Black Alien

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Black Alien
Informação geral
Nome completo Gustavo de Almeida Ribeiro
Nascimento 1972 (42 anos)
Origem São Gonçalo, RJ
País Brasil
Gênero(s) Rap, hip-hop, reggae, ragga
Instrumento(s) Vocal
Período em atividade 1991 - atualmente
Gravadora(s) Independente
Afiliação(ões) Speedfreaks, Planet Hemp, Black Alien & Speed, Marcelo D2, BNegão, Sabotage, Rappin Hood, André Ramiro, Rodolfo Abrantes, Raimundos
Página oficial www.blackalien.net

Gustavo de Almeida Ribeiro (São Gonçalo, 1972), mais conhecido pelo seu nome artístico Black Alien é um rapper, cantor e compositor brasileiro. Gustavo Black Alien subiu em um palco pela primeira vez em 1993, e desde então desenvolve uma trajetória de participações com artistas como Paralamas do Sucesso, Charlie Brown Jr., Fernanda Abreu, Raimundos, Banda Black Rio, Marcelinho da Lua, Sabotage, entre outros. Integrou o Planet Hemp, grupo do qual também fazia parte Marcelo D2, e fundou o grupo Reggae B, em parceria com o baixista Bi Ribeiro, dos Paralamas do Sucesso. Black Alien lançou seu primeiro álbum solo em 2004: Babylon by Gus – Vol. 1: O Ano do Macaco. O título do álbum é uma referência ao disco Babylon by Bus de Bob Marley. Em 2006, uma versão remixada de sua conhecida "Quem Que Caguetou" foi trazida pelo DJ Fatboy Slim em seu álbum Fala aí!. Em 2007, o diretor de cinema Ton Gadioli começa a rodar o documentário Mr. Niterói - A Lírica Bereta, sobre sua vida, mesmo ano em que Black Alien raspou seus dreadlocks, numa mudança de visual inesperada.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Infância e Adolescência[editar | editar código-fonte]

Gustavo de Almeira Ribeiro, popularmente conhecido como Black Alien, começou sua vida como rapper intimado a cantar pelo músico instrumentista Speedfreaks, até então conhecido como Cláudio Marcio. Antes de cantar, Gustavo era skatista amador, semi-pro chegou a competir alguns campeonatos, mas logo começou a cantar e sua vida de skatista ficou em segundo plano. Gustavo teve uma infância complicada, pois viveu em meio aos ricos da zona sul de Niterói no Rio de Janeiro, entretanto, por ser negro era visto como um estranho, numa época em que a predominância dos ricos era ainda maior quanto hoje, pois dos ricos 99,9% era a população branca. Por outro lado, também convivia com uma parte menos favorecida da família, em São Gonçalo, aonde também sofria descriminação, desta vez, por ser rico. Desse jeito, não havia muito um lugar aonde ele se sentisse confortável. Gustavo estudou nos melhores colégios de Niterói, se formou no Anglo-Americano, fala inglês fluentemente desde os 12 anos de idade. Fã de cinema, utiliza frases notáveis de filmes em suas rimas. Aos 15 anos, enquanto seus amigos iam a Disney, Gustavo preferiu fazer um tour pela Europa, esteve em 8 países, conheceu museus, pontos turísticos e esteve em contato com culturas diferentes.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Início na Música: SpeedFreaks[editar | editar código-fonte]

Em 1991, Cláudio Márcio, o Speedfreaks ouviu uma música que Gustavo gravou junto com DJ Rodriguez, gostou e intimou, literalmente, Gustavo a cantar na banda dele, chamada Speed Freaks (nome adquirido de um filme de skate sobre a Santa Cruz). Gustavo disse o seguinte sobre como foi o convite para a banda: "Eu fui na casa do Rodriguez, eu ouvi uma rima que você fez, eu gostei. E eu sou o Speed, eu sou foda, eu toco muito baixo, eu toco baixo há dez anos, eu sou músico e eu quero você na minha banda". A banda veio a se chamar Speed Freaks, foi assim que Gustavo começou sua vida como rapper. Assim surgiu o grupo Speed Freaks, formado por Cláudio Márcio, que na época era chamado de Speed Gonzáles, Gustavo que levava o nome de Bulletproof e o DJ Rodriguez. Speed Freaks era um grupo considerado à frente do seu tempo, com letras cantadas em inglês e português misturadas num ritmo descompassado. Logo uma das músicas do grupo, Jah Jah Overall, entra no tracklist do cd da Revista Trip. Com a divulgação desse disco, a banda se torna famosa no eixo Rio - São Paulo. No mesmo ano, participou da coletânea "No Major Babies", a qual teve a música "Hit Hard Hip Hop" lançada no Brasil, Europa e Estados Unidos. O grupo durou de 1992 a 1996, desentendimentos constantes e brigas foram a causa d seu término. Speed Freaks é considerado pioneiro da nova escola de rap do Brasil.

