Bela Vista do Paraíso

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Município de Bela Vista do Paraíso
"Princesa do Vale do Paranapanema, Cidade do Café"
Bandeira desconhecida
Brasão desconhecido
Bandeira desconhecida Brasão desconhecido
Hino
Aniversário 16 de Outubro
Fundação 16 de outubro de 1947
Gentílico belavistense
Prefeito(a) João de Sena Teodoro Silva (PDT)
(2013–2016)
Localização
Localização de Bela Vista do Paraíso
Localização de Bela Vista do Paraíso no Paraná
Bela Vista do Paraíso está localizado em: Brasil
Bela Vista do Paraíso
Localização de Bela Vista do Paraíso no Brasil
22° 59' 49" S 51° 11' 27" O22° 59' 49" S 51° 11' 27" O
Unidade federativa  Paraná
Mesorregião Norte Central Paranaense IBGE/2008 [1]
Microrregião Porecatu IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Alvorada do Sul, Primeiro de Maio, Prado Ferreira, Cambé, Sertanópolis
Distância até a capital 429 Km km
Características geográficas
Área 242,692 km² [2]
População 20 083 hab. Censo IBGE/2011[3]
Densidade 82,75 hab./km²
Altitude 590 m m
Clima Subtropical
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,771 alto PNUD/2000 [4]
PIB R$ 298 856,331 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 12 858,48 IBGE/2008[5]
Página oficial

Bela Vista do Paraíso é um município brasileiro do estado do Paraná, pertencente à Região Norte-Central. Sua população estimada em 2011 é de 20.083 habitantes.

A história de Bela Vista Do Paraíso No final dos anos 20, as terras do atual município faziam parte da grande fazenda Floresta Ribeirão Vermelho de propriedade de uma Empresa Colonizadora. Em 1928 a Empresa efetuou a subdivisão de suas terras em glebas menores na expectativa de atrair compradores para o plantio do café. O empreendimento obteve sucesso e atraiu população reunindo condições para criação de um povoado. Foi elevado a categoria de Município através da Lei n°02 de 10 de outubro de 1947, sendo desmembrado de Sertanópolis somente em 14 de dezembro de 1953 através da Lei n°1.542.

Eventos[editar | editar código-fonte]

CIDADE DO NORTE CENTRAL DO PARANÁ[editar | editar código-fonte]

  • Festa do Cardoso - Cardoso
  • Festa da Soja - Barracão da Igreja Matriz
  • Jogos de Ferias- Clube Recreativo Belavistense

ANTES DE TUDO.... O que era a região de Bela Vista do Paraíso antes dos colonos, antes da abertura das primeira clareiras, antes da primeira estrada? A maior partes das terras que deram origem à cidade faziam parte de uma fazendas chama Floresta ou Ribeirão Vermelho. Esta propriedade, constituída em 1896, foi loteada no final da década de 20 por Dna. Escolástica Melchert da Fonseca, já que as terras do norte do Paraná eram consideradas ideais para plantio de café. A outra parte de Bela Vista, a responsável pelo “Paraíso”, surgiu onde se localizava a fazenda Paraíso, que se originara de uma faixa de terras colonizadas pelo Estado do Paraná, e que fazia divisa com a fazenda Floresta. Estas terras eram propriedades do Sr. Brasílio de Araújo.

OS COLONOS A vida dos colonos que chegavam ao norte paranaense não era nada fácil. Migrantes de outros Estados ou estrangeiras, as famílias ao “Norte Novo” esperando encontrar o mínimo de estrutura que as empresas colonizadores prometiam. Mas não era bem assim. Depois de superar o difícil acesso à região, os colonos encontravam mata fechada e isolamento total. Começavam do zero sua empreitada. Um destes colonos foi o Sr. João Galdioli, que viria a ser um dos idealizadores da futura Bela Vista do Paraíso. João Galdioli comprou um dos lotes de Dna. Escolástica e, em 1929, juntamente com sua esposa, Dna. Maria Palmieri Galdioli, e três filhas, deixou São Lourenço do Turvo, em São Paulo, rumo ao sertão paranaense.

