Blade Runner

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Blade Runner
Perigo Iminente (PT)
Blade Runner, o Caçador de Andróides (BR)
Pôster promocional.
 Estados Unidos
1982 • cor • 117 min 
Direção Ridley Scott
Produção Michael Deeley
Roteiro Hampton Fancher, David Peoples
Baseado em Philip K. Dick
Elenco Harrison Ford, Rutger Hauer, Sean Young, Edward James Olmos, Daryl Hannah
Gênero Ficção científica
Idioma Inglês
Música Vangelis
Cinematografia Jordan Cronenweth
Edição Terry Rawlings, Marsha Nakashima
Estúdio The Ladd Company, Tandem Productions, Sir Run Run Shaw
Distribuição Warner Bros.
Lançamento 25 de junho de 1982
Orçamento US$ 28 milhões
Receita US$ 32.868.943[1]
Site oficial
Página no IMDb (em inglês)

Blade Runner (no Brasil, Blade Runner, o Caçador de Andróides; em Portugal, Perigo Iminente) é um filme de ficção científica norte-americano de 1982 dirigido por Ridley Scott e estrelado por Harrison Ford, Rutger Hauer, Sean Young, Edward James Olmos, Daryl Hannah e Brion James J.J. Johnson, Samuel Jackson. O roteiro, escrito por Hampton Fancher e David Peoples, é vagamente baseado no romance Do Androids Dream of Electric Sheep?, de Philip K. Dick.

O filme mostra uma distópica Los Angeles em novembro de 2019, onde robôs orgânicos criados geneticamente chamados de replicantes—visualmente indistinguíveis dos humanos—são fabricados pela poderosa Corporação Tyrell, como também por outros "mega fabricantes" ao redor do mundo. Seu uso na Terra é banido e os replicantes são exclusivamente usados para trabalhos perigosos, servis e de prazer nas colônias extraterrenas da Terra. Replicantes que desafiam esse banimento e retornam para a Terra são caçados e "aposentados" pelos operativos especiais da polícia conhecidos como "Caçadores de Andróides". O enredo se foca em um brutal e astuto grupo de replicantes que recentemente escapou e está se escondendo em Los Angeles, e no aposentado Caçador de Andróides Dick Deckard, que relutantemente concorda em realizar mais um trabalho para caçá-los.

Blade Runner inicialmente polarizou a crítica especializada: alguns não gostaram de seu ritmo, enquanto outros gostaram de sua temática complexa. O filme foi muito mal nas bilheterias da América do Norte; apesar do fracasso comercial, ele desde então se tornou um clássico cult[2] e é atualmente considerado um dos melhores filmes já feitos. Blade Runner foi elogiado por seu desenho de produção, mostrando um futuro "retrofit",[3] [4] e permanece como um dos principais exemplos do gênero neo-noir.[5] Blade Runner chamou a atenção de Hollywood para o trabalho do escritor Philip K. Dick, com vários filmes posteriores tendo sido baseados por suas obras.[6] Ridley Scott considera Blade Runner como "provavelmente" o seu filme mais completo e pessoal.[7] [8] Em 1993, o filme foi selecionado para preservação no National Film Registry da Biblioteca do Congresso como sendo "culturalmente, historicamente ou esteticamente significante".

Sete versões diferentes do filme já foram exibidas em vários mercados como resultados de mudanças controversas feitas pelos executivos do filme. Um apressado Director's Cut foi lançado em 1992 depois de fortes reações a exibições testes. Isso, em conjunto com a popularidade do aluguel de vídeo, fez este ser um dos primeiros filmes a ser lançado em DVD, resultando em um disco básico com uma qualidade medíocre de vídeo e áudio.[9] Em 2007, a Warner Bros. lançou o The Final Cut, uma versão digitalmente remasterizada de 25 anos feita por Scott, em cinemas selecionados e posteriormente em DVD, HD DVD e Blu-ray.[10]

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

O filme descreve um futuro em que a humanidade inicia a colonização espacial, para o que cria seres geneticamente alterados - replicantes - utilizados em tarefas pesadas, perigosas ou degradantes nas novas colônias. Fabricados pela Tyrell Corporation como sendo "mais humanos que os humanos", as clonagens Nexus-6 são fisicamente idênticas aos humanos, mas são mais fortes e ágeis. Devido a problemas de instabilidade emocional e reduzida empatia, os replicantes são sujeitos a um desenvolvimento agressivo, pelo que o seu período de vida é limitado a quatro anos.

