Club Atlético Boca Juniors

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Boca Juniors
Boca Juniors 2012.svg
Nome Club Atlético Boca Juniors
Alcunhas Boca
Xeneizes
La Mitad Más Uno
Bocaneros
Boquenses
Fundação 03 de abril de 1905 (109 anos)
Estádio La Bombonera
Capacidade 49.000 espectadores
Localização Buenos Aires,  Argentina
Presidente Argentina Daniel Angelici
Treinador Argentina Carlos Bianchi
Patrocinador Espanha BBVA Francés
França Total
Material esportivo Estados Unidos Nike
Competição Argentina Campeonato Argentino (Apertura)
Argentina Copa Argentina
Argentina Campeonato Argentino (Clausura)
Flag of UNASUR.svg Copa Libertadores
Argentina 2011
Argentina 2011-12
Argentina 2012
Flag of UNASUR.svg 2012
Campeão
Campeão
Quarter
Vice-Campeão
Website www.bocajuniors.com.ar
Kit left arm boca1314h.png Kit body boca1314h.png Kit right arm boca1314h.png
Kit shorts.png
Kit socks boca1314h.png
Uniforme
titular
Kit left arm boca1314a.png Kit body boca1314a.png Kit right arm boca1314a.png
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Uniforme
alternativo
Temporada atual
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O Club Atlético Boca Juniors, conhecido como Boca Juniors ou simplesmente Boca, é um clube de futebol argentino da cidade de Buenos Aires, considerado um dos maiores clubes existentes por suas grandes conquistas. Seu nome provém do bairro de La Boca, e é uma das equipes com o maior número de logros em todo o mundo, com destaque para seus 6 títulos da Copa Libertadores da América e para os seus 3 títulos intercontinentais, é o time com mais conquistas internacionais, 18, ao lado do Associazione Calcio Milan, da Itália.

O Boca tem uma tradicionalíssima rivalidade com o Club Atlético River Plate, e os jogos entre as equipes, além de serem muito disputados, atraem a atenção de muitos fãs do futebol na Argentina e no resto do mundo. O clássico é conhecido como Boca x River ou "El Superclásico". Além de River, o Boca também rivaliza com Club Atlético Independiente, Racing Club de Avellaneda e Club Atlético San Lorenzo de Almagro, juntos, esses clubes são consideradas os cinco grandes do futebol argentino.

Suas cores provêm de um acordo entre os fundadores da equipe, que na indecisão de quais cores escolher para seu novo time, combinaram que elas seriam as mesmas da bandeira do primeiro navio que atracasse no porto de Buenos Aires. Esse acabou sendo um navio sueco, razão esta pela qual as cores do Boca Juniors são azul e amarela.

História[editar | editar código-fonte]

O Boca Juniors obteve em sua história 39 títulos oficiais de futebol, incluindo três vezes a máxima concorrência mundial de clubes.

A História do Boca Juniors[1] decorre do ano de 1905, quando o time foi fundado em Buenos Aires (Argentina), até a atualidade. O futebol foi desde o começo a essência do clube, mesmo depois que o crescimento da instituição promoveu o desenvolvimento de outras atividades, aquela permaneceu até hoje como a disciplina esportiva sobre a qual se sustenta a entidade e a que lhe valeu seu reconhecimento a nível nacional e internacional. A história do Boca Juniors divide-se em dois períodos, a época amadora até 1930, e a profissional. A nível internacional conquistou 18 torneios oficiais (11 deles a partir de 1999), incluindo três vezes a máxima concorrência mundial de clubes, o que o localiza como a primeira equipe, ao lado do italiano Milan, com a maior quantidade de torneios internacionais ganhos.

Futebol[editar | editar código-fonte]

O início (1905-1907)[editar | editar código-fonte]

Fundação[editar | editar código-fonte]

Esteban Baglietto: um dos cinco adolescentes que fundaram o Boca Juniors, seu primeiro presidente e goleiro da primeira equipe xeneize. Sua casa na Ministro Brin, nº 1232, é considerada como a sede oficial da fundação, pois ali foi iniciada a reunião do dia 3 de abril de 1905, em que o time seria criado.[2]

O Boca Juniors foi fundado em Buenos Aires em 3 de abril de 1905, numa década fundacional em que foram criados não menos do que 300 clubes de futebol.[3] Já fazia quase quarenta anos que o futebol era praticado na Argentina, e quatorze anos desde a criação da união amadora, a mais antiga do mundo depois da inglesa. O primeiro clube argentino de futebol, o Buenos Aires Football Clube, foi fundado em 9 de maio de 1867, e em 20 de junho desse ano jogou-se a primeira partida do futebol argentino. A Argentine Football Association League, união amadora primária do futebol argentino, foi criada em 1891, ano em que se realizou o primeiro campeonato.[4]