Reconhecimento: Planet Hemp[editar | editar código-fonte]

Em 1996, BNegão saiu do Planet Hemp para assumir a banda Funk Fuckers e não havia de imediato quem soubesse as letras e pudesse excursionar com a banda já cantando, sem precisar de ensaios. Bernardo pensou no Gustavo, conversou com o Marcelo D2, e assim Gustavo entrou para o Planet Hemp no meio da turnê do álbum Usuário. Paralelo ao Planet Hemp, Gustavo manteve um projeto junto com o DJ Rodriguez intitulado Black Alien, grupo formado por DJ Rodriguez nos scratchs, Gustavo no vocal, além de violoncelo e percussão. O projeto durou cerca de um ano e chegou a tocar em shows para cerca de 2 a 5 mil pessoas. Após o término do grupo, Gustavo pediu para o DJ Rodriguez para adotar definitivamente o nome Black Alien. Após alcançar a fama nacional e ter seus versos cantados por toda uma geração de jovens, ele decide em 2001, deixar o Planet Hemp. Apesar de sua saída mesmo sem fazer parte da banda, tem suas rimas cantadas pelo público na gravação do disco MTV ao Vivo: Planet Hemp.

Reunião: Black Alien & Speed[editar | editar código-fonte]

Em 1999 Gustavo voltou a tocar com o Cláudio Márcio, que já havia adotado sua alcunha mais conhecida: SpeedFreaks. Formaram então a dupla Black Alien & Speed, se mudaram para São Paulo e gravaram o álbum Na Face, com participações de Chorão, Herbert Vianna, Xis, Igor Cavalera, Derek Green, Otto, Rodolfo Abrantes e Digão. A produção ficou a cargo de Carlo Bartolini. Há muita controvérsia sobre esse disco, que nunca foi lançado. É dito que nunca se chegou a um resultado final coeso por conta de divergências musicais entre os três envolvidos. Outros dizem que cada um queria dar a sua cara ao disco, Speed queria algo mais como um rap dos anos 80-90, Black algo mais tendendo para o ragga e Carlo Bartolini algo mais Rock´n´roll. Há quem diga que após a morte da Lucy Vianna, ex-esposa do Herbert Vianna, a produção do disco estagnou-se, já que ela estava prestes a assumir como empresária da dupla. O fato é que, mesmo sem nunca ter sido lançado, o disco é tido como um dos melhores discos de rap já gravados no Brasil. Boa parte de suas músicas pode ser encontrada na Internet. Uma música gravada pela dupla chamada Quem Caguetou entra no comercial da caminhonete Frontier, da Nissan, e é sucesso na Europa, eleita a melhor música para propagandas do ano. Essa canção recebeu remixes do lendário criador do rap, Afrika Bambaataa e também do grande DJ Fat Boy Slim, e foi regravada nos Estados Unidos sob o título de "Follow Me, Follow Me".

Mudanças e Babylon By Gus - Vol I: O Ano do Macaco[editar | editar código-fonte]

Em 2004 Black Alien assina com a gravadora Deck Disc e lança seu primeiro disco solo, o álbum Babylon by Gus – Vol. 1: O Ano do Macaco. Gravado em aproximadamente 1 mês, é até hoje considerado por especialistas um dos melhores discos de rap do Brasil. Com grandes clássicos do rap nacional como Mister Niterói, Na segunda vinda e Caminhos do Destino.

