Beilhique de Karaman

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Karamanoğulları Beyliği
Beilhique de Karaman
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1250 – 1487 Flag of the Ottoman Empire (1453-1517).svg

Bandeira de Karamanidas

Bandeira do Beilhique de Karaman segundo o Atlas Catalão de 1375.

Localização de Karamanidas
Mapa político da Anatólia após a Batalha de Köse Dag (1243).
Karamanidas
Mapa político do Mediterrâneo oriental em 1450 mostrando o "Emirado Karamanida".
Continente Ásia
Região Médio Oriente
País  Turquia
Capital Ereğli, Ermenek, Karaman, Konya, Mut[1]
37° N 33° E
Língua oficial turco
Religião Islão
Governo Beilhique, Monarquia
Bey ou Emir
 • 1250?-1256 Karamân ben Nûra Sûfî
 • 1256-1261 Kerîmeddin Karaman
 • 1482-1487 Turgutoğlu Mahmud
Período histórico Baixa Idade Média
 • 1250 Fundação
 • 1487 Dissolução
Fortaleza de Silifke

O Beilhique de Karaman,[nt 1] também chamado de Beylik ou Emirado de Karaman, ou Dinastia de Karaman, em turco: Karamanoğulları Beyliği[nt 2] foi um estado (beilhique; beylik) governado por uma dinastia turcomena frequentemente designada como Caramânidas, que reinou no sul-sudeste da Anatólia, no que é hoje a Turquia, entre os séculos XIII e XV. Embora o território sob a sua posse tivesse variado ao longo do tempo, o núcleo central mais estável situava-se nas região montanhosa a sul de Konya, que atualmente corresponde à província de Karaman. Foi o beilhique mais poderoso a seguir aos otomanos e existiu oficialmente entre 1250 e 1487, embora em 1475 tenha passado a ser vassalo do Império Otomano.

O beilhique, que começou por ser um estado vassalo Sultanato de Rum, tornou-se independente quando o Sultanato de Rum se desmoronou, tendo como primeiro líder o epónimo e fundador da dinastia Karamân ben Nûra Sûfî. O beilhique foi anexado pelo Império Otomano por Mehmed I, o conquistador de Constantinopla, tendo a família reinante passado a fazer parte da nobreza otomana, continuando a deter muito poder nos seus antigos territórios pelo menos até ao século XVIII.

História[editar | editar código-fonte]

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Os Karamanidas eram uma tribo turca que chegou à Anatólia com os seljúcidas, ou talvez mais tarde, empurrados para ocidente pelas tropas de Gengis Khan, no início do século XIII. A tribo instalou-se na região de Ermenek e de Mut, a sudeste de Konya.[3]

Karamân ben Nûra Sûfî,[nt 3] também chamado ou grafado Nûre Sûfî e Nureddin, era um sufi de famoso na região de Ermenek que astuciosamente conseguiu tomar a fortaleza de Silifke.[4] Casado com uma tia de Ala’ al-Dîn Eretna, fundador do beilhique de Eretna, Nûra Sûfî instala-se em Ereğli. Teve sete filhos:[5] [nt 4] Kerîmeddin Karaman, Kemâleddin, Oğuz Han, Timur Han, Bunsuz, Hayreddin e Zeynelhac (ou Zayn al-Hâjj, زين الحاجّ). Hayreddin morreu em combate em Konya em 1261,[5] o mesmo sucedendo a Zeynelhac, embora algumas fontes refiram que este morreu no ano seguinte.[6]

Karaman (Kerîmeddin Karaman)[editar | editar código-fonte]

Em 1256, Kerîmeddin Karaman sucede ao pai. Era casado com uma filha do sultão seljúcida Kılıç Arslan III.[5] Após a morte do sultão seljúcida Kaykaus II, Kerîmeddin , juntamente com a maior parte dos turcomenos, toma o partido do filho mais velho Kaykaus II na disputa pela sucessão do sultanato contra os seus dois irmãos.[7]

O vizir Pervâne Muineddin (Pervâne Mu‘in al-Din Suleyman), administrador da Anatólia por parte do sultão de Rum Kılıç Arslan IV (Rükn el-Din Kılıç Arslan bin Keyhüsrev) e pelos mongóis tentou capturar Karaman, mas fracassou, acabando por lhe atribuir a fortaleza de Silifke como feudo. Karaman receberia ainda de Kılıç Arslan IV o beilhique de Ermenek e outras concessões territoriais na região,[3] [4] [6] [8] O território de Karaman compreendia então Ermenek, Mut, Ereğli, Gülnar, Silifke e Larende, cujo nome mudaria para Karaman, que ainda se mantem, em honra da dinastia. O irmão mais novo de Karaman, Bunsuz tornou-se djândâr (escudeiro)[nt 5] de Kılıç Arslan IV.[6]

