Biofeedback
O termo "treinamento em biofeedback" entrou em uso, por volta de 1969, quando demonstrou ser uma ferramenta útil no ensino e aprendizado de processos de auto-regulação que envolvem treinamento.
O termo é formado pelo radical 'bio' (vida), 'feed' (alimentar) e 'back' (retorno), que pode ser traduzido como retroalimentação biológica.
Na linguagem popular, o termo feedback também pode ser considerado como provimento de informação sobre o estado de um sistema. Por exemplo, enquanto se aguarda o carregamento de um determinado site, uma barra de carregamento mostra ao usuário o percentual já concluído.
O Biofeedback que também é descrito como "método de treinamento psicofisiológico por meio de equipamentos eletrônicos" é uma ferramenta utilizada na pesquisa, treinamento e tratamento clínico de profissionais de instituições de referência mundial, quase que em toda a totalidade, fisioterapeutas.
Aspectos como o estresse, padrões de ondas cerebrais, respiração, batimentos cardíacos, tensão muscular, fluxo sanguíneo, temperatura, dentre outros são captados e filtrados. As amostras são convertidas e transmitidas ao cliente em tempo real por meio de equipamentos que treinam estes padrões.
Em ambientes clínicos esses e outros processos de auto-regulação adquiridos, através do treinamento em biofeedback, podem ser usados para reduzir ou eliminar sintomas de desordens orgânicas ou relacionadas ao estresse, para recuperar funções musculares e reduzir a dor resultante de um ferimento ou doença. Podendo ser a modalidade terapêutica principal ou associada com outras intervenções terapêuticas, tais como: aconselhamento de estilo de vida, treinamento em dessensibilização, reestruturação cognitiva ou psicoterapia. Gradualmente o treinamento em biofeedback desenvolveu-se em um poderoso procedimento terapêutico.
Em ambientes educacionais e empresariais, o treinamento em biofeedback é uma ferramenta para o desenvolvimento de relaxamento profundo e gerenciamento do estresse, processos que são importantes na prevenção das doenças relacionadas ao estresse. Em todas as aplicações a meta do treinamento em biofeedback é a auto-regulação - aprendendo como controlar tanto os processos físicos quanto mentais para um funcionamento melhor e mais saudável.
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[editar] Procedimentos e processos
O treinamento em biofeedback começa com um instrumento sensível destinado à medir um processo fisiológico específico (por exemplo, a atividade elétrica do sistema músculo-esquelético). Neste caso, o instrumento de biofeedback é conectado ao músculo com sensores colocados sobre a pele, então ele amplifica a resposta fisiológica e a converte em informações significativas (usualmente um som ou sinal visual), que é retroalimentado para a pessoa.
A pessoa usa a informação como um guia enquanto pratica uma variedade de procedimentos para reduzir a tensão muscular. Assim o instrumento de biofeedback permite o acesso a informações sobre processos internos do organismo dos quais a pessoa pode não estar ciente ou achar difícil regular.
Tipicamente, processos de respiração profunda, relaxamento e visualização são usados com este tipo de retorno da informação, apesar de procedimentos específicos de treinamento variarem de acordo com o propósito do treinamento ou terapia.
Aprender a mudar funções fisiológicas, e portanto precisa essencialmente de prática e administração dos recém conhecimentos.
A auto-regulação dos processos corporais é possível porque a mente e o corpo interagem. Para entender o quanto é poderosa a conexão, da mente com o corpo, pode-se imaginar o que acontece dentro de um corpo quando alguém depara-se com uma serpente negra. A primeira resposta da preparação corporal é uma liberação de adrenalina e outras reações que preparam o seu corpo para a luta ou fuga. Então descobre-se que a serpente, era somente uma mangueira de jardim.
Ou lembre-se do que acontece à mente e ao corpo quando você está apressado para um encontro importante e fica preso em um engarrafamento de trânsito que não anda. A mente percebe o estressor e o corpo responde.
Processos cerebrais bem conhecidos governam a resposta fisiológica para atividades mentais tais como o estresse. Quando o estresse se mantém, sintomas fisiológicos podem se desenvolver.
Através do relaxamento e gerenciamento de estresse, contudo, outros processos cerebrais são acessados com a redução na reação de estresse e habilitam o corpo para a recuperação.
Pelo motivo de a mente e corpo interagirem, é que podemos guiar o corpo em direção à saúde quando estresse, doenças ou ferimentos tenham bloqueado a tendência corporal natural para permanecer saudável.
Instrumentos de biofeedback são importantes enquanto se aprende auto-regulação. Isto porque, como o reflexo de um espelho, a retroalimentação do instrumento, ajudará o cliente a ganhar controle de processos mentais e psicofisiológicos que maximizam o funcionamento ótimo do organismo.
A instrumentação de biofeedback não será mais necessária quando as habilidades de auto-regulação forem dominadas (como o espelho em um estúdio de dança que não mais é necessário quando o dançarino dominou suas técnicas).
