Beringela

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Beringela

Beringela
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Solanales
Família: Solanaceae
Género: Solanum
Espécie: S. melongena
Nome binomial
Solanum melongena
L.

A beringela ou berinjela[a][1] é o fruto da planta Solanum melongena, uma solanaceae arbustiva, anual, originária da Índia, considerada de fácil cultivo nos trópicos, e que pertence à mesma família do pimentão. É sensível ao frio, às geadas e ao excesso de chuva na altura da floração. A época de plantio, no hemisfério norte, é de Setembro a Fevereiro e, em regiões de clima quente, o ano todo.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

"Berinjela" é oriundo do termo persa badnjan, através do termo árabe badinjanâ[2] .

História[editar | editar código-fonte]

Segundo alguns historiadores, seu cultivo começou como planta ornamental, na Índia, há cerca de 4 000 anos, tendo chegado à Europa no século XIII através dos árabes da Península Ibérica, que eram e são grandes apreciadores desse fruto.

Tipos[editar | editar código-fonte]

Existem vários tipos desse fruto, diferenciado-se pelas suas cores. As mais comuns são o vermelho-escuro ou roxo, mas pode também ser branca, embora esta seja rara.

De polpa macia e flexível, tem uma película lisa e lustrosa que a envolve. No mercado português as variedades mais comuns são a híbrida, grande e roxa, a híbrida super F-100, no tom vermelho escuro brilhante e a embu, de cor roxa avermelhada, todas com pedúnculo verde.

Uso medicinal[editar | editar código-fonte]

A berinjela: os naturalistas recomendam o seu consumo para prevenir alguns males referentes ao fluxo sanguíneo.

A eficácia da berinjela no tratamento de hipercolesterolémia e no controle do colesterol é controversa. Uma pesquisa realizada no Instituto de Biociências da UNESP de Botucatu - São Paulo teria mostrado que a berinjela pode reduzir até 30% as taxas do colesterol em coelhos[3] . Os mesmos resultados em coelhos não foram observados em outros animais de experimentação. A administração de berinjela a ratos não provocou redução do colesterol[4] .

Em pacientes humanos, foi observado que algumas pessoas reduzem expressivamente seu colesterol plasmático com a ingestão do suco de berinjela, enquanto outras não apresentam a mesma resposta[5] . Um estudo clínico do Instituto do Coração de São Paulo não confirmou tais resultados; o trabalho publicado afirma que a berinjela não deve ser encarada como substituto de estatina[6] .A berinjela necessita de maiores estudos e esclarecimentos sobre o eventual efeito em humanos[7] .

Ainda não se sabe qual o princípio ativo responsável pela redução das taxas de colesterol, mas os cientistas suspeitam de um alcalóide existente na berinjela.

Por ser essa fruta rica em proteínas, vitaminas (A, B1, B2, B5, C), minerais (cálcio, fósforo, ferro, potássio, magnésio) e alcalóides, que actuam diminuindo a pressão sanguínea, prevenindo a arterosclerose, os naturalistas recomendam o seu consumo para prevenir alguns males referentes ao fluxo sanguíneo.

Também é recomendada nos casos de artrite, apresentando bons resultados na gota e no reumatismo, bem como na diabetes e nas inflamações da pele em geral.

É também muito digestiva, nutritiva e laxante, por esse motivo é indicada nos casos de desnutrição, indigestão e prisão de ventre. O consumo da berinjela está também indicado para problemas do fígado e do estômago.

Para efeito medicinal, também pode ser usada cortada em pedacinhos com casca e colocado em um vasilhame de água na geladeira e beber 200 ml 3 vezes ao dia (nos casos de crise: diabete alta, hipertensão) e para manutenção diminuir a dose. Não deve ser usada com frequência, para que não haja hipoglicemia ou outros problemas de saúde. Usar 15 dias e descansar uma semana e continuar se precisar após os exames. Não deve ser usado para perda de peso, pois se a pessoa não tiver nenhum desses problemas de saúde como diabetes, hipertensão e outros, pode ser danoso para a mesma, podendo causar, inclusive, baixa da hemoglobina, causando anemia.

As melhores berinjelas são as de estrutura firme e cascas bem brilhantes. As opacas e amolecidas já estão velhas e perderam um pouco suas propriedades nutricionais.

É vendida em pó como legume medicinal.

Uso culinário[editar | editar código-fonte]

Pode ser usada no preparo de pratos como o cuscuz, suflê, torta, salada, recheada, entre outras várias formas na cozinha. Também é muito boa para fazer lasanha. Cozida, frita, assada ou grelhada, a berinjela combina bem com pimento, tomate, cebolas e azeitonas, tornando-se um óptimo acompanhamento para carnes grelhadas e assadas. Também se podem fazer gostosas porções com vinagre com sabor característico. Com a berinjela, é possível se fazer tortas de sabor agradável. Se guardada dentro do frigorífico, num saco plástico, dura de uma a duas semanas. Para retirar o gosto amargo que a caracteriza, corte-a ao meio, esfregue com sal e escorra, ou deixe-a aberta coberta com água e sal, limão ou vinagre, durante, pelos menos, 15 minutos. Escorra em seguida e seque com papel absorvente. Uma boa maneira de aproveitar todas as suas propriedades sem sentir o sabor amargo do fruto é cortá-lo em cubos e misturá-lo ainda cru ao alimento, no momento da refeição.

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Galeria[editar | editar código-fonte]

Notas[editar | editar código-fonte]

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a. ^ No Brasil, a Academia Brasileira de Letras registra apenas a forma berinjela, grafada com a letra J juntamente com o Dicionário Aurélio; o Dicionário Houaiss registra beringela (com G).

Referências

  1. Academia Brasileira de Letras. Vocábulo Berinjela (em português). Visitado em 27 de junho de 2008.
  2. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 250.
  3. Freitas MJQ, Rubio R, Hassegawa M. "Globo Ciência". outubro de 1997
  4. Kritchevsky D, Tepper AS, Stpry JA. "Influence of an eggplant (Solanum melongena) preparation on cholesterol metabolism in rats."
  5. Freitas MJQ, Rubio R, Hassegawa M. "Globo Ciência". outubro de 1997
  6. Juliana Marchiori Praça, Andréa Thomaz, Bruno Caramelli. "Eggplant (Solanum melongena) Extract Does Not Alter Serum Lipid Levels". Arq Bras Cardiol, volume 82 (nº 3), 273-6, 2004.
  7. Prof. Dr. Bruno Caramelli, Dr. Raul Dias dos Santos, Dr. Andrei de Carvalho Sposito, Profª Dra. Tania Leme da Rocha Martinez . "Scielo - Carta ao editor". http://dx.doi.org/10.1590/S0066-782X1998000700015