As boas relações com os seljúcidas terminaram cerca de 1261, em parte devido às intrigas do vizir Pervane. O sultão Kay Kaus II é destituído por Pervane e refugia-se em território bizantino, onde é feito prisioneiro pelo imperador Miguel VIII Paleólogo. A pretexto de socorrer Kay Kâwus, Karaman faz uma aliança com os beilhiques de Eşref (capital: Beyşehir) e de Menteşe (região de Muğla) para combater os seljúcidas.[9] Acompanhado de dois dos seus irmão, Karaman marchou sobre Konya com um exército de 20 000 homens onde defrontou um exército seljúcida comandado por Pervane e apoiado pelos mongóis.[6] Karaman foi derrotado e os seus irmãos foram mortos no combate.[10] Para muitos historiadores, esta derrota marcou o fim do reinado de Karaman, mas outros defendem que isso teria acontecido em 1260,[11] 1262,[6] ou 1263. Segundo esta última tese, Karaman teria morrido em combate frente ao Reino Arménio da Cilícia.[3]

Karaman teve oito filhos: Şemseddin Mehmed, Güneri, Bedreddin Mahmud, Kasim, Zekeriya, Tanu, Khalil e Ali. Şemseddin, Zekeriya e Tanu foram mortos em combate em 1277[12] ou 1278.[8]

Mehmed I[editar | editar código-fonte]

Logo após suceder ao seu pai, Şemseddin[nt 6] Mehmed I estabelece alianças com o propósito de constituir um exército para combater os seljúcidas. Em 1276, durante uma revolta contra o domínio mongol, ele derrota diversos exércitos mongóis aliados dos seljúcidas. Em 1277, a severa derrota dos seljúcidas na batalha de Göksu constitui um duro golpe no poder do sultanato. Mehmed aproveita a confusão para conquistar Konya a 12 de maio de 1277 e colocar no trono seljúcida Alâeddin Siyavuş, alcunhado perjorativamente de Jimri (em turco: cimri, "o tacanho"), que pretensamente seria filho de Kaykaus II.

A 13 de maio de 1277 Mehmed promulga um decreto (em turco: firman) em nome dos seljúcidas proibindo o uso de outra língua que não o turco nos negócios do estado, nos tekkes (conventos de dervixes) e reuniões públicas a partir daquela data. Apesar da interdição, o persa e o árabe continuaram a ser utilizados como línguas oficiais nos negócios do estado e o turco só se imporia verdadeiramente sob os otomanos, no século XVI. O dia 13 de maio é ainda celebrado em Karaman como a "festa da língua (dil bayramı)".[5] [nt 7]

Ainda na primavera de 1277, o sultão mameluco Baibars entra no sultanato seljúcida, possivelmente a pedido secreto de Pervane, que esperava poder desembaraçar-se da tutela mongol. Pervane, o grão-vizir seljúcida, tinha entretanto formado o seu próprio beilicado, Pervâneoğulları, em Sinope.[13] A 18 de abril, Baibars esmaga o exército mongol na batalha de Elbistan. Pervane, que comandava o contigente seljúcida oficialmente aliado dos mongóis, pôs-se em fuga. Baibars entra triunfalmente em Kayseri a 23 de abril, após o que conquista a Síria. Ao saber da derrota, o khan mongol da Pérsia, Abaca, acorre à Anatólia em julho e, após um inquérito, manda executar Pervane a 2 de agosto de 1277.[14]

Sahip Ata Fahrettin Ali sucede a Pervane como grão-vizir do Sultanato de Rum e dirige uma campanha contra os Karamanidas com o apoio de tropas mongóis.[12]

A ponte de Ala (em turco: Ala Köprü ou Görmel Köprüsü, construída pelos Karamanidas. Situa-se a 5 km da aldeia de Görmeli, na atual província de Karaman.

No decurso da guerra, Mehmed, os seus irmãos e um dos seus primos são mortos por um destacamento mongol que o encontra quando ele fazia um reconhecimento perto da fortaleza de Kurbağa (Kurbağaköy, na província de Mersin). Esse evento, ocorrido em 1277,[12] 1278[8] ou 1283,[10] constitui um sucesso inesperado para o sultão seljúcida Gıyaseddin Kaykhusraw II, que nele viu uma oportunidade para se desembaraçar dos Karamanidas. Entretanto, apesar de ter conseguido reunir forças importantes, Jimri é derrotado por Kay Khusraw em maio de 1278,[12] numa batalha em que perecem os dois filhos de Sahip Ata.[15]

Güneri e Mahmud[editar | editar código-fonte]

Após a morte de Mehmed, os seus dois irmãos Güneri e Bedreddin (ou Mecdeddin)[nt 8] Mahmud governaram conjuntamente o beilhique até 1300, após o que Mahmud ocupou o trono sozinho. Güneri prosseguiu a guerra contra os turcos, tendo atacado Konya e Larende (Karaman).[12] Mahmud estabeleceu a sua capital em Ermenek, onde mandou construir uma mesquita em 1302.[4]

