Bias Fortes

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Município de Bias Fortes
Vista aérea da cidade

Vista aérea da cidade
Bandeira de Bias Fortes
Brasão de Bias Fortes
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 17 de Dezembro de 1938
Gentílico biasfortense
Prefeito(a) Dirceu Esteves Ildefonso (PR)
(2013–2016)
Localização
Localização de Bias Fortes
Localização de Bias Fortes em Minas Gerais
Bias Fortes está localizado em: Brasil
Bias Fortes
Localização de Bias Fortes no Brasil
21° 36' 21" S 43° 45' 25" O21° 36' 21" S 43° 45' 25" O
Unidade federativa  Minas Gerais
Mesorregião Zona da Mata IBGE/2008 [1]
Microrregião Juiz de Fora IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Antônio Carlos, Juiz de Fora, Lima Duarte, Pedro Teixeira, Santa Rita de Ibitipoca, Santos Dumont.
Distância até a capital 240 km
Características geográficas
Área 284,271 km² [2]
População 3 796 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 13,35 hab./km²
Altitude 850 m
Clima Tropical de altitude Cwa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,713 alto PNUD/2000 [4]
PIB R$ 23 229,089 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 5 907,70 IBGE/2008[5]
Página oficial

Bias Fortes é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. De acordo com o censo realizado pelo IBGE em 2010, sua população é de 3.796 habitantes.[3]

História[editar | editar código-fonte]

Topônimo[editar | editar código-fonte]

Bias Fortes teve, primitivamente, a denominação de "Quilombo", por haver sido em tempos remotos guarida de muitos negros chamados quilombolas. Esse nome perdurou por longos anos; mais tarde, porém, foi mudada para União, em virtude do Decreto Municipal n. 148 de 20 de Maio de 1896, que regulamentou a Lei n. 5 de 15 de Fevereiro de 1896, do Conselho Distrital. Atualmente recebeu o nome de Bias Fortes, prestando homenagem à memória do democrata barbacenense Crispim Jacques Bias Fortes.

Origem e formação[editar | editar código-fonte]

Nas investigações feitas não foi possível determinar com rigor cronológico a data certa em que se estabeleceu nestas paragens a primitiva comunidade que deu origem ao agrupamento de famílias, para se constituírem em coletividade.

O certo é que, em 1826, a povoação de Quilombo já gozava da categoria de distrito, com autoridades administrativas e policiais legalmente constituídas, como se constata pela leitura dos documentos mais antigos.

Entre os documentos aludidos, cita-se as atas lavradas no livro Termo de conciliação de Bem Viver, aberto e rubricado pelo juiz de paz, por nome de José Ribeiro de Almeida, livro que leva o reconhecimento público do juiz municipal de Barbacena, pertencente, nesta data, à comarca do Rio das Mortes.

Parece bem provável que o povoado de Quilombo foi elevado a distrito em 1822, por ocasião da elevação de Barbacena à categoria de vila.

O Arraial de Quilombo, como o nome indica, tem sua origem na concentração de escravos fugitivos, que fixaram a residência precária num reduto de terra compreendido entre a confluência de dois rios: Quilombo e Vermelho.

Esta circunstância relembra uma nota muito salientada em todos os tratados histórico-sociais sobre a comunidade e a sociedade, denominados hoje Introdução à Sociologia: as vias aquáticas na formação das primitivas comunidades.

A história da colonização comprova que as primitivas comunidades se concentraram em torno de bacias fluviais ou marítimas, concentrações humanas origem de ulteriores núcleos urbanos, que na maior parte dos casos se constituem berço de florescentes metrópoles.

Seguindo esse princípio importante na história da civilização, constituíram no caso, a primitiva comunidade, denominada durante muitos anos Arraial de Quilombo, que em 1826 pertencia à categoria de distrito.

Tendo em mente a lenta evolução que se observava no Estado de Minas Gerais, na época a que se refere, depreende-se que a primitiva história do Quilombo remonta, presumivelmente aos primitivos anos da segunda metade do século XVIII, já que em 1826 não existia mais o quilombo etimológico e histórico, e sim uma comunidade regularmente constituída, com vida associativa rudimentar, porém civil e eclesiasticamente organizada, denominada Quilombo mais por respeito à origem do que pela situação social e histórica.

