Blade Runner

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Blade Runner
Blade Runner,Perigo Iminente (PT)

Blade Runner, O Caçador de Andróides (BR)

 Estados Unidos

1982 ı cor ı 118 min

Direção Ridley Scott
Elenco Harrison Ford
Rutger Hauer
Sean Young
Edward James Olmos
M. Emmet Walsh
Daryl Hannah
Roteiro/Guião Hampton Francher e David Webb Peoples, baseado em livro de Philip K. Dirk

Género ficção científica
Idioma inglês
IMDb

Blade Runner (pt: Blade Runner, perigo iminente / br: Blade Runner, o caçador de andróides) é um filme estadunidense de 1982, do gênero ficção científica, realizado por Ridley Scott, e ilustrando uma visão negra e futurística de Los Angeles em novembro de 2019.

O argumento, escrito por Hampton Fancher e David Peoples, baseia-se na novela Do Androids Dream of Electric Sheep? de Philip K. Dick. O protagonista é Harrison Ford no papel de Deckard, um detective da polícia de Los Angeles. O visual do filme foi concebido em parte por Syd Mead e a trilha sonora é de Vangelis.

Índice

[editar] Sinopse

O filme descreve um futuro em que a humanidade inicia a colonização espacial, para o que cria seres geneticamente alterados - replicantes - utilizados em tarefas pesadas, perigosas ou degradantes nas novas colônias. Fabricados pela Tyrell Corporation como sendo "mais humanos que os humanos", os modelos Nexus-6 são fisicamente idênticos aos humanos, mas são mais fortes e ágeis. Devido a problemas de instabilidade emocional e reduzida empatia, os replicantes são sujeitos a um desenvolvimento agressivo, pelo que o seu período de vida é limitado a quatro anos.

Após um motim, a presença dos replicantes na Terra é proibida, sendo criada uma força policial especial - blade runners — para os caçar e "aposentar" (matar). O filme relata como um ex-blade runner - Deckard - é levado a voltar à ativa para caçar um grupo de replicantes que se rebelou e veio para a Terra à procura do seu criador, para tentar aumentar o seu período de vida e escapar da morte que se aproxima.

Ao visitar Tyrell, o criador dos replicantes, Deckard conhece sua jovem assistente Rachael, que ignora o fato de que também ela é uma replicante. Rachael tem todas as memórias de uma sobrinha de Tyrell, e apoiada em suas memórias não consegue acreditar que é uma replicante. A cena em que ela se convence desse fato é uma das mais comoventes do filme, e levanta questões filosóficas importantes: o que somos nós? o que são nossas memórias? qual a diferença entre o que somos e o que lembramos? O policial Deckard se sente atraído por Rachael, sua fragilidade e sensibilidade, e se envolve com ela.

Um a um os replicantes são caçados. Ao longo do filme eles parecem se tornar cada vez mais humanos, enquanto os humanos que os caçam parecem cada vez mais desumanos. Ao fim, é evidente que as questões que afligem os replicantes são as mesmas que afligem os humanos: porquê devo morrer agora? quem é meu criador? qual o meu propósito? No momento climático do filme, o líder dos replicantes Roy decide poupar a vida de Deckard, ao mesmo tempo em que vive seus últimos momentos. Ao morrer, Roy manifesta sua perplexidade diante da morte:

"Eu... eu vi coisas que vocês não acreditariam. Naves de ataque em chamas na órbita de Orion. Eu vi raios-C relampejando no escuro próximo ao Portal de Tannhauser. Todos esses momentos vão se perder no tempo, como lágrimas na chuva... Hora de morrer."

Certamente é uma obra para ser assistida mais de uma vez e não por acaso se tornou um 'cult'.

[editar] Elenco

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[editar] Curiosidades

Sendo inicialmente mal recebido nas salas de cinema, cedo se tornou claro que a partir do filme é possível obter múltiplas leituras filosóficas ou religiosas sobre temas recorrentes: quem somos? de onde viemos? para onde vamos? o que nos torna humanos? Esta atração, bem como o impacto visual de uma atmosfera cyberpunk tipo filme noir, associada à música de Vangelis, cedo fizeram de Blade Runner um filme cult, tendo sido um dos primeiros a serem editados em DVD.

Em julho de 2000, Ridley Scott declarou, em entrevista à televisão britânica, que o personagem Deckard também era um replicante.

O filme teve problemas com os produtores, que teriam alterado a edição final e obrigado Harrison Ford a fazer uma narração de última hora para melhor explicar o enredo, considerado muito complicado para o público.

Anos depois, o diretor Scott relançaria o filme com a sua versão, a chamada "versão do diretor", esta versão tem novas cenas, que foram cortadas, e retira a narração incluída na primeira versão.

[editar] Principais prêmios e indicações

Oscar 1983 (EUA)

  • Indicado nas categorias de melhor direção de arte e melhores efeitos visuais.


BAFTA 1983 (Reino Unido)

  • Venceu na categoria de melhor figurino, melhor direção de arte e melhor fotografia.
  • Indicado nas categorias de melhor montagem, melhor maquiagem, melhor trilha sonora, melhor som, melhor e melhores efeitos visuais.


Fantasporto 1983 (Portugal)

  • Indicado na categoria de melhor filme.


Globo de Ouro 1983 (EUA)

  • Indicado na categoria de melhor trilha sonora de cinema.


Prêmio Saturno 1983 (EUA)

  • Indicado nas categorias de melhor diretor, melhor filme de ficção científica, melhor ator coadjuvante (Rutger Hauer) e mehores efeitos visuais.

[editar] Ligações externas

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