Behaviorismo radical
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
| Esta página precisa ser reciclada de acordo com o livro de estilo. Sinta-se livre para editá-la para que esta possa atingir um nível de qualidade superior. |
O Behaviorismo Radical, postulado por B. F. Skinner e adotado por vários outros psicólogos, como Ferster, Sidman, Schoenfeld, Catania, Hineline, Jack Michael, etc., surgiu na área da Psicologia como uma proposta filosófica e como um projeto de pesquisa em oposição ao behaviorismo metodológico de orientação positivista. Esse é o campo filosófico da análise do comportamento.
As questões trabalhadas no Behaviorismo Radical avaliam a repercussão e a validade das pesquisas científicas experimentais no estudo do comportamento. Skinner teve como referência as idéias dos filósofos da ciência, incluindo Percy Bridgeman, Ernst Mach e Jules Henri Poincaré. Esses criaram novos modelos de pensamento explanatório que não dependiam de nenhuma subestrutura metafísica. No decorrer de sua obra, Skinner teorizou que a lógica do modelo de seleção natural de Darwin também poderia ser aplicada ao comportamento dos indivíduos como um novo modelo causal diferente do mecanicismo.
Para Skinner, o behaviorismo radical seria um caso especial da filosofia da ciência: "não é a ciência do comportamento humano, é a filosofia dessa ciência". Ele busca compreender questões humanas, como "comportamento", "liberdade" e "cultura", dentro do modelo de seleção por consequências, e rejeitando o uso de variavéis não-físicas (sem dimensão no tempo-espaço).
Um filósofo behaviorista radical defende que as diferentes explicações sobre o comportamento humano deveriam ser resolvidas na base de evidências refutáveis, e não de abstratas especulações. O behaviorismo radical foi concebido em experimentos realizados sob o rigor da produção de conhecimento científico. Desenvolvido dentro de um laboratório, sob condições controladas, é um método passível de reaplicação.
Entendido como pensamento filosófico, o Behaviorismo radical não deve ser confundido com a análise do comportamento. Isso porque, enquanto ele teve sua origem científica em ambiente controlado (laboratório), a análise do comportamento é a aplicação prática dessas técnicas. Em se tratando de ciência do comportamento, sua aplicação prática não se dá em ambiente sob condições controladas, e sim, no ambiente comum a todos os homens e mulheres: o planeta que habitamos.
O termo behaviorismo vem do inglês behavior (comportamento) e ilustra bem o objeto de estudo da vertente radical: o comportamento, entendido como a relação entre o indivíduo e seu ambiente físico, químico ou social. O "radical" do behaviorismo se deve ao fato de que as técnicas ali descritas não apelam para estados mentais como causa iniciadora do comportamento, mas os vê como estágio inicial do próprio comportamento. Com isso, adquire o status técnico de resposta emitida, e não de causa autônoma ou mental do comportamento, diferenciando-se, fundamentalmente, das outras correntes de pensamento dentro da psicologia. O behaviorismo radical também é conhecido como skinneriano, pois foi B. F. Skinner quem desenvolveu sua teoria, com base em seus estudos de laboratório.
Por ser uma ciência natural, a análise do comportamento procura entender a relação entre indivíduo/ambiente em termos de comportamentos, que podem ter sua probabilidade de emissão diminuída ou aumentada, conforme a história de condicionamento do indivíduo e a apresentação ou retirada de estímulos ambientais.
[editar] Ver também
[editar] Ligações externas
Associação Brasileira de Psicoterapia e Medicina Comportamental
Vocabulário de Análise do Comportamento
Terapia por Contingências de Reforçamento
Máquina de ensinar de B. F. Skinner

