Blackout (álbum de Britney Spears)

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Blackout
Álbum de estúdio de Britney Spears
Lançamento 25 de outubro de 2007 (2007-10-25)
Gravação 2006 - 07
Gênero(s) Electropop, dance-pop, R&B
Duração 43:37
Idioma(s) Inglês
Formato(s) CD, download digital
Gravadora(s) Jive
Produção Britney Spears (exec.), Jim Beanz, Bloodshy & Avant, The Clutch, Danja, Kara DioGuardi, Corte "The Author" Ellis, Freescha, Sean "The Pen" Garrett, Keri Hilson, "Fredwreck" Farid Nasser, The Neptunes, J. R. Rotem
Cronologia de Britney Spears
Último
Último
B in the Mix: The Remixes
(2005)
Circus
(2008)
Próximo
Próximo
Singles de Blackout
  1. "Gimme More"
    Lançamento: 24 de setembro de 2007 (2007-09-24)
  2. "Piece of Me"
    Lançamento: 27 de novembro de 2007 (2007-11-27)
  3. "Break the Ice"
    Lançamento: 4 de março de 2008 (2008-03-04)

Blackout é o quinto álbum de estúdio da artista musical estadunidense Britney Spears. O seu lançamento ocorreu em 26 de outubro de 2007, através da Jive Records. O disco representa um afastamento musical dos trabalhos anteriores de Spears, apresentando um tom de pressentimento e atmosférico em termos de direção musical e lírica. Apresentando como gêneros musicais predominantes electropop, dance-pop e R&B. o trabalho possui influências do euro disco, dubstep e funk. Liricamente, as faixas refletem-se à fama, ao escrutínio da mídia, ao sexo e à dança. As gravações do projeto ocorreram entre 2006 e 2007 em estúdios nos Estados Unidos com a produção executiva da própria cantora, sendo que a sua produção musical ficou a cargo de Jim Beanz, Bloodshy & Avant, The Clutch, Danja, Kara DioGuardi, Corte "The Author" Ellis, Freescha, Sean "The Pen" Garrett, Keri Hilson, "Fredwreck" Farid Nasser, The Neptunes e J. R. Rotem.

Optando por restabelecer a sua carreira musical após o lançamento de seu quarto álbum de estúdio In the Zone (2003), Spears começou a compor canções para Blackout no mesmo ano e começou a planejar o projeto em 2006 com diversos produtores, que afirmaram estarem impressionados com seu profissionalismo. O trabalho continuou em 2007, ano no qual os problemas pessoais da artista foram muito divulgados — incluindo vários casos de comportamento errático e seu divórcio com o dançarino Kevin Federline — e ofuscaram seus esforços profissionais. A capa do álbum e as fotos de seu encarte correspondente foram fotografadas por Ellen von Unwerth. Uma destas fotografias, que apresenta Spears em posições sexualmente sugestivas em um confessionário ao lado de um padre, gerou grande controvérsia com a Liga Católica. O álbum foi originalmente planejado para ser lançado em 13 de novembro. Entretanto, a divulgação ilegal de faixas do disco na Internet fez com que seu lançamento fosse adiado em duas semanas.

Blackout recebeu análises positivas ​​da mídia especializada, a qual o prezou como o álbum mais progressivo e consistente de Spears até então. Entretanto, alguns profissionais sugeriram que sua qualidade deveria ter sido atribuída aos produtores em vez de Spears, e criticaram seus vocais, descrevendo-os como "robóticos. Obteve um desempenho comercial favorável, atingindo a liderança das tabelas do Canadá, da Europa e da Irlanda, enquanto listou-se entre as dez primeiras posições na Austrália, na Áustria, na Bélgica, na Dinamarca e em outras doze regiões. Nos Estados Unidos, foi esperado que debutasse na liderança da Billboard 200, mas estreou na vice-liderança comercializando 290 mil cópias em sua primeira semana após uma mudança de regra de última hora, tornando-se o primeiro álbum de estúdio da cantora a não estrear na primeira posição nos Estados Unidos. O material recebeu certificação de platina pela Recording Industry Association of America (RIAA), e foi o 32º mais vendido em 2007. Mundialmente, vendeu mais de 3.2 milhões de exemplares.

De Blackout surgiram três singles. O primeiro, "Gimme More", atingiu a terceira posição na Billboard Hot 100, e foi bem sucedido comercialmente, culminando nas tabelas do Canadá e listando-se nas dez primeiras posições em diversos países. O segundo, "Piece of Me", liderou a tabela da Irlanda e atingiu a 18ª posição nos Estados Unidos. Seu vídeo musical correspondente foi indicado em três categorias nos MTV Video Music Awards de 2008 e venceu todas, incluindo a principal de Video of the Year. O terceiro, "Break the Ice", obteve um desempenho moderado comercialmente, e atingiu a liderança do periódico genérico Hot Dance Club Songs. Ao contrário de seus discos anteriores, Spears não divulgou Blackout fortemente; sua única aparição televisiva em promoção ao disco foi uma performance universalmente negativada de "Gimme More" durante os MTV Video Music Awards de 2007.

Antecedentes e desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

Spears apresentando "Freakshow" durante a turnê The Circus Starring Britney Spears (2009).

Em novembro de 2003, enquanto promovia seu quarto disco In the Zone, Spears disse para a revista Entertainment Weekly que já estava compondo canções para seu álbum seguinte, e que também esperava iniciar sua própria gravadora em 2004.[1] Henrik Jonback confirmou que ele havia escrito canções com a artista durante a etapa europeia da turnê The Onyx Hotel Tour (2004) "no ônibus e no seu quarto de hotel entre os concertos".[2] Após o seu casamento com o dançarino Kevin Federline em outubro de 2004, Spears anunciou através de uma carta em sua página oficial que iria "fazer uma pausa para aproveitar a vida".[3] Entretanto, em 30 de dezembro do mesmo ano, ela fez uma aparição surpresa na estação radiofônica de Los Angeles KIIS-FM para estrear uma mistura de uma nova faixa de andamento moderado, "Mona Lisa". Spears havia gravado a canção ao vivo com sua banda durante a turnê, e dedicou-a à todas "as lendas e ícones que existem". As letras lamentam a queda de Mona Lisa, chamando-a de "inesquecível" e "imprevisível", e adverte os ouvintes a não terem um "colapso". Ela também revelou que queria que a música fosse o primeiro single de seu futuro álbum, provisoriamente intitulado The Original Doll, e esperava lançá-la "provavelmente antes do verão boreal [de 2005], ou talvez antes".[4] Em janeiro de 2005, Spears divulgou outra carta em seu site, dizendo:[5]

