Beijo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Este artigo ou secção não cita as suas fontes ou referências
Ajude a melhorar este artigo providenciando fontes fiáveis e independentes, inserindo-as no corpo do texto ou em notas de rodapé. Encontre fontes: Googlenews, books, scholar, Scirus

Nota: Se procura especificamente o beijo de língua, consulte: Beijo de língua. Ainda, se procura outros significados de beijo, consulte: Beijo (desambiguação)

"O beijo", por Francesco Hayez.

Um beijo (do latim basium) é o toque dos lábios com qualquer coisa, normalmente uma pessoa. Na cultura ocidental é considerado um gesto de afeição. Entre amigos, é utilizado como cumprimento ou despedida. O beijo nos lábios de outra pessoa é um símbolo de afeição romântica ou de desejo sexual - neste último caso, o beijo pode ser também noutras partes do corpo, ou ainda o chamado beijo de língua, em que as pessoas que se beijam mantêm a boca aberta enquanto trocam carícias com as línguas.

Índice

[editar] História

Os mais antigos relatos sobre o beijo remontam a 2.500 a.C., nas paredes dos templos de Khajuraho, na Índia. Diz-se que na Suméria, antiga Mesopotâmia, as pessoas costumavam enviar beijos aos deuses. Na Antiguidade também era comum, para gregos e romanos, o beijo entre guerreiros no retorno dos combates.

Era uma espécie de prova de reconhecimento. Aliás, os gregos adoravam beijar. Mas foram os romanos que difundiram a prática. Os imperadores permitiam que os nobres mais influentes beijassem seus lábios, e os menos importantes as mãos. Os súditos podiam beijar apenas os pés. Eles tinham três tipos de beijos: o basium, entre conhecidos; o osculum, entre amigos; e o suavium, ou beijo dos amantes.

Na Escócia, era costume o padre beijar os lábios da noiva ao final da cerimônia. Acreditava-se que a felicidade conjugal dependia dessa benção. Já na festa, a noiva deveria beijar todos os homens na boca, em troca de dinheiro. Na Rússia, uma das mais altas formas de reconhecimento oficial era o beijo do czar.

No século XV, os nobres franceses podiam beijar qualquer mulher. Na Itália, entretanto, se um homem beijasse uma donzela em público, era obrigado a casar imediatamente. No latim, beijo significa toque dos lábios. Na cultura ocidental, ele é considerado gesto de afeição. Entre amigos, é utilizado como cumprimento ou despedida; entre amantes e apaixonados, como prova da paixão.

Mas é também um sinal de reverência, ao se beijar, por exemplo, o anel do papa ou de membros da alta hierarquia da Igreja. No Brasil, D. João VI introduziu a cerimônia do beija-mão: em determinados dias o acesso ao Paço Imperial era liberado a todos que desejassem apresentar alguma reivindicação ao monarca. Em sinal de respeito, tanto os nobres, como as pessoas mais simples, até mesmo os escravos, beijavam-lhe a mão direita antes de fazer seu pedido. Esse hábito foi mantido por D. Pedro I e por D. Pedro II.

Cerimônia de beija-mão na corte de D.João VI,no Rio de Janeiro (quadro de A.P.D.G., pertencente ao acervo da Biblioteca Nacional)

[editar] Beijos na arte

[editar] Cinema

  • 1927: O primeiro filme vencedor do Oscar de melhor filme, Wings (Asas), também foi o primeiro filme (de que se tem registro) a mostrar dois homens beijando-se. Trata-se de um beijo na face, entre dois grandes amigos, os personagens Jack Powell e David Armstrong, no momento em que esse último estava à morte, ferido em batalha aérea. O beijo foi apresentado de forma fraternal, absolutamente não-sexual e não-erótica.
  • 1989 Cinema Paradiso, de Giuseppe Tornatore, presta, na sequência final, uma homenagem ao beijo no cinema. O projetista Alfredo (Philippe Noiret) deixa de herança para seu amigo e auxiliar Salvatore (Jacques Perrin) um rolo de filme onde estão montadas todas as cenas de beijo (e algumas de nus) que haviam sido cortadas pelo padre de localidade, pois os cinemas da Itália, pertenciam, em sua maioria, à Igreja.
O primeiro casamento gay realizado em Quebéc, Canadá.
Romeo e Julieta se beijando

[editar] Literatura

[editar] Televisão

  • 1968: No papel da Tenente Uhura, Nichele Nicols participou do primeiro beijo interracial da televisão norte-americana, no seriado Star Trek com o ator canadense William Shatner (atuando como o capitão James T. Kirk) no episódio "Plato's Stepchildren".
  • 1991: Um episódio do aclamado seriado dramático norte-americano L.A. Law causou enorme controvérsia ao mostrar um beijo entre as personagens Abby (Michele Greene) e C.J. (Amanda Donohoe). Tal cena foi reconhecida como o primeiro beijo homossexual (neste caso mulher-mulher) da história dos seriados norte-americanos, e foi responsável por quebrar um enorme tabu televisivo.
  • 2000: No episódio "Acting Out" da famosa série cômica norte-americana Will & Grace, os personagens Will (Eric McCormack) e Jack (Sean Hayes) se beijam ao protestarem por causa de uma cena de beijo de um seriado fictício da NBC que não foi ao ar (semelhante ao beijo de América).
  • 2005: No último episódio da telenovela brasileira América causou muito furor quando um prometido beijo homossexual masculino - que seria o primeiro em telenovela brasileira - dos personagens Júnior (Bruno Gagliasso) e Zeca (Erom Cordeiro) não ocorreu. A cena foi escrita pela autora e gravada, mas a Rede Globo optou por não exibi-la, frustrando os telespectadores.
  • 2007: A propaganda de trinta segundos da linha de relógios Time da companhia italiana Dolce & Gabbana mostra dois rapazes se beijando e causa furor no mundo inteiro.
Homem maduro (samurai) beijando rapaz jovem - Japão antigo: Miyagawa Isshō, por volta de 1750; um de dez painéis sobre temas Shudo de um rolo de pinturas no estilo Shunga (de uma coleção particular).

[editar] Ver também

Wikiquote
O Wikiquote tem uma coleção de citações de ou sobre: Beijo.
Commons
O Wikimedia Commons possui multimedia sobre Beijo
Ferramentas pessoais
Criar um livro