Durante este período o Sultanato de Rum continuava sob a tutela mongol numa situação interior muito confusa. Em 1278 o sultão Kay Kaus II morre no exílio.[16] O seu filho Gıyaseddin Mesud II, exilado na Crimeia, autoproclama-se sultão.[11] Em 1281, após a morte de Abaqa, inicia-se um período de instabilidade na Anatólia. Güneri entrega-se frequentemente a atos de pilhagem na região de Konya, enquanto o bey de Eşref, Seyfeddin Süleyman, faz incursões a Konya e a Akşehir desde a sua capital em Beyşehir. Encontrando-se desprotegido destes ataques turcomenos, o sultão seljúcida Kay Khusraw III apela ajuda a Ahmad Teküder, o sucessor de Abaqa no Ilcanato, recentemente convertido ao Islão. Ahmad envia o seu irmão Konghurtay ao território karamanida, o qual pilha de forma nunca antes vista. Esta destruição do território karamanida provocam a piedade e cólera dos Mamelucos, que protestam junto de Ahmad, que reprime Konghurtay pela sua conduta e o executa.[12]

Em 1284 Ahmad Teküder reconhece Gıyaseddin Mesud como sucessor do título de sultão de Rum. Pouco depois Teküder foi deposto por Arghun- Em junho de 1285 Arghun divide o sultanato em duas partes, uma para cada um dos dois filhos de Kay Khusraw III. O mais velho foi morto pelos mongóis a 1 de outubro de 1285 e o mais novo foi provavelmente assassinado em janeiro de 1286.[11] Com os seus rivais eliminados, Gıyaseddin Mesud assegura o título de sultão. Em 1286 toma como sua capital Kayseri em vez de Konya.[17]

A partir de 1286, Mesud II envolve-se em diversas campanhas contras os principados turcomenos emergentes por toda a Anatólia, sempre com o apoio dos mongóis. Uma dessas campanhas teve como alvo os beilicados de Germiyan, Karaman e Eşref.

Em 1293 Bedreddin (Mecdeddin) Mahmud conquista a cidade de Alaiye (atualmente Alanya) e funda o beilhique de Alaiye (ou Alaya).[18] Em 1300 Mahmud passa a governar sozinho o beilhique de Karaman.

Mahmud morreu em 1307, o mesmo ano que a morte de Mesud II, o último sultão seljúcida, marca o fim do Sultanato de Rum.

Yahşı Han[editar | editar código-fonte]

Yahşı (ou Yakhshî) Han, filho de Mehmed I, sucede ao seu irmão em 1307,[nt 9] para reinar durante quatro anos.[5] Os Karamanidas vão aproveitar-se do desaparecimento do Sultanato de Rum e do enfraquecimento do poder mongol para fortalecer o seu domínio. Entretanto, não são completamente independentes, pois colocam-se sob a proteção dos Mamelucos do Egito, que os apoiam nos seus combates contra o Reino Arménio da Cilícia.[4]

Bedreddin İbrahim e Alâeddin Mirza[editar | editar código-fonte]

Bedreddin İbrahim era um dos filhos de Mahmud e sucede ao seu primo Yahşı Han em 1311. Reinou até 1333,[4] quando abdicou a favor do seu irmão Alâeddin[nt 10] Mirza.[nt 11] Aparentemente, em 1334-1335, Bedreddin İbrahim residia em Laranda (ou Larende, atual Karaman), o seu filho Fahreddin Ahmed em Konya, o seu primo Yahşı Han em Ermenek, o seu irmão Alâeddin Khalîl Mirza em Beyşehir e o seu outro irmão Burhâneddin Musa em Meca,[19] o que lhe vale o cognome de Hacı Sûfî.[nt 12]

Ibn Battuta conta que passou por Karaman (Laranda ou Larandah no texto citado) em 1333, onde se encontra com Bedreddin e confirma que Burhâneddin Musa é o seu irmão.[20]

O sultão desta cidade é o rei Bedr eddin, filho de Kâramân, ela pertence ao seu meio-irmão Moûça. Este cedeu-a a Melic Nâçir, que lhe deu em troca um lugar equivalente.
 
Ibn Battuta. “Do sultão de Larandah”,

O Melic Nâçir citado nesta passagem é al-Nasir Muhammad, o sultão mameluco do Cairo, que era aliado dos Karamanidas. Esta passagem por Laranda levanta dúvidas pois ela representa um desvio de várias centenas de quilómetros em relação ao itinerário principal, pelo que o que é escrito foi provavelmente baseado no que ouviu dizer.[19]

Burhâneddin Musa regressou da sua peregrinação a Meca sob a proteção do sultão mameluco al-Nasir. Um dos partidários do rei da Arménia Menor tentou prendê-lo; como represália deste ato, os Mamelucos provocam tumultos na Cilícia.[19]

Bedreddin İbrahim volta depois ao poder durante alguns meses em 1340.[21]

