Bem de Giffen

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Em economia, um Bem de Giffen é um bem inferior, ao qual grande parte da renda é destinado, e para o qual um aumento do preço faz aumentar a sua quantidade demandada. Este comportamento é diferente dos da maioria dos produtos, que são mais consumidos (ou comprados) à medida que seu preço cai. Em termos microeconômicos, sua curva de demanda é crescente e, por isso, sua elasticidade-preço da demanda é positiva. Outra repercussão microeconômica é que seu efeito renda é maior que o efeito substituição.

As provas da existência de Bens de Giffen são debatidas. Um exemplo de uma situação em que pode ter existido um Bem de Giffen foi o pão na Irelanda do século XIX. Uma elevação moderada dos preços de pão levou a um maior consumo de pão, principalmente em famílias pobres, pois não havia outro bem barato e acessível capaz de substituir o pão na dieta das pessoas. Desta forma, maiores gastos no consumo de pão levaram a uma redução do consumo de outros produtos alimentícios, o que obrigou os mais pobres a consumir mais pão para sobreviver.

Descoberta[editar | editar código-fonte]

Essa classe de bens recebe esse nome em homenagem a Sir Robert Giffen, que foi citado no século XIX por Alfred Marshall como o criador da idéia.

Giffen imaginou uma família muito pobre, que sua renda fosse de 100 unidades monetárias e era suficiente apenas para consumir arroz durante o mês. Uma queda no preço do arroz faz com que esta familia não consuma mais arroz, pois eles já estavam saturados deste produto e darão preferência a outro produto. Sendo assim, a variação da demanda é diretamente proporcional à variação do preço, e não inversamente, como no caso dos bens comuns.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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