Big Nose George

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Big Nose George Parrott
Nome George Manuse
Morte 22 de março de 1881
Rawlins, Wyoming
Pseudônimo(s) George Warden
Crime(s) Bandoleirismo, abigeato
Pena Morte por enforcamento
Situação Morto

Big Nose George Parrott, também conhecido como George Manuse ou George Warden, foi um abigeatário no Velho Oeste durante o final do século XIX.1 Tornou-se notável por ter sido transformado em um par de sapatos após sua morte.2 3

Crime[editar | editar código-fonte]

Em 1878, Parrott e sua gangue assassinaram dois oficiais da lei — o xerife Robert Widdowfield de Wyoming e o detetive da Union Pacific Tip Vincent — enquanto tentavam escapar após um assalto a trem mal-sucedido.4 Widdowfield e Vincent foram designados a rastrear a gangue de Parrott em 19 de agosto de 1878, após a tentativa de roubo ocorrida em um local isolado da linha férrea, próximo ao Rio Medicine Bow.2 Os oficiais perseguiram os bandoleiros até um campo no Desfiladeiro Rattlesnake, nas cercanias de Elk Mountain, mas acabaram sendo avistados por um olheiro da gangue.

Os salteadores apagaram então sua fogueira e esconderam-se em um arbusto mas, quando Widdowfield chegou ao local, percebeu que as cinzas do fogo ainda estavam quentes. O bando então disparou suas armas, atingindo o xerife no rosto. Vincent tentou fugir, mas foi alvejado antes de conseguir deixar o desfiladeiro. Os criminosos roubaram as armas de ambos os mortos, assim como um de seus cavalos, antes de esconder os corpos e fugir da região. O assassinato foi rapidamente descoberto e uma recompensa de dez mil dólares oferecida pela "apreensão dos assassinos", remuneração mais tarde aumentada para vinte mil dólares.5

Prisão e morte[editar | editar código-fonte]

Apesar do bando ter conseguido escapar, Parrott e seu braço direito, Charlie Burris (vulgo "Dutch Charley"), foram capturados em Montana em 1880, depois de ficarem bêbados e gabarem-se do crime.6 Após julgamento, Parrott foi sentenciado à morte por enforcamento em 2 de abril de 1881, mas tentou escapar enquanto estava detido em uma cadeia de Rawlins, Wyoming.4 7

Quando a notícia da tentativa de fuga chegou aos habitantes de Rawlins, um grupo de 200 linchadores o arrancou de sua cela sob a mira de armas de fogo e o pendurou pelo pescoço em um poste telegráfico.6 8 Charlie Burris sofreu um linchamento similar pouco tempo depois de sua captura; enquanto era transportado de trem para Rawlins, moradores locais o encontraram escondido no compartimento de bagagens, enforcando-o na viga transversal do poste telegráfico mais próximo.9

Experimento médico[editar | editar código-fonte]

Os médicos Thomas Maghee e John Eugene Osborn apossaram-se então do corpo de Parrott, com a intenção de estudar o cérebro do bandido à procura de sinais de criminalidade.8 10 O topo do crânio de Parrott foi serrado de forma bruta durante o procedimento e a tampa presenteada à Lilian Heath, assistente de Maghee então com 15 anos de idade. Heath acabaria tornando-se a primeira mulher a exercer a medicina em Wyoming, ficando conhecida também por utilizar a tampa craniana como cinzeiro, porta-canetas e calço de porta.7 Uma máscara mortuária foi criada a partir do rosto de Parrott, e a pele de suas coxas e tórax removidas.

A pele, acompanhada dos mamilos do morto, foi enviada para um curtume em Denver, sendo transformada em um par de sapatos e uma valise de médico.11 12 Os itens macabros foram mantidos por Osborne, que usou os sapatos em seu baile de posse após eleger-se o primeiro governador Democrata de Wyoming.13 14 Enquanto os experimentos prosseguiam, o corpo desmembrado de Parrott foi guardado em um barril de uísque preenchido com uma solução salina por aproximadamente um ano, até ser enterrado em um jardim nos fundos do escritório de Maghee.2 3

Ressurgimento[editar | editar código-fonte]

A história de Big Nose George foi sendo esquecida com o passar do tempo, até que em 11 de maio de 1950 operários que trabalhavam nas obras do Banco Nacional de Rawlins na rua Cedar desencavaram um barril de uísque cheio de ossos. Dentro do barril estava um crânio com o topo serrado, uma garrafa de conserva vegetal e os sapatos que teriam sido feitos a partir da coxa de Parrott.15 A doutora Lilian Heath, então uma octogenária, foi contactada, e a tampa craniana enviada ao local. Descobriu-se que ela encaixava-se perfeitamente ao crânio; um exame de DNA posteriormente comprovou que aqueles eram realmente os restos mortais do criminoso.

Atualmente os sapatos encontram-se em exibição no Museu do Condado de Carbon em Rawlins, juntamente com o crânio e a máscara mortuária de Parrott.7 A corrente utilizada durante o enforcamento do fora-da-lei, assim como a tampa craniana, estão em exibição no Museu da Union Pacific em Omaha, Nebraska. A valise fabricada a partir de sua pele jamais foi encontrada.1 3 6

Referências

  1. a b "The Story of Big Nose George Parrott" - FrancescaContreras.com
  2. a b c "Outlaw Big Nose George Becomes a Pair of Shoes in Rawlins" - Legends of America
  3. a b c "The crook who grew up to be a shoe" - Out West Newspaper
  4. a b "The ballad of Big Nose George" - Sunderland Echo
  5. Roamin' Wyomin' , pág. 211 - Cullen, Tom - Trafford Publishing (2003) - ISBN 1412001277
  6. a b c "The return of Big Nose George" - Time
  7. a b c "The mortal remains of Big Nose George Parrott, Carbon County Museum" - Wyoming Tales and Trails
  8. a b "Big Nose George" - Original Hobo Nickel Society
  9. Goodbye, Judge Lynch, pág. 105 - Davis, John W. - University of Oklahoma Press (2006) - ISBN 0806137746
  10. "Rawlins, Wyoming" - Wyoming Bed and Breakfast
  11. "Shoes Made From Big Nose George" - Roadside America
  12. "Carbon County's Most Infamous Outlaw" - Elk Mountain Hotel
  13. "Site of Big Nose George lynching" - Carbon County Museum
  14. "Charles M. Russell" - John Taliaferro
  15. Historical atlas of the outlaw West, pág. 213 - Patterson, Richard M. - Big Earth Publishing.(1984) - ISBN 0933472897