Fahreddin Ahmed, Şemseddin, Burhâneddin Musa e Süleyman[editar | editar código-fonte]

O filho primogénito de Bedreddin İbrahim, Fahreddin[nt 13] Ahmed sucede ao seu pai. Morreu em combate durante uma batalha com os Mongóis em 1349.[19] Sucede-lhe o seu irmão mais novo Şemseddin,[5] que terá sido preso pelos seus irmãos em 1352.[19]

Burhâneddin[nt 14] Musa, um filho de Mahmud, assume então o poder[nt 15] e instala a sua capital em Mut.[5] Foi ele que provavelmente mandou construir a madraça de Ermenek (Tol Medrese).[19]

Seyfeddin[nt 16] Süleyman era o filho mais novo de İbrahim. Foi governador de Karaman durante o reinado de Burhâneddin Musa e teria sido o sucessor direto de Şemseddin. Foi feito prisioneiro pelos Eretnidas a 11 de janeiro de 1350 e substituído pelo seu irmão `Ala' al-Dîn `Alî.[5]

Alâeddin Ali I[editar | editar código-fonte]

Kâsim, um dos membros da conspiração que derrubou Seyfeddin Süleyman, tomou o poder durante algum tempo, até ser morto por Alâeddin Ali, que sobe ao trono.[23] O reinado de Dâmâd Alâeddin Ali foi longo. Foi contemporâneo dos sultões otomanos Murad I e Bayezid I Yıldırım. Casou com Nefise Sultan, filha de Murad e irmã de Bayezid, o que explica o curioso título persa de Damad (em persa: داماد; dāmād [noivo]) Antes de subir ao trono dos Karamanidas, foi governador de Konya.[5]

Alâeddin Ali rompeu a aliança com os Mamelucos dos seus antecessores. Apoiou a rebelião dos Ramadanidas contra o sultão mameluco Sayf ad-Din Barquq, ao mesmo tempo que continuou em guerra com os Otomanos.[23] Estendeu os domínios dos Karamanidas para ocidente até Akşehir e combateu contra o seu sogro Murad e depois contra o cunhado Bayezid. Avançou em território otomano até Bursa, mas em 1385 foi derrotado por Murad em Konya.[24]

Em 1398 Alâeddin Ali e os seus filhos são feitos prisioneiros por Bayezid e Alâeddin é morto. O beilhique é anexado pelo Império Otomano.

Nâsıreddin Mehmed II e Alâeddin Ali II[editar | editar código-fonte]

Entre 1398 e 1402, o beilhique karamanida foi abolido. O herdeiro, Sultan-zâde[nt 17] Nâsıreddin[nt 18] (ou Gıyâseddin)[nt 19] Mehmed, era filho de Alâeddin Ali. Passou três anos com o seu irmão Dâmâd Bengi Alâeddin Ali em Bursa, sob a guarda do seu tio e carcereiro Bayezid I. A derrota de Bayezid frente a Tamerlão na batalha de Ancara em 1402 e o subsequente enfraquecimento dos Otomanos vão permitir a reconstituição do beilhique karamanida, onde s dois irmãos Nâsıreddin e Bengi Alâeddin Ali alternam no poder até 1424.

En 1406, Nâsıreddin Mehmed é forçado a negociar com o sultão otomano Mehmed I Çelebi e a ceder-lhe alguns territórios. No entanto, depois cerca Bursa a pretexto de vingar a morte do seu pai; depois de um cerco de 34 dias, a cidade é tomada e destruída por Nâsıreddin, que se retira em seguida. Dirige depois novas campanhas contra os Otomanos em 1414 e 1415.[24] Acaba por ser obrigado a entregar aos Otomanos as cidades de Beyşehir, Seydişehir e Akşehir. No ano seguinte, é preso com o seu filho, mas é libertado em troca dum juramento de fidelidade e a promessa de não voltar a quebrar a paz. O sultão mameluco exige aos Karamanidas que lhe entreguem Tarso. Julgando-se protegido contra um ataque, Nâsıreddin Mehmed ignora essa exigência e oferece a sua filha em casamento ao ramadanida Ibrahim para se proteger contra o sultão mameluco al-Muayyad Chaykh. Nâsıreddin Mehmed dá-se conta do seu erro quando tem conhecimento que um exército mameluco se dirige à Anatólia. Refugia-se nas montanhas, entrega Kayseri aos Dulcadiridas e o território karamanida passa a estar sob autoridade do seu irmão Alâeddin Ali em 1419.[25]

Alâeddin Ali goza da proteção dos Mamelucos, mas não logra estabelecer a sua autoridade sobre todo o território. Não consegue tomar Konya nem rechaçar os ataques de Ibrahim, um dos filhos de Nâsıreddin Mehmed que é apoiado pelos Otomanos. Nâsıreddin Mehmed é feito prisioneiro e levado para o Cairo. Durante o cativeiro do seu irmão, Dâmâd Bengi Alâeddin Ali negoceia com os Mamelucos uma aliança contra os Otomanos.[25]

