o Mercure, o Peuple Souverain, o Guerrier, o Heureux, o Conquérant e o Timoléon) e 4 fragatas (a Justice, a Diane, a Artémise e a Sérieuse). A frota britânica dispunha de um barco de 50 canhões (HMS Leander) e 13 barcos de 74 canhões: HMS Vanguard, HMS Zealous, HMS Audacious, HMS Orion, HMS Theseus, HMS Minotaur, HMS Goliath, HMS Defence, HMS Bellerophon, HMS Majestic, HMS Swifture, HMS Alexander e HMS Culloden.
Contudo, este ataque surpresa de Nelson deu aos ingleses a vantagem táctica de não perderem nenhum navio, enquanto a frota francesa sofreu enormes perdas: só dois sobreviveram os outros foram capturados ou afundados, incluindo o Orient, que pegou fogo e explodiu durante a batalha. O vice-almirante Brueys foi atingido e faleceu no tombadilho do Orient. Nelson teve com esta vitória uma grande variedade de honras e presentes de potências estrangeiras que lhe foram reconhecidas. Tornou-se Barão Nelson do Nilo e passou a receber pensões anuais tanto do parlamento inglês como irlandês. Também foram-lhe dadas 10 000 libras esterlinas pela Companhia Inglesa das Índias Orientais.
[editar] Bibliografia
- Naval wars in the Levant 1559-1853 - R. C. Anderson ISBN 978-1578985388