Um represente da Jive Records declarou que, embora Spears estivesse trabalhando no estúdio, "nenhum álbum está previsto no momento" e "não há planos de enviar 'Mona Lisa' para as rádios".[6] "Mona Lisa" foi lançada em um CD bônus incluído no DVD de Britney & Kevin: Chaotic (2005).[7] Em 18 de setembro de 2005, ocorreu o nascimento do primeiro filho da artista, Sean Preston.[8] Durante uma entrevista para a People em fevereiro de 2006, Spears explicou que estava ansiosa para retomar sua carreira, comentando que sentia falta de "viajar (...) [estar na] estrada, conhecer lugares diferentes, estar com os dançarinos e se divertidas. Aquela sensação de estar no palco, sabendo que é o seu melhor — eu amo. Eu precisava de uma pausa. Eu precisava estar faminta novamente".[9] Quando questionada sobre seu disco seguinte, ela disse que estava experimentando novos estilos no estúdio de sua casa com músicos ao vivo, transformando seu som em um gênero acústico e tocando piano. Spears queria que o álbum representasse suas raízes de Louisiana, explicando que cresceu ouvindo blues. "Quando eu era pequena, eu ouvia a mim mesma. (...) Mas a gravadora contrata você, e você fica apenas grato por ter uma canção de sucesso. Você não pode mostrar sua voz real e de onde você veio. Eu gostaria de tentar ter mais influências desse som. Não [quero dizer] que eu serei como a incrível Tina Turner. Mas nunca se sabe", ela declarou.[10] A intérprete também disse que esperava que o trabalho revigorasse a cena pop da época, adicionando que "tem sido entediante. Nada tem sido bom para mim".[9] Em 9 de maio de 2006, Spears anunciou que estava grávida de seu segundo filho.[11] Poucos dias depois, produtores como J. R. Rotem e Sean Garrett disseram à MTV News que estavam trabalhando com Spears.[12] Em 12 de setembro seguinte, ocorreu o nascimento do segundo filho da artista, Jayden James.[13] Ela pediu o divórcio de seu casamento com Federline em 7 de novembro do mesmo ano, citando diferenças irreconciliáveis.[14] Após o divórcio, suas festas particulares e seu comportamento publicamente errático chamaram a atenção da mídia ao redor do mundo e, como resultado, Spears entrou duas vezes na clínica de reabilitação Promises em fevereiro de 2007. Seu empresário Larry Rudolph divulgou um comunicado em 20 de março de 2007, dizendo que ela havia "completado seu programa de forma exitosa".[15]

The M+M's Tour[editar | editar código-fonte]

The M+M's Tour foi a quinta turnê musical de Spears. Ela começou a ensaiar para um concerto em locais House of Blues secretamente, e fez uma performance surpresa em 25 de abril de 2007 na boate de Los Angeles Forty Deuce.[16] Em abril de 2007, a frase "The M+M's" foi vista em um letreiro da House of Blues em San Diego, fontes da mídia identificaram o ato como Spears, e os ingressos para o show rapidamente se esgotaram.[17] A turnê iniciou-se na cidade supracitada e marcou a primeira vez que a artista apresentou-se ao vivo desde a The Onyx Hotel Tour em junho de 2004.[18] O show contou com a artista acompanhada por quatro dançarinas femininas apresentando versões curtas de cinco canções, incluindo sucessos como "...Baby One More Time" e "Toxic". Apresentou números de dança coreografados e apenas uma troca de figurino. Durante a performance de "Breathe on Me" de In the Zone, um membro masculino da plateia participou no palco.[19] O espetáculo inicial recebeu análises mistas de críticos musicais. Alguns sentiram que Spears parecia feliz e em grande forma, enquanto outros descreveram o concerto como "abaixo da média".[18] [19] Cambistas que estavam perto do local da apresentação em San Diego vendiam bilhetes — que normalmente custavam US$ 35 — a preços entre US$ 200 e US$ 500.[18] [19]

Gravação[editar | editar código-fonte]

"É definitivamente a Britney, mas no próximo nível. Com canções como 'Toxic', ela era muito inovadora, e nós estamos tentando sair disso, levar ela para o próximo nível. O álbum não iria sair em um ano de qualquer maneira, uma vez que é no começo. Quando chega a hora de promover o álbum, ela estará em um espaço livre diferente, onde vai ser a coisa principal. Mas agora, ela é a malabarista musical, distribuindo felicidade e maternidade".

JR Rotem, um dos produtores do álbum, falando sobre como é trabalhar com Spears, em março de 2006.[12]

A gravação do álbum começou em 2006, de acordo com a representante de Spears.[12] Spears conheceu Rotem em Las Vegas, Nevada em 2006, e o chamou para trabalhar no álbum depois de ouvir "SOS", de Rihanna. Eles escreveram e gravaram quatro músicas juntos, incluindo "Everybody" e "Who Can She Trust".[20] Em julho de 2006, ela começou a trabalhar com Danja, que contatou compositores como Keri Hilson, Jim Beanz, Marcella Araica e Corte Ellis para trabalhar com ele.[21] A equipe escreveu sete faixas para Spears: "Gimme More", "Break the Ice", "Get Naked (I Got a Plan)", "Hot as Ice", "Perfect Lover", "Outta This World" e "Get Back".[21] [22] Danja explicou que o processo criativo não foi difícil: "Na primeira vez que eu fui deixado de fazer praticamente tudo o que eu queria eu me sentei, e ela foi vai andar comigo. Se ela não fez, você vai vê-lo em seu rosto".[23] Hilson escreveu "Gimme More" com Spears em mente depois de Danja jogou-lhe o instrumental, dizendo: "Eu só comecei a cantar 'Give me, give me'"[nota 1] , e acrescentei um pouco mais e apenas me diverti e brinquei muito." Spears começou a gravar com eles em estúdio no Palms em Las Vegas, em agosto de 2006, enquanto ela estava grávida de sete meses com Jayden James. A Gravação continuou na casa de Spears em Los Angeles, três semanas depois que ela deu à luz. Hilson comentou: "Ela deu 150%. [...] Eu não conheço nenhuma outra mãe que faria isso".[22] Danja acrescentou: "Apesar de todos os seus problemas em sua vida pessoal, que diz a respeito da ética de trabalho, eu não vi ninguém entrar assim e fazer o que você vai fazer"." Quanto ao som do álbum, ele considerou como maior, mais maduro e "uma nova de Britney", explicando: "Eu venho de hip-hop, por isso é sublinhado com [ele], mas eu o derrubei".

