Beja

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Nota: Para outros significados de Beja, ver Beja (desambiguação).
Beja
Brasão de Beja Bandeira de Beja
Brasão Bandeira

Torre de menagem do Castelo de Beja
Localização de Beja
Gentílico Pacense ou Bejense
Área 1 140,21 km²
População 34 776 [1] hab. (2006)
Densidade populacional 31,4 hab./km²
N.º de freguesias 18
Fundação do município
(ou foral)
1524
Região Alentejo
Sub-região Baixo Alentejo
Distrito Beja
Antiga província Baixo Alentejo
Feriado municipal Quinta-feira de Ascensão
Código postal 7800
Endereço dos
Paços do Concelho
Praça da República
Sítio oficial Câmara Municipal
Endereço de
correio electrónico
municipiobeja@
mail.telepac.pt
Municípios de Portugal

Beja é uma cidade portuguesa, capital do Distrito de Beja, na região Alentejo, subregião do Baixo Alentejo e pertencente à NUTS III Baixo Alentejo[2], sedia a Diocese de Beja, com cerca de 28 000 habitantes.

É sede de um dos maiores municípios de Portugal, com 1.140,21 km2 de área e 34 776 habitantes [1] (2006), subdividido em 18 freguesias. O município é limitado a norte pelos municípios de Cuba e Vidigueira, a leste por Serpa, a sul por Mértola e Castro Verde e a oeste por Aljustrel e Ferreira do Alentejo.

Índice

[editar] História

Pelourinho de Beja
Pelourinho de Beja

Crê-se que a cidade foi fundada cerca de 400 a.C., pelos Celtas[3] ou mais provavelmente pelos Cónios, que a terão denominado Conistorgis, e que os Cartagineses lá se estabeleceram durante algum tempo. As primeiras referências a esta cidade aparecem no século II a.C., em relatos de Políbio e de Ptolomeu.

Com o nome alterado para Pax Julia, foi sede de um conventus (circunscrição jurídica) pouco depois da sua fundação, teve direito itálico e esta cidade albergou uma das quatro chancelarias da Lusitânia, criadas no tempo de Augusto. A sua importância é atestada pelo facto de por lá passar uma das vias romanas.

Os Alanos, Suevos e os Visigodos dominaram esta cidade depois da queda do Império Romano, tornando-a sede de bispado.

No século V, depois de um breve período no qual haverá sido a sede da Tribo dos Alanos, os Suevos apoderaram-se da cidade, sucedendo-lhes os Visigodos. Nesta altura passa a cidade a denominar-se Paca.

Do século VIII ao ano de 1162, esteve sobre a posse dos Árabes, designadamente no domínio dos Abádidas do Reino Taifa de Sevilha. No referido ano os cristãos reconquistado definitivamente a cidade. Recebeu o foral em 1524 e foi elevada a cidade em 1517.

Criado pelo Rei D. Afonso V de Portugal em 1453, o título de Duque de Beja foi atribuído ao segundo filho varão, até à instituição da Casa do Infantado, em 1654, pelo Rei D. João IV, tendo-o como base.

Actualmente, está a ser construído o Aeroporto Internacional de Beja, com o objectivo de captar investimentos estrangeiros. Crê-se que o Aeroporto vá fazer crescer a cidade economicamente.


[editar] Mariana Alcoforado

(Beja, 1640 - idem, 1723)

É atribuída a Mariana Alcoforado a autoria de cinco cartas de amor ao Marquês de Chamilly, que via passar pela janela do convento, (1636-1715) assinadas com o nome Marianne e datadas da época em que o Marquês serviu em Portugal, país ao qual chega em 1665. Contudo, a veracidade das cartas é posta em causa (não a dos personagens).[4]

[editar] Lenda de Beja

Conta a lenda que quando Beja era uma pequena localidade de cabanas rodeada de um compacto matagal . Uma serpente assassina era o maior dos problemas da população. A solução foi envenenar um touro e deitá-lo para a floresta onde habitava a serpente. É devido à lenda que um touro está representado no brasão de Beja.

[editar] Geografia

[editar] Clima

O clima da região é ameno no Inverno e caracteriza-se pelas temperaturas elevadas no Verão, muito seco, e Invernos pouco rigorosos.