Evolução do Quilombo[editar | editar código-fonte]

A primitiva comunidade de Quilombo, não obstante sua conformação étnica, viu-se na contingência de descrever uma trajetória oprimida, imposta pelo domínio do homem branco, que procurava estabelecer contato com os refugiados dos redutos para usufruir da sua energia e do seu trabalho.

O certo é que os primitivos quilombolas viveram durante muitos anos num estado rudimentar de vida social. Sua condição de escravos, e ainda, de negros, fugindo dos pesados anéis da corrente torturadora, inspirou-lhes o saudosismo africano, reproduzindo assim uma vida precária, especificada por instintos de povos e tribos e por ódio ao branco, seu algoz e opressor. Parece ser lei inexorável da evolução a luta e o sacrifício; e essa lei se aplica também ao caso, pois nos consta que o contato dos quilombolas com os brancos se realizou depois de constantes lutas.

Apesar da revolta dos negros, os senhores dominaram a região e formaram-se as grandes fazendas. Havia, contudo um ponto comum entre eles: o pensamento voltado para Deus. Como prova disso, em 1819 iniciaram a construção da Capela Nossa Senhora das Dores do Quilombo, que contou com o braço forte do negro. Nessa época a comunidade de Quilombo já possuía autoridades policiais e eclesiásticas legalmente constituídas.

Passados os anos, já extinta a escravidão no Brasil, os brancos e negros, habitantes dessas região encontraram paz, harmonia e juntos começaram a trabalhar em prol da comunidade.

Distrito de União[editar | editar código-fonte]

Inspirados e orientados pelo Professor Antônio Marques da Rocha Sobrinho, os moradores decidiram mudar a denominação do Arraial de Quilombo para Arraial de União o que se efetuou em 20 de Maio de 1896.

A vida social era animada pelas festas religiosas, das quais o povo da zona rural também participava. Para transportar seus utensílios domésticos para o arraial, usavam o carro de bois, enquanto as senhoras vinham montadas em cavalos arreados com cilhões.

Nas festas nunca faltavam a presença do caixeiro-viajante (camelô), que trazia de outras paragens artigos não existentes no lugar.

Um dos fatores básicos da economia de União foi, como é até hoje, a pecuária, cujos produtos derivados (toucinho e queijo) eram transportados para outros centros comerciais: isso se fazia por meio de tropas, conduzidas pelo tropeiro, que procuravam equipar bem seus animais. À frente da tropa vinha a madrinha, sempre bem enfeitada com fitas coloridas, e, no peitoril, o cincerro (pequena campainha).

Pelo Decreto-Lei Estadual n. 148 de 17 de Dezembro de 1938, o Distrito de União foi emancipado, transformando em município, com o nome de Bias Fortes, homenageando-se o grande democrata Crispim Jacques Bias Fortes.

Símbolos[editar | editar código-fonte]

A bandeira, o brasão de armas e o hino municipais são símbolos destinados a representar Bias Fortes e tudo existente dentro de seus limites. Tais símbolos representam a soberania e a emancipação política, indicando a seu povo e à nação suas origens históricas, riquezas minerais, culturais etc., merecendo por isso demonstração de cortesia e respeito por parte de outros municípios. Devem ser considerados representativos da imagem de município e de seu povo.

Brasão[editar | editar código-fonte]

O brasão de armas de Bias Fortes e do município é constituído de:

  • Escudo

De forma idêntica aos utilizados nas armas de Portugal, o qual é encimado por uma Coroa Mural de seis torres, das quais apenas quatro são vistas em perspectiva no desenho. De bordadura prata, na parte interna, com divisão em forma de pila, encontram-se as peças: uma coroa aberta antiga, com o mesmo aspecto das coroas usadas nas muitas imagens da Virgem em Portugal. Simboliza para Bias Fortes a sua padroeira Nossa Senhora das Dores; é de ouro e incrustada de pedras preciosas. Abaixo da coroa, uma estrela de prata, simbolizando em heráldica esplendor de nobreza. Para Bias Fortes, uma homenagem aps vultos ilustres que foram destaques em sua trajetória histórica e política. Tudo isso sobre campo vermelho - a franco destra -, gráfico de uma tocha ladeada por correntes compostas de quatro elos inteiros e dois partidos. À altura das chamas, em cada lado abaixo, caem dois elos de corrente partidos, à direita e à esquerda do copo de chama (tocha).

