Benazir Bhutto

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Benazir Bhutto
Benazir Bhutto
Primeiro-ministro do Paquistão
Mandato: - 2 de dezembro de 1988
a 6 de agosto de 1990
- 18 de julho de 1993
a 5 de novembro de 1996
Precedido por: Muhammad Khan Junejo (1º)
Moin Qureshi (2º)
Sucedido por: Mustafa Jatoi (1º)
Miraj Khalid Ghulam (2º)
Nascimento 21 de junho de 1953
Karachi
Falecimento 27 de dezembro de 2007
Rawalpindi
Partido político: Partido Popular
Profissão: Advogada
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Benazir Bhutto, em urdu بینظیر بھٹو, (Karachi, 21 de junho de 1953Rawalpindi, 27 de dezembro de 2007) foi uma política paquistanesa, duas vezes primeira-ministra de seu país, tornando-se a primeira mulher a ocupar um cargo de chefe de governo de um Estado muçulmano moderno.

Índice

[editar] Biografia

Benazir Bhutto foi educada em Harvard e em Oxford, no Reino Unido, onde estudou Ciências Políticas e Filosofia. Filha do primeiro-ministro Zulfikar Ali Bhutto (1971-1977), ela voltou ao Paquistão em 1977, quando o general Muhammad Zia Ul-Haq aplicou um golpe de Estado e depôs seu pai, executado em 1979. Benazir assumiu, ao lado da mãe, a liderança do Partido Popular do Paquistão (PPP).

[editar] Exílio

Bhutto foi presa e, depois de libertada, em 1984, seguiu para o exílio no Reino Unido, onde permaneceu até o fim da lei marcial no Paquistão e a legalização dos partidos políticos, ocorridos em 1986. Em 10 de abril desse ano, Benazir retornou do exílio em Londres para liderar o PPP

Em 1 de dezembro de 1988, seu partido venceu as eleições parlamentares e ela se tornou a primeira premiê de um Estado muçulmano. Dois anos depois, em 6 de agosto, o presidente paquistanês Ghulam Ishaq Khan destituiu-a do cargo, alegando abuso de poder, nepotismo e corrupção. Seu partido foi derrotado nas eleições e ela passou a fazer oposição no parlamento.

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Benazir Bhutto, em 1988
Benazir Bhutto, em 1988

Em 19 de outubro de 1993, tornou-se primeira-ministra pela segunda vez. Mas em 5 de novembro de 1996, foi novamente destituída do cargo, desta vez pelo presidente Farooq Leghari, sob acusações de corrupção e improbidade administrativa, e pela morte extrajudicial de detentos. Em 1999, após a tomada do poder por militares liderados pelo atual presidente Pervez Musharraf, Bhutto se auto-exilou em Londres e Dubai escapando a processos que corriam na justiça paquistanesa por corrupção. A justiça paquistanesa julgou-a culpada das acusações de desvio de dinheiro e lavagem de dinheiro em 2004. [1]. Também teve problemas com a justiça na Suíça, por suspeita de ter recebido propina no valor de 11,7 milhões de dólares das empresas suíças Société Générale de Surveillance (SGS) e Cotecna Inspection SA, participantes de concorrências públicas[2] para contratos de inspeção de mercadorias nas alfândegas paquistanesas[3]

[editar] Anistia

Em 5 de outubro de 2007, Musharraf concedeu-lhe anistia, abrindo caminho para um acordo com a líder do PPP.[4]

Após oito anos de auto-exílio, Benazir Buttho voltou ao Paquistão. Desembarcou em Karachi em 18 de outubro de 2007, sendo recebida por mais de cem mil pessoas[5]. Ao desfilar com seus correligionários pela capital paquistanesa, duas explosões ocorreram em meio à multidão, perto dos carros da sua comitiva, matando ao menos 140 pessoas e ferindo mais de 200. A ex-primeira ministra, entretanto, não foi atingida.[6]

Bhutto chegou a ser mantida em prisão domiciliar temporariamente em uma casa na cidade de Lahore, ficando impedida de liderar uma marcha contra o estado de emergência decretado por Musharraf em 3 de novembro[7]. Foi libertada seis dias depois, em 9 de novembro.[8]

Desde seu retorno ao Paquistão, Benazir Bhutto pediu a renúncia do general Pervez Musharraf da presidência do Paquistão, mesmo este sugerindo à líder oposicionista o cargo de primeira-ministra.[9]

[editar] O assassinato

Ver artigo principal: Assassinato de Benazir Bhutto

Benazir Bhutto foi morta no dia 27 de dezembro de 2007, durante um atentado suicida em Rawalpindi, cidade próxima a Islamabad, quando retornava de um comício no Parque Liaquat (Liaquat Bagh). [10] O parque é assim chamado em homenagem ao primeiro-ministro paquistanês Liaquat Ali Khan, também assassinado no local, em 1951.

O ataque ocorreu enquanto o carro da ex-primeira-ministra trafegava, seguido por simpatizantes, e Benazir acenava para a multidão, pelo teto solar do veículo.[11] Bhutto foi alvejada no pescoço e no peito, possivelmente por um homem bomba que, em seguida, se explodiu próximo ao veículo, provocando a morte de cerca de 20 pessoas.[12][13][14] Um dirigente da Al-Qaeda no Afeganistão reivindicou a responsabilidade pelo ato.[15]

[editar] Bibliografia

  • Benazir Bhutto, (1983), Pakistan: The gathering storm, Vikas Pub. House, ISBN 0706924959
  • Benazir Bhutto, (1988), Hija de Oriente, (Spanish language) Seix Barral, ISBN 8432246336
  • Benazir Bhutto (1989). Daughter of the East. Hamish Hamilton. ISBN 0-241-12398-4.
  • Benazir Bhutto (1989). Daughter of Destiny: An Autobiography. Simon & Schuster. ISBN 0-671-66983-4.

[editar] Ver também

Referências

[editar] Ligações Externas

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