[editar] Demografia

População do concelho de Beja (1801 – 2004)
1801 1849 1900 1930 1960 1981 1991 2001 2004
14971 14824 25382 37143 43119 38246 35827 35762 34970

[editar] Cultura

[editar] Eventos

  • Ovibeja - Feira de actividades agrícolas, pecuárias, artesanais e turísticas.
  • Ruralbeja e Feira de Santa Maria

[editar] Imprensa

Os jornais locais são o Diário do Alentejo, o Correio do Alentejo e o Alentejo Popular. Os outros órgãos de comunicação social são Rádio Voz da Planície (104.5 FM), Rádio Pax (101.4 FM) e a TV Beja (televisão por internet).

[editar] Companhias Teatrais

[editar] Agremiações Culturais

[editar] Agremiações Desportivas

[editar] Outras Agremiações

[editar] Economia

As principais fontes de rendimento são os serviços, o comércio e a agricultura, antes destacava-se a cultura do trigo, actualmente desenvolvem-se a do olival e da vinha. A cidade está pouco industrializada.

Em Beja estão instaladas duas importantes Empresas Públicas: a EDIA - Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva, SA. e a EDAB - Empresa para o Desenvolvimento do Aeroporto de Beja, S.A.

[editar] Património

Igreja de Santa Maria
Igreja de Santa Maria
Escultura de Noémia Cruz ultima companheira de Jorge Vieira em Beja
Escultura de Noémia Cruz ultima companheira de Jorge Vieira em Beja
Parque da Cidade
Parque da Cidade
Museu Rainha D. Leonor, vista exterior
Museu Rainha D. Leonor, vista exterior
Museu Rainha D. Leonor, exposição de utensílios pré-históricos
Museu Rainha D. Leonor, exposição de utensílios pré-históricos

[editar] Monumentos de Interesse

[editar] Culturais

[editar] Espaços Verdes

[editar] Desportivo

[editar] Escolas

[editar] Museu Rainha Dona Leonor

Este museu foi criado em 1927 e 1928 no antigo convento de Nossa Senhora da Conceição da Ordem das Clarissas (extinta em 1834), e tem vindo a expandir gradualmente a sua colecção. O edifício (um convento franciscano) foi estabelecido em 1459 por Fernando de Portugal, Duque de Viseu e de Beja ao pé do seu palácio ducal. As obras continuaram até 1509. A colecção do museu divide-se em três áreas distintas; arqueologia, ourivesaria e pintura.

Na arqueologia podemos encontrar machados de pedra polida, e lápides funerárias epigrafadas da Idade da Pedra; do período romano encontra-se capitéis, numismática e cerâmica comum; alguns vestígios da ocupação árabe; e do período medieval encontram-se principalmente fragmentos de edifícios civis e religiosos da cidade. Os vestígios paleo-cristãos encontram-se no núcleo visigótico do museu, na igreja de Santo Amaro.

A Ourivesaria do museu é constituída por prataria do século XVI ao século XIX principalmente de origem sacra, mas também existem exemplares da civil. Uma peça que sobressai é uma escrivaninha em prata branca do século XVI oferecida pelo rei D. Manuel I à cidade.

Na pintura, o museu possui uma colecção de pinturas do século XV ao século XVII das escolas portuguesa, espanhola e flamenga.

[editar] Organização administrativa

O presidente da câmara é Francisco da Cruz dos Santos, eleito pela CDU. O município de Beja é administrado por uma câmara municipal composta por sete vereadores. Existe uma assembleia municipal que é o órgão legislativo do município, constituída por 39 deputados. A composição dos órgãos autárquicos é a seguinte:

Órgão CDU PS PSD
Vereadores da Câmara Municipal 3 3 1
Deputados da Assembleia Municipal 21 13 5

[5][6]

[editar] Subdivisões Administrativas (freguesias)

Castelo de Beja no interior
Castelo de Beja no interior

[editar] Cidadãos ilustres

Nuno - El Chochito

Referências

  1. 1,0 1,1 Instituto Nacional de Estatística dados de 2006.
  2. Oliveira, Leonel de (dir.) - Nova Enciclopédia Larousse. 1ª ed. [S. l.]: Círculo de Leitores, 1997. Vol. 4, p. 979. ISBN 9724215156
  3. Beja Online. História. Consultado a 07-07-2007.
  4. Vidas Lusófonas. Mariana Alcoforado. Consultado a 07-07-2007.
  5. Câmara Municipal de Beja. Assembleia Municipal. Consultado a 07-07-2007.
  6. Câmara Municipal de Beja. Executivo. Consultado a 07-07-2007.
Ferramentas pessoais