Biblioteca pública

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Biblioteca pública é um espaço sociocultural que dispõe produtos e serviços informacionais para a comunidade em geral. Possui em seu acervo uma ampla gama de assuntos em múltiplos suportes.

História da biblioteca Mario de Andrade[editar | editar código-fonte]

A Biblioteca Mário de Andrade (BMA) é uma das mais importantes bibliotecas de pesquisa do país. Fundada em 1925 como Biblioteca Municipal de São Paulo, é a maior biblioteca pública da cidade e a segunda maior biblioteca pública do país, superada, apenas, pela Biblioteca Nacional. Foi inaugurada, em 1926, na Rua 7 de Abril, com uma coleção inicial formada por obras que se encontravam em poder da Câmara Municipal de São Paulo, em cujo prédio a Biblioteca funcionava. Em 1937, incorporou a Biblioteca Pública do Estado e, a partir de então, importantes aquisições de livros, muitos deles raros e especiais, enriqueceram seu acervo. O crescimento de seu acervo e serviços ocasionou a mudança da biblioteca para o atual edifício, localizado na Rua da Consolação. Inaugurado em 1942, na gestão do Prefeito Prestes Maia e tendo Rubens Borba de Moraes como Diretor da Biblioteca, o novo edifício, projetado pelo arquiteto francês Jacques Pilon, é considerado um marco da arquitetura Art Déco em São Paulo.

Foi em 1960, que a Biblioteca passou a denominar-se Biblioteca Mário de Andrade. Seu diretor era Francisco José Azevedo, bibliotecário formado na Escola da Prefeitura, que fora chefe da Seção Circulante.

Em 2005, com a criação, na Secretaria Municipal de Cultura, do Sistema Municipal de Bibliotecas, a Biblioteca Mário de Andrade adquiriu o status de Departamento, ganhando, assim, maior autonomia administrativa. No entanto, só em dezembro de 2009 foi aprovada sua reestruturação administrativa, cuja implantação lhe dá condições de cumprir adequadamente sua dupla missão: preservação e acesso.

De dezembro de 2007 a outubro de 2010, a Biblioteca passou por profunda reforma que envolveu, além das intervenções no edifício, também o restauro do mobiliário, a desinfestação de parte do acervo de livros e a higienização e a reorganização física de todo o acervo.

Em 21 julho de 2010, antes do término da reforma de todas as áreas do edifício, a Circulante foi reaberta ao público, oferecendo, então, além de um espaço atraente e adequado, um acervo de mais de 42 mil volumes atualizado e informatizado e um amplo horário de atendimento. Isso fez com que, de imediato, a Circulante recebesse mais de 700 usuários por dia.

Em 25 de janeiro de 2011, a Biblioteca foi finalmente reinaugurada, tornando disponível ao público as áreas de consulta das coleções fixas – Artes, Coleção Geral, Mapoteca e Raros e Especiais – bem como o Auditório. Isso trouxe de volta, principalmente, estudiosos, pesquisadores, artistas e intelectuais que se haviam afastado da Biblioteca em seu período de hibernação.

Função social de uma biblioteca pública[editar | editar código-fonte]

Para acompanhar as transformações políticas, sociais e culturais do mundo contemporâneo, as bibliotecas, em especial as públicas, passaram a mudar o seu perfil de "depósito de livros", tornando-se instituições mais democráticas.

Isso ocorreu devido aos questionamentos que foram feitos em torno do seu papel perante a sociedade, tendo em vista que elas atendiam somente aos anseios de uma elite letrada, detentora do conhecimento e que tinha o acesso facilitado àquelas instituições. Enquanto de um outro lado, a grande maioria da população estava à margem da informação para resolver problemas simples, ligados a seu cotidiano como: educação, saúde, moradia, emprego, saneamento, direito do consumidor etc.

