Besouro-do-amor

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Lovebugs.jpg

Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Subclasse: Pterygota
Ordem: Diptera
Subordem: Nematocera
Família: Bibionidae
Subfamília: Caprinae
Género: Plecia
Espécie: P. nearctica
Nome binomial
Plecia nearctica
Hardy, 1940

O besouro-do-amor, Plecia nearctica, faz parte da família dos bibionidae.1 É um pequeno inseto voador, bastante comum em várias partes da América Central e do sudeste dos Estados Unidos, especialmente no Texas e na Louisiana.2

Descrição[editar | editar código-fonte]

Este inseto, na verdade, não é um besouro da ordem Coleoptera, mas sim uma mosca preta da ordem Diptera.1 Possuem um aspecto fosco e um pouco aveludado, exceto pela parte torácica que é vermelha. Os machos possuem em média de 6 a 7 mm e pesam de 6 a 10 mg, já as fêmeas têm em média de 7 a 9 mm e pesam de 15 a 25 mg. A diferença de peso entre os sexos, dá-se pelos ovários, que são compostos por 70% de proteínas. Os machos têm um período de vida de dois a três dias e as fêmeas de até uma semana.1

Besouro-do-amor em uma flor.

Comportamento[editar | editar código-fonte]

O besouro-do-amor pode formar grupos com centenas de milhares de indivíduos. A lenta movimentação dessa nuvem de insetos lembra a neve a cair. Dois voos de maior importância ocorrem por ano: um no final da primavera e outro no final do verão. O primeiro acontece entre abril e maio, o segundo entre agosto e setembro. Esses voos podem duram de quatro a cinco semanas.2

Acasalamento[editar | editar código-fonte]

O seu acasalamento chega a durar 56 horas. Uma das hipóteses para a demora seria que, durante o acasalamento, o macho não transferisse apenas espermatozoides para a fêmea, mas também proteínas e carboidratos, que ajudam na fertilização dos ovos, que são depositados pouco tempo depois da cópula em locais gramados. A fêmea põe cerca de 320 ovos.1

Uma peste[editar | editar código-fonte]

Uma vez por ano, os besouros-do-amor infestam as áreas onde são encontrados e arredores. Eles são atraídos, geralmente no inverno, pelos mais diversos tipos de luzes que encontrarem em seu caminho.1

Lenda urbana[editar | editar código-fonte]

Conta-se que o besouro-do-amor seria uma espécie sintética — o resultado de uma experiência genética mal-sucedida de pesquisadores da Universidade da Flórida.3 Essa crença dá-se pelo fato desse inseto ser, na maior parte do tempo, um parasita "invisível", que vive escondido em brechas dos telhados das casas, e por isso, não são tão levados a sério quanto outras pragas existentes. O controle é feito por diversos tipos de fungos que convivem com o bicho.1

Uma pesquisa desenvolvida por L. L. Buschman aponta que a migração feita pelo besouro-do-amor é a explicação para a introdução desse inseto na Flórida, como em outros Estados, e não uma manipulação de cientistas.4

Referências