Bitola larga no Brasil

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A bitola larga do Brasil é adotada como sendo de 1.600 mm, pelo Plano Nacional de Viação. Tal bitola (também chamada de bitola irlandesa por ser originária do sistema ferroviário irlandês) é aplicada amplamente em São Paulo e Rio de Janeiro, além de ser a bitola das novas ferrovias construídas no Brasil, como a Ferronorte, Estrada de Ferro Carajás, Transnordestina e Ferrovia Norte-Sul.

A bitola larga no Brasil representa pouco mais de 4.050 km de trilhos, contra 23.489 km em bitola métrica e 202,4 km em bitola padrão. Existem também 336 km em bitola mista, isto é compartilhando as bitolas métrica e irlandesa.

Comparações[editar | editar código-fonte]

Trilhos de 1.600 mm em Farranfore, Irlanda.
Locomotiva EMD SD70M da Estrada de Ferro Carajás, bitola irlandesa.
Comparações com bitolas mais estreitas (1.435 mm e 1.000 mm)

Vantagens:

  • Maior capacidade de tráfego.
  • Maior velocidade e estabilidade.
  • Conversão de material de tração importado de qualquer potência.

Desvantagens:

  • Curvas de maior raio.
  • Maior largura em aterros, cortes, terraplenos e obras de arte.
  • Maior consumo de lastro.
  • Maior consumo de dormentes. (volume)
  • Maior resistência à tração e a inércia.
  • Material rodante sensivelmente mais caro.

Diante de tais comparações, podemos notar que a bitola larga/irlandesa pode ser significativamente mais cara para se implantar do que a bitola métrica.

A vantagem da bitola irlandesa no quesito "capacidade de tráfego" ainda pode ser bem discutível pois, por exemplo, a Estrada de Ferro Vitória a Minas, em bitola métrica, é atualmente considerada a ferrovia mais eficiente do Brasil.

Uma grande desvantagem da bitola métrica é o fato de os motores de tração (motores que movem os eixos da locomotiva de sistema Diesel-elétrico) estarem fisicamente limitados ao espaço entre os trilhos, com um limite a girar em torno dos 500 hp/eixo. Enquanto isso ocorre na bitola métrica, a bitola irlandesa já não possuiria tal limitação, pois poderia usar os mesmos motores de tração da bitola padrão (1.435 mm). Uma maior capacidade de carga (tonelagem) nos vagões, e por conseguinte nos trens, ficaria então limitada aos vagões e ao peso linear dos trilhos.

Ver também[editar | editar código-fonte]