O NASCIMENTO DE BELA VISTA DO PARAÍSO. Em 1937, os poucos habitantes da região continuavam enfrentando grandes dificuldades. O percurso até Sertanópolis, município mais próximo, era feito a pé ou a cavalo quando era necessária compra de remédios e mantimentos. Neste ano a família Galdioli se muda para um lote de 70 alqueires, e sua casa se localizava onde se encontra o Matadouro Municipal*. João Galdioli inicia seu projeto de loteamento em sua propriedade para a formação de um patrimônio, já que havia necessidade urgente da criação de uma colônia naquela área. João Galdioli faleceu em maio de 37, e sua esposa Dna. Maria Galdioli, deu continuidade ao projeto de colonização. Em 1940, o patrimônio de Bela Vista já contava com armazém, loja de tecidos e escola. Também naquele ano chegou o primeiro medico, Dr. Galdez Anglo, que foi substituído pouco tempo depois pelo Dr. Rubens Valente. Apesar de muitos tranqüila, a colônia contou com o Sr. José Tavares como seu primeiro delegado. Também em 140 surgiu a Pensão Portuguesa, e o primeiro posto de gasolina foi instalado onde se encontra hoje a agência Bradesco. Com o crescimento do patrimônio, Dna. Maria reservou mais uma área para loteamento em setembro de 40. Juntamente com os lotes, Dna. Maria entregava os tijolos para a construção, pois era proprietária de uma olaria. Os terrenos para construção de serviços públicos e sociais foram todos doados por ela. A CHEGADA DO “PARAÍSO” Em 1941 foi iniciado o loteamento da parte sul, nas terras da Fazenda Paraíso, de propriedade do Sr. Brasílio de Araújo. Estimulado pelo Sr. Simão da Rocha Chueiri, Brasílio consentiu que este se responsabilizasse pelo empreendimento. Das 21 quadras, uma foi reservada para o grupo escolar, hoje escola Brasílio de Araújo, e outra para construção da Igreja Matriz, onde hoje está o Teatro Municipal.