A fundação do Boca Juniors foi obra de cinco adolescentes, filhos de italianos e vizinhos do bairro La Boca, formado por trabalhadores imigrantes e de forte identidade genovesa, estes eram chamados de xeneizes, uma distorção da palavra zeneïze, do dialeto falado em Liguria, cuja capital é Génova, que traduzido significa, justamente, "genovês".[5] Os jovens fundadores do time azul e ouro foram: Esteban Baglietto, Alfredo Scarpatti, Santiago Sana e os irmãos Juan e Teodoro Farenga.[6] Baglietto, Scarpatti e Sana, eram parceiros na Escola Superior de Comércio, então localizada na rua Bartolomé Mitre 1364. Tinham como professor de educação física o irlandês Paddy Mac Carthy, um dos precursores do boxe na Argentina, que também tinha sido futebolista e, ao mesmo tempo que ensinava boxe, introduzia à seus alunos a prática do futebol.[7] O diretor do colégio, Santiago Fitz Simon, foi um dos pioneiros na inclusão da educação física como disciplina sistemática na educação dos jovens argentinos, incluindo-a no ensino educacional dos jovens no ano de 1888.[8]

Os três rapazes levaram ao grupo de amigos do bairro a proposta de criar um clube de futebol, à que aderiram imediatamente os irmãos Farenga. Na segunda-feira, dia 3 de abril, depois de finalizadas as aulas, os cinco adolescentes reuniram-se no singelo lar de Baglietto, na rua Ministro Brin 1232, para concretar o projeto,[9] porém, o pai de um dos garotos os pôs pra fora da residência devido o alvoroço que causavam. Assim sendo, os cinco cruzaram a rua para continuar a reunião na Praça Solís. Nesse mesmo dia, num dos bancos daquela praça, nascia aquele que mais tarde seria o maior clube do futebol argentino, e um dos mais prestigiados e bem sucedidos ao redor do mundo inteiro.[10]

A camisa[editar | editar código-fonte]

Juan Brichetto, trabalhador da ponte sobre o Rio Matanza-Riachuelo e presidente do Boca em 1906 e de 1910 à 1913. Foi ele quem propôs tornar as cores da bandeira da Suécia as oficiais da equipe.

O Boca teve, em seus primeiros anos, três ou quatro equipagens antes de adotar a definitiva, de cor azul com uma ampla faixa amarela horizontal, que usaria até os dias atuais. Em sua página oficial a equipe informa que existe uma versão não verificada contando que a primeira camiseta foi de cor rosa, e que foi utilizada só nos dois primeiros jogos, no entanto, reportagens feitas com os fundadores e os primeiros sócios indicam que o time adotou camisas de fundo branco com listras pretas verticais bem finas, confeccionadas pela irmã dos Farenga. Após isso ainda foram testadas mantas celestes, azuis, e outras listradas em azul e branco.[11]

Em 1907 o time abandonou a equipagem que utilizara desde 1905. A tradição oficial relata que uma equipe do bairro de Almagro possuía uma casaca parecida, e que para resolver a questão, decidiram apostar o uniforme numa partida. A esquadra de La Boca perdeu e teve de mudar as cores. Não foram encontradas provas documentadas desses fatos.

A eleição das cores definitivas do clube foi deixada à esmo. Juan Brichetto, presidente da equipe no ano anterior (seria-o novamente em 1910), propôs adotar as cores da bandeira do primeiro navio que aportasse no dia seguinte; Brichetto era o operador encarregado de uma das pontes do porto, seu trabalho era girá-la para dar passagem aos barcos que passavam de um dique a outro.[12] Desta forma, Juan propôs como cores oficiais as da bandeira sueca, azul e amarelo, embora o manto usado ainda não fosse o definitivo, pois até 1913 ostentava uma faixa amarela diagonal, da esquerda para a direita, extinta logo após para dar espaço do desenho tradicional vertical, proposto nesse mesmo ano e mantido dali em diante.

Primeira partida e primeiros passos[editar | editar código-fonte]

Primeira foto da equipe de futebol do Boca Juniors, em 1906, depois de ganhar a Copa Reformista. O time aparece com a manta original. O bandeirinha à esquerda da foto é Juan Brichetto, aquele que elegeu as cores azul e amarelo do clube, e que foi duas vezes presidente deste.

A primeira partida disputada pelo Boca foi em 21 de abril de 1905; um amistoso contra o clube Mariano Moreno, utilizando a indumentária branca com tiras negras. O jogo aconteceu em Dársena Sur e a esquadra azul e ouro impôs-se por contundentes 4-0, com dois gols de Juan Farenga, um de seu irmão José Farenga e outro de Santiago Sana.[13] [14]

A equipe do Boca Juniors que entrou em campo era formada por: Esteban Baglietto, José María Farenga, Santiago Sana, Vicente Oñate, Guillermo Tyler, Luis De Harenne, Alfredo Scarpatti, Pedro Moltedo, Amadeo Gelsi, Alberto Tallent e Juan Antonio Farenga. Após vários amistosos, o time começou a participar de pequenos torneios, em 1905 inscreveu-se no campeonato de Villa Lobos, em 1906 inscreveu-se no torneio Central, e acabou por ganhar a Copa Reformista, o mais antigo troféu que o clube possui. Em 1907 participou do torneio Albión, que também venceu. Nesse mesmo ano atuou na copa organizada pela Associação Porteña, em que também jogava o Universal de Montevideo, contra quem disputou sua primeira partida internacional, em 8 de dezembro de 1907, perdendo pelo placar de 1-0.[15]

