Bispo mau

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Começo de um tabuleiro de xadrez. a b c d e f g h
8 bispo preto em b8 8
7 peão preto em b7 7
6 peão preto em a6 peão preto em c6 peão preto em g6 6
5 peão branco em a5 peão branco em c5 rei preto em d5 peão preto em f5 peão branco em g5 5
4 peão branco em b4 peão branco em f4 4
3 rei branco em c3 peão branco em d3 bispo branco em e3 3
2 2
1 1
a b c d e f g h Fim do tabuleiro de xadrez.
Blatný - Flear (Oakham 1988): O bispo branco é dito mau, mas pode ser decisivo na vitória das brancas.[1]

Um bispo mau ou bispo ruim é uma denominação do bispo no xadrez no qual este tem sua mobilidade restringida pela estrutura de peões, sendo inferior a um cavalo no final de uma partida.[2] Entretanto, um bispo mau não é necessariamente uma desvantagem especialmente se estiver a frente da cadeia de peões e além disso, um bispo mau pode ser vantajoso em um final com bispos de cores opostas. Mesmo quando restrito a posições passivas, um bispo pode ser útil em funções defensivas, o GM Mihai Suba afirma que "Bispos ruins protegem peões bons".[3] [4]

O diagrama ao lado é um raro exemplo onde um bispo mau pode alcançar a vitória contra um bispo bom sendo a posição alcançada no lance 49 numa partida de campeonato entre Pavel Blatný e Glenn Flear. A partida continuou com 50. Rd2 Bc7 51.Re2Bb8 52.Bc1 Bc7 53.Re3 Bb8 54 Bb2 Bc7 55 Bf6 Re6 56.d4 Rd5 57.Be5 Bd8 58.Rd3 Be7 59.Bh8 (um movimento de espera, que passa a vez ao adversário que fica em zugzwang) ...Bd8 60.Bg7 Bc7 61.Be5 Bxe5 (61...Bd8 62.Bd6) 62.fxe5, e as brancas vencem num final de peões.[1]

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Referências

  1. a b HOOPER, David e WHYLD, Kenneth. The Oxford Companion to Chess (em inglês). 2ª. ed. Inglaterra: Oxford University Press, 1992. 26 pp. ISBN 0-19-866164-9.
  2. GOLOMBEK, Harry. Golombek's Encyclopedia of chess (em inglês). 1ª. ed. Reino Unido: Trewin Copplestone Publishing, 1977. 21 pp. ISBN 0517531461.
  3. Secrets of Modern Chess Strategy, Advances Since Nimzowitsch por John Watson.
  4. SEIRAWAN, Yasser e SILMAN Jeremy. Xadrez Vitorioso: Estratégias. 1ª. ed. São Paulo: Artmed, 2006. p. 53. ISBN 85-363-0651-3.