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Spears apresentando "Ooh Ooh Baby" (esquerda) e "Get Naked (I Got a Plan)" (direita) na turnê The Circus Starring Britney Spears, em 2009.

Kara DioGuardi, co-produtora de "Heaven on Earth", co-roteirista e co-produtora de "Ooh Ooh Baby" trabalhou com Spears enquanto ela estava grávida de seu segundo filho. DioGuardi disse que Spears "trabalhou muito duro" e chamou o trabalho de "imparável".[24] Em setembro de 2006, JR Rotem disse à MTV News que ele e Britney estavam tentando inovar o som atual do rádio no momento, exemplificando "Promiscuous", de Nelly Furtado.[25] Em novembro de 2006, Spears gravou "Radar", com Ezequiel Lewis e Patrick M. Smith do The Clutch no Sony Music Studios em Nova Iorque.[26] Lewis quis trabalhar com ela por um muito tempo e estava motivado para produzir algo para ela, que estava indo para "ajudar o seu projeto se tornar um grande projeto para voltar com ele". Smith afirmou que a equipe tentou criar um registro "para a Britney Spears que nós conhecemos e amamos" e que não "quis tocar em qualquer coisa que estava realmente lidar com todas as coisas que ela estava lidando." Ambos comentaram que embora Spears chegou tarde para as sessões de gravação, ela pegou-os de surpresa com a eficiência e profissionalismo, com Lewis, acrescentando: "Foi absolutamente louco, e ela tomou direções muito bem. [...] Eu não sei o que eu estava esperando, porque fomos para cortar esse disco, e no dia seguinte ela pediu divórcio de Kevin".[26] T-Pain, que co-escreveu "Hot as Ice", estava no estúdio com Britney em fevereiro de 2007, e afirmou que uma das três músicas que gravou foi concluída em apenas uma hora.[27] Ele disse: "Eu achava que ela ia ficar sentada no sofá, comendo Doritos, nachos ou algo assim [...], mas ela entrou, apertou a minha mão, me deu um abraço e foi direto na cabine. Ela ficou lá e teve um grande profissionalismo".[28]

"Heaven on Earth" foi escrita por Nicole Morier, Nick Huntington e Michael McGroarty, os dois últimos conhecidos como Freescha. Embora Morier andava a escrever canções com Greg Kurstin e outros artistas, ela sentiu que "realmente não tinha encontrado o [seu] nicho", até que ela escreveu "Heaven on Earth", que ela descreveu como "uma canção muito honesta". Depois que ela tocou a música para o seu editor, eles se reuniram com Spears e Teresa LaBarbera Whites A&R, que tanto amamos. Morier descreveu "Heaven on Heart" como a música que transformou sua carreira.[29] Christian Karlsson e Pontus Winnberg, conhecidos como Bloodshy & Avant, co-escreveu e co-produziu quatro faixas: "Piece of Me", "Radar", "Freakshow" e "Toy Soldier". Quando o álbum foi considerado para ser concluído, foram persuadidos por LaBarbera Whites para trabalhar em uma nova faixa. Winnberg comentou: "Eu sempre tinha uma regra não para não escrever canções sobre a vida pessoal de Spears, uma vez que "Sweet Dreams My LA Ex", uma canção de resposta para "Cry Me a River", de Justin Timberlake, mas foi rejeitada pela gravadora por ser uma resposta muito explícita. No entanto, a dupla escreveu "Piece of Me" com Klas Åhlund de qualquer maneira como uma resposta aos críticos de Spears, e a enviou para a cantora, que disse que adorou. Winnberg declarou: "Nós sabíamos que a música quebrou todas as regras que tivemos [...] Quando ela chegou ao estúdio, ela ficou extremamente empolgada, tinha aprendido as letras de cor no carro, e gravou a canção em meia hora".[30] Antes do lançamento do álbum, LaBarbera Withes disse à MTV News: "O álbum mostra um grande crescimento como artista. [...] Ela estava muito envolvida com as canções e como eles acabaram. É a magia dela que transforma as músicas no que elas são".[28] Entre os produtores que trabalharam em Blackout, mas não estiveram na lista final de faixas, foram Scott Storch, Dr. Luke e Ne-Yo.[21]

Composição[editar | editar código-fonte]

"Circus é um pouco mais leve que Blackout. Acho que muitas das canções que eu fiz naquela época, eu estava passando por uma fase muito escura na minha vida, então um monte de músicas refletem isso. [...] Mas eles tem duas vibes totalmente diferentes. Blackout é um pouco mais sombrio e ousado, e um pouco mais urbano".

Spears comparando Blackout com Circus.[31]

Danja afirmou que o objetivo da cantora era fazer um divertimento, um álbum dançante com uptempo música, de alta energia, dizendo: "Ela queria ficar longe do estado pessoal. É divertido, é básico e não há nada de errado com isso. Trata-se de sentir-se bem, celebrando a feminilidade". O álbum começa com o primeiro single, "Gimme More", uma canção dance-pop com influências de electro pop e funk. A canção abre com uma fala de introdução em que Spears diz a linha "It's Britney, bitch!"[nota 2] Embora as letras pareçam ser sobre sexo e dança, é sobre a vida pessoal da cantora com a mídia, como notada nas linhas "Cameras are flashin' while we're dirty dancin' / They keep watchin', keep watchin'".[nota 3] .[32] A canção seguinte e segundo single, "Piece of Me", funciona através de uma batida de dança down-tempo e consiste em distorções vocais over-the-top, causando uma divisão efeito de som e tornando difícil discernir qual é a voz de Spears.[33] Ele fala sobre fama e é escrita como uma biografia recontando seus percalços, enquanto ela canta de uma maneira parecida com diálogos. A terceira faixa de do álbum, "Radar", é uma canção electro e euro disco que apresenta distorcidos sintetizadores emulando pulsos sonares, que receberam comparações com "Tainted Love", de Soft Cell (1981).[28] [34] Nas letras, Spears deixa o sujeito sabendo que ele está "no seu radar", enquanto ela cita as qualidades que o homem tem.[35]