Sabemos que o verdadeiro papel de uma biblioteca pública é servir aos interesses da comunidade, sem fazer distinção de condição social, raça, crença, ou nacionalidade, para que assim ela possa despertar nas pessoas a consciência da participação social de cada indivíduo.

É relevante considerar que as bibliotecas públicas contribuem para a formação de hábitos de leitura na comunidade e serve como estimulo ao desenvolvimento da indústria editorial. Por isso, surge a necessidade por parte das autoridades em valorizar essas instituições, cumprindo com o dever de oferecer a comunidade todos os serviços relacionados a cultura, incentivo a leitura e a formação de cidadãos aptos a contribuir com o desenvolvimento da sociedade.

Portanto, podemos dizer que o serviço de informação à comunidade é o mais valioso instrumento que dispõe uma biblioteca pública; pois ao fazer isso, ela estará cumprindo sua verdadeira missão: levar a informação e o conhecimento a todos os cidadãos.

Projetos de leitura de 2012[editar | editar código-fonte]

PARALER

Itaú / MINC - Lei Rouanet

Proponente: Associação de Amigos e Patronos da Biblioteca Mário de Andrade.

Valor aproximado aprovado: R$ 750.000,00 (setecentos e cinquenta mil reais)

Realização de obra de arte permanente junto à Biblioteca Mário de Andrade, no contexto de revitalização do centro de São Paulo. A inserção - nas calçadas em torno da Biblioteca - de desenho original e específico criado pela ilustre artista plástica Regina Silveira pretende se tornar uma marca da forte presença da instituição na cidade. Ao requalificar o espaço urbano de seu entorno, destaca-se o importante espaço cultural que a Biblioteca, recentemente restaurada e modernizada, representa.

Situação: em desenvolvimento. Previsão de término: abril de 2013.

Ciclo Mestres do Conto Latino-Americano

ProAC Programa de Ação Cultural / Secretaria Estadual de Cultura

Proponente: Associação de Amigos e Patronos da Biblioteca Mário de Andrade

Valor aproximado: R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais)

Durante quatro meses, entre abril e setembro de 2012, foram produzidos encontros semanais em torno da obra de alguns dos mestres do conto latino-americano. O objetivo principal de cada encontro foi colocar os participantes em contato direto com diferentes narrativas, cujos traços característicos e modo de construção foram examinados a fundo em sua complexidade. Dessa maneira, o Ciclo propôs, ao lado do estudo de alguns importantes escritores, o exercício da leitura crítica, voltada para o estudo analítico e a compreensão iluminadora do conto em questão. A seleção dos autores obedeceu a critérios estéticos e históricos e entrelaçou contistas brasileiros e hispano-americanos, de forma a abrir espaço para o exame da contribuição de cada

um a um gênero que, inventado em termos modernos no século XIX, se transformou em um dos principais meios de expressão literária do século XX, trazendo seus padrões formais como herança, ruptura, novas conquistas e desafios até este início do século XXI.

Situação: finalizado. Relatório de finalização concluído, entregue e aprovado pela Secretaria de Estado da Cultura.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Acesso em 18 ago. 2014


Para saber mais:

OLIVEIRA, Zita Catarina Prates de. Biblioteca Fora do Tempo: políticas governamentais de bibliotecas públicas no país. São Paulo:USP, 1994. 221 p. Tese (Doutorado). Disponível em: <http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/1437>. Acesso em: 10 jan. 2008

RIBEIRO, Alexsander Borges. Bibliotecas Públicas do Brasil: passado, presente e futuro. Porto Alegre: UFRGS, 2008. 212 p. Monografia (Graduação em Biblioteconomia). Disponível em: <http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/17857/000718838.pdf?sequence=0>. Acesso em: 20 fevereiro 2010. Disponível em: <http://www.pluridoc.com/Site/FrontOffice/default.aspx?module=Files/FileDescription&ID=3929&state=TDR>. Acesso em: 25 maio 2009. Disponível em: <http://rabci.org/rabci/node/11>. Acesso em: 10 jan. 2009

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