Partes das terras onde está localizado o município de Bela Vista do Paraíso pertenciam aos senhores: BRASILIO DE ARAUJO e JOÃO GALDIOLI, testes desenvolviam grandes atividades agropecuárias. A partir de 1939 surgiram diversas fazendas, sítios e chácaras, a boa qualidade das terras atraía grande número de desbravadores oriundos dos mais diversos pontos do país, iniciando-se assim um pequeno povoado. O fundador Brasilio de Araujo, heróico pioneiro, teve um sonho que lhe povoou os últimos anos de vida; plantaria uma cidade com o nome de Bela Vista do Paraíso. Iniciou seu ideal doando ao povoado que se iniciava os terrenos necessários para a organização dos serviços públicos e sociais. Contou com a valiosa participação do pioneiro João Galdioli, e após o falecimento deste, a continuidade nos trabalhos por parte da viúva Maria Palmieri Galdioli. Esta estimada senhora foi a responsável pelo inicio dos trabalhos para a construção da Capela São João Batista, Grupo Escolar, Cemitério, Ponto de ônibus, Delegacia, Albergue Noturno e outros benefícios à população. Em 1947 Bela Vista do Paraíso era simplesmente um patrimônio do município de Sertanópolis. Pouco conforto, vias de comunicações precárias, e outras mil dificuldades. O primeiro ato de rebeldia contra essa adversidade ocorreu quando um grupo de moradores resolveu instalar uma rede de iluminação pública. Esses serviços foram paralisados por ordem do Dr. Vespertino Pimpão, político influente na época, Incontinente o Dr. RUBENS VALENTE, médico aqui militante aborrecido com tal determinação, colocou-se à frente desses destemidos homens e ordena que a rede seja instalada a qualquer custo, assumindo inteira responsabilidade na ação. As divergências políticas eram constantes. Tudo prosseguia nesse pé, até que no dia 14 de outubro de 1946 chega a localidade uma caravana política pleiteando votos para as eleições que se aproximavam. Nessa ocasião o Dr. EDGAR VALENTE servindo-se palavras, denunciou o abandono em que se achava a localidade, e o descaso do Governo às necessidades da população. Em março de 1947 reuniu-se em Curitiba a Assembleia Legislativa do Estado para discussão sobre a nova Divisão Política Estadual. Bela Vista do Paraíso fez-se representar na referida reunião através de uma caravana composta pelos senhores: Rubens Valente, Arlindo Farias Junior, José Vieira Braga Filho, Humberto Pavanelli, João Marcondes, Antonio José Rodrigues, e Joaquim Campos. Com a colaboração do jornalista Dicesar Plaisant, os integrantes do grupo conseguiram uma entrevista com o Deputado Dr. Bacelar, reivindicando-lhe que apresentasse na Câmara, um projeto solicitando a criação do Município . Isso não foi nada fácil... Sertanópolis se opunha a tal propósito. O Sr. Cândido Alves de Melo (Candinho), dentista e chefe político daquela cidade, era também Delegado de Polícia, e interferia de forma contrária e negativa a tal projeto. Entretanto o trabalho da comissão passou a contar com o apoio do Sr. Brasilio de Araujo que conseguiu o incentivo da bancada do P.T.B. para votar a nosso favor, agindo do mesmo modo junto aos deputados: Anísio Luz, José Bacelar, Rui cunha e João Clímaco da Silva. A expectativa da população belavistense passou a ser a emancipação política. O Dr. Gervásio Morales, então prefeito de Sertanopólis, tomando conhecimento dos fatos, mandou para Bela Vista um novo Agente Municipal, o Sr. Manoel da Costa, Distribuindo do posto o Sr. João Marcondes. A intranqüilidade passou a reinar entre nós, o Dr. Edgar Valente, fazendo uso do serviço de auto-falantes do Sr. René, pediu calma a população, e que aguardassem uma resposta concreta. No regresso a comissão belavistense foi notificada dos acontecimentos, inicia-se um movimento de repulsa à medida do Dr. Gervásio, devolvem o Agente Municipal a Sertanopólis. No outro dia, o Dr. Gervásio Moreles enfureceu-se com tal medida e envia um Destacamento Policial para reaver a Agência municipal daquela prefeitura. DR. RUBENS VALENTE e DR. EDGAR VALENTE enfrentaram a situação, Dr. Gervásio tenta explicar os motivo que o levaram a destruir João Marcondes. Nesse ínterim, o Sr. Candido Alves de Melo (Candinho) mais uma vez se manifesta, ordenando que seus soldados desarmassem todos os cidadãos, possivelmente receoso de uma revolta. Os moradores encaminharam-se todos à frente dos milicianos, advertindo-os de que não estavam agindo de forma correta. Nesse momento um deles aponto o fuzil para o peito do Dr. Rubens Valente, ameaçando acionar o gatilho, porém um cidadão mais afoito, encostou-lhe um revólver nas costas obrigando-o a aplacar seus ímpetos. Após o alvoroço que por pouco não degenerou em tragédia, o Dr. THEOBALDO NEVOLAR, Juiz de Direito, homem dinâmico e sereno, interferiu a nosso favor, fez com que “Candinho, fosse destruído, e nomeou em sua substituição, o Sr. Henrique José da Silva,”gente nossa”. Acalmaram-se os ânimos e as reivindicações foram coroadas de êxito. No dia 10 de outubro de 1947, através da Lei Estadual n°02, Bela vista do Paraíso foi elevada à categoria de Município. Dada a precariedade de nossas vias de comunicação, e de um temporal reinante, a notícia só nos chegou no dia 16 e outubro, às 21 horas. A nota enviada pelo Sr. Brasílio de Araujo endereçada ao Dr. Rubens Valente, teve como portadores os senhores: Gecy Fonseca e Simão da Rocha Chueiri. A população em júbilo comemorou festivamente na Avenida Independência realizando um autêntico carnaval. A instalação solene ocorreu no dia 6 de novembro de 1947, durante sessão presidida pelo Sr. HUMBERTO PAVANELLI(prefeito nomeado); Como representante o Dr. CARLOS VALENTE, que usou da palavra na oportunidade. Também falaram na ocasião os senhores: Abrão José, Dirceu Coutinho Gomes, Edgar Valente, o prefeito nomeado Humberto Pavanelli, e o Deputado Anísio Luz. O primeiro prefeito eleito de Bela Vista do Paraíso foi o DR. EDGAR BEZERRA VALENTE, resultado da primeira eleição efetuada em 15 de novembro de 1947. A Câmara Municipal foi empossada no dia 5 de dezembro de 1947, o Dr. THEOBALDO CIOCCI NA VOLAR (Juiz de Direito), presidiu a primeira reunião, na qual se fizeram presentes os vereadores: Humberto Pavanelli, José Vieira Braga Filho, José Alexandre Fernandes, Sebastião Martins da Costa, Arlindo Fernandes Faria Junior, Antonio Lombardi, Evilásio Machado, Osório de Oliveira Bueno e João Marcondes. Como primeiro presidente do Legislativo foi eleito o Sr. Sebastião Martins da Costa, como primeiro secretário o Sr. Arlindo Fernandes Faria Junior, e como segundo secretário o Sr. Evilásio Machado. Em 1953 deu-se a Criação e Instalação da Comarca de Bela Vista do Paraíso, como a posse do primeiro Juiz de Direito Dr. Heitor Monteiro Espínola Filho, e como primeiro Promotor Público o Dr. Jacy Carvalho de Mendonça.

