Benito Jerónimo Feijoo

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Retrato de Benito Jerónimo Feijoo (gravura de Juan Bernabé Palomino).

Benito Jerónimo Feijoo e Montenegro (O Pereiro de Aguiar, Ourense, 8 de Outubro de 1676Oviedo, 26 de Setembro de 1764) foi um influente polígrafo, ensaísta e filósofo espanhol de origem galega, considerado como uma das figuras literárias mais importantes da Espanha do século XVIII e um dos primeiros defensores do Iluminismo na Península Ibérica. Professor na Universidade de Oviedo, foi monge beneditino, poliglota e estudioso da arte e da literatura. Dedicou-se ao ensaio, contando entre as suas principais obras o Teatro crítico universal (1726) e Cartas eruditas, uma recolha de 166 ensaios.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho de fidalgos galegos, nasceu em Casdemiro, O Pereiro de Aguiar, Galiza. Considerado seguidor das ideais de frei Martinho Sarmiento, ingressou como ele num mosteiro beneditino uns meses antes de que completar os 14 anos de idade.

Optando pela via clerical, cursou estudos superiores nas cidades de Salamanca e Oviedo e dedicou toda a sua vida ao estudo das línguas, da história e da literatura.

Desde 1709, e durante mais de meio século, residiu nas Astúrias, no colégio de San Vicente de Oviedo.

Obra[editar | editar código-fonte]

É o autor do Teatro crítico universal, ou Discursos vários en todo género de materias para desengaño de errores comunes, que se publicou entre 1726 e 1740. Nesta obra trata temas de distintas ciências e actividades humanas e, pelo seu propósito de discorrer acerca das falsas crenças e das superstições, entre outros erros difundidos no povo, chamaram-lhe "o desenganador das Espanhas". A obra acaba por ser uma análise satírica das opiniões e das principais honrarias e profissões e teve um sucesso prodigioso, sendo traduzida em várias línguas europeias. Uma influente tradução para a língua francesa, da autoria de Vaquette d'Hermilly, apareceu em 1746.

Pelo seu carácter enciclopédico, esta obra insere-se na tradição das miscelâneas, ao estilo da Silva de varia lección de Pero Mexia (século XVI).

É autor também das Cartas eruditas y curiosas, publicadas entre 1742 e 1760.

Pedro Rodríguez de Campomanes publicou em Madrid, numa edição com 33 volumes, as Obras completas de Feijoo, acompanhadas por uma biografia.

Obras editadas[editar | editar código-fonte]

  • Teatro Crítico Universal (Madrid, 1726-1739, reedição em 1740)
  • Cartas Eruditas y Curiosas (Madrid, 1742-1760, reedições em 1781 e 1783)
  • Teatro crítico universal (edição moderna de Ángel-Raimundo Fernández González), Madrid: Cátedra, 1989 (ISBN 84-376-0252-1)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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