A quarta canção e terceiro e último single, "Break the Ice", abre com Spears cantando as linhas "It's been a while / I know I shouldn't keep you waiting / But I'm here now"[nota 4] . A canção apresenta um coro,[36] [37] e Keri Hilson canta os vocais de fundo soando quase como um dueto. Hilson explicou a canção: "É sobre duas pessoas, uma menina e um rapaz, [...] e a menina está dizendo: 'Você está um pouco frio. Deixe-me contar-lhe coisas quentes para lhe animar e quebrar o gelo'". Após o refrão, a ponte começa com Spears dizendo: "I like this part"[nota 5] imitando "Nasty", de Janet Jackson (1986). A quinta faixa do álbum, "Heaven on Earth", é uma canção euro disco com influências do new wave, e fala sobre o amor. Ela é inspirada por "I Feel Love", de Donna Summer (1977), com três linhas dos vocais que ocorrem sobre a batida.[38] Nicole Morier comentou que a canção foi escrita a partir de um lugar muito escuro, dizendo: "Eu estava pensando em alguém e pensar que elas eram tão perfeitas e que eu tenho todas essas imperfeições. [...] Eu acho que o que está tocando sobre ele é que é a partir da perspectiva de que alguém que se sente como eles realmente precisam desta pessoa apenas para se sentir seguro e se sentir bem". Spears nomeou a canção como a sua favorita do álbum Blackout.[39] A sexta faixa, "Get Naked (I Got a Plan)", é uma música de dança uptempo que fala sobre sexo. Ela é construído como um dueto entre Britney e Danja, que canta o refrão com a voz distorcida para parecer um decadente gemido. Spears contribui com uma série de suspiros e cantos, e sua voz também é distorcida. A sétima faixa, "Freakshow", é construída em torno do efeito "wobbler" do dubstep. Spears canta sobre dançar e estar no destaque em letras como "Make them other chicks so mad / I'm 'bout to shake my ass / Watch that boy"[nota 6] . Durante a ponte, seus vocais são lançados baixo, fazendo com que seu som fosse masculino.

Depois de "Freakshow", a faixa número oito de Blackout, "Toy Soldier", uma canção R&B canção que lembra as Destiny's Child, apresenta uma batida militar e Spears cantando sobre a necessidade de um novo amor. Em "Hot As Ice", uma canção R&B com vocais de fundo fornecidos por T-Pain, ela canta num ritmo mais elevado, como nas linhas "I'm just a girl with the ability to drive a man crazy / Make him call me 'mama', make him my new baby"[nota 7] .[40] A décima faixa de Blackout, "Ooh Ooh Baby", contém um violão flamenco e mistura a batida de "Rock and Roll", de Gary Glitter (1972) e a melodia de "Happy Together", de The Turtles (1967). Na letra, ela canta para um amante, nas linhas "Touch me and I come alive / I can feel you in my lips / I can feel you deep inside"[nota 8] . Kara DioGuardi disse que ela foi inspirada na relação entre Spears e seu primeiro filho no estúdio, dizendo: "Eu olhava para os dois, a maneira como eles se entreolharam e do jeito que ela iria segurar o bebê. Isso me pareceu interessante. Às vezes seria sobre um garoto, às vezes sobre um amante". "Perfect Lover", uma canção R&B, tem um propulsor profundo, de dança do ventre batida em que Spears canta letras como "Tick-tock / Tic-tock / Come and get me while I'm hot"[nota 9] . A décima primeira faixa é "Why Should I Be Sad", uma canção R&B midtempo dirigida ao ex-marido de Spears, Kevin Federline. Uma das faixas bônus, "Everybody", contem sample de "Sweet Dreams (Are Made of This)" de Eurythmics (1983). A canção demonstra Spears cantando sobre a pista de dança num registo ofegante menor.

Lançamento[editar | editar código-fonte]

Em junho de 2007, Spears postou uma mensagem em seu site oficial pedindo ajuda para os fãs votarem em um título para o seu novo álbum. Entre as opções eram OMG Is Like Lindsay Lohan Like Okay Like, What If the Joke Is on You, Down Boy, Integrity e Dignity.[41] Em 6 de outubro de 2007, a Jive Records anunciou através de um comunicado de imprensa que o álbum seria intitulado Blackout, referindo-se a "bloquear a negatividade e abraçar a vida plenamente".[42] Blackout havia sido previsto para ser lançado em 13 de novembro de 2007. No entanto, a Jive anunciou em 10 de outubro de 2007 que a data de lançamento seria movido para duas semanas antes, a 26 de outubro de 2007, devido a vazamentos não autorizados de canções, sendo que muitas não estiveram no álbum, como "Rebelion", "Baby Boy", "911" e "All That She Wants".[43] No dia seguinte, a Zomba Label Group entrou com uma ação contra Perez Hilton alegou que ela havia obtido ilegalmente e postado em seu blog de fofocas várias canções, sendo pelo menos dez canções e demos inacabadas do álbum. Representantes da Zomba alegaram que as postagens haviam ocorrido ao longo dos três meses anteriores, e pediu reais e punições, bem como custas judiciais.[44] Em 30 de junho de 2009, as partes apresentaram uma estipulação para julgar o caso, nos termos de um acordo de uma liquidação não revelada. No mês seguinte, o juiz do Tribunal Distrital extinguiu o processo, com prejuízo.[45]

A capa e as imagens do encarte do álbum foram filmadas por Ellen von Unwerth.[46] A capa foi lançada pela Jive Records em 12 de outubro de 2007. A capa apresenta Spears com longos cabelos pretos esportivos, usando um chapéu branco.[47] Um colaborador da Ottawa Citizen sentiu que o projeto foi "horrível". Em uma foto presente num dos encartes do álbum apresentam Spears e um padre em poses sugestivas em um confessionário. A primeira imagem mostra Spears, que usa uma cruz e meias arrastão, sentada no colo do padre, enquanto na segunda, e ela se inclina para uma sugestiva pose contra o confessionário com o padre sentado no outro lado da partição. Depois que o álbum foi lançado, a diretora de comunicações da Liga Católica, Kiera McCaffrey, afirmou que o grupo considerou as fotos como "golpe de publicidade barato" para promover o álbum e condenou Spears por "zombar de um sacramento católico". McCaffrey acrescentou: "Tudo o que vemos é como é problemática essa menina agora, especialmente com sua família, perdendo seus filhos, com sua carreira em queda. E agora ela coloca este álbum e esta é a sua tática para promovê-lo?". Gil Kaufman, da MTV, disse que as imagens eram uma reminiscência do videoclipe da canção "Like a Prayer", de Madonna (1989).[46] O encarte do álbum também contém imagens de cadeiras vazias com páginas de tabloides rasgados e imagens estáticas do videoclipe de "Gimme More". O álbum não inclui uma lista de agradecimentos, ao contrário dos álbuns anteriores de Spears.