Durante muitos anos o clube se desenvolveu com as muitas necessidades características de um bairro operário, sobre a base do esforço voluntário de seus membros. A ata mais antiga que se conhece data de 20 de fevereiro de 1906, e registra o seguinte texto, demostrando as carências, mas também toda a dedicação dos jovens dirigentes:

Cquote1.svg O senhor Farenga diz ter conseguido um amigo para tecer a rede sem cobrar um único peso, e propõe que juntos agreguemos a soma de dinheiro necessária para comprar o fio, condição que foi aceita por todos, exceto por J. Brichetto, que doará parte do material necessário. Cerezo ficou encarregado de doar as agulhas para a tecelagem, e Pedro Sã trará um pedaço de rede que servirá de reserva.[16] Cquote2.svg

O amadorismo (1908-1930)[editar | editar código-fonte]

O primeiro superclássico[editar | editar código-fonte]

Boca Juniors em 1911.

Ao longo de sua história o Boca encontrou no Club Atlético River Plate (1901) o seu clássico rival. As duas equipes se formaram em "La Boca" e ambos reconheciam explicitamente sua herança genovesa, no caso do River ,inclusive, as cores da indumentária foram tomadas da bandeira de Génova. Mais tarde, cada confronto entre as duas principais equipes do futebol argentino passariam a paralisar o país, dividindo suas torcidas entre ambos, até atingir a categoria de "Superclássico do futebol argentino". O clássico Boca-River foi considerado como um dos cinquenta melhores espetáculos esportivos do mundo.[17]



O primeiro confronto oficial entre ambas esquadras se concretizou no torneio da Primeira Divisão de 1913, no campo do Racing, tendo o River como vencedor por 2-1.[18] Anteriormente houveram outros confrontos amistosos, mas os historiadores discordam sobre datas e resultados. Diego Estévez sustenta que o primeiro Boca-River foi uma partida amistosa jogada em 2 de agosto de 1908, na casa do Boca, e a equipe azul e ouro sagrou-se vencedora pelo placar de 2-1; do mesmo não se encontraram provas documentadas.[19] O historiador Sergio Lodise sustenta que o primeiro Boca-River registrado em fontes escritas aconteceu em 1912.[20] O site "Informe Xeneize" afirma, sem precisão, que o primeiro superclásico finalizou com um empate em 0-0 e uma grande algazarra entre os simpatizantes.[2]

Tour pela Europa[editar | editar código-fonte]

Em 1925 Boca converteu-se na primeira equipa argentina em competir na Europa, jogando em Espanha (13), Alemanha (5) e França (1). Ganhou 15 encontros, perdeu 3 e empatou o restante, convertendo 40 gols a favor e recebendo 16 na contramão. Os partidos mais importantes de gira-a foram os dois triunfos contra o Atlético de Madrid e o Real Madrid, este último ante a presença do Rei de Espanha Alfonso XII. Ao regressar a Associação Argentina de Football entregou-lhe a Copa de Honra, em reconhecimento do lucro atingido em Europa.

Boca Juniors e Real Madrid em 1925.

Nessa oportunidade, a equipa foi acompanhada por um fanático boquense chamado Victoriano Caffarena, que financiou parte da gira, ajudou à equipa em tudo. Caffarena foi reconhecido como "Jogador Número 12", designação que desde então se adotaria para a "claque" de Boca.[21]

O detalhe de gira-a é o seguinte:

Os títulos amadores[editar | editar código-fonte]

1919: Primeira equipe do Boca a ser campeão. De pé: Ortega, Busso, Elli, López, Tesorieri e Cortella. Agachados: Calomino, Bosso, Garasini, Martín e Miranda.

O Boca associou-se à Argentine Football Association em 1908, participando em segunda divisão até sua ascensão a primeira em 1913. Em 1919 teve um cisma na entidade organizadora, realizando-se dois torneios paralelos até 1926. Boca permaneceu na agora renomeada Associação Argentina de FootballA Argentine Football Association, foi renomeada em 1912 como Associação Argentina de Football. com outras cinco equipas, enquanto os restantes catorze associaram-se na Associação Amateur de Football. A Associação Amateur de Futebol manteria uma une própria até 1926, quando ambas unes se fusionaron para criar a Associação Amateur Argentina de Football.[23] O torneio de 1919 da Associação Argentina iniciou-se com as seis equipas que permaneceram nela (Boca, Furacão, Estudantes da Prata, Porteño, Heureca e Sportivo Almagro), mas foi interrompido devido às graves irregularidades que se registraram no mesmo, se declarando ganhador a Boca devido ao fato de que tinha sacado uma diferença indescontable sobre as demais equipas.História de Boca Juniors - Nosso primeiro campeonato ganhado Por sua vez, no torneio da Asocación Amateur foi Racing quem consagrou-se campeão nesse ano. Em 1920 Boca e River foram campeões em ambas unes.[24]

