Bianca (cantora)

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Bianca
Informação geral
Nome completo Cleide Domingues Franco[1]
Também conhecido(a) como «A roqueira do Brasil»
Nascimento 1964 (50 anos)
Origem Ituiutaba,  Minas Gerais
País  Brasil
Gênero(s) Rock, MPB
Ocupação(ões) Cantora
Instrumento(s) Vocal, violão e guitarra
Período em atividade Fim da década de 70Início da de 80[2]
Gravadora(s) RGE
Influência(s) Beatles, Olivia Newton-John, Belchior, Gilliard, Rolling Stones

Bianca, cujo nome de batismo é Cleide Domingues Franco[nota 1] (Ituiutaba, 1964), foi uma cantora brasileira.[1] [2] Com uma carreira fugaz, foi um dos fenômenos das rádios do início dos anos 80 e se tornou ícone de uma geração de jovens pós-ditadura militar. A cantora despontou para o sucesso em 1978, ainda na adolescência, aos quatorze anos, com um compacto simples que trazia as músicas Os Tempos Mudaram (O que me Importa) e Vou pra Casa Rever os Meus Pais (versão de A Little More Love, interpretada por Olivia Newton-John).[3] Posteriormente, gravou outras baladas de sucesso, como Minha Amiga e Agora Chega,[3] mas não era nada autoral.

As canções, que continham muitas gírias da moda, como «fossa», «careta» e «grilos», eram cheias de romantismo ao estilo Beatles e apimentadas com um toque de rebeldia e crise existencial.[2]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Descoberta e transformação[editar | editar código-fonte]

Antes de despontar para o sucesso, Bianca foi crooner de uma banda jovem em sua cidade natal, de onde foi alçada para o sucesso após ser descoberta pelo cantor e compositor Cleo Galante, que viu a moça tocar guitarra e cantar e se encantou com seu potencial. Ele então a levou para São Paulo e apresentou à gravadora RGE, que instantaneamente decidiu investir em sua carreira sob o pseudônimo Bianca, já que seu verdadeiro nome, Cleide, não soava nada comercial nem tinha apelo artístico.

O visual da cantora, contemporâneo para a época, foi supostamente uma ideia do próprio Galante, que se inspirou na então musa do cinema francês Maria Schneider, atriz consagrada por Último Tango em Paris, de 1972, cuja cabeleira e rosto mostravam incríveis semelhanças com os da cantora. O pseudônimo haveria sido copiado da mulher de Mick Jagger, Bianca, também outra musa da contracultura da época (não por coincidência a primeira canção, O que me Importa, teria muitas afinidades de acordes com Satisfaction, dos Rolling Stones).

A guitarra foi o último toque na composição de seu visual rock’n’roll, que lhe renderia o título de «a roqueira do Brasil» — título que hoje em dia é dado à cantora Pitty. Nada parecia fugir das mentes criativas de seus produtores.

Sucesso meteórico[editar | editar código-fonte]

Em 1980, com seu primeiro disco de vinil, conquista elogios da crítica e popularidade Brasil afora, principalmente entre jovens. Com o repentino sucesso, ela começou a ser chamada para cantar em programas como Chacrinha, Sílvio Santos, Bolinha, Carlos Imperial e Globo de Ouro, além de fazer aparições em revistas, cantar e dar entrevistas em rádios. Um de seus sucessos (Tudo Dava Certo) esteve inclusive entre as quatorze faixas do vinil Disco do Povo, coletânea que incluía cantores como Sidney Magal, Claudia Telles, Sérgio Mallandro, Trio Los Angeles, Amado Batista , Odair José e Harmony Cats.

Bianca dizia-se fã de estrelas nacionais como Elis Regina, Maria Bethânia e Ney Matogrosso e, apesar de toda produção em cima do «produto comercial Bianca», a cantora — que vinha de uma origem simples do Triângulo Mineiro e ainda estava no meio da adolescência — conservava muito de sua inocência: não tinha namorado e era fã confessa de gibis.

Talvez as pressões de sua carreira precoce tenham sido um dos motivos de seu sucesso meteórico, intenso mas de pouca duração.

Desaparecimento[editar | editar código-fonte]

Muito se especula sobre o paradeiro de Bianca, que desde meados dos anos 80 desapareceu completamente da cena musical sem deixar rastros. O total anonimato da cantora deu margem a boatos no ciberespaço sobre suicídio e overdose por drogas.

Muitos também acreditam que ela hoje esteja casada e seja vocalista de um grupo de forró na cidade de Piquet Carneiro, no Ceará. Para outros, ela mora com os pais em uma fazenda do município de Vila Rica, Mato Grosso. Contudo, nada foi oficialmente confirmado e o destino da cantora permanece ainda um intrigante mistério para sua legião de fãs e admiradores.

Discografia[editar | editar código-fonte]

  • 1978 — Bianca (disco de vinil compacto, RGE)[3]
1. Os Tempos Mudaram (O que me Importa)
2. Vou pra Casa Rever os Meus pais
(versão de A Little More Love)
  • 1978 — Bianca (disco de vinil compacto, RGE)[3]
1. Os Tempos Mudaram
2. Viva o Robot
  • 1980 — Bianca (disco de vinil, RGE)[2]
1. Sou Livre
2. Comentários a Respeito de John
3. Minha Maneira
4. Somos Amigos
5. Oh Suzie
6. Sempre Contente
7. Minha Amiga
8. Não Tenha Medo
9. Tempos Difíceis
10.Igual a Vocês
11.Lembrando os Rapazes de Liverpool
12.Vou pra Casa Rever os Meus Pais
13.Os Tempos Mudaram (O que me Importa)
  • 1982 — Bianca (disco de vinil compacto, RGE)
1. Faz de Conta
2. Tudo Dava Certo
  • 1983 — Bianca (disco de vinil compacto, RGE)[2]
1. Vai Chegar o Dia
2. Correndo da Chuva

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. Segundo o livro «Família Franco: genealogia e história», a cantora é parente distante do músico e apresentador Moacyr Franco, que também é de Ituiutaba, Minas Gerais.[1]

Referências

  1. a b c Gabriel Junqueira Franco & Luiz Alberto Franco Junqueira. Família Franco: genealogia e historia. [S.l.]: s.n., 1985. 624 p.
  2. a b c d e Adm. site (2002). Bianca. Dicionário Cravo Albin da MPB. Página visitada em 23 de junho de 2013.
  3. a b c d Adm. portal (2003). Cantora Bianca. Letra.música.br – Terra. Página visitada em 23 de junho de 2013.