Singles[editar | editar código-fonte]

"Gimme More" foi lançada como o primeiro single do álbum a 24 de setembro de 2007 nos Estados Unidos. Foi a primeira canção de Spears desde 2004 com o hit "Toxic" a entrar no Top 10 da Billboard Hot 100, atingindo uma posição de número três, e o Top 5 em mais de cinco países. O videoclipe foi dirigido por Jake Sarfaty, e é o mais barato da carreira de Spears custando apenas U$$ 25.000, e mostra Spears encarnando uma Stripper e uma mulher loura com suas amigas numa boate a vendo dançar, e se excitam com a música. Após cerca de quatro anos, no dia 18 de julho de 2011, foi divulgada uma nova versão do vídeo, que muitos acreditam não ser a versão original do vídeo, pois antes da versão original ser divulgada, em abril de 2007 foram vazadas imagens de Spears encarnando uma viúva ao lado de um caixão, e estas cenas não estão nesta última versão.

"Piece of Me" foi lançada como o segundo single do álbum a 27 de novembro de 2007, e foi o maior êxito do álbum no Brasil. Em uma semana, a música - em uma única rádio do estado de São Paulo - chegou a 6.987.711 pedidos, e a 41.563.011 pedidos no mês. Em um canal musical, chegou em um dia a surpreendente marca de 57.880.321 pedidos. O single ficou 18 semanas no 1º lugar na parada Brasil Hot 100 Airplay. No Youtube, o clipe foi visto 7.654.001 de vezes, só até junho de 2008. O clipe ficou 13 vezes no 1º lugar do programa Mix TV no quadro "Top Mix" e ficou 105 vezes na lista dos 10 mais pedidos do dia só em 2008. Também foi o clipe mais pedido naquele ano na MTV Brasil, segundo um top especial exibido na época pelo programa MTV na Rua. O videoclipe, dirigido por Wayne Isham, mostra Spears como uma mulher cercada por paparazzis. O vídeo ganhou o prêmio MTV Video Music Awards na categoria Vídeo do Ano, em 2008.

"Break the Ice" foi lançada como o terceiro e último single do álbum a 3 de março de 2008 nos Estados Unidos. Teve uma boa posição nas paradas de Hot Dance. O videoclipe foi dirigido por Robert Hales, e foi definindo por Spears como uma homenagem a "Toxic". O vídeo, dirigido por Robert Hales, faz referência a toda a carreira de Spears, que a mostra lutando contra seus inimigos, no estilo de desenhos do Japão, anime. O vídeo termina com a frase "To be Continued", que ganhou uma continuação no vídeo de "Kill the Lights", que também foi feito em animação.

Promoção[editar | editar código-fonte]

Spears apresentando "Gimme More" na turnê Femme Fatale Tour, em 2011.

Após dias de especulação da mídia, foi confirmado em 6 de setembro de 2007,que Spears iria abrir o MTV Video Music Awards 2007 no Teatro Pearl do Palms Hotel and Casino em Las Vegas, Nevada, no dia 9 de setembro de 2007. Também foi anunciado que ela iria cantar "Gimme More", com um ato mágico do ilusionista Criss Angel em algumas partes do desempenho.[48] No entanto, o ilusionista foi rejeitado pelos organizadores do show no último minuto.[49] A performance começou com uma sincronização dos lábios de Spears das primeiras linhas da música de 1958 de Elvis Presley, "Trouble". "Gimme More", começou, e a câmera girou para revelar Spears, que estava vestindo um biquíni preto incrustado de pedras preciosas e botas pretas. Ela estava acompanhada por bailarinos e bailarinas vestidas em trajes pretos. Diversas dançarinas dançavam em etapas menores ao redor do público.[50] O desempenho foi universalmente criticado pelos críticos. Jeff Leeds, do The New York Times disse: "Ninguém estava preparado para o fiasco da noite de domingo, em que um apático Spears oscilou através de seus passos de dança e murmurou apenas palavras ocasionais em uma tentativa de promover o seu novo single". Vinay Menon, do Toronto Star, comentou: "Spears parecia irremediavelmente confusa. Ela estava usando a expressão de alguém que tinha entrado no Palms Casino Resort por um tornado, que prontamente se jogou longe, tendo sua roupa e senso de propósito. [...] [Ela] parou, em câmera lenta, como se alguém tivesse despejado cimento em suas botas pretas".[51] David Willis, da BBC, afirmou: "O desempenho vai estar nos livros de história sendo uma das piores apresentações do MTV Awards".[52]

Ao contrário de todos os álbuns anteriores de Spears, Blackout não foi fortemente promovido por meio de entrevistas em revistas, aparências em talk-shows ou performances televisionadas. O álbum teve apenas a performance no Video Music Awards e não foi acompanhado por uma turnê também, apesar de algumas músicas do álbum serem executadas na turnê de 2009 de Spears, a The Circus Starring Britney Spears. Em 27 de novembro de 2007, a MTV lançou o concurso "Britney Spears Wants a Piece of You"[nota 10] , em que os fãs poderiam dirigir um segundo vídeo para "Piece of Me", usando imagens de entrevistas e apresentações de Spears. Usando o vídeo com uma versão remixada da canção feita pela MTV, os fãs podem misturar e criar um mash up das imagens. O vídeo vencedor estreou no TRL em 20 de dezembro de 2007, na MTV, sendo escolhido pela Jive Records e Spears. O vencedor também recebeu um dispositivo Ibiza Rhapsody, juntamente com uma assinatura de um ano da Rhapsody, bem como toda a discografia da cantora lançada nos Estados Unidos.[53]

Repercussão[editar | editar código-fonte]

Crítica profissional[editar | editar código-fonte]

Críticas profissionais
Pontuações agregadas
Fonte Avaliação
Metacritic (61/100)[54]
Avaliações da crítica
Fonte Avaliação
Allmusic 4 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar empty.svg[55]
Robert Christgau B+[56]
Entertainment Weekly B+[57]
The Guardian 4 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar empty.svg[58]
NME 4 de 10 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar empty.svgStar empty.svgStar empty.svgStar empty.svgStar empty.svgStar empty.svg[59]
The New York Times (favorável)[60]
Pitchfork Media (favorável)[61]
Rolling Stone 3.5 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar half.svgStar empty.svg[62]
Slant Magazine 3.5 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar half.svgStar empty.svg[63]
USA Today 2.5 de 4 estrelas.Star full.svgStar half.svgStar empty.svg[64]