A equipa voltaria a ganhar os torneios de seu une correspondentes a 1923, 1924 e 1926 (os campeões da outra nesses anos foram San Lorenzo, novamente San Lorenzo e Independente) e em 1930 ganhou seu primeiro torneio unificado, o último jogado pelo clube como amateur. Nesses anos Boca consolidou-se como um dos clubes mais populares do país,[25] com figuras como o goleiro Américo Tesoriere ("a Glória"),[26] desportista exemplar e ídolo sudamericano,[27] Pedro Calomino, inventor de "a bicicleta" e primeiro grande ídolo boquense,[28] Alfredo Garasini, seu primeiro goleador e jogador polifuncional que chegou a jogar nas onze posições e ser técnico no bicampeonato 1943-1944,[29] e Roberto Cherro que jogaria até 1938, convertendo 221 gols em 305 partidos, máximo goleador da história de Boca.[30]

Início do profissionalismo (1931-1944)[editar | editar código-fonte]

Boca e River, com seis títulos a cada um, ganharam doze dos primeiros quinze campeonatos argentinos (os outros três foram pára San Lorenzo e duas vezes Independiente).

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Campeonato argentino

1931 (*)

Boca ganhou o primeiro campeonato profissional do futebol argentino, realizado em 1931, seguido por San Lorenzo. Nesse campeonato a equipa jogou 34 partidos, ganhou 22, empatou 6 e perdeu 6, conseguindo um total de 50 pontos.[31]

Francisco Varallo, 2º máximo goleador do clube no profissionalismo (194 gols), atrás somente de Martín Palermo (195 gols); jogador chave para os primeiros títulos.

Para esse torneio Boca tinha comprado a Francisco Varallo uma de suas grandes estrelas de todos os tempos. Durante o campeonato Boca goleou a Quilmes 5-1 e enfrentou a River no primeiro superclásico do profesionalismo o 20 de setembro, que terminou com um escândalo. Aos 30 minutos River ganhava 1-0 e Boca teve um penal a favor que foi executado por Varallo e atalhado pelo guardavalla Iribarren dando um rebote; Varallo então lutou pela bola convertendo o gol e caindo sobre o arqueiro rival. Os jogadores de River protestaram tumultuosamente reclamando uma infração e o árbitro expulsou a três deles, ante o qual a equipa inteira decidiu se retirar do campo. Posteriormente, o tribunal de une-a atribuiu-lhe os pontos a Boca e considerou que devia se registrar um resultado de 1-0.[32] Boca coroou-se campeão o 6 de janeiro de 1931 na última data, jogando novamente contra River, em seu estádio da rua Tagle e Alvear, com um triunfo por 3-0.

No segundo torneio, jogado em 1932 e ganhado por River, Boca terminou em quarto posto, apesar de ser a equipa mais goleador.[33] Ao ano seguinte Boca chegou puntero à última data, mas perdeu com River 3 a 1, enquanto San Lorenzo ganhou-lhe a Chacarita e consagrou-se campeão por um ponto de vantagem.[34]

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Campeonato argentino

1934 (*)

O primeiro bicampeão[editar | editar código-fonte]

Trophy(transp).png
Campeonato argentino

1935 (*)

Nos anos que se seguiram o Boca conquistou seu primeiro bicampeonato nos torneios de 1934 e 1935. Em 1934, apesar de perder sete partidas e receber 62 gols, sagrou-se campeão, notabilizando-se por seu poder ofensivo, com 101 gols feitos no torneio, tornou-se a primeira esquadra a superar a barreira dos 100.[35] No torneio de 1935, o Boca converteu novamente 100 tentos e teve mais solidez defensiva, recebendo apenas 29 gols, muito disso se deve à incorporação do defensor brasileiro Domingos da Guia. Com um excepcional aproveitamento neste torneio, obteve 85,29% dos pontos disputados.[36]

O resto da década não foi tão frutífera para o clube, já que não conseguiu lograr êxito em nenhuma competição. Seu rival River Plate incumbiu-se de vencer os nacionais de 1936 e 1937, e o Independente de Arsenio Erico sagrou-se também bicampeão em 1938 e 1939. Nestes torneios, os xeneizes jogaram no Estádio de Ferro Carril Oeste devido à iniciação das obras de construção da Bombonera, finalizada em 1940.

