Bezerra da Silva
| Bezerra da Silva | |
|---|---|
| Informação geral | |
| Nome completo | José Bezerra da Silva |
| Também conhecido(a) como | Embaixador dos morros e favelas |
| Nascimento | 23 de fevereiro de 1927 Recife, Pernambuco |
| Origem | Rio de Janeiro, Rio de Janeiro |
| País | |
| Data de morte | 17 de janeiro de 2005 (77 anos) Rio de Janeiro, Rio de Janeiro |
| Gênero(s) | Samba, partido-alto, coco |
| Instrumento(s) | Vocal, violão, percussão |
| Período em atividade | 1974 - 2005 |
| Outras ocupações | Percussionista, compositor |
| Gravadora(s) | RCA, BMG, CID, Tapecar |
| Afiliação(ões) | Dicró Moreira da Silva, Regina do Bezerra |
| Influenciado(s) | Marcelo D2, Planet Hemp, O Rappa, Barão Vermelho, Velhas Virgens, Lobão |
José Bezerra da Silva (Recife, 23 de fevereiro de 1927 — Rio de Janeiro, 17 de janeiro de 2005) foi um cantor, compositor, violonista, percussionista e interprete brasileiro dos gêneros musical coco e partido alto, subgêneros do samba. Considerado o embaixador dos morros e favelas, cantou sobre os problemas sociais encontrados dentro das comunidades, se apresentando no limite da marginalidade e da indústria musical, também é considerado um dos principais expoentes do samba do estilo partido alto. Em 2003 gravou um CD intitulado Caminho de Luz, de gênero gospel, uma vez que se havia se convertido ao protestantismo neopentecostal em 2001 na Igreja Universal do Reino de Deus.
Índice |
Biografia[editar]
Pernambucano, desde a infância foi ligado à música e sempre "sentiu" que apresentava o dom de tocar, causando atritos com a família. O pai, da Marinha mercante, saiu de casa quando Bezerra era pequeno, indo morar no Rio de Janeiro. Com isso, depois de ingressar e ser expulso da Marinha mercante, descobriu o paradeiro do pai e foi atrás dele. Causando mais atritos com o pai, foi morar sozinho, no Morro do Cantagalo, trabalhando como pintor na construção civil. Juntamente, era instrumentista de percussão e logo entrou em um bloco carnavalesco, onde um dos componentes o levou para a Rádio Clube do Brasil, em 1950. Durante sete anos viveu como morador de rua em Copacabana, quando tentou suicídio e foi salvo por um Santo da Umbanda. A partir daí passou a atuar como compositor, instrumentista e cantor, gravando o primeiro compacto em 1969 e o primeiro LP, O Rei do Côco pela gravadora Tapecar cinco anos depois.
Inicialmente gravou músicas sem sucesso. Mas em 1977, a partir da série Partido Alto Nota 10 começou a encontrar o público. O repertório dos discos passou a ser abastecido por autores anônimos (alguns usando codinomes para preservar a clandestinidade) e Bezerra. Antes do Hip Hop brasileiro, ele passou a mostrar a sua realidade em músicas como: "Malandragem Dá um Tempo", "Sequestraram Minha Sogra", "Defunto Caguete", "Bicho Feroz", "Overdose de Cocada", "Malandro Não Vacila", "Meu Pirão Primeiro", "Lugar Macabro", "Piranha", "Pai Véio 171", "Candidato Caô Caô". Em 1995 gravou pela gravadora CID "Moreira da Silva, Bezerra da Silva e Dicró: Os Três Malandros In Concert", uma paródia ao show dos três tenores, Luciano Pavarotti, Plácido Domingo e José Carreras. O sambista virou livro em 1998, com "Bezerra da Silva - Produto do Morro", de Letícia Vianna.
Em 2001 tornou-se evangélico neopentecostal da Igreja Universal do Reino de Deus e em 2003 gravou o CD Caminho de Luz com canções gospel. Em 2005, perto da morte, mas ainda demostrando plena atividade, participou de composições com Planet Hemp, O Rappa, Velhas Virgens e outros nomes de prestígio da Música Popular Brasileira. Morreu em 2005, aos 77 anos de idade, perto de completar 78, deixando sua marca mundo do samba.
Canções[editar]
Os principais temas de suas canções foram a vida do povo e os problemas da sociedade e das favelas, como a exploração e a opressão sofridas pelos trabalhadores, a malandragem e ladrões à margem da lei, a questão do uso de drogas como a maconha e a condenação à caguetagem (delação de companheiros).
Discografia[editar]
- O Rei Do Côco (Tapecar, 1974)
- O Rei Do Côco - Vol. 2 (Tapecar, 1976)
- Partido Alto Nota 10 Bezerra e Genaro (CID, 1977)
- Partido Alto Nota 10 Vol.2 - Bezerra e Seus Convidados (CID, 1979)
- Partido Alto Nota 10 Vol.3 - Bezerra e Rey Jordão (CID,1980)
- Partido Muito Alto (RCA Victor, 1980)
- Samba Partido e Outras Comidas (RCA Vik, 1981)
- Bezerra e um Punhado de Bambas (RCA Vik, 1982)
- Produto do Morro (RCA Vik, 1983)
- É Esse Aí Que É o Homem (RCA Vik, 1984)
- Malandro Rife (RCA Vik, 1985)
- Alô Malandragem, Maloca o Flagrante (RCA Vik, 1986)
- Justiça Social (BMG-Ariola, 1987)
- Violência Gera Violência (BMG-Ariola, 1988)
- Se Não Fosse o Samba (BMG-Ariola, 1989)
- Eu não sou Santo (BMG-Ariola, 1990)
- Partideiro da Pesada (BMG-Ariola, 1991)
- Presidente Caô Caô (BMG-Ariola, 1992)
- Cocada Boa (BMG-Ariola, 1993)
- Bezerra, Moreira e Dicró - Os 3 Malandros In Concert (CID, 1995)
- Contra O VERDADEIRO Canalha (Bambas Do Samba) (RGE, 1995)
- Meu Samba É Duro na Queda (RGE, 1996)
- Eu Tô de Pé (Universal Music, 1998)
- Provando e Comprovando sua Versatilidade (Rhythm and Blues, 1998)
- Bezerra da Silva: Ao Vivo (CID, 1999)
- Malandro é Malandro e Mané é Mané (Atração, 2000)
- A Gíria é Cultura do Povo (Atração, 2002)
- Caminho de Luz (2003) GOSPEL
- Pega Eu (Som Livre, 2003)
- Meu Bom Juiz (CID, 2003)
- O Partido Alto do Samba (BMG Brasil, 2004)
- Série Maxximum - Bezerra da Silva (Sony BMG, 2005)
- O Samba Malandro de Bezerra da Silva (Sony BMG, 2005)
- Caminho de Luz (2005) (Gospel)
- Nosso Sentimento de TYKERES (2012)