Blackout recebeu críticas positivas pela maioria dos críticos de música, com a sua produção e inovação de ser uma fonte particular de aclamação. De acordo com o agregador Metacritic, o álbum tem uma pontuação de 61 numa escala que vai até 100, indicando críticas geralmente positivas, baseando-se em outras 24 resenhas de críticos musicais.[65] Stephen Thomas Erlewine, editor sênior do portal Allmusic, disse: "O álbum é um grande álbum dance-pop, uma prova de habilidades dos produtores e talvez até mesmo de Britney, sendo de alguma forma consciente o suficiente para perceber que ela deveria contratar o melhor, mesmo sabendo que ela não está no seu melhor". Um colaborador da revista Blender, considerou: "O mais consistente [álbum], uma coleção perfeitamente divertida e brilhante, com um electropop impetuoso". Margeaux Watson, da Entertainment Weekly comentou: "Enquanto o álbum não é poesia, há algo deliciosamente escapista em Blackout, um perfeitamente e reparável álbum dance abundante no tipo de elementos electro saltitantes que contém seus hits mais quentes".[66] Um colaborador da NME disse que os vocais foram fortemente tratados de fazer Spears ter um som robótico, acrescentando: "Poderia ser realmente fazer com alguns toques mais humanos".[67] Tom Ewing, da Pitchfork Media, chamou "Get Naked (I Got a Plan)" a peça central do álbum, e acrescentou: "Como a maioria de Blackout, é um excelente pop moderno, o que poderia, provavelmente, só ser liberado por esta estrela neste momento. A catástrofe de Britney, como caminhar ao estrelato, torna-se um grande carro-chefe e seu álbum pode caber em qualquer coisa, se você quer que ele seja bom".[68] Mike Schiller, da PopMatters, disse: "À direita, desce para sua cobertura totalmente berrante, Blackout é totalmente descartável e, finalmente, esquecível".[69] Melissa Maerz, da Rolling Stone explicou: "Blackout é a primeira vez em sua carreira em que ela expressou quaisquer pensamentos verdadeiros sobre sua vida e que ela vai por em marcha os melhores doces pop espólio até que uma assistente social corta seu suprimento de visitas".[70] O álbum teve um grande influência no cenário musical e apresentou canções de definição à Spears, como Piece of Me, que fala sobre o assédio que Britney recebeu dos paparazzi na época de lançamento do álbum. A primeira música da tracklist do álbum é Gimme More que tem como sua frase inicial o bordão mais famoso da indústria pop, "It's Britney, bitch!". O álbum não só foi considerado o melhor de 2007, mas também foi eleito o melhor da década (2000-2010).

O escritor da Slant Magazine, Sal Cinquemani, comparou Blackout desfavoravelmente com o álbum In the Zone, dizendo: "Embora Blackout tenha boas pontuações, e seu quociente de gostosura é notavelmente alta, [ela] não é muito de um passo em frente para Britney depois de 2003, o surpreendentemente legal e forte álbum In the Zone, pelo qual recebeu um crédito de escrita na maioria das músicas (ao invés de três escassas presentes aqui)".[71] Andy Battaglia, do The A.V. Club, disse: "Blackout conta tanto como um evento significativo e como uma aberração inquietante que não poderia ser mais misteriosamente fabricados ou bizarramente importunados, em que cada canção conta como uma progressão marcada e estranha".[72] Alexis Petridis, do The Guardian, disse: "É um corajoso, e emocionante álbum: a questão é saber se alguém será capaz de ouvir seu conteúdo sobre o rugido ensurdecedor de mexericos".[73] Kelefa Sanneh, do The New York Times, disse: "As batidas eletrônicas e linhas de baixo são tão grossas quanto a voz de Britney Spears é fina e, como o título do álbum sugere, o clima geral é praticamente sem remorso".[74] Peter Robinson, do The Observer, afirmou: "Spears entregou o melhor álbum de sua carreira, a elevar a fasquia para a música pop moderna com um mix incendiário de Shock Value de Timbaland, e sua própria volta ao catálogo da música".[75] Ellee Dean, do The Phoenix, disse: "O álbum pode ​​ser mais um tributo às habilidades dos produtores da lista que guiou através do disco que para qualquer um dos seus próprios talentos. Mas pelo menos ela era inteligente o suficiente para aceitar a orientação".[76] Em seu guia do consumidor para o MSN Music, o crítico Robert Christgau deu ao álbum uma nota de B+, e disse: "It's Britney, bitch! de 'Gimme More', e a sonoridade 'Hiya do single-do-ano, ' Piece of Me', e a profunda sonoridade de "Ooh Ooh Baby" e um estilo 'legal' de "Perfect Lover", este álbum é puro, suculento, e fácil para dançar".[77]

A revista brasileira Época rasgou elogios ao disco em uma matéria intitulada 'A decadência fez bem a ela', onde dizia: "O que explica, então, que Britney Spears tenha acabado de lançar o melhor álbum de sua carreira e, muito mais que isso, um dos melhores discos de pop dos últimos anos? A resposta é a produção de qualidade desconcertante de Blackout. O álbum, que acaba de sair no Brasil, pulsa, destrói os próprios limites e experimenta formatos inauditos para a música dançante. É como se o melhor das pistas de 2017 caísse por uma fresta do espaço-tempo. São batidas tão boas que dá vontade de isolá-las do espectro sonoro, dar-lhes corpo físico e moldurá-las na parede".[78]

"Blackout" também ficou entre os 50 melhores álbuns de 2007, segundo a revista musical Rolling Stone.[79] e Piece of Me ficou na #15 posição na lista das 100 melhores músicas de 2007 da Rolling Stone.[80] No Brasil, o álbum ficou na lista dos 10 melhores álbuns de 2007.[81] [82]

Desempenho comercial[editar | editar código-fonte]

Spears apresentando "Freakshow" na turnê The Circus Starring Britney Spears, em 2009.