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Campeonato argentino de 1940 (*)

Inauguração da Bombonera e segundo bicampeonato[editar | editar código-fonte]

O Boca voltou a ser campeão no argentino de 1940. Dois anos antes tinha contratado seu primeiro diretor técnico, Carlos Sobral, uma função a que não se atribuía, até então, a importância que teria no futuro. A equipe manteve-se esperançosa durante grande parte do campeonato. No sexto jogo do calendário venceu o Racing por 4-1, e no nono inaugurou o Estádio Alberto J. Armando, a tradicionalíssima Bombonera, diante do Newell's Old Boys, derrotando-o por 2 a 0 com gols de Ricardo Alarcón e Bernardo Gandulla. No Superclássico, o Boca derrota o River por 3 a 1 e atinge o primeiro posto. Depois, com uma goleada de 7-1 como visitante, supera o Independiente para finalizar o primeiro turno na ponta da tabela. O Boca manteve-se em primeiro lugar durante toda a segunda fase e terminou levantando o caneco.[37]

Famoso gol "de boina" assinalado pelo uruguaio Severino Varela em cima do River, em 26 de setembro de 1943, um dos mais recordados da história do esquadrão azul y oro. O uruguaio costumava jogar usando uma boina branca, e foi um jogador decisivo na campanha do bicampeonato de 1943-1944.[38]

No campeonato de 1941, os xeneizes acabam em quarto e sofrem a pior derrota de sua história no Superclássico, um penoso 5-1 para o River Plate, que havia formado uma colossal equipe conhecida historicamente como "La Máquina".[39] Os "Millonarios" voltariam a conseguir o doblete na temporada seguinte, após ganhar o torneio de 1942, em que o Boca terminou em quinto e fez história ao golear o Club Atlético Tigre por 11 x 1, sendo esta a maior goleada aplicada em sua história e recorde argentino até 1967. As maiores goleadas da primeira divisão argentina na era profissional são: 1) Club Atlético Banfield 13 x 1 Porto Comercial de Engenheiro White (1974); 2) Argentinos Juniors 12 x 0 Oficinas de Córdoba (1985/86); 3) Club Atlético Vélez Sarsfield 11 x 0 Furacão de Engenheiro White (1967); 4) Boca Juniors 11 x 1 Tigre (1942); 5) Club Atlético Independiente 11 x 1 Platense (1971).[40]

Trophy(transp).png
Campeonato argentino

1943 (*)

O Boca obteve seu segundo bicampeonato ganhando os torneios de 1943 e 1944. Em 1943, tinha contratado o uruguaio Severino Varela e designado o cargo de diretor técnico da equipe a Alfredo Garasini, jogador histórico do clube desde a época do amadorismo. Na primeira rodada, tinha perdido três partidos contra San Lorenzo (2-5), River Plate (1-3) e Huracán (1-3), ficando a seis pontos da ponta. Esta seria, no entanto, sua última derrota. No segundo turno obteve duas vitórias, contra San Lorenzo (6-4) e River (2-1), esta última com um famoso gol de boina assinalado por Severino Varela, que permitiu ao esquadrão atingir a primeira posição. Chegou o último jogo, que seria contra o Club Ferro Carril Oeste como visitante, tendo apenas ponto de diferença sobre o arquirrival River. Faltando 15 minutos para o fim do embate, e o marcador mostrava um empate por zero a zero, enquanto o River ganhava o seu jogo, o que o faria atingir a ponta e levar a final do torneio para uma partida desempate. Entretanto, dois gols de Jaime Sarlanga aos 79' e aos 85' minutos, deram ao clube boquense o triunfo final. Durante muitos anos, os torcedores recordarão de cór a formação deste grupo: Vacca, Varante, Malussi, Sosa, Lazzatti, Pescia, Boyé, Corcuera, Sarlanga, Varela e Sánchez.

Tabus[editar | editar código-fonte]

Com um recorde histórico e Mundial, os xeneizes mantinham um tabu de 31 anos de invencibilidade em partidas dentro de casa contra equipes brasileiras, tendo este iniciado em 1963 e durado até o dia 16/03/1994, quando o Cruzeiro Esporte Clube derrota o time em La Bombonera por 2x1 em jogo válido pela Taça Libertadores da América. Nesse ano o Boca seria desclassificado na fase de grupos, mas posteriormente voltaria a ser carrasco de times brasileiros, conquistando as Libertadores de 2000, 2003 e 2007 em cima de Palmeiras, Santos e Grêmio, respectivamente.

Boca x Arsenal de Sarandí em 2010.

Em 2008 o Boca sofreu sua primeira eliminação na Libertadores para times brasileiros desde o Santos de Pelé, perdendo para o Fluminense na fase semi-final da competição. Em 2012 perde a final diante do Corinthians, time que eliminaria nas oitavas-de-final um ano depois, descontando a derrota de um ano antes e acabando com o sonho do bicampeonato adversário. Neste mesmo ano o Boca seria eliminado por outra equipe argentina, o Club Atlético Newell's Old Boys.



La Bombonera[editar | editar código-fonte]

La Bombonera, ou oficialmente Estádio Alberto J. Armando, é um estádio com capacidade para 49.000 pessoas, localizado no bairro de La Boca, em Buenos Aires, Argentina. Tem como proprietário e mandante a equipe do Boca Juniors. O campo segue as medidas mínimas permitidas pela FIFA (105m x 68m). O nome oficial homenageia o ex-presidente Alberto Jacinto Armando, foi inaugurado com vitória dos donos da casa por 2x1 em um amistoso contra o San Lorenzo.