Após um motim, a presença dos replicantes na Terra é proibida, sendo criada uma força policial especial - blade runners — para os caçar e "aposentar" (matar). O filme relata como um ex-blade runner - Deckard - é levado a voltar à ativa para caçar um grupo de replicantes que se rebelou e veio para a Terra à procura do seu criador, para tentar aumentar o seu período de vida e escapar da morte que se aproxima.

Ao visitar Tyrell, o criador dos replicantes, Deckard conhece sua jovem assistente Rachael, que ignora o fato de que também ela é uma replicante. Rachael tem todas as memórias de uma sobrinha de Tyrell, e apoiada em suas memórias não consegue acreditar que é uma replicante. A cena em que ela é submetida a um teste Voight-Kampff e se convence desse fato é uma das mais comoventes do filme, e levanta questões filosóficas importantes. O policial Deckard se sente atraído por Rachael, sua fragilidade e sensibilidade, e se envolve com ela.

Um a um os replicantes são caçados, e ao longo do filme parecem adquirir características humanas, enquanto os verdadeiros humanos que os caçam parecem adquirir, cada vez mais, características desumanas. Ao fim, as questões que afligem os replicantes acabam se tornando as mesmas que afligem os humanos.

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Elenco[editar | editar código-fonte]

Principais prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

Oscar 1983 (EUA)

BAFTA 1983 (Reino Unido)

  • Venceu na categoria de melhor figurino, melhor direção de arte e melhor fotografia.
  • Indicado nas categorias de melhor montagem, melhor maquiagem, melhor trilha sonora, melhor som, melhor e melhores efeitos visuais.

Fantasporto 1983 (Portugal)

  • Indicado na categoria de melhor filme.

Globo de Ouro 1983 (EUA)

  • Indicado na categoria de melhor trilha sonora de cinema.

Prêmio Saturno 1983 (EUA)

  • Indicado nas categorias de melhor diretor, melhor filme de ficção científica, melhor ator coadjuvante (Rutger Hauer) e mehores efeitos visuais.

Referências

  1. Blade Runner (1982). Box Office Mojo. Página visitada em 22 de setembro de 2011.
  2. Sammon, pp. 16–8
  3. Bukatman, p. 21
  4. Sammon, p. 79
  5. Conard, Mark T. The Philosophy of Neo-Noir. [S.l.]: University Press of Kentucky, 2006. ISBN 0813124223
  6. Bukatman, p. 41
  7. Greenwald, Ted (26 de setembro de 2007). Read the Full Transcript of Wired's Interview with Ridley Scott (em inglês). Wired. Wired.com. Página visitada em 22 de setembro de 2011.
  8. Barber, Lynn (6 de janeiro de 2002). Scott's corner (em inglês). The Guardian. Guardian.co.uk. Página visitada em 22 de setembro de 2011.
  9. Hunt, Bill (12 de dezembro de 2007). Blade Runner: The Final Cut - All Versions (em inglês). The Digital Bits. Thedigitalbits.com. Página visitada em 22 de setembro de 2011.
  10. BLADE RUNNER: THE FINAL CUT (em inglês). The Digital Bits. Thedigitalbits.com (26 de julho de 2007). Página visitada em 22 de setembro de 2011.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Bukatman, Scott. BFI Modern Classics: Blade Runner. Londres: British Film Institute, 1997. ISBN 0-85170-623-1
  • Sammon, Paul M. Future Noir: the Making of Blade Runner. Londres: Orion Media, 1996. ISBN 0-06-105314-7

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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