Biblioteca de Pérgamo

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Mapa simplificado das ruínas da cidade indicando a localização da Biblioteca de Pérgamo próxima ao Templo de Atena.

A Biblioteca de Pérgamo, localizada no que é hoje a Turquia, foi uma das mais importantes bibliotecas do mundo antigo e um dos maiores centros da cultura helenística grega. Na antiguidade era a segunda em importância depois da Biblioteca de Alexandria. Ambas competiram, durante um certo período de tempo, tanto em qualidade, quanto em número de volumes. O pouco que se conhece sobre essa biblioteca é creditado ao naturalista romano Plínio, o Velho em sua célebre História Natural.

A cidade de Pérgamo[editar | editar código-fonte]

Fundada na época helenística, Pérgamo foi uma importante cidade da antiga Grécia, localizada na Anatólia, onde agora está localizada a moderna cidade turca de Bergama. Governada pela Dinastia Atálida, a cidade ganhou destaque como um centro administrativo que veio a formar uma aliança com a República Romana, cortando laços com os gregos.

Após estabelecer uma política de paz com Roma, já no século III a.C., desenvolveu um clima favorável à cultura, especialmente com a figura do rei Átalo I, que chamou a sua corte eruditos e artistas, e era ele mesmo um escritor. Os reis de Pérgamo eram grandes colecionadores de arte e, acima de tudo, bibliófilos que tinham uma grande preocupação com a cultura (como os Ptolomeus no Antigo Egito). Eles estavam interessados ​​em converter sua capital, Pérgamo, em uma cidade culturalmente rica como a cidade de Atenas na época de Péricles.

Sob o governo do rei Eumenes II, filho e sucessor de Átalo I, Pérgamo tornou-se uma cidade rica e desenvolvida, com uma população estimada em mais de 200 000 habitantes. Culturalmente era rivalizada somente pelas cidades de Alexandria e Antioquia. Muitas obras importantes da escultura e da arquitetura foram produzidas nessa época, incluindo o célebre Altar de Pérgamo. Após a morte de Átalo III, filho de Eumenes II, em 133 a.C., Pérgamo passou ao domínio da República Romana. Após a queda de Constantinopla, Pérgamo se tornou parte do Império Otomano.

Pérgamo também foi uma importante cidade no Novo Testamento e foi mencionado por apóstolo João como uma das Sete Igrejas do Apocalipse. As ruínas de Pérgamo e sua biblioteca são agora os principais sítios arqueológicos da Turquia.

A Biblioteca de Pérgamo[editar | editar código-fonte]

Em Pérgamo havia uma biblioteca que se afirmava abrigar aproximadamente 200 000 volumes, segundo os escritos de Plutarco. Construída por Eumenes II e situada no extremo norte de sua acrópole, que se tornou uma das mais importantes bibliotecas antigas. Diz a lenda que Marco Antônio deu a Cleópatra como um presente de casamento todos os 200 000 volumes de Pérgamo para o acervo da Biblioteca de Alexandria, esvaziando as prateleiras da Biblioteca de Pérgamo.

Acredita-se que nesta biblioteca foram guardados os manuscritos de filósofo Aristóteles como um grande tesouro durante mais um século sem edições ou novas publicações. Somente depois que chegaram a Roma e devido principalmente ao empenho do político e escritor Cícero passou-se a editá-los e torná-los conhecidos, não só aos estudiosos, mas ao público em geral.

Na atualidade não existe nenhum índice ou catálogo das obras constantes na Biblioteca de Pérgamo, o que torna impossível conhecer a verdadeira dimensão ou extensão desta coleção. Relatos históricos afirmam que a biblioteca possuía uma sala de leitura principal, onde havia muitas prateleiras. Um espaço vazio existia a parede exterior e as prateleiras para permitir a circulação de ar. Assim era possível evitar que o interior da biblioteca se tornasse excessivamente úmido em razão do clima quente de Anatólia, tendo como objetivo a preservação dos manuscritos da biblioteca. As obras eram escritas em rolos de pergaminho e então estes armazenados em prateleiras. Uma estátua de Atena, a deusa grega da sabedoria, estava na sala de leitura principal.

A origem do pergaminho[editar | editar código-fonte]

À cidade de Pérgamo é creditada a origem do pergaminho. Antes da invenção do pergaminho, os manuscritos eram transcritos em rolos de papiros que eram produzidos em Alexandria. Quando os Ptolomeus se recusaram a exportar mais papiros para Pérgamo, o rei Eumenes II ordenou que fosse encontrado um outro material que o substituísse na confecção dos manuscritos, o que levou à produção do pergaminho, que é feito de uma folha fina de pele de ovelha ou de cabra. O uso do pergaminho reduziu a dependência dos gregos e romanos em relação aos papiros egípcios e permitiu um aumento na disseminação do conhecimento em toda a Europa e Ásia. A introdução do pergaminho também ampliou a importância cultural da Biblioteca de Pérgamo no mundo antigo.

Notas[editar | editar código-fonte]