Fundadores: Brasílio de Araújo e Zulmira de Araújo / João Galdioli e Maria Palmieri Galdioli

BRASÍLIO DE ARAÚJO E ZULMIRA DE ARAÚJO Um dos fundadores de Bela Vista do Paraíso, natural de Cerro Azul, filho de Gregório de Araújo e Tiburcina Doin de Araújo. Chegou em 1938, logo firmou seu nome através de seu dinamismo e trabalho incansável. Transformou sua área de mata virgem na FAZENDA PARAÍSO. Um recanto digno do nome que recebeu. Teve um sonho que lhe povoaria os últimos anos de vida: fundaria uma cidade cujo nome seria BELA VISTA DO PARAÍSO. Deu a cidade, que se esboçava todos os terrenos necessários à organização de seus serviços públicos. Distribuiu também terrenos para amigos, parentes e outros interessados, a fim de proporcionar um rápido desenvolvimento. Lutou pelo emancipação política e seus apelos foram atendimento com a participação de seu amigo Anísio Luz. Seu falecimento ocorreu em 10 de março de 1948. De sua união com Zulmira Fonseca de Araújo nasceram: Maria de Lourdes e Brasílio de Araújo Filho. O fundador Brasílio de Araújo formou um capítulo todo especial na historia de Bela Vista do Paraíso. Dedicou sua vida aos melhores ideais que jamais serão esquecidos.

JOÃO GALDIOLI E MARIA PALMIERI GALDIOLI No histórico de Bela Vista, ao lado de Brasílio de Araújo figura o nome de JOÃO GALDIOLI, personagem igualmente importante. Chegou em 1929 e participou na abertura do patrimônio. Faleceu em 10/04/35. Seu trabalho teve sequência com a luta e a coragem de sua esposa MARIA PALMIERI GALDIOLI. Dos 70 alqueires que adquirira em Bela Vista, oito foram loteados para formação da cidade e nos restantes plantou ela 50 mil pés de café. Teve que se sujeitar aos trabalhos mais rudes, inclusive amassar café no pilão, sendo a sua produção de três sacas diárias. Com os mesmos objetivos do marido, trabalhou com entusiasmo e energia pela formação de Bela Vista. Ficou com 5 filhos menores. Percorria em carro-de-boi 80 quilômetros para vender sua produção cafeeira em Londrina e lá também batizou as filhas.

Esporte[editar | editar código-fonte]

A cidade de Bela Vista do Paraíso possuiu um clube no Campeonato Paranaense de Futebol, o Bela Vista Futebol Clube [6]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.
  6. http://www.rsssfbrasil.com//tablesfq/pr1964.htm
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