Em 1421, Nâsıreddin Mehmed é libertado pelos Mamelucos e retoma o trono com facilidade. O novo sultão otomano Murad II tem que combater contra o seu tio Mustafa Çelebi, cognominado Düzmece[nt 20] Mustafa. Este já tinha tentado destronar o seu irmão Mehmed I mas acabou por ter que se refugiar junto dos imperadores bizantinos. O imperador bizantino tinha apoiado Mehmed I mantendo Mustafa prisioneiro em Constantinopla, mas desta vez, encoraja Mustafa a envolver-se numa guerra civil contra o seu sobrinho. Com o objetivo de tirar partido desta situação, Nâsıreddin Mehmed cerca Adália (Antália).[25] É morto pelos Otomanos durante este cerco em 1423.[24]

Alâeddin Ali retoma brevemente o poder mas não tem êxito na luta contra o sobrinho İbrahim, que beneficia do apoio do sultão otomano Murad II, com quem tem laços familiares. Alâeddin Ali retira-se para Niğde, onde morre, deixando o poder a İbrahim.[25]

Taceddin İbrahim II[editar | editar código-fonte]

Tughra de İbrahim II

Sultan-zâde Taceddin[nt 21] İbrahim II é o segundo filho de Nâsıreddin Mehmed, que sucede ao seu tio Dâmâd Bengi Alâeddin Ali. O poderio do beilhique está no seu auge — o beilhique de Germiyan tinha desaparecido e os Karamanidas são os rivais mais poderosos dos Otomanos. İbrahim II era casado com a irmã do sultão otomano Murad II, o que não o impediu de por vezes ter entrado em guerra com os Otomanos. O facto de ser cunhado do sultão tirou-o de sérios apuros em diversas ocasiões. Fez também uma aliança com o imperador romano-germânico Sigismundo. Esta aliança com os "infiéis" é referida com reprovação nas crónicas otomanas.[24]

Murad II deseja acabar com os Karamanidas e para tal conclui uma aliança com os Dulcadiridas. Estes conquistam Kayseri e arredores em 1436-1437. İbrahim cede Akşehir e Beyşehir aos Otomanos. Após a morte de Murad II tenta recuperar estes territórios, mas sem sucesso. İbrahim tem mais êxito nas suas campanhas contra a Cilícia, nomeadamente conquistando a fortaleza de Corícia aos cipriotas. Antes de morrer, İbrahim II pretende fazer de d’İshak o seu sucessor designado, mas os outros seis irmãos de de İshak não aceitam que esse filho duma escrava seja preferido em vez deles, que são filhos da irmã do sultão Murad II, pelo que cercam İbrahim e İshak em Konya, forçando-os a fugir. İbrahim morre em 1463.[24]

İshak e Pîr-Ahmed[editar | editar código-fonte]

A Mesquita de Laal Paxá, em Mut, construída em 1444, durante o reinado de Taceddin İbrahim II

As desordens provocadas pela querela da sucessão quase provocaram o desaparecimento do beilhique. Pîr-Ahmed, apoiado pelos Otomanos, vence o seu irmão İshak numa batalha travada em Ermenek. Ele considera-se vassalo de Murad II, mas depois entra em conflito com o seu suserano por causa de um tratado com Veneza.

O sultão otomano Maomé II, o Conquistador, sucessor de Murad, estava decidido a acabar com os Karamanidas.[26] Em 1467, os Otomanos ocupam Konya de forma permanente. Pîr-Ahmed torna Karaman e Niğde os seus redutos, de onde combate alternadamente contra o seu irmão ou contra os Otomanos.

Rum Mehmet Paxá, de origem grega, é encarregado pelo sultão Maomé II da deportação da população de Karaman e de Konya para repovoar Constantinopla. Para recompensar os seus serviços, Maomé II nomeia-o grão-vizir. Rum Mehmet Paxá conduz uma política repressiva contra os muçulmanos de Karaman, e confisca as propriedades e os waqfs. Pîr-Ahmed e o seu irmão Kasim rebelam-se e retomam Karaman. A contra-ofensiva de Mehmet Paxá é rápida: Karaman e Ereğli são destruídas em 1469-1470; marcha depois sobre Alanya, mas não toma a fortaleza. Algumas fontes da época tentam explicar esta clemência pelo facto de Mehmet Paxá ser casado com a irmã de Kiliç Arslan, o último bei de Alanya.[27]

Em 1471, Gedik Ahmed Paşa, à frente do exército otomano, derrota os Karamanidas. Os Otomanos tomam primeiro Karaman e depois Ermenek. Pîr-Ahmed, a sua família e os seus bens são tomados pelos Otomanos. Porém, Pîr-Ahmed não é morto e consegue evadir-se para Tarso, onde morre em 1474.[24]

