Bilinguismo

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O termo bilinguismo, aplicado ao indivíduo, pode significar simplesmente a capacidade de expressar-se em duas línguas. 1 Numa comunidade, pode ser definido como a coexistência de dois sistemas linguísticos diferentes (língua, dialeto, etc.), que os falantes utilizam alternadamente, a depender das circunstâncias, com igual fluência ou com a proeminência de um deles. 2

O bilinguismo constitui a forma mais simples de multilinguismo (que, por sua vez, se opõe ao monolinguismo), e pode ocorrer em diversas situações, tais como:

  • uma segunda língua é aprendida na escola: 3
  • emigrantes estrangeiros falam a língua do país hospedeiro (mesmo que com alguma dificuldade),
  • em países nos quais há mais de uma língua oficial,
  • crianças cujos pais são de diferentes nacionalidades4 ,
  • pessoas surdas que, além da língua de sinais, utilizam alguma língua oral, na tentativa de se comunicar com a comunidade ouvinte (observando-se que o bilinguismo dos surdos é um caso especial).

Estes grupos de pessoas têm necessidades distintas e desenvolvem, por isso, capacidades distintas nas línguas que falam, dependendo das necessidades e dos diferentes contextos.

No que respeita à educação de crianças como bilingues, Saunders mostra que existem vantagens e desvantagens neste processo.

Tipos[editar | editar código-fonte]

Existem dois tipo de bilinguismos, conforme a idade de aquisição das línguas, o bilíngüe precoce (ou primário, ou natural) é, a criança que, até três anos de idade, aprende a falar duas línguas ao mesmo tempo; e o bilíngüe tardio (ou secundário, ou diglota,), é a criança já que tem aprendida a primeira língua e, depois de quatro anos de idade, começa a estudar uma ou mais de uma língua. 5

Além disso os bilingües podem ser classificados em5 :

  1. Bilíngüe bicultural: aquele indivíduo que se identifica com as culturas de suas duas línguas adquiridas;
  2. Bilíngüe monocultural: apesar de ter aprendido a segunda língua, o indivíduo não apresenta nenhum sinal da identidade cultural dessa língua;
  3. Bilíngüe aculturado: o indivíduo abandona a própria cultura (da língua materna) e adota completamente a cultura da sua segunda língua
  4. Bilíngüe deculturado: o indivíduo renuncia à sua própria cultura, porém, não há adoção plena de outra, a da segunda língua, causando ambigüidade cultural.

Vantagens do ensino bilingue[editar | editar código-fonte]

  1. Quando adquirido na infância permite que a criança tenha a pronúncia de um nativo;
  2. Desde a infância faz com que a criança desenvolva superioridade em habilidades em geral;
  3. Q.I. e um grau de aprendizado superior àquele de crianças monolíngues;
  4. Proficiência nas duas línguas, não sendo necessário processo formal de aprendizado.

Desvantagens do bilinguismo[editar | editar código-fonte]

  1. Pode retardar a inteligência verbal, isto é, a criança pode demorar mais para falar, pois aprenderá dois sinónimos para cada palavra;
  2. Uma língua sempre, de uma forma ou de outra, influencia a outra;
  3. Pode ocorrer "triggering", ou seja, mudança de idioma, caso não se saiba uma palavra em uma das línguas.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências e bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • BOUVET, D. La Parole de l’enfant. Paris: Le Fil Rouge, Puf., 1989.
  1. SAUNDERS, George. Bilingual children: From birth to teens. England: Multilingual Matters, 1988. p. 8
  2. Bilinguismo
  3. Bilinguismo
  4. Ensino Bilingue
  5. a b HAMERS, Josiane F.; BLANC, Michel H. Bilinguality and bilingualism. Cambridge:Cambridge University Press, 1989.
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