Bernardo Kucinski

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Bernardo Kucinski
Nascimento 1937
São Paulo
Morte
Nacionalidade brasileira
Ocupação jornalista, escritor e cientista político

Bernardo Kucinski (São Paulo, 1937) é um jornalista, escritor e cientista político brasileiro. É colaborador do Partido dos Trabalhadores e professor da Universidade de São Paulo, onde ministra a cátedra de jornalismo internacional, entre outras. Trabalhou como assessor da Presidência da República durante o primeiro mandato de Luís Inácio Lula da Silva.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Cursou graduação em física na Universidade de São Paulo entre 1967 e 1968. Militante estudantil durante o regime militar, foi preso e exilado. Retornou e entrou para os quadros da USP na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo em 1986. Em 1991, obteve grau de doutor em Ciências da Comunicação pela USP com tese sobre a imprensa alternativa no Brasil entre 1964 e 1980. Ganhou o Prêmio Jabuti de Literatura em 1997.

Cquote1.svg Polêmico e com fama de briguento, Bernardo Kucinski é um dos mais experientes e respeitados jornalistas da cena brasileira atual. Graduado em física pela Universidade de São Paulo (1968), entrou para o jornalismo pelas mãos do amigo e guru Raimundo Pereira. Por força de circunstâncias (no caso, o regime militar que comandava o país), foi viver na Inglaterra, após participar do mapeamento da tortura no Brasil, em duas corajosas reportagens publicadas em Veja. Em Londres, entre 1971 e 1974 foi produtor e locutor da BBC, correspondente de Opinião e depois da Gazeta Mercantil, dedicando-se ao aprofundamento de sua formação em economia. De volta ao Brasil em 1974, participou da fundação dos jornais alternativos Movimento e Em Tempo (do qual foi o primeiro editor, em 1977). A partir de então, trabalhou como editor de commodities da Gazeta Mercantil e foi correspondente do jornal The Guardian, da revista Euromoney, e do boletim Latin America Political Report, todos periódicos londrinos, e de Lagniappe Letter, newsletter novaiorquina, além de produzir cadernos especiais para a revista Exame. Também participou da revista Ciência Hoje, da SBPC (Sociedade Brasileira Para o Progresso da Ciência). De tanto "brigar nas redações", como ele conta, em 1986 entrou para os quadros da USP, como professor da Escola de Comunicações e Artes. Em 1991, apresentou sua tese de doutoramento, Jornalistas Revolucionários - Nos tempos da imprensa alternativa, um estudo mapeando cerca de 150 periódicos surgidos entre 1964 e 1980. Em 1997 ganhou o Prêmio Jabuti de Literatura com o livro Jornalismo Econômico (1996), resultado de sua tese de livre-docência e do pós-doutorado realizado em Londres. As Cartas Ácidas eram pequenos relatórios diários a partir da leitura crítica da mídia e enviadas para o candidato à Presidência da República em 1998, Luiz Inácio Lula da Silva. Em 2002, com a vitória do candidato do PT, se torna assessor especial da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, cargo que deixou em 2006. Kucinski é autor de vários livros: O que são Multinacionais (1981), Síndrome da Antena Parabólica: Ética no Jornalismo Brasileiro (1998), As Cartas Ácidas da Campanha de Lula de 1998 (2000), O Fim da Ditadura Militar no Brasil (2001) e Jornalismo na Era Virtual - ensaios sobre o colapso da razão ética (2005).Vários de seus livros foram publicados no exterior, entre os quais, A Ditadura da dívida, Carnival of the Opressed e Lula and the Workers Party (os três em colaboração com Sue Branford), Fome de lucros (em colaboração com Robert Ledogar e outros) e "Pau de Arara, a violência militar no Brasil". Seu trabalho mais recente, Diálogos da Perplexidade, uma compilação de conversas com o professor Venício A. de Lima, traz um panorama sobre temas recorrentes no jornalismo atual num momento de mudanças de paradigmas. Para falar sobre esses temas e a trajetória que o coloca como um de nossos principais pensadores por suas reflexões em que convergem jornalismo, economia, política e ética, ele recebeu os autores desta entrevista logo após a aprovação de sua última orientanda. Cquote2.svg
Carlos Costa e Dulcília Buitoni

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • KUCINSKI, Bernardo. K. São Paulo: Expressão Popular, 2011.
  • KUCINSKI, Bernardo. Jornalismo econômico. São Paulo: Edusp, 1996.
  • KUCINSKI, Bernardo. Jornalistas e Revolucionários. São Paulo: Edusp, 1991.
  • KUCINSKI, Bernardo. O que são Multinacionais. São Paulo, 1991.
  • KUCINSKI, Bernardo. Brazil Carnival of the opressed, Londres: Latina American Bureau, 1995.
  • KUCINSKI, Bernardo. Pau de Arara, La Violence Militaire au Brésil, França: Cahiers Libres, 1971.
  • KUCINSKI, Bernardo. Fome de Lucros, São Paulo: Brasiliense, 1977.
  • KUCINSKI, Bernardo. The debt squads, Londres: Zed Books Ltd, 1988.
  • KUCINSKI, Bernardo. A ditadura da dívida, São Paulo: Brasiliense, 1987.
  • KUCINSKI, Bernardo. Jornalismo na era virtual, São Paulo: UNESP, 2005.
  • KUCINSKI, Bernardo. Cartas ácidas da Campanha do Lula de 1998. São Paulo: Ateliê Editorial, 2000 .
  • KUCINSKI, Bernardo. Lula and the workers party in Brazil, Londres: Latin America Bureau, 2003.
  • KUCINSKI, Bernardo. Brazil state and struggle. Londres: Latin America Bureau, 1982.
  • KUCINSKI, Bernardo. A síndrome da antena parabólica, São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 1998.
  • KUCINSKI, B. Abertura: a história de uma crise. Brasil Debates. Brasil Hoje número 5. 1982.[1]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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  1. Amazon. Disponível em http://www.amazon.com/Abertura-hist%C3%B3ria-crise-Bernardo-Kucinski/dp/B002IY31H0. Acesso em 25 de março de 2015.