Kasim e Turgutoğlu Mahmud[editar | editar código-fonte]

Kasim substitui o seu irmão Pîr Ahmed, quando Karaman já é um estado dependente do Império Otomano. Kasim passa a maior parte do tempo longe do seu reino, apresentando-se como um pretendente ao trono. Em 1464 refugia-se com o seu filho mais velho Ishaq junto de Uzun Hasan, o líder dos Turcomanos Aq Qoyunlu (Turcomanos da Ovelha Branca). Kasim participa com Uzun Hasan na guerra entre os Aq Qoyunlu e os Otomanos. O sultão otomano Maomé II obtém uma vitória importante nesta guerra na batalha de Otlukbeli, travada em 11 de agosto de 1473.[28]

Kasim é substituído pelo seu genro Turgutoğlu Mahmud.[5] Governa a província de Içel do Império Otomano durante quatro anos, ao fim dos quais, não conseguindo manter o seu poder, procura refúgio junto dos Mamelucos, em Alepo, em 1487. Os Karamanidas desaparecem completamente durante os primeiros anos do reinado do sultão otomano Bayezid II. A província de Karaman passa a ser denominada "trono de Karaman" (Taht-ı Karaman) e o seu titular é um dos mais eminentes príncipes otomanos.

Mustafa, um sobrinho de Kasim, volta do exílio no Irão e declara-se sucessor de Mahmud, mas não consegue derrotar os Otomanos e refugia-se junto dos Mamelucos. Morre no Cairo em 1513.[26]

Legado[editar | editar código-fonte]

Os Karamanidas devem a sua importância histórica à sua situação geográfica. Controlavam a passagem entre a Anatólia e a Síria e podiam refugiar-se nas montanhas em caso de ataque das potências inimigas. Esta posição assegurava-lhes importantes receitas sob a forma de taxas aduaneiras nos portos. As suas construções em Karaman, Konya e Niğde são a prova dessa riqueza.[4]

Quadro cronológico da dinastia[editar | editar código-fonte]

Datas [nt 22] Nome Nome turco [33] Filho de Observações
1250?-1256 Nûr al-Dîn Sûfî Nûre Sûfî   Capital: Ereğli
1256-1261 [nt 23] Karîm al-Dîn Qaramân Kerîmeddin Karaman Nûre Sûfî Fundador oficial e epónimo da dinastia. Capital: Ermenek
1261-1277 [nt 24] Shams al-Dîn Muhammad I Şemseddin Mehmed I Karaman  
1277-1300 Güneri Güneri Karaman Como suserano
Badr al-Dîn Mahmûd Bedreddin (Mecdeddin) Mahmud Karaman Como vassalo
1300-1307 [nt 25] Badr al-Dîn Mahmûd Bedreddin (Mecdeddin) Mahmud Karaman  
1307-1311 [nt 26] Yakhshî Yahşı Han Mehmed Capital: Konya
1311-1333 [nt 27] Badr al-Dîn Ibrâhîm Bedreddin İbrahim I Mahmud Vassalo dos Mamelucos (primeiro reinado)
1333-1348 [nt 28] `Ala' al-Dîn Khalîl Alâeddin Mirza Halil Mahmud  
1348-1349 [nt 29] Badr al-Dîn Ibrâhîm Bedreddin İbrahim I Mahmud (segundo reinado)
1349-1350 [nt 30] Fakhr al-Dîn Ahmad I Fahreddin Ahmed İbrahim  
1350-1352 Shams al-Dîn I Şemseddin İbrahim  
1352-1356 Al-Hâjj Burhân al-Dîn Mûsâ al-Sûfî Hacı Sûfi Burhâneddin Musa Mahmud Capital: Mut
1356-1361 Sayf al-Dîn Sulaymân Seyfeddin Süleyman Khalîl. filho de Mahmud  
1361-1398 [nt 31] Dâmâd `Ala' al-Dîn `Alî Dâmâd Alâeddin Ali I Khalîl  
1398-1402 Anexação ao Império Otomano
1402-1419 [nt 32] Muhammad II Sultan-zâde Nâsıreddin (Gıyâseddin) Mehmed II Alâeddin Primeiro reinado, prisioneiro dos Mamelucos
1419-1421 Dâmâd Bengi `Ala’ al-Dîn `Alî Dâmâd Bengi Alâeddin Ali II Alâeddin I Primeiro reinado
1421-1423 Muhammad II Sultan-zâde Nâsıreddin (Gıyâseddin) Mehmed II Alâeddin I Segundo reinado
1423-1424 `Ala’ al-Dîn `Alî Dâmâd Bengi Alâeddin Ali II Alâeddin I Segundo reinado
1424-1464 Tâj al-Dîn Ibrâhîm II Dâmâd Taceddin İbrahim II Mehmed II  
1464-1465 Ishâq Sultan-zâde İshak Ibrâhîm II Conjuntamente
Pîr Ahmad Sultan-zâde Pîr-Ahmed Ibrâhîm II
1465-1475 Pîr Ahmad Sultan-zâde Pîr-Ahmed Ibrâhîm II  
1475 Anexação definitiva ao Império Otomano
1475-1482 Qâsim Kasım Ibrâhîm II Vassalo dos otomanos até à sua morte em 1483
1482-1487 Turgutoğlu Mahmud Turgutoğlu Mahmud   Vassalo dos otomanos