Mr. Niterói - A Lírica Bereta[editar | editar código-fonte]

Em 2007, Ton Gadioli, diretor estreante, começar a rodar um documentário sobre sua vida artística, intitulado Mr. Niterói – A Lírica Bereta, ano no qual Black Alien raspou seus dreadlocks, uma mudança de visual inesperada. O filme traça sua carreira e um pouco de sua controvérsia infância e vai muito além de mostrar apenas as influências, seu estilo de rima e as diversas possibilidades de se fazer música. A narrativa aos poucos vai mostrando também o lado humano do personagem. Seus triunfos, erros, sonhos e perspectivas para o futuro. O objetivo maior do filme foi mostrar para quem ainda não conhece, quem é Black Alien, e para quem ja conhece mostrar sua trajetória musical, deixando sua vida pessoal apenas reservado a ele mesmo. No dia de sua estreia, no dia 24 de novembro de 2011 em Niterói, o pequeno auditório da UFF (Universidade Federal Fluminense) ficou lotado com mais de 500 pessoas e mais de 50 pessoas do lado de fora querendo entrar. No mesmo ano, o documentário é selecionado para o festival de cinema da Costa do Sol em Cabo Frio e ganha o prêmio de melhor personagem biografado para Gustavo Black Alien, alem de ser convidado para o festival Ponto Cine em Fortaleza no Ceara.

Retorno e Babylon By Gus - Vol. II: No Príncipio Era o Verbo[editar | editar código-fonte]

Em 2011 Black Alien divulga o lançamento de um novo disco, após 7 anos de seu primeiro CD é anunciado que está sendo preparado o esperado "Volume II" de seu disco. Até que em 2013, às vésperas de fazer 10 anos de seu lendário álbum de estréia, enfim é lançado um teaser do álbum que após esse longo período sem novas composições gravadas vem para a findar a espera de seus fãs.

Em novembro de 2012 no dia seguinte ao anúncio da reunião do Planet Hemp para uma nova turnê pelo Brasil, Mista Black Alien lança uma música: "Pra Quem A Carapuça Caiba", recheada de críticas à época que passou na banda, como sendo uma época vazia em sua vida, em que eles pregavam uma coisa e faziam outra, ele critica também durante a música os empresários da indústria fonográfica, a quem chama de "ratos e baratas", essas críticas estão muito subliminares e bem "escondidas" na canção, por isso a produção nem os componentes do Planet Hemp se pronunciaram.

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbuns de estúdio[editar | editar código-fonte]

  • 2004 - Babylon By Gus – Vol. I: O Ano Do Macaco
  • 2014 - Babylon By Gus – Vol. II: No Príncipio Era O Verbo (Planejado)

Videoclipes[editar | editar código-fonte]

2004 - Babylon by Gus - Diretor : Mauricio Eça e JR Alemão
2005 - Caminhos do destino - Diretor : Raul Machado
2005 - Follow me (Não lançadado oficialmente no Brasil)
2006 - Como eu te quero - Diretor : Iuri Bastos
2008 - Tranquilo - Marcelinho da Lua 2011 - Mister Niterói

Participações[editar | editar código-fonte]

Outras Realizações e curiosidades[editar | editar código-fonte]

  • Antes de assumir o nome Black Alien, Gustavo assinava como Bulletproof por uma ocasião em que fugiu de um tiroteio.
  • Black Alien era o nome do ´selo´ criado pelo DJ Rodriguez.
  • Foi encontrado no porta-luva do carro batido do Chico Science a fita demo do Speed Freaks, grupo do qual faziam parte Speed Freaks, Black Alien e DJ Rodriguez.
  • A música Quem Caguetou tocou antes da exibição do filme Kill Bill durante todo o tempo em cartaz na Europa.
  • Black Alien gravou a música "Stileira", produção de Marcos Cunha, para o filme "Fabio Fabuloso", de Ricardo Bocão.
  • Black Alien gravou a música "Tudo o que tu quer", produção de Plínio Profeta, para o filme "Feliz Natal", de Selton Mello.
  • Em 2006 Black Alien compôs a música "Coração do meu mundo" para o tema da personagem principal da novela Bang Bang da Rede Globo de Televisão.
  • O diretor Ricardo Waddington inseriu a música "Real Gold" na trilha da novela Malhação, única música em inglês a compor o disco nacional da novela.
  • A músicas "Como eu Te quero" e "Pericia na Delicia" entrar para a trilha do seriado Mandrake da HBO.
  • Em 2011, a música "Quem Que Caguetou" entra para a trilha do filme Velozes e Furiosos 5.
  • Gustavo Ribeiro também é conhecido como Black Alien, Mr. Niteroi, Mista Black, Chumbinho, Caspa do Diabo, Bullet Proof, O filho Pródigo, Lírica Bereta, Lírica Glock, Gustavinho e Gus.