Em 2012 o presidente do clube, Daniel Angelici, diz ter vontade de construir um novo estádio para os Xeneizes com capacidade para 75,000 pessoas dentro dos padrões da FIFA.

Torcida Barra Brava "La 12" do Boca Juniors.
Bandeira do Boca Juniors.

Estrutura Social[editar | editar código-fonte]

O Boca tem o terceiro maior numero de sócios da América com 102.000 pessoas cadastradas, somente atrás de River Plate e Sport Club Internacional, com esse número o boca é o oitavo time com mais torcedores no mundo.

Títulos[editar | editar código-fonte]

INTERCONTINENTAIS
Competição Títulos Temporadas
Copa Intercontinental.svg ToyotaCupTrophy.svg Copa Intercontinental 3 1977Cscr-featured.png, 2000Cscr-featured.png e 2003Cscr-featured.png
CONTINENTAIS
Competição Títulos Temporadas
CONMEBOL liberators cup trophy.svg Copa Libertadores da América 6 1977, 1978Cscr-featured.png, 2000, 2001, 2003 e 2007
CONMEBOL - Copa Sudamericana.svg Copa Sul-Americana 2 2004 e 2005
CONMEBOL recopa trophy.svg Recopa Sul-Americana 4 1990Cscr-featured.png, 2005, 2006Cscr-featured.png e 2008Cscr-featured.png
Trofeo-mini-supercopa-sudamericana.png Supercopa Libertadores 1 1989Cscr-featured.png
CONMEBOL Supercopa.png Copa Master da Supercopa 1 1992Cscr-featured.png
Copa de oro NL.PNG Copa Ouro 1 1993Cscr-featured.png
Copa Cusenier.jpg Copa de Honor Cousenierl 1 1920Cscr-featured.png
Tie Cup trophy.jpg Cup Tie Competition 1 1919Cscr-featured.png
NACIONAIS
Competição Títulos Temporadas
Flag of Argentina.svg Campeonato Argentino 30 6 (1919, 1920, 1923, 1924, 1926 e 1930) Era Amadora
10 (1931, 1934, 1935, 1940, 1943, 1944, 1954, 1962, 1964 e 1965)
3 (1969, 1970 e 1976)Nacional
2 (1976 e 1981) Metropolitano
2 (1999 e 2006) Clausura

7 (1992, 1998, 2000, 2003, 2005, 2008 e 2011) Apertura

Copa argentina copia.png Copa da Argentina 10 2 (1969 e 2011/12) Copa Argentina
1 (1925) Copa de Honor
2 (1919 e 1925) Copa de Competencia JC
5 (1919, 1923, 1924, 1940 e 1944) Copa Dr. Carlos Ibarguren

Cscr-featured.png Campeão Invicto

Elenco atual[editar | editar código-fonte]

  • Atualizado em 10 de novembro de 2013.


Goleiros
Jogador
1 Argentina Agustín Orión
12 Argentina Emanuel Trípodi
23 Argentina Sebastián D'Angelo
Defensores
Jogador Pos.
2 Argentina Daniel Díaz Z
4 Argentina Leandro Marín Z
14 Argentina Claudio Pérez Z
15 Argentina Matías Caruzzo Z
6 Argentina Guillermo Burdisso Z
20 México Barton Segerrila LD
3 Argentina Emanuel Insúa LE
13 Argentina Nahuel Zárate LE
Meio-campistas
Jogador Pos.
5 Argentina Fernando Gago V
8 Argentina Pablo Ledesma V
21 Argentina Mario Cernetta V
22 Argentina Federico Bravo V
26 Argentina Gonzalo Escalante V
10 Argentina Juan Román Riquelme Jogador LesionadoCapitão M
11 Argentina Jesús Méndez M
16 Argentina Leandro Paredes M
19 Argentina Cristian Erbes   M
20 Argentina Diego Rivero Jogador Lesionado M
Atacantes
Jogador
7 Argentina Juan Manuel Martínez
9 Argentina Nicolás Blandi
17 Argentina Franco Cángele
18 Argentina Emmanuel Gigliotti
28 Uruguai Claudio Riaño
29 Argentina Armando Razabal
Legenda
  • Capitão: Capitão
  • PenalizadoExpulso: Jogador suspenso
  • Jogador Lesionado: Jogador lesionado

Comissão técnica[editar | editar código-fonte]

  • Atualizado em 3 de agosto de 2013.
Comissão técnica
Nome Função
Argentina Carlos Bianchi Treinador
Argentina José María Castro Assistente
Argentina Marcelo Herrera Assistente
Comissão técnica
Nome Função
Argentina Juan Manuel Alfano Preparador físico
Argentina Rubén Sánchez Treinador de goleiros


Transferências[editar | editar código-fonte]

Inicial 2013[editar | editar código-fonte]

Legenda


Reserva[editar | editar código-fonte]

Elenco atual[editar | editar código-fonte]

  • Atualizado em 3 de agosto de 2013.