Notas[editar | editar código-fonte]

  1. Embora a forma dicionarizada em português seja "beilhique",[2] é possível que existam "aportuguesamentos" derivados do francês e italiano "beilicado" ou "beilicato".
  2. Karamanoğulları: filhos de Karaman; por vezes também se usa o singular (Karamanoğlu).
  3. Nûr al-Dîn, (em árabe: نور الدين) significa "luz da religião".
  4. Kerîmeddin (em árabe: كريم الدين; Karîm al-Dîn) significa "nobreza da religião". Kemâleddin ou Kamâl al-Dîn (كمال الدين) significa "perfeição da religião". Hayreddin ou Khayr al-Dîn ou Hayr al-Dîn (خير الدين) significa "bem da religião".
  5. Djândâr, em persa: جان دار, transl.: Jân-dâr, em turco: candar, significa guarda-costas ou portador de uma espada.
  6. Şemseddin (em árabe: شمس الدين; Šams al-Din) significa "sol da religião".
  7. Na generalidade da Turquia, a Türk dil bayramı (festa da língua turca) é celebrada a 26 de setembro, dia em que o governo turco, sob o impulso pessoal de Mustafa Kemal Atatürk, decretou a substituição do alfabeto árabe pelo alfabeto latino em 1928.
  8. Bedreddin (em árabe: بدر الدين; Badr al-dīn) significa "lua cheia da religião". Mecdeddin (em árabe: مجد الدينMajd al-Din) significa "glória da religião".
  9. Yahşı Han não é mencionado na obra "Karamanides, Qaramanides ou Qarâmânoğullari" de Janine et Dominique Sourdel.[8]
  10. Alâeddin (علاء الدين; ʿalāʾ al-dīn) significa "nobreza da religião".
  11. Mirza em persa: مرزا; transl.: mirzā é um título persa que significa príncipe.
  12. Hacı Sûfî (em árabe: حاجّي صوفي; Hâjjî Sûfî, ḥājjī ṣūfī) significa "sufi que fez a peregrinação a Meca.
  13. Fahreddin (em árabe: فخر الدين; Faḫr al-dīn) significa "glória da religião".
  14. Burhâneddin (em árabe: برهان الدين; Burhān al-dīn) significa "prova da religião"
  15. Burhâneddin Musa não figura na lista de sucessão de Clifford Edmund Bosworth.[22]
  16. Seyfeddin (em árabe: سيف الدين; Sayf al-dīn) significa "espada da religião".
  17. Sultan-zâde é um título persa (سلطانزاده; sulṭān-zādeh) que significa "descendente do sultão".
  18. Nâsıreddin (em árabe: ناصر الدين; nāṣir al-dīn) significa "triunfo da religião".
  19. Gıyâseddin (em árabe: غياث الدين; ḡiyāṯ al-dīn), "socorro da religião".
  20. Düzmece significa "falso" em turco.
  21. Taceddin ou Tajeddin (em árabe: تاج الدين; tāj al-dīn) significa "coroa da religião".
  22. As datas apresentadas são aproximadas. As fontes usadas apresentam diversas incompatibilidades entre elas em relação a datas e ordem de sucessão.[8] [29] [30] [31] [32]
  23. 1255-1263 segundo www.karamankultur.gov.tr.[30]
  24. 1263-1279 ou 1280 segundo www.karamankultur.gov.tr.[30]
  25. 1300-1311 segundo www.karamankultur.gov.tr.[30]
  26. 1311-1312 segundo www.karamankultur.gov.tr.[30]
  27. 1318-1333 segundo www.karamankultur.gov.tr.[30]
  28. 1333-1340 segundo www.karamankultur.gov.tr.[30]
  29. Este retorno ao poder é mencionado em www.karamankultur.gov.tr; İbrahim teria morrido em 1340.[30]
  30. 1340-1350 segundo www.karamankultur.gov.tr.[30]
  31. 1357-1398 segundo www.karamankultur.gov.tr.[34]
  32. 1398-1423 segundo www.karamankultur.gov.tr.[34]

