Betanecol

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Estrutura química de Betanecol
Betanecol
Star of life caution.svg Aviso médico
Nome IUPAC (sistemática)
2-carbamoyloxypropyl-trimethyl-ammonium
Identificadores
CAS 674-38-4
ATC N07AB02
PubChem 2370
DrugBank APRD00051
Informação química
Fórmula molecular C7H17N2O2 
Massa molar 161.222 g/mol
Farmacocinética
Biodisponibilidade  ?
Metabolismo  ?
Meia-vida  ?
Excreção  ?
Considerações terapêuticas
Administração oral, subcutâneo
DL50  ?

O betanecol é um medicamento parassimpaticomimético do tipo éster de colina que atua como um agonista seletivo dos receptores muscarínicos do sistema nervoso parassimpático, especificamente a nível do receptor muscarínico do tipo M3, sem que tenha efeitos sobre os receptores nicotínicos. Diferente do neurotransmissor acetilcolina, o betanecol não é hidrolisado pela enzima acetilcolinesterase e, portanto, seus efeitos tem um período mais largo de duração.

Farmacologia[editar | editar código-fonte]

O betanecol é composto de NH4+ quartenário, muito polar e pobremente lipossolúvel, portanto não atravessa a barreira hemato-encefálica. Sua administração se dá por via oral ou subcutânea.

Usos clínicos[editar | editar código-fonte]

O betanecol é usado no tratamento da retenção urinária que resulta de uma anestesia geral ou uma neuropatia diabética da bexiga urinária. Se usa também para aliviar a atonia (falta de tônus muscular) gastrointestinal. Os receptores muscarínicos localizados na bexiga e no trato gastrointestinal estimulam a contração da bexiga e expulsam a urina, assim como ocorre um aumento da motilidade gastrointestinal. O betanecol deve ser usado para estes casos apenas se estiver descartado uma obstrução urinária ou gastrointestinal como a causa da sintomatologia. Ocasionalmente é usado na estimulação da secreção salivar, substituindo a pilocarpina.

Contra-indicações[editar | editar código-fonte]

O uso do betanecol, assim como os dos demais agonistas muscarínicos, é contra-indicada em doentes com asma, insuficiência coronariana, úlcera péptica e incontinência urinária. A ação parassimpaticomimética dessa droga irá exacerbar os sintomas destas doenças.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Katzung, Bertram G. Basic and Clinical Pharmacology, 9th ed. (2004). ISBN 0-07-141092-9
  • Brenner, G. M. (2000). Pharmacology. Philadelphia, PA: W.B. Saunders Company. ISBN 0-7216-7757-6
  • Canadian Pharmacists Association (2000). Compendium of Pharmaceuticals and Specialties (25th ed.). Toronto, ON: Webcom. ISBN 0-919115-76-4
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