Billy Budd

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Billy Budd é um conto de Herman Melville publicado postumamente em língua inglesa em 1924.

Billy Budd, uma pequena jóia da literatura norteamericana, foi encontrado apenas 30 anos após a morte do seu autor e só então publicado. Foi adaptado a ópera por Benjamin Britten e ao cinema por Peter Ustinov.

Enredo[editar | editar código-fonte]

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Aparentemente a história centra-se em Billy, um belo e atraente jovem marinheiro mas com um problema de expressão verbal que é falsamente acusado por Claggart, contra-mestre do navio também conhecido como Jimmy Legs, de incitar um motim entre a tripulação. Incapaz de defender-se, Billy acaba por matar Legs acidentalmente mesmo em frente do capitão, o honorável Starry Vere, sendo por isso condenado e enforcado.

A narração de Melville é plena de duplos significados e "innuendos" em Billy Budd e este pequeno conto pode ser interpretado como uma alegoria de grande subtileza. A simples anedota do marinheiro incapaz de falar correctamente pode simbolizar a Bondade impotente perante o Mal quando utiliza a ação injustificada. O navio pode ser assim um símbolo da sociedade ou da condição humana. É também possível que Melville ilustre o erro da aplicação cega dos regramentos.

Outra interpretação sugere que o Capitão Vere parece muito atraído por Billy que Jimmy Legs parece invejar fortemente; não apenas inveja de um belo e jovem exemplar de marinheiro... talvez cíume da atracção que Billy exerce sobre o Capitão. Ao tentar reconquistar a atenção do Capitão, Jimmy Legs sugere que Billy incitou um motim entre a tripulação, acusação que o Capitão (platonicamente enamorado?) imediatamente desmente. Com o aumento da tensão a bordo do navio (e aqui o paralelo entre a tensão amorosa e a tensão provocada pela morte de Legs às mão de Billy é genial) o Capitão é obrigado a condenar e mandar executar Billy, não para controlar o possível motim mas, na realidade, para esconder a sua paixão, que teme não conseguir ocultar de outra forma.

Não faltam as interpretações religiosas nas quáis Billy é Jesus, Claggart é o Diabo (ou Judas) e Vere é Pôncio Pilatos.

O tema de Billy Budd foi ainda reapropriado por Jean Genet no seu romance Querelle de Brest (adaptado para o cinema como Querelle, por Rainer Werner Fassbinder), da mesma forma que Albert Camus se usa de temas de Hermann Melville em algumas de suas obras (Moby Dick reaparece em A Peste, Bartleby em O Estrangeiro, etc.)

Texto original[editar | editar código-fonte]

Em tradução: Billy Budd

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