Referências

  1. Karamanoğulları Beyliği (em turco). www.Temha.net (18 de fevereiro de 2006). Página visitada em 18 de setembro de 2010. Cópia arquivada em 18 de setembro de 2010.
  2. Dicionário Houaiss, verbete beilhique.
  3. a b c Mantran 1997, p. 457-459
  4. a b c d e f Houtsma 1913-1936, p. 748-752
  5. a b c d e f g h i j Karamanogullari Principality [ligação inativa] (em inglês). www.ozturkler.com. Öztürkler - Türkiye'nin Gerçek Haber Servisi (Serviço de Notícias da Turquia Verdade) (1 de junho de 2010). Cópia arquivada em 18 de setembro de 2010.
  6. a b c d e Sümer 2000, p. 475 [em linha].
  7. Sümer 2000, p. 474 [em linha].
  8. a b c d e Sourdel, Janine & Dominique 2004, p. 459
  9. Köprülü & Leiser 1992, p. 36
  10. a b Karamanogullari Principality [ligação inativa] (em inglês). www.ozturkler.com. Öztürkler - Türkiye'nin Gerçek Haber Servisi (Serviço de Notícias da Turquia Verdade) (1 de junho de 2010). Cópia arquivada em 18 de setembro de 2010.
  11. a b c Cawley, Charles (7 de outubro de 2007). West Asia & North Africa (2) (em inglês). Projeto "Medieval Lands". Foundation for Medieval Genealogy (fmg.ac). Página visitada em 18 de setembro de 2010. Cópia arquivada em 18 de setembro de 2010.
  12. a b c d e f Sümer 2000, p. 477 [em linha].
  13. Holt et al. 1977, p. 248 [em linha].
  14. Grousset 1938, p. 466
  15. Holt et al. 1977, p. 265 [em linha].
  16. Branning, Katharine. History of the Anatolian Seljuks (em inglês). www.turkishhan.org. The Seljuk Han of Anatolia. Página visitada em 18 de setembro de 2010. Cópia arquivada em 17 de setembro de 2010.
  17. Encyclopædia Britannica 2007, “Anatolia”
  18. Alâiye Beys [ligação inativa] (em inglês). www.ozturkler.com. Öztürkler - Türkiye'nin Gerçek Haber Servisi (Serviço de Notícias da Turquia Verdade) (1 de junho de 2010). Cópia arquivada em 2008-12-16.
  19. a b c d e f Sümer 2000, p. 481 [em linha].
  20. Ibn Battuta p. 128, nota 227
  21. Houtsma 1913-1936, p. 750
  22. Bosworth & 2004 459
  23. a b Sümer 2000, p. 482 [em linha].
  24. a b c d e f Houtsma 1913-1936, p. 751
  25. a b c d Sümer 2000, p. 484 [em linha].
  26. a b Sümer 2000, p. 486 [em linha].
  27. Pearson, Hilda & James 1989, p. 992
  28. Ottoman History: 1453 - 1511 (em inglês). The Ottoman Khilafa. The Naqshbandi-Haqqani Sufi Order of America (www.naqshbandi.org). Página visitada em 19 de abril de 2013. Cópia arquivada em 19 de abril de 2013.
  29. Karamanoğlu beylerinin listesi hakkında bilgi [ligação inativa] (em turco). ansiklopedi.turkcebilgi.com. Cópia arquivada em 2010.
  30. a b c d e f g h i Beylikler Döneminde Karaman (em turco). www.karamankultur.gov.tr. Direcção Provincial da Cultura e Turismo de Karaman. Página visitada em 19 de abril de 2013. Cópia arquivada em 19 de abril de 2013.
  31. Karamanogullari Principality [ligação inativa] (em inglês). www.sedatpeker.com. Cópia arquivada em 2010.
  32. Bosworth & 2004 232-233
  33. End of Karamanogullari Principality [ligação inativa] (em inglês). www.ozturkler.com. Cópia arquivada em 2010.
  34. a b Beylikler Döneminde Karaman (em turco). www.karamankultur.gov.tr. Direcção Provincial da Cultura e Turismo de Karaman. Página visitada em 19 de abril de 2013. Cópia arquivada em 19 de abril de 2013.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Cahen, Claude; Jones-Williams, J. (trad.) (1968) (em inglês), Pre-Ottoman Turkey: a general survey of the material and spiritual culture and history c. 1071-1330, Nova Iorque: Taplinger, p. 281-282 
  • Mantran, Robert (1997), "Karamanides" (em francês), Dictionnaire de l'Islam, religion et civilisation (Albin Michel, col. «Encyclopædia Universalis»), ISBN 978-2226-09419-3 
  • Sourdel, Janine; Sourdel, Dominique (2004), "Karamanides, Qaramanides ou Qarâmânoğullari" (em francês), Dictionnaire historique de l'islam, Quadrige (Paris: Presses Universitaires de France): 1040, ISBN 978-2130-54536-1 
  • "Anatolia" (em inglês), Encyclopædia Britannica Ultimate Reference Suite (Chicago), 2007 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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  • Anatolian Turkish Beyliks (em inglês). www.turkeyodyssey.com. Turkey Travel Guide. Página visitada em 18 de setembro de 2010.
  • Karamanoglu (em inglês). www.turkeyodyssey.com. Turkey Travel Guide. Página visitada em 18 de setembro de 2010.