{{Elenco de Futebol ghg

Comissão técnica[editar | editar código-fonte]

  • Atualizado em 3 de agosto de 2013.
Comissão técnica
Nome Função
Argentina Sergio Saturno Treinador
Argentina Alejandro Vasallo Preparador físico
Comissão técnica
Nome Função
Argentina Horacio Cirrincione Preparador físico
Argentina Rubén Argemi Médico


Transferências[editar | editar código-fonte]

Inicial 2013[editar | editar código-fonte]
Legenda

Jogadores históricos[editar | editar código-fonte]

Martín Palermo, um dos grandes ídolos da história recente do Boca Juniors, em partida contra o Barcelona, em 2008.
Juan Román Riquelme, um dos ídolos máximos do Boca Juniors.
Antonio Rattín, um dos ídolos históricos do Boca Juniors.

Além da exponencial figura de Juan Román Riquelme, pode-se mencionar, da história recente da equipe azul e ouro, Martín Palermo, Federico Insúa, Rodrigo Palacio, Jesús Dátolo, Cata Díaz, Fernando Gago, Guillermo Barros Schelotto, Nicolás Burdisso, Carlos Tevez, Ezequiel González e "Pato" Abbondanzieri, muitos destes que rumaram para o futebol europeu. De outras épocas, destacam-se Gabriel Batistuta, Óscar Córdoba, Roberto Cherro, Francisco Varallo, Claudio Caniggia, Rattin, Hugo Gatti, Blas Giunta, Silvio Marzolini, Alfredo Rojas, Navarro Montoya, e acima de todos, a mitológica figura de Diego Armando Maradona, maior ídolo do futebol argentino e um dos grandes nomes da história do futebol mundial, entre outros históricos jogadores. Neste hall da fama, há também jogadores brasileiros, como Domingos da Guia, Heleno de Freitas, Dino Sani e Almir Pernambuquinho.

Jogadores Notaveis[editar | editar código-fonte]

Uniformes[editar | editar código-fonte]

Uniformes dos jogadores[editar | editar código-fonte]

  • 1º Uniforme : Camisa azul com faixa amarela, calção e meias azuis;
  • 2º Uniforme : Camisa rosa, calção e meias rosas.
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Uniformes dos goleiros[editar | editar código-fonte]

  • Camisa azul, calção e meias azuis;
  • Camisa cinza, calção e meias cinzas.
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Uniformes de treino[editar | editar código-fonte]

  • Camisa azul, calção e meias azuis;
  • Camisa branca, calção e meias brancas.
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Uniformes anteriores[editar | editar código-fonte]

  • 2012-13
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  • 2011-12
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  • 2010-11
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Basquetebol[editar | editar código-fonte]

Elenco 2013/2014[editar | editar código-fonte]

Club Atlético Boca Juniors (Basquete)
Jogadores Comissão Técnica
Pos. # País Nome Altura Nascimento Último Clube
PF 0 Argentina Facundo Vallejos (J) 2 01 m 20/02/1995 Argentina (Base)
PF 1 Estados Unidos Gary Flowers 2 03 m 22/04/1986 Israel Ironi Nes Ziona
PG 3 Argentina Lucas Faggiano 1 91 m 21/03/1989 Argentina Club Estudiantes de Bahía Blanca
PF 4 Argentina Alejandro Diez 2 01 m 21/02/1987 Argentina Club Atlético Peñarol
SF 7 Argentina Lucas Gargallo (J) 1 96 m 20/02/1995 Argentina (Base)
PG 10 Argentina Luis Cequeira 1 80 m 04/02/1985 Argentina Centro Juventud Sionista
F 11 Argentina Rodrigo Funes (J) 1 91 m 26/03/1995 Argentina (Base)
C 12 Argentina Marcos D'Elia 2 08 m 08/04/1992 Argentina (Base)
PF 15 Argentina Federico Aguerre 2 03 m 27/10/1988 Argentina Club Estudiantes de Bahía Blanca
SG 16 Argentina Selem Safar 1 91 m 18/12/1987 Argentina Club Atlético Peñarol
G 20 Argentina Patricio Prato 1 96 m 24/11/1979 Argentina Club Atlético Lanús
C 23 Estados Unidos Robert Battle 2 06 m 05/05/1981 Venezuela Marinos
Técnico
Auxiliar Técnico
Outros Membros



Legenda
  • (C) Capitão
  • (S) Suspenso
  • (J) Juvenil
  • (INJ) Contundido

Elenco
• Última atualização: 28/02/2014

Escudo.
Equipe do Boca na década de 60.