De acordo com a Nielsen SoundScan, Blackout vendeu 124.000 cópias em seu primeiro dia de lançamento nos Estados Unidos. Jessica Letkemann, da Billboard, comparou as vendas de Blackout favoráveis aos do álbum número um da semana anterior, Carnival Ride, de Carrie Underwood, que vendeu 49 mil cópias. Letkemann também estimou que Blackout, possivelmente iria estrear no topo da Billboard 200.[83] Em 5 de novembro de 2007, a Billboard anunciou que apesar de as vendas na primeira semana ser de Long Road Out of Eden, que havia superado o álbum de Spears, ele não deveria estrear no topo da parada devido a uma regra que proíbe álbuns vendidos exclusivamente em uma loja de varejo (Walmart, neste caso) de entrar na Billboard 200. O sênior analista da revista e diretor das paradas, Geoff Mayfield, explicou que ele estava frustrado com a situação, dizendo: "Eu acredito que os Eagles venderam mais, mas eu não estou vendo nada que verifica para mim que ela vendeu mais, e nada vemos de outra forma que poderiam ser de pessoas com um interesse em sugerir isso". Durante a tarde do mesmo dia, o Walmart divulgou um comunicado à imprensa anunciando que Long Road Out of Eden havia vendido 711 mil cópias. À noite, foi anunciado através de um artigo da Billboard.biz que depois de um acordo com a Nielsen SoundScan, a Billboard permitiria álbuns exclusivos que só estavam disponíveis através de uma loja varejista a aparecer nas paradas, com vigência na mesma semana. Assim, Long Road Out of Eden estaria no topo da Billboard 200, enquanto Blackout iria estrear no número dois, com vendas de 290 mil cópias.[84] Ele se tornou o primeiro álbum de estúdio de Britney a não estrear no número um.[85] O álbum, no entanto, estabeleceu o recorde como o álbum de estreia com maior vendas digitais de uma artista feminina em uma semana na época.[85] Após o lançamento de Circus, em dezembro de 2008, Blackout entrou no gráfico nas posições de número de um e noventa e oito, com vendas de 4.600 cópias.[86] Em maio de 2012, o álbum já havia vendido mais de 1 milhão de cópias nos Estados Unidos.[87]

No Canadá, Blackout estreou no topo da parada de álbuns do Canadá, com vendas de 29.000 unidades. Tornou-se seu primeiro álbum número um na parada desde o álbum Britney, em 2001.[88] Foi certificado de platina pela Canadian Recording Industry Association (CRIA), pelas vendas de 100 mil cópias.[89] [90] Na Austrália e na Nova Zelândia, Blackout estreou em número de três e oito nas paradas oficiais, respectivamente.[91] Foi certificado de platina pela Australian Recording Industry Association (ARIA), indicando as vendas de 70.000 unidades.[92] Blackout estreou no número dois na UK Albums Chart, com vendas de 42.000 unidades, atrás apenas de Long Road Out of Eden. O álbum permaneceu na parada durante um total de 28 semanas.[93] [94] Ele foi certificado de ouro pela British Phonographic Industry (BPI) pelas vendas de 100 mil cópias.[95] Na Irlanda, o álbum estreou no topo das paradas irlandeses, substituindo Magic, de Bruce Springsteen.[96] Blackout também estreou na posição de número um na parada European Top 100 Albums, impedido Long Road Out of Eden e E², de Eros Ramazzotti a alcançar o topo da tabela. O álbum teve um desempenho consistente em toda a Europa, atingindo o Top 10 em dez paradas, incluindo estreando em número de quatro, na Suíça, o número seis na Áustria, Itália e Dinamarca, e o número dez na Alemanha e em Portugal.[94] De acordo com a Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI), o álbum foi o trigésimo segundo álbum mais vendido de 2007.[97] Até o final de 2008, Blackout havia vendido 3,1 milhões de cópias em todo o mundo.[98] [99]

Prêmios e nomeações[editar | editar código-fonte]

Ano Premiação Nomeação Prêmio Resultado
2007 Billboard Readers' Poll[100] [101] Blackout Melhor álbum de 2007 Venceu
Terra (Espanha)[102] Venceu
Yahoo![103] "Gimme More" Melhor música sexy nova Venceu
Billboard[104] Blackout 5º melhor álbum pop da década Indicado
Rolling Stone[105] 5º melhor álbum da década Indicado

Legado[editar | editar código-fonte]

"Britney usa Auto-Tune, e Bob Dylan usou sua gaita - para a pontuação, para atmosfera, para um efeito de som completamente estranho. É uma explosão de distorção vocal, dura na superfície, mas expressivo, capaz de soar loucamente engraçado ou chateado abrasivamente. Em 'Telephone', como em 'Piece of Me', o Auto-Tune faz para sua voz o que a gaita faz por Dylan em "It Ain't Me, Babe"- uma maneira de dizer que o mundo mantém suas mãos longe de você. [...] A questão não é saber se Britney está perfurando os botões de si mesma. (Quando é que alguma vez o ponto acaba com uma estrela pop?) É o romance acontecendo entre a voz e a máquina. Parte do que faz a Britney é perfeitamente de perfeitas estrelas pop é o jeito que ela expressa sua personalidade mais apaixonada quando ela está transformando-se em uma máquina - [...] Isso é o que faz com que o seu som saia tão humano, afinal."

Rob Sheffield, da revista Rolling Stone, revisando o demo de "Telephone" feito por Spears em 2010.

Quando Blackout foi lançado, o comportamento da cantora em público começou a entrar em conflito com sua imagem pessoal. Stephen Thomas Erlewine, da Allmusic, afirmou: "Spears foi um artista que sempre confiou em sua personalidade cuidadosamente esculpida, mas para Blackout as imagens para [nós] foram substituídas por imagens de carros de Britney batendo-se com guarda-chuvas, limpando os dedos gordurosos em vestidos de grife e cochilando no palco, e cada novo desastre se despe de qualquer sensualidade residual em sua imagem pública". Erlewine acrescentou: "O álbum serviu como trilha sonora para nebulosas, dias bêbados de Britney, refletindo o excesso que é espirrado por todo os tabloides", embora tenha sido salientando que o álbum tinha uma coerência em que faltava para as imagens públicas de Spears. Kelefa Sanneh, do The New York Times disse: "Spears tornou-se uma presença espectral em seu próprio álbum, e quando comparado com os seus discos anteriores, [ela] corta um perfil surpreendentemente baixo em Blackout [...] Mesmo quando ela estava sendo comercializado como uma ex-Mouseketeer, e mesmo quando ela estava em turnê no país com um microfone que funcionou em grande parte como um adereço, algo sobre ela foi intenso". Tom Ewing, da Pitchfork Media, comparou a relação entre Spears e Blackout com a série de televisão americana Twin Peaks, dizendo que: "O que fez o show ser tão grande não era o centro da história de uma boa-menina-que-virou-má, foi a estranheza que a história liberou. E a vida fora do disco de Britney é mais distraído e facilitador para este álbum extraordinário".