Este símbolo lembra, segundo as tradições locais, que o Município de Bias Fortes primitivamente foi esconderijo de escravos fugitivos do cativeiro, que vieram, se aglomerar no entroncamento dos rios Vermelho e Quilombo. A Franco Sinistra (esquerda), cabeça de gado e balde, em prata, simbolizam a pecuária leiteira, fonte principal de renda do Município; laterais ornamentadas com pés de milho, principal produto agrícola. Sustentando todo o conjunto, listel em vermelho, com a inscrição "17 de dezembro de 1938".

  • Metais e esmaltes
  • O metal jalde (ouro) na coroa, nas correntes, na vaca, no balde e nos frutos de milho - símbolo de nobreza, poder e mando.
  • O metal argente (prata) na coroa mural, na estrela, na bordadura e nos caracteres da faixa - símbolo heráldico de pureza, trabalho e paz.
  • O esmalte galês (vermelho) na parte superior do escudo (pila), na chama e no listel - símbolo de coragem.
  • O esmalte sinopla (verde) no corpo do escudo e pés de milho - simboliza a esperança e a fartura.
  • O esmalte blau (azul) no corpo da tocha e nas faixas ondeadas no rio - símbolo de sinceridade e nobreza.

Bandeira[editar | editar código-fonte]

A atual bandeira de Bias Fortes obedece às proporções da bandeira nacional.

Permanece com o mesmo campo de sua bandeira antiga, mudando apenas no que se rrefere ao desenho da tocha com as correntes, que fazem parte agora do Brasão de Armas.O brasão será colocado na bandeira, no local do respectivo desenho.

A regulamentação do uso do brasão de armas e da bandeira do município de Bias Fortes se deu pelo Executivo municipal pela Lei n. 186, de 15 de agosto de 1983. Os projetos foram elaborados pelo heraldista Fernando Evangelista Ferreira Paes.

Hino

O Hino a Bias Fortes tem letra de Fernando Luís Magaldi e música de Francisco Leitão da Silva.

As quatro maiores localidades rurais[editar | editar código-fonte]

O município conta com dezoito arraiais, sendo quatro de maior expressão, os quais: Colônia do Paiol, Fátima, Ponte Nova e Várzea de Santo Antônio.

Distância das localidades rurais (em quilômetros)
Abreus 7
Açude 6
Boqueirão 6
Cachoeira 16
Cavas 18
Colônia do Paiol 6
Contendas 6
Correias 18
Cutia 7
Eugênios 6
Fátima 12
Gentio 2
Ponte Nova 6
Quatis 6
Santa Fé 8
Serra 18
Teixeiras 10
Várzea de Santo Antônio 12

Colônia do Paiol[editar | editar código-fonte]

A localidade de Colônia do Paiol surgiu há vários anos. Não existe uma data precisa quanto ao seu surgimento. Começou a ser formar numa área de terra doada pelo fazendeiro José Ribeiro Nunes a nove escravos aforriados, dentre eles um conhecido por Justiniano Franco, cujos descendenstes, em grande número, ainda hoje vivem nesta localidades.

Conta-se que o acesso à comunidade era apenas por trilhas. As casas, denominadas choças, eram cobertas de capim e suas paredes feitas de pau-a-pique e rebocadas por tabatinga. Algumas tinham apenas um cômodo.

Com o trabalho de seus moradores, a comunidade foi se desenvolvido.

Era um povo de fé, pois caminhava por entre as trilhas para prestarem seu culto a Deus, na Igreja Matriz da cidade.

Sobreviviam com o trabalho prestado nas fazendas, onde conseguiam unicamente o necessário para a manutenção de suas famílias.

A Igreja Católica, através de seus padres, sempre deu um grande apoio à comunidade, procurando levar a mensagem do Evangelho e expandindo o reino de Deus com a colaboração de pessoas da localidade, dentre os quais Marinho Justiniano Franco, um homem que era por todos respeitado.

A comunidade sempre lutou para a construção de uma capela, luta esta que rendeu a construção da Capela de Nossa Senhora do Rosário.

Em termos de melhoramento social, foi construída uma escola que atende cerca de 140 crianças da comunidade. Há uma quadra poliesportiva, inaugurada no ano de 2007 para proporcionar lazer aos moradores. Os jovens do local formam grupos de danças modernas e também típicas da cultura negra, e se apresentam em festas do município.

"Somos uma comunidade de negros, e nos orgulhamos de nossa raça, lutando para resgatar as nossas raízes. Cultivamos nossas crenças e valorizamos nosso folclore como congado, folia de reis e jongo". Maria José Franco (moradora e líder de movimentos culturais locais).