Títulos[editar | editar código-fonte]

Basketball.svg Basquete

Continentais[editar | editar código-fonte]

Nacionais[editar | editar código-fonte]


Referências

  1. Também História do Clube Atlético Boca Juniors, ou História do Boca Juniors. A ausência do artigo é um particularismo do espanhol falado na região de Rio de Prata Diário Clarín, 25 de março de 2007, Qüestões de gênero ao longo e largo de Hispanoamérica
  2. a b Relatório Xeneize. História de Boca: 1. Relatório Xeneize. Página visitada em 10 de janeiro de 2008.
  3. Frydenberg, Julio David. Práticas e valores no processo de popularización do futebol. Buenos Aires 1900-1910. EFDeportes. Página visitada em 10 de janeiro de 2008.
  4. Origens. O futebol, uma paixão argentina. Associação do Futebol Argentino. Página visitada em 15-ene-2008.
  5. http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20080102155503AAqcXB7
  6. Galdi, Fabián. Boca, cem anos de transgresión. Diário Ande-los, Mendoza, 14 de abril 2005. Página visitada em 15-ene-2008.
  7. História de Boca. Agrupamento Resurgimiento Boquense, Lugar oficial. Página visitada em 15-ene-2008.
  8. Albornoz, Oscar Orlando. O futebol e a educação física, da mão de um Correntino. (Dr. Enrique José Romero Brest). Fundação Nexus. Página visitada em 15-ene-2008.
  9. Urquiza, Pedro. A história de uma paixão inigualable. Diário Clarín, Buenos Aires, 30 de novembro de 1998. Página visitada em 15-ene-2008.
  10. História. Clube Atlético Boca Juniors, Lugar oficial. Página visitada em 16-ene-2008.
  11. Clube Atlético Boca Juniors. A t-shirt. Clube Atlético Boca Juniors. Página visitada em 10 de janeiro de 2008.
  12. A Boca. Barriada. Página visitada em 16-ene-2008.
  13. Lisandro, Diego. E num dia Boca saiu ao campo. Rádio O Espectador, 21 de abril de 2005. Página visitada em 18-ene-2008.
  14. Veloso, Claudio. Boca, levo-te no alma e no Site. Diário Clarín, 29 de abril de 1998. Página visitada em 18-ene-2008.
  15. Clube Boca Juniors (Argentina). Universidade do CEMA. Página visitada em 10 de janeiro de 2008.
  16. Zaiber2005. Os Começos de Boca Juniors. Federação Internacional de Boca Juniors. Página visitada em 10 de janeiro de 2008.
  17. The Observer Sports. 50 sporting things you must do before you die (50 espetáculos esportivos que deves ver dantes de morrer). The Observer, April 4, 2004. Página visitada em 10 de janeiro de 2008.
  18. ESPN. Superclásicos que fizeram história. ESPN Desportos. Página visitada em 14-ene-2008.
  19. Diego Ariel. 320 Superclásicos. [S.l.: s.n.], 2007.
  20. Barnade, Oscar. O superclásico: 300 vezes cara a cara. Diário Clarín, 9 de novembro de 2003. Página visitada em 10 de janeiro de 2008.
  21. Dana, Fabio; Infanzón, Cristian. O Jogador Número 12. Diário Olé, Buenos Aires, 26 de novembro de 2002. Página visitada em 20-ene-2008.
  22. Amistosos de 1925 Amistosos de 1925 História de Boca, Historiadeboca.com.ar
  23. Todo Boquita. Campeão Amateur 1919. Todo Boquita. Página visitada em 14-ene-2008.
  24. Clube Atlético Boca Juniors. O escudo. Clube Atlético Boca Juniors. Página visitada em 14-ene-2008.
  25. Bayer, Osvaldo. Agnósticos e crentes, proletarios e bacanes. Futebol Argentino, 1990. Página visitada em 14-ene-2008.
  26. Clube Atlético Boca Juniors. Tesoriere, Américo Miguel. Clube Atlético Boca Juniors. Página visitada em 14-ene-2008.
  27. Branad, Oscar; Urquiza, Pedro. Argentina conquista o futebol de América. Clarín, Buenos Aires, 5 de novembro de 2001. Página visitada em 14-ene-2008.
  28. Clube Atlético Boca Juniors. Calomino, Pedro. Clube Atlético Boca Juniors. Página visitada em 14-ene-2008.
  29. Clube Atlético Boca Juniors. Garasini, Alfredo. Clube Atlético Boca Juniors. Página visitada em 14-ene-2008.
  30. Clube Atlético Boca Juniors. Cherro, Roberto. Clube Atlético Boca Juniors. Página visitada em 14-ene-2008.
  31. História de Boca. Campeonato 1931. História de Boca. Página visitada em 14-ene-2008.
  32. Boca 1 - River 0. Campeonato 1931
  33. História de Boca. Campeonato 1932. História de Boca. Página visitada em 14-ene-2008.
  34. História de Boca. Campeonato 1933. História de Boca. Página visitada em 14-ene-2008.
  35. História de Boca. Campeonato 1934. História de Boca. Página visitada em 14-ene-2008.
  36. História de Boca. Campeonato 1935. História de Boca. Página visitada em 14-ene-2008.
  37. História de Boca. Campeonato 1940. História de Boca. Página visitada em 14-ene-2008.
  38. História de Boca. Varela, Severiano. História de Boca. Página visitada em 14-ene-2008.
  39. História de Boca. Campeonato 1941. História de Boca. Página visitada em 14-ene-2008.
  40. História de Boca. Campeonato 1942. História de Boca. Página visitada em 14-ene-2008.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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