Os críticos também se referiram às altas expectativas de direção e qualidade do álbum. Alexis Petridis, do The Guardian, elaborou: "Quando foi confrontado com uma imagem pública em queda livre, um artista tem duas opções: fazer música, que remete para o seu lado dourado, dias quase malucos [e] a sua completa normalidade ou jogar a precaução ao vento: perceber que as suas fortunas foram diminuindo, e qual é o mal de tomar alguns riscos musicais?". Petridis comentou que Spears optou por este último, e os resultados foram "amplamente fantásticos". Ewing disse: "Onze faixas são sucessivamente difíceis, desafiantes, e músicas pop-dance, que podem ter sido o que ele esperava de Spears, mas no papel e em precedentes que você pode esperar uma balada apologética ou dois, uma música sobre seus filhos, talvez, uma estrela de convidado de alto perfil. [...] Você não tem nenhuma dessas coisas e eu gostaria de achar que a Britney teve o bom senso de evitar-lhes a si mesma". Ewing observou que depois de "Freakshow" vazou na internet, uma discussão no fórum dubstep na canção atingiu sete páginas em 24 horas, gerando reações diversas e exemplificou: "Ainda parece [que] quando a música mainstream ser funda, [ele] vai acabar levá-lo no vocabulário mais pop e amplo pop". Ele também atribuiu que a qualidade de todas as faixas de Blackout são sobre razões econômicas, já que uma das principais causas vendas de álbuns começou a sofrer durante a era digital é devido à "separação" de álbuns em lojas on-line- o que torna mais fácil para os consumidores a comprar alguns faixas ao invés de todo o álbum. Ewing explicou: "O modelo é o The Revolver para álbuns pop- cada faixa é boa, cada faixa contém um hit em potencial- faz mais sentido do que nunca, especialmente se uma estrela pode se manter sonoramente em um mercado veloz".

Revisores observaram o uso de Auto-Tune na voz de Spears. Ewing disse que Blackout serve como um lembrete de como instantaneamente reconhecíveis os vocais de Spears são, dizendo: "Tratada ou não: sua fina rouquidão do Sul é um dos os sons que definem o pop dos anos 2000". Ele observou: "O álbum é uma colagem no autotune e o tratamento vocal como instrumento de estúdio, interrompendo e tocando as músicas tanto quanto ele ajuda-los". Ao rever o demo de "Telephone" feito por Spears, Rob Sheffield, da revista musical Rolling Stone comparou "Telephone" a "Piece of Me", e disse: "Ela está provando mais uma vez o quanto o impacto de Britney tem tido sobre a sonoridade do pop atual. Pessoas gostam de tirar sarro de Britney, e por que não, mas se 'Telephone' prova alguma coisa, é que Blackout pode ser o álbum pop mais influente dos últimos cinco anos".[106]

Lista de faixas[editar | editar código-fonte]

N.º Título Compositor(es) Produtor(es) Duração
1. "Gimme More"   Nate Hills, James Washington, Keri Hilson, Marcella Araica Danja, Jim Beanz[A], Hilson[A] 4:11
2. "Piece of Me"   Christian Karlsson, Pontus Winnberg, Klas Åhlund Bloodshy & Avant 3:32
3. "Radar"   Karlsson, Winnberg, Henrik Jonback, Balewa Muhammad, Candice Nelson, Ezekiel Lewis, Patrick Smith Bloodshy & Avant, The Clutch[B] 3:48
4. "Break the Ice"   Hills, Washington, Hilson, Araica Danja, Beanz[A] 3:16
5. "Heaven on Earth"   Michael McGroarty, Nick Huntington, Nicole Morier Freescha, Kara DioGuardi 4:53
6. "Get Naked (I Got a Plan)"   Corte "The Author" Ellis, Hills, Araica Danja, Beanz[A] 4:45
7. "Freakshow"   Britney Spears, Karlsson, Winnberg, Jonback, Lewis, Smith Bloodshy & Avant, The Clutch[B] 2:55
8. "Toy Soldier"   Karlsson, Winnberg, Magnus Wallbert, Sean "The Pen" Garrett Bloodshy & Avant, Garrett[B] 3:22
9. "Hot as Ice"   Faheem Najm, Hills, Araica Danja, Beanz[A] 3:17
10. "Ooh Ooh Baby"   Spears,DioGuardi, "Fredwreck" Farid Nasser, Eric Coomes Fredwreck, DioGuardi 3:28
11. "Perfect Lover"   Hills, Washington, Hilson, Araica Danja, Beanz[A] 3:03
12. "Why Should I Be Sad"   Pharrell Williams The Neptunes 3:10
Duração total:
43:37
Notas
A - denota produtores vocais
B - denota co-produtores
C - denota remixadores
D - denota produtores adicionais
Créditos de demonstração

Créditos[editar | editar código-fonte]

Lista-se abaixo os profissionais envolvidos na elaboração de Blackout, de acordo com o portal Allmusic:[110]

Desempenho nas tabelas musicais[editar | editar código-fonte]

Histórico de lançamento[editar | editar código-fonte]

País Data Gravadora Formato
 Chile 15 de abril de 2009 Sony Music CD, download digital
África do Sul 18 de novembro de 2007 Sony CD
 Polónia 25 de outubro de 2007 Jive Records CD, download digital
União Europeia 26 de outubro de 2007 Jive, Sony Music
 Austrália 27 de outubro de 2007 Zomba Label Group
 Reino Unido 29 de outubro de 2007 Jive Records CD
 Dinamarca Sony Music CD, download digital
 Brasil 1 de novembro de 2007 Sony BMG CD
 Japão 14 de novembro de 2007 Sony Music CD, download digital
 Estados Unidos 26 de outubro de 2007 Jive Records CD
1 de novembro de 2007 Zomba Label Group Download digital

Notas

  1. Em português: "Me dê, me dê".
  2. Em português: "É Britney, vadia!".
  3. Em português: "Câmeras estão fotografando enquanto estamos dançando loucamente / Eles continuam observando, observando".
  4. Em português: "Faz algum tempo / Eu sei que eu não devia te deixar esperando / Mas estou aqui agora".
  5. Em português: "Eu gosto dessa parte".
  6. Em português: "Faça os outros filhotes serem maus / Eu estou falando sobre balançar o meu traseiro / Veja este garoto".
  7. Em português: "Eu sou apenas uma garota com a habilidade de deixar um homem louco / Faça ele me chamar de 'mamãe', fazer o meu novo bebê".
  8. Em português: "Me toque e eu fico viva / Eu posso te sentir nos meu lábios / Eu posso te sentir profundamente por dentro".
  9. Em português: "Tique-taque / Tique-taque / Venha e me pegue enquanto eu estou quente".
  10. Em portguês: "Britney Spears quer um pedaço de você".

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]