Na comunidade há também um posto de saúde, rede de esgoto, campo de futebol, rede de esgoto e pavimentação asfáltica em algumas ruas.

Além disso, existem festas tradicionais na comunidade como a festa da consciência negra que ocorre todo ano no dia 20 de novembro, bem como as festas de congado e jongo.

Muitos membros da comunidade migraram para cidades maiores como Juiz de Fora, Barbacena e Belo Horizonte em busca de trabalho. Os moradores da região trabalham somente em serviços braçais nas fazendas aos arredores, bem como nas cidades vizinhas.

Recentemente a população foi reconhecida como descendentes quilombolas, recebendo então ajuda do governo federal através do programa "Fome Zero". Além disso, através de uma tese de doutorado apresentada à PUC de São Paulo pelo Padre Djalma a população teve a oportunidade de resgatar sua história desde a época da escravidão.

Fátima[editar | editar código-fonte]

A localidde de Fátima teve seu início com a denominação de Velhaa. Não é possível determinar com rigor a data de seu surgimento. Apenas através de conversas com pessoas mais idosas foi possível levantar alguns dados importantes.

A vida religiosa dos antepassados era muito profunda, eles caminhavam grandes distâncias para fazerem suas orações e era Fátima o ponto de encontro das comunidades de Correias, Santana, Abreus e Ventenas.

Foi então construída uma capela, cuja padroeira é Nossa Senhora de Fátima. O objetivo da construção foi facilitar a vida dos moradores da região, que enfrentavam estradas ruins para irem até a sede do município participarem de celebrações. Devido ao incentivo da Igreja para construir sua capela e a doação de Carlos Lulu do terreno para a referida construção, houve a união das comunidades. Aí construíram sua capela e à sua volta foram sendo construídas casas, dando início ao pequeno arraial.

Fátima, como qualquer localidade rural, enfrenta o problema de falta de lazer, pois o único esporte existente na localidade é o futebol.

Possui uma escola municipal de Ensino Fundamental - anos iniciais, 1º ao 5º ano, um posto de saúde, telefone público e rede de esgoto e água.

Ponte Nova[editar | editar código-fonte]

Seu nome originou-se de uma ponte que foi construída há vários anos atrás, situada na rodovia MG-135, a 6 km da sede do município. Naquela época habitavam poucas famílias, cujos descendenter hoje contam como começou a comunidade.

A Igreja como sempre contribuiu grandemente para o desenvolvimento das comunidades biasfortenses, pois o apoio dos padres na conscientização dos direitos humanos abriu espaço para a luta de conseguir uma melhor condição de vida. O povoado conta com a capela de Nossa Senhora Aparecida.

Por ser uma comunidade pequena, as opções de lazer são reduzidas. Conta com um campo de futebol. Também é um ponto de saída de algumas cavalgadas do Município, como o Circuito do Frango com Cachaça a Cavalo e a Cavalgada do Brinco.

Na área da educação há uma escola onde funcionam pré-escolar e ensino fundamental - anos iniciais (1º ao 5º ano).

Várzea de Santo Antônio[editar | editar código-fonte]

A localidade de Várzea de Santo Antônio surgiu devido à longa distância entre a região e a sede do município, o que dificultava as pessoas de cultivarem suas crenças religiosas. A região é bastante montanhosa devido à proximidade da Serra do Ibitipoca. existia uma várzea grande e bem localizada na propriedade de Benjamim Lopes de Paula, o qual doou o terreno para a construção de uma capela, que passou a ser o ponto de encontro dos moradores da serra e de outras localidades vizinhas.

Por vários anos Várzea ficou sendo apenas um local de oração, pois os moradores continuaram os mesmo. No ano de 1957, o Padre Antônio das Mercês Gomes decidiu ampliar o patrimônio da capela, e a partir daí surgiu a referida localidade.

Graças ao seu padroeiro Santo Antônio, a antiga Várzea passou a ser denominada de Várzea de Santo Antônio.

As pessoas que moravam nas redondezas começaram a construir suas casas nos terrenos pertencentes à Igreja, que somente mais tarde foram legalizados e conferida a escritura de seus respectivos donos.

Hoje a comunidade de Várzea de Santo Antônio possui um estrutura razoável, com rede de esgoto e água, posto de saúde, posto dos Correios, campo de futebol, telefone público e uma escola de pré-ecolar e de ensino fundamental - anos iniciais (1º ao 5º ano), uma das mais antigas da região.