Os elementos chaves no treinamento em biofeedback, que fazem a auto-regulação possível, são: a interação mente-corpo; o retorno de informações; o aumento da conscientização; e a prática. Em muitas aplicações a habilidade de relaxamento profundo é também essencial, pois promove saúde e ajuda no tratamento e prevenção de muitos distúrbios.
Em outras aplicações, tais como a recuperação da função muscular depois de ferimentos, a ferramenta primordial é o feedback. Tendo um terapeuta funcionando como um treinador, e ensinando técnicas para uma melhoria de performance. O processo de feedback, aparentemente simples, facilita a aprendizagem e aquisição de técnicas de auto-regulação que passam a se tornar hábitos de vida.
[editar] Aparelhagem instrumental para biofeedback e aplicações
Os instrumentos para biofeedback são altamente sensíveis e monitoram processos fisiológicos. Sinais fisiológicos vindos do corpo são amplificados pelos instrumentos e convertidos em informação útil. Tais como sons, imagens, pequenas descargas elétricas e medidores gráficos ou luzes, estes geralmente mostrados na tela do monitor de um computador.
[editar] Tipos de interpretação das informações do feedback
[editar] Feedback de tensão muscular
A eletromiografia (EMG) mensura a atividade elétrica dos músculos esqueléticos, monitorando com sensores localizados na pele, sobre músculos apropriados.
Feedback EMG é usado para treinamento de relaxamento geral, sendo a modalidade primária para tratamento de: cefaléia de tensão; bruxismo e problemas da articulação têmporo-mandibular; dor crônica; espasmo muscular; paralisia parcial; ou outras disfunções musculares devidos a ferimentos, contusões ou distúrbios congênitos.
A reabilitação física, através da reeducação neuro-muscular, é uma importante aplicação do feedback eletromiográfico.
[editar] Feedback termal (fluxo sanguíneo)
Instrumentos de feedback termal mensuram o fluxo sangüíneo na pele. Isto a partir do fato de quando os pequenos vasos na pele se dilatam (vasodilatação), o fluxo sangüíneo e a temperatura aumentam; e quando esses vasos se contraem (vasoconstrição), o fluxo sangüíneo e a temperatura diminuem.
Os vasos nos dedos são particularmente sensíveis ao estresse (ocorrendo vasoconstrição), e ao relaxamento (ocorrendo vasodilatação).
Feedback de fluxo sangüíneo é também usado no tratamento dos distúrbios vasculares específicos, incluindo: enxaqueca, doença de Raynaud, hipertensão essencial, complicações vasculares de outras doenças como a Diabetes.
Desta maneira, o feedback de temperatura dos dedos mostra-se uma ferramenta útil em treinamento de relaxamento.
[editar] Feedback de reação eletro-dérmica
Os instrumentos de feedback de reação eletro-dérmica (RED) mensuram a condutividade da pele dos dedos e palmas das mãos. O RED é altamente sensível às emoções em algumas pessoas.
Feedback RED tem sido usado no tratamento de sudorese excessiva (hiperidrose) e condições dermatológicas relacionadas, além de relaxamento e treinamento em dessensibilização.
[editar] Feedback de onda cerebral
O eletroencefalógrafo (EEG) monitora atividade das ondas cerebrais a partir de sensores colocados no couro-cabeludo.
Técnicas de Biofeedback de EEG (também conhecido como Neurofeedback) são utilizadas no tratamento da epilepsia, distúrbio de déficit de atenção (DDA) em crianças (ADD), alcoolismo, dependência química e outros distúrbios devidos ao consumo de drogas potencialmente danosas. Além de traumatismo craniano, desordens de sono ou insônia, depressão e distúrbio do Pânico.
[editar] Aplicações especiais
Instrumentos especializados para biofeedback têm sido desenvolvidos com o objetivo de facilitar a auto-regulação em uma variedade de distúrbios orgânicos relacionados ao estresse. Tais como: arritmias cardíacas, incontinência fecal e urinária), incluindo enurese noturna, problemas respiratórios e Síndrome do intestino irritável.
A terapia de biofeedback envolve também novas aplicações e procedimentos de treinamento que são desenvolvidos através da pesquisa e da prática clínica. Entre as técnicas de auto-regulação, o biofeedback é ímpar, porque a instrumentação provê informações instantâneas, que normalmente não estão acessíveis ao paciente, e simultâneas, verificando-se o sucesso dos procedimentos usados para auto-regulação.
Crianças e adultos que participam do treinamento em biofeedback e terapia, freqüentemente, obtém redução significativa dos sintomas e se tornam aptos a reduzir ou eliminar medicamentos enquanto vivenciam uma sensação renovada de bem estar físico e mental.
(Nota: Publicado pela Association for Applied Psycophysiology and Biofeedback)
[editar] Ligações externas
- Página da AAPB (em inglês)