Betaína

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Trimetilglicina
Alerta sobre risco à saúde
Trimethylglycine.png
Betain - Betaine.svg
Outros nomes Glicilbetaína
N,N,N-trimetil-glicina
Identificadores
Número CAS 107-43-7
PubChem 247
DrugBank DB04455
Propriedades
Fórmula química C5H10NO2
Massa molar 116.13 g mol-1
Ponto de fusão

301 °C (> 300 °C decompõe-se) [1]

Solubilidade em água 611 g·l-1 a 19 °C [2]
Riscos associados
Frases R -
Frases S -
LD50 830 mg·kg-1 (Camundongo, intravenoso) [2]
Compostos relacionados
Compostos relacionados Glicina
Exceto onde denotado, os dados referem-se a
materiais sob condições normais de temperatura e pressão

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Alerta sobre risco à saúde.

Betaínas são aminoácidos totalmente N-metilados. São produtos naturais que têm função importante tanto no metabolismo da planta como do animal. Uma das betaínas mais comuns é um derivado de glicina em que três grupos de metila são ligados ao átomo de nitrogênio da molécula de glicina. Este composto de betaína é normalmente chamado betaína, glicinabetaína ou trimetilglicina. Também são betaínas as alaninabetaínas, prolinabetaínas, e histidinabetaína.

Podem ser obtidas de beterraba por exemplo por métodos cromatográficos.

Estrutura[editar | editar código-fonte]

A estrutura é bipolar contendo vários grupos de metila quimicamente reativos, que pode doar em reações catalisadas por enzima. A maioria dos organismos são capazes de sintetizar pequenas quantidades de betaína por exemplo para a função metila.

Ao contrário de muitos sais, a betaína é bem compatível com enzimas, e assim o teor dela nas células e organelas celulares pode ser elevado sem que prejudique o metabolismo.

Nos animais[editar | editar código-fonte]

Animais são normalmente incapazes de acumular grandes quantidades de betaína em suas células. A betaína é observada como boa para aumentar o movimento intestinal, e ingestão de rações e crescimento de animais.

Nutrição[editar | editar código-fonte]

A betaína é distribuída amplamente em animais, plantas e microorganismos, e rica em fontes alimentares incluindo frutos do mar, especialmente invertebrados marinhos (1%), gérmen ou farelo de trigo (1%); e espinafre (0.7%). O principal efeito fisiológico da betaína é como um osmólito e como doador de radicais metil (transmetilação). Como um osmólito, a betaína protege células, proteínas, e enzimas de estresse ambiental (ex. alta salinidade ou extrema temperatura). Como um doador de radicais metil, a betaína participa do ciclo da metionina – primariamente no fígado e rins humanos. O consumo inadequado de grupos metil leva a hipometilação em vias muito importantes, incluindo: 1)distúrbio no metabolismo de proteínas hepáticas (metionina) determinado pela alta concentração de homocisteína plasmática e diminuição das concentrações de S-adenosilmetionina, e 2)metabolismo inadequado das gorduras hepáticas, o que leva a esteatose (acumulação de gordura) e conseqüentemente dislipidemias. Esta alteração no metabolismo hepático pode contribuir para várias patologias, incluindo doenças coronarianas, cerebrais, hepáticas e vasculares. A betaína tem mostrado proteger órgãos internos, melhorar os fatores de risco de doenças vasculares, e aumentar a performance. Dados do conteúdo da betaína em alimentos estão sendo desenvolvidos para relacionar com estudos populacionais. O crescimento corporal mostra que a betaína é um importante nutriente para a prevenção de doenças crônicas.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Jones, R.G e Storey, R. The Physiology and Biochemistry of Drought Resistance in Plants. Ed L.G. Paleg e D. Aspinall. Academic Press, Sydney, Austrália, 1981.
  • Craig, SAS. Betaine in human nutrition. Am J Clin Nutr, 80(3):539-549, 2004.

Referências

  1. Registo de Betain na Base de Dados de Substâncias GESTIS do IFA, accessado em 21 de Maio de 2008
  2. a b (en) « Betaína » em ChemIDplus