Bloch Editores

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Bloch Editores
Bloch Editores S.A.
Logotipo da Bloch Editores (à esquerda) e da Revista Manchete (à direita)
Tipo Empresa privada
Gênero Editora
Fundação 1952
Fundador(es) Adolpho Bloch
Encerramento Agosto de 2000
Sede Rio de Janeiro, Brasil
Áreas servidas Brasil
Proprietário(s) Adolpho Bloch
Presidente Adolpho Bloch (até 1995)
Pedro Jack Kapeller
Pessoas-chave Adolpho Bloch
Produtos Televisão
Rádio
Revistas
Livros
Sucessora(s) Manchete Editora
Página oficial http://www.bloch.com.br/

Bloch Editores é uma extinta editora brasileira.

História[editar | editar código-fonte]

Foi por décadas um dos mais importantes conglomerados da imprensa no Brasil. O Grupo Bloch começou a ser erguido pelo imigrante ucraniano Adolpho Bloch em 1952, e na sua melhor fase era composto por duas gráficas, uma fábrica de tintas, editora e distribuidora de livros didáticos e revistas, um teatro, que compunham a Rede Manchete.

A revista Manchete, que vendia 120 mil exemplares, em 1957, foi sempre o carro-chefe da empresa. Chegou a superar a tradicional concorrente O Cruzeiro e lançou nomes ilustres como Rubem Braga e Fernando Sabino.

História em Quadrinhos[editar | editar código-fonte]

Nos anos 70, a Bloch publicou quadrinhos dos super-heróis Marvel no polêmico formatinho e criou o Clube do Bloquinho, idéia de Wilson Viana, o Capitão Aza.[1]

Fim da Editora[editar | editar código-fonte]

A Bloch Editores teve sua falência decretada em agosto de 2000.

Em dezembro de 2002, os principais títulos das revistas da Bloch Editores – Manchete, Pais & Filhos, Ele & Ela e Fatos & Fotos – foram leiloados. O comprador foi Marcos Dvoskin, ex-diretor geral da Editora Globo, que criou a Manchete Editora.

Acervo Fotográfico[editar | editar código-fonte]

O acervo fotográfico da massa falida da Bloch Editores, que reúne as fotografias produzidas pelos profissionais das revistas Manchete, Fatos e Fotos, Amiga, Desfile, Sétimo Céu, Geográfica Universal e Pais & Filhos, não recebeu nenhum lance em seu primeiro leilão, a 22 de novembro de 2009. O acervo contém mais de 12 milhões de fotos de acontecimentos históricos entre 1952 e 2000, das guerras aos concursos de miss, das Copas do Mundo às manifestações contra o regime militar, incluindo algumas não-publicadas, e foi avaliado em 2 milhões de reais. Mesmo partindo-se numa segunda tentativa com lance mínimo equivalente à metade da avaliação, não houve interessados.[2] Finalmente, o acervo fotográfico foi arrematado por 300 mil reais, em um leilão no dia 5 de maio de 2010, no Rio de Janeiro. [3] O comprador atende pelo nome de Luiz Fernando Fraga Barbosa. O arquivo encontra-se em paradeiro desconhecido.[4] Além disso, surgiram questionamentos e processos na Justiça referentes ao modo como foi vendido o acervo e Direitos Trabalhistas.[5]

Prédios[editar | editar código-fonte]

O Edifício Manchete, projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer em estilo modernista foi comprado pela BR Properties, em abril de 2010,, por 260 000 000 de reais, com o objetivo de reformá-lo[6] [7] , em outubro de 2011, a BR Properties fez a locação parcial do edifício para à petrolífera Statoil Brasil Óleo e Gás com um prazo de 120 meses [8] .

O prédio que abrigava a antiga sede da editora Bloch no Centro do Rio de Janeiro, depois de doze anos abandonado e ocupado por 132 famílias, foi implodido em novembro de 2012 para dar lugar a prédios para famílias de baixa renda, com 91 apartamentos de dois e três quartos.[9]

Revistas da Bloch Editores[editar | editar código-fonte]

Referências

Predefinição:Editoras do Brasil