Berne

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Berne, tapuru ou dermatobiose é uma infecção produzida por um estágio larval, tipo de doença conhecida [1] da mosca Dermatobia hominis, popularmente conhecida no Brasil como mosca-varejeira[2] , que infecta diversos animais, principalmente bovinos.

Sintomas[editar | editar código-fonte]

As larvas nos seus diferentes estágios possuem espinhos ao longo do corpo e ao se movimentarem de forma retrátil, alcançando constantemente o orifício de abertura para respirarem, provocam dores e irritação, em que o animal se torna irrequieto e estressado. Em infestações altas, há um emagrecimento, perda da capacidade produtiva e eventualmente a morte, principalmente se for jovem. Processos inflamatórios com pústulas acontecem com frequência, em alguns casos oriundos de uma reação inflamatória do próprio organismo animal, geralmente após estabelecida a larva ou quando ela morre dentro do nódulo. Em casos raros pode acontecer a instalação de miíases associada a mosca Cochliomyia hominivorax, complicando o quadro de parasitismo com processos infecciosos.

Tratamento[editar | editar código-fonte]

No caso de hospedeiro humano, a remoção da larva baseia-se em impedir a respiração da larva (por exemplo, com vaselina sólida ou com a colagem de esparadrapo na área do nódulo) e fazer a sua retirada cirúrgica. O berne deve ser morto antes de ser removido.[3] Após, normalmente são procedidas a aplicação de éter iodoformado e a cobertura da lesão. É indicado o uso de vacina antitetânica.

A extração do parasita pode ser feita de várias formas, entre elas a asfixia do parasita, cortando o acesso de oxigênio. É comum o uso de um plástico sobre o local em que se encontra a erosão causada pelo parasita, assim, uma vez coberto o local, a larva projeta sua cabeça para fora da pele do hospedeiro em busca de oxigênio, facilitando assim a detecção da larva e a remoção dela.

Em animais, é recomendado o uso de antiparasitário, para facilitar a extração mecânica. A berne é muito encontrada em animais de fazenda que vivem em meio a muita sujeira e moscas contraindo assim o parasita.

Cuidados[editar | editar código-fonte]

Ao notar a presença de tal parasita no corpo de um animal ou de uma pessoa, existem alguns cuidados a serem tomados. É fundamental a procura de ajuda médica para a remoção da larva; caso, em uma tentativa caseira de remoção, o parasita acabe por não ser totalmente removido, é provável a ocorrência de complicações (infecções, por exemplo). A retirada desse parasita em animais tem que ser feita por um médico veterinário.

Infecções em humanos[editar | editar código-fonte]

No caso de hospedeiros humano a remoção da larva baseia-se em impedir a respiração dela (por exemplo com vaselina sólida ou colar um esparadrapo na área do nódulo) e fazer a retirada cirúrgica; depois, passar éter iodoformado e cobrir a lesão. Está indicado o uso de vacina anti-tetânica. Não é indicado espremer manualmente a região lesionada, mas este pode ser um recurso válido quando em zonas rurais longe de assistência médica. Neste caso, limpe bem a área machucada e cole um esparadrapo de forma que tampe bem o nódulo, isso impede a respiração da larva. Deixe este esparadrapo colado na área de um dia para outro, cerca de 24 horas. Passado este tempo, tire o esparadrapo e esprema a larva, observe que o parasita vai colocar o rabo (cauda) para fora do orifício, continue espremendo a mesma com toda a força, o rabo sai ainda mais e então a larva pode ser puxada para fora firmemente com o auxílio de um algodão.

Referências

  1. Intervet. Berne - Introdução. Página visitada em 26/10/2009.
  2. Arq. Bras. Med. Vet. Zootec. vol.59 no.4 Belo Horizonte Aug. 2007. Geoprocessamento aplicado à observação da sazonalidade das larvas da mosca Dermatobia hominis no município de Seropédica - RJ. Página visitada em 25/10/2009.
  3. NEVES. David Pereira. Parasitologia Humana. 10.ed. São Paulo:Atheneu, 2000.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]