Bienal de Cerveira
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[editar] Bienal de Cerveira
A Bienal de Cerveira é uma exposição de arte que se realiza a cada dois anos em Vila Nova de Cerveira, Portugal, desde 1978.
A fundação deve-se ao pintor Jaime Isidoro.[1]
A histórica bienal reúne uma lista de artistas marcantes, muitos deles na altura em início de carreira: de Ângelo de Sousa a José Pedro Croft, de Fernanda Fragateiro a Rute Rosas, de Jorge Molder a Ana Vidigal.[2]
[editar] 16ª Bienal de Cerveira
A Bienal de Cerveira, a mais antiga do país, é um evento dirigido à promoção da arte contemporânea, sustentado por uma notoriedade e reputação nacional e internacional erigida há mais de 30 anos. O evento alia a arte nas suas várias expressões a um espaço territorial caracterizado pela sua qualidade de vida.
O conceito da 16ª edição enquadrou-se num cenário contemporâneo de um mundo globalizado por Redes – de contactos, de artistas, de residências – transversais a uma rede digital. O espaço privilegiou a presença dos artistas e o intercâmbio cultural de saberes e experiências através da organização de ateliers, workshops, debates, entre outros.
Dando continuidade ao modelo implementado desde a sua primeira edição (1978), o programa da 16ª Bienal de Cerveira incluiu:
- Curadorias e Projectos internacionais;
- Concurso internacional;
- Homenagem ao escultor José Rodrigues;
- Performances;
- Artistas convidados;
- Residências artísticas;
- Workshops e ateliers;
- Conferências e debates;
- Visitas guiadas;
- Concertos.
Salvaguardando toda a essência que envolve a Bienal de Cerveira, pretendeu-se, nesta edição, privilegiar a modernização e internacionalização do evento, fazendo um up-grade do seu conceito. Esta reformulação contou com o apoio do ON.2 O Novo Norte, sendo co-financiada pelo FEDER (Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional).
[editar] História
Mais do que três décadas de existência, a Bienal de Cerveira detém um passado histórico. Falar dos seus inícios implica contextualizar um período que engloba a transição democrática de 1974. Como corolário do pós-regime ditatorial, prevalecia uma necessidade de intervenção artística como modelo recuperado de expressão livre. A ânsia criativa, até então repreendida, pronunciava-se fortemente.
É neste contexto que surgem os Encontros Internacionais de Arte, cuja organização estava a cargo do Grupo Alvarez do Porto e de Jaime Isidoro. Ambicionava-se estabelecer a criação de espaços livres de intervenção de rua, elevando o diálogo arte/população ao seu máximo expoente, mediante um contacto presencial com o artista.
Lemos Costa, presidente da autarquia de Vila Nova de Cerveira na altura, consciente do valor da interferência da arte no desenvolvimento social, proporcionou um ambiente excepcional para a realização da sua V edição, dando assim origem à I Bienal de Arte de Vila Nova de Cerveira. Tendo ocorrido entre os dias 5 e 12 de Agosto de 1978, esta ‘Gala da Arte portuguesa e estrangeira’, visava o intercâmbio de ideias como um impulsionador de transformações e uma urgente mudança económica, social e cultural. Sob o mote de levar a arte à rua, a Bienal Internacional de Arte de Cerveira afirmou-se como um evento de referência, dos mais marcantes das artes plásticas no país.
Após três décadas de existência, a Bienal de Cerveira é hoje uma marca com notoriedade nacional e internacional. Cultivando e estimulando a criatividade da região, tem vindo a atrair o público a um ritmo crescente e a alargar a sua incidência geográfica ao promover exposições em espaços culturais localizados noutros concelhos do Vale do Minho e da Galiza. Este fenómeno de descentralização cultural e internacionalização, tem vindo a proporcionar um espaço de encontro, interacção, divulgação de ideias e uma oportunidade de projecção para artistas nacionais e internacionais.
A 16ª edição da Bienal de Cerveira será organizada pela Fundação Bienal de Cerveira.
Referências
- ↑ Julião, Paulo. DN Online - O pintor que teimou na Bienal de Cerveira. Página visitada em 21 de janeiro de 2009.
- ↑ 30 Anos da Bienal de Cerveira. Página visitada em 21 de janeiro de 2009.