Economia[editar | editar código-fonte]

A economia do município de Bias Fortes se baseia na agropecuária, especificamente na pecuária leiteira, que vem enfrentando sérios problemas com falta de mão-de-obra e financiamento.

PIB (2002)

Valor adicionado na Agropecuária - 2002     
2.464
mil reais
Valor adicionado na Indústria - 2002
1.607
Mil Reais
Valor adicionado no Serviço - 2002
6.601
Mil Reais
Dummy - 2002
0
Mil Reais
Impostos - 2002
68
Mil Reais
PIB a preço de mercado corrente - 2002
  10.739  
  Mil Reais  

Fonte: IBGE

Agropecuária[editar | editar código-fonte]

Principais produtos pecuários (2003)

  Especificação
 Número de cabeças 
Unidade
  Bovinos
7.993
cabeça
  Suínos
692
cabeça
  Eqüinos
287
cabeça
  Muares
73
cabeça
  Galináceos
5.449
cabeça
  Produção de leite  
3.978
Mil litros
  Ovos de galinha
32
 Mil dúzias 
  Mel de abelha
930
kg

Fonte: IBGE

Principais produtos agrícolas e de silvicultura (2003)

  Produto
 Área plantada/ 
Área colhida
(ha)
 Produção 
(t)
 Rendimento médio 
(kg/ha)
 Valor da Produção 
(Mil R$)
  Arroz em casca  
6/6
9
1.500
7
  Banana1
10/10
80
8.000
48
  Cana-de-açúcar
120/120
3.600
30.000
108
  Carvão Vegetal
-
1.930
-
772
  Feijão
300/230
113
491
178
  Laranja²
15/15
60
4.000
42
  Lenha
-
500 m³
-
9
  Mandioca
25/25
375
15.000
150
  Milho
450/450
945
2.100
284

Fonte: IBGE
1- Cachos
2- Frutos

Empresas e serviços[editar | editar código-fonte]

Empresas (2003)

  Especificação  
N° de unidades locais
 
 
Pessoal ocupado total
 
 
Pessoal ocupado assalariado
 
 
Salários
 
(Mil R$)
  Agricultura; pecuária; silvicultura e exploração florestal
9
68
60
192
  Indústrias de transformação
15
23
3
9
  Construção
1
-
-
-
  Comércio; reparação de veículos automotores, objetos pessoais e domésticos
50
79
5
18
  Alojamento e alimentação
5
6
-
-
  Transporte, armazenagem e comunicações
4
3
2
18
  Intermediação financeira
4
-
-
-
  Atividades imobiliárias; aluguéis e serviços prestados à empresas
16
89
64
132
  Administração pública; defesa e seguridade social
2
-
-
-
  Educação
19
-
-
-
  Saúde e serviços sociais
2
-
-
-
  Outros serviços coletivos e pessoais
17
5
3
6

Fonte: IBGE

Elementos culturais[editar | editar código-fonte]

As festas religiosas (São Sebastião, Semana Santa e a Festa da Padroeira) são muito representativas e tradicionais na cidade. Ainda são realizados o Torneio Leiteiro e o Encontro de Cavaleiros e Amazonas, em setembro.

Representando a cultura negra exitem grupos de dança de congado, folia de reis e jongo.

A Sociedade Musical Padre Silveira, com sede no município, era até pouco tempo uma referência regional no que diz respeito a bandas de músicas, contudo encontra-se em dificuldades, sem conseguir novos músicos para substituírem os que saem para estudar fora, em outros municípios. Fundada em 1918, funcionou até a década de 60, quando esteve desativada. Em 22 de maio de 1988 foi reativada e, desde então vem se apresentando em vários encontros regionais de bandas de música, além de abrilhantar os eventos civis, religiosos e culturais do município.

Festas e datas comemorativas[editar | editar código-fonte]

Administração[editar | editar código-fonte]

  • Prefeito:Dirceu Esteves Ildefonso (2013/2016)
  • Vice-Prefeito:Elias Mariano Rodrigues (2013/2016)
  • Presidente da Câmara:Luciano de Souza Pacheco

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Prefeitura de Bias Fortes - Dicionário escolar com histórico do município"

Futebol[editar | editar código-fonte]

No futebol,Bias Fortes era representado pelo Santa Cruz F.C.,hoje porém o clube encontra-se desativado.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  3. a b Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]