Boaventura de Bagnoregio

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São Boaventura de Bagnoregio, O.F.M.
São Boaventura, por Francisco de Herrera, o Velho (Museu do Prado, Madrid)
Cardeal Bispo de Albano e
Doutor da Igreja (Doctor Seraphicus)
Nascimento 1217 ou 1221 em Bagnoregio, Itália
Morte 15 de julho de 1274 em Lyon, França
Veneração por Igreja Católica
Canonização 14 de abril de 1482, Roma por Papa Sisto IV, O.F.M.
Festa litúrgica 15 de julho
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São Boaventura O.F.M. (1221 - 1274) foi um filósofo e teólogo escolástico medieval nascido do século XIII. Pertenceu à Ordem dos Frades Menores e foi cardeal de Albano. Boaventura foi ainda canonizado em 1482 e declarado Doutor da Igreja em 1588 com o título de Doutor Seráfico (Doctor Seraphicus).

Biografia[editar | editar código-fonte]

Boaventura nasceu em Bagnoregio, no centro da Itália, em 1221, com o nome de Giovanni Fidanza. Como ele mesmo afirma em seus escritos, foi curado de uma grave doença quando criança através de uma oração feita a Francisco de Assis, falecido quando Boaventura tinha nove anos de idade. Ao contrário do que dizem certas lendas, considera-se improvável que ele e São Francisco tenham se encontrado pessoalmente.

Viajou à França e entrou na Universidade de Paris (Sorbona) em 1235, estudando as artes liberais sob a direção de Alexandre de Harles - seu grande mentor em Paris - e João de la Rochelle. Em 1243 ou 1244 entrou na Ordem Franciscana, e a partir de 1248 foi professor na escola franciscana de Paris, comentando a Bíblia e os quatro livros das Sentenças de Pedro Lombardo. Em 1257 foi eleito ministro-geral dos franciscanos. Nos seus 17 anos no cargo, Boaventura adotou uma posição moderada entre aqueles que queriam um apego estrito à simplicidade pregada por São Francisco e os que queriam a modernização da ordem.

Em 1273, foi nomeado Cardeal de Albano pelo Papa Gregório X, participando ativamente nas preparações para o Segundo Concílio de Lyon (1274). Boaventura faleceu durante o concílio, sendo enterrado na Igreja Franciscana de Lyon em uma grande cerimônia. Duzentos anos depois foi canonizado pelo Papa Sixto IV em 14 de abril de 1482 e, posteriormente, declarado Doutor da Igreja pelo Papa Sixto V em 1588 com o título de Doutor Seráfico.

Obra[editar | editar código-fonte]

A obra de Boaventura é extensa e compreende ensaios escolásticos, escritos espirituais, conferências e outros escritos menores. Também escreveu duas biografias de São Francisco.

Os ensaios escolásticos datam da época em que Boaventura foi professor em Paris, dos quais os mais importantes são os Comentários sobre os quatro livros das Sentenças (Commentarii in IV libros Sententiarum Petri Lombardi) e o comentário sobre o Evangelho de São Lucas. Também desta época datam as Questões sobre a perfeição evangélica (Quaestiones disputatae de perfectione evangelica), em que Boaventura defende o ideal de pobreza dos franciscanos contra os ataques de teólogos como Guilherme de St Amour.

Seus ensaios espirituais foram escritos a partir de 1257, após ter sido eleito ministro-geral da ordem franciscana. Data deste período a Itinerário da alma a Deus (Itinerarium mentis in Deum), uma de suas mais famosas obras, em que descreve seis estágios para que a alma chegue a Deus, utilizando Francisco de Assis como modelo de inspiração. Também desta época datam os tratados A árvore da vida (Lignum vitae) e A via tripla (De tripici via). Em 1260, o Capítulo (reunião) geral dos franciscanos de Narbona encomendou-lhe uma biografia oficial de São Francisco (Legenda maior); Boaventura também escreveu uma biografia mais curta do fundador da ordem (Legenda minor) para uso litúrgico.

As conferências (collationes) mais importantes são as Collationes de decem praeceptis, Collationes in Hexaemeron e Collationes de septem donis. Nestes textos, escritos na década de 1260, Boaventura ataca a doutrina dos averroístas, uma corrente teológica inspirada em Aristóteles e Averróes, afirmando que o erro destes pensadores está em usar a razão para julgar as verdades da fé.

Influência[editar | editar código-fonte]

A obra de Boaventura exerceu muita influência teológica e filosófica entre os franciscanos do século XIII até a época de João Duns Escoto (1266-1308). No século XVI, a obra de Boaventura foi alvo de um renovado interesse, particularmente pela Ordem dos Capuchinhos.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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