Boca do Acre

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Município de Boca do Acre
"Bokacre"
Bandeira desconhecida
Brasão desconhecido
Bandeira desconhecida Brasão desconhecido
Hino
Fundação 22 de outubro de 1890
Gentílico bocacrense
Padroeiro(a) Santa Terezinha
Prefeito(a) Antonio Iran de Souza Lima (PSD)
(2013–2016)
Localização
Localização de Boca do Acre
Localização de Boca do Acre no Amazonas
Boca do Acre está localizado em: Brasil
Boca do Acre
Localização de Boca do Acre no Brasil
08° 45' 07" S 67° 23' 52" O08° 45' 07" S 67° 23' 52" O
Unidade federativa  Amazonas
Mesorregião Sul Amazonense IBGE/2008 [1]
Microrregião Boca do Acre IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Pauini e Lábrea
Distância até a capital 950 km
Características geográficas
Área 22 348,948 km² (BR: 51º)[2]
População 32 792 hab. (AM: 21º) –  IBGE/2013[3]
Densidade 1,47 hab./km²
Altitude 105 m
Clima equatorial Af
Fuso horário UTC-5
Indicadores
IDH-M 0,588 baixo PNUD/2010 [4]
PIB R$ 149 755 mil (AM: 16º) – IBGE/2009[5]
PIB per capita R$ 4 796,62 IBGE/2009[5]
Página oficial

Boca do Acre é um município brasileiro localizado no interior do estado do Amazonas. Pertencente à Mesorregião do Sul Amazonense e Microrregião do Purus, sua população, de acordo com estimativas do IBGE em 2011, era de 30 906 habitantes.[3] A origem do nome vem do fato de que a cidade se localiza na foz do rio Acre no rio Purus.

História[editar | editar código-fonte]

A cidade de Boca do Acre nasceu na confluência dos rios Acre e Purus. Em 3 de fevereiro de 1878 aportou na região o navio Anajás, de propriedade da Companhia de Navegação do Rio Amazonas, sob o comando do piloto Carepa, sendo o chefe da expedição o cComendador João Gabriel de Carvalho e Melo, vindo com o mesmo 56 cearenses, um amazonense, um paraense, um piauiense e um português.

O comendador João Gabriel de Carvalho e Melo, cearense que já havia adquirido fortuna na exploração da borracha, nos seringais do Baixo Purus, veio explorar as terras onde está situado hoje o município de Boca do Acre, até então desconhecidas. O comendador e seus companheiros localizaram-se em diversos pontos do território que hoje constitui o município. No local onde se acha situada a cidade, localizou-se Alexandre de Oliveira Lima, cognominado o Barão de Boca do Acre, o qual explorou grande área de terras. Na localidade de Vila de Floriano Peixoto (ex-Antimari), onde foi primitivamente a sede do município, localizaram-se Antônio Escolástico de Carvalho e Firmino Alves dos Santos. A região era então habitada pelos índios apurinãs, jamamadis, catukinas, jumas, palmaris e mamoais.

Em 22.10.1890, pelo Decreto Estadual nº 67, são criados município e comarca, com a denominação de Antimarí. Em 10.04.1891, pela Lei nº 95, foi criada a comarca do município. Em 28.01.1895 pela Lei Estadual nº 110, são extintos o município e a comarca. Em 15.05.1897, pela Lei Estadual nº 166, ambos são restabelecidos, mas com nova denominação: Floriano Peixoto, verificando-se a sua reinstalação a 1º de agosto do mesmo ano. Em 18.09.1902, pela Lei Municipal nº 8, é criado o distrito de Boca do Acre. Em 05.11.1921, pela Lei Estadual nº 1.126, é suprimida novamente a Comarca de Floriano Peixoto. Em 04.01.1926, pela Lei Estadual nº 1.233, é restaurada Comarca de Floriano Peixoto. Em 02.05.1934, pelo Ato nº 3.462, a sede do município é transferida para o distrito Boca do Acre, que recebeu a categoria de vila Em 31.03.1938, pelo Decreto-Lei Estadual nº 68, o município de Floriano Peixoto passa a denominar-se Santa Maria da Boca do Acre. Em virtude do Decreto-Lei nº 176, de 1º de Dezembro do mesmo ano, que fixou o quadro territorial do Estado em 1943, o município e o Distrito de Santa Maria da Boca do Acre passaram a denominar-se simplesmente Boca do Acre

Localizado em terras baixas, as circunstâncias naturais obrigaram o então governador do Estado Cel. Valter de Andrade, à transferir a sede do município para o Platô do Piquiá, com alusão a uma nova cidade, que se chamaria de Valterlândia em homenagem ao seu fundador.

Na década de 70, o município atravessou uma fase de grandes transformações: populacional e econômica. A corrida por novas terras, poderia ser para os que viam só sul, sudeste e centro-oeste, um novo eldorado. O Banco do Brasil se instalou no município, oferecendo a realização dos sonhos da produção. A exploração da castanha e da borracha, em decadência, mas ainda viva, se misturava ao embalo financeiro, trazido pelos investimentos dos novos habitantes.

Geografia[editar | editar código-fonte]

  • Temperatura média: 30°C
  • Acesso: Via Terrestre, Via Fluvial
  • Vegetação dominante: classificada como floresta tropical densa.
  • Hidrografia: a rede hidrográfica do município pertence à bacia do rio Purus, que tem como afluentes principais os rios Inauini e Pauini, além de vários igarapés, todos à margem esquerda. Dentre os igarapés podem-se destacar o Capana, São Francisco, Igarapé Preto, São Domingos e Igarapé Grande.

Economia[editar | editar código-fonte]

A economia de Boca do Acre se baseia na pecuária. O município não apresenta significativas indústrias e possui um setor de serviços pouco desenvolvido, característico de subdesenvolvimento. Mesmo sendo município do Amazonas, é altamente dependente da capital do Acre, Rio Branco.

População[editar | editar código-fonte]

Com uma população de 30 906 habitantes, de acordo com dados do IBGE,[3] possui um nível regular de desenvolvimento humano, comparado a outros municípios do estado do Amazonas. Este fato é explicado devido à grande quantidade de habitantes de classe média, não sendo encontrado lá nem riqueza e nem miséria.

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

  • Conhecido por eleições disputadas principalmente longe das urnas, com casos de violência e intolerância ideológica;
  • Possui uma das maiores criações de gado de corte do estado (AM), estando atrás apenas do município de Parintins;
  • É formada por duas regiões distintas separadas por 6 km de distância: Platô do Piquiá, mais desenvolvida, sendo a sede do município, e Cidade baixa, imperado pela falta de desenvolvimento e poucos investimentos na economia;
  • Um dos pouquíssimos municípios do Brasil sem aeroporto funcional;

Eventos[editar | editar código-fonte]

  • Arraial da Paróquia de São Pedro (realizado no mês de junho)
  • Festival de Praia (Realizado no mês de agosto)
  • Festival da Canção Inédita do Purus – FECAP(quando é realizado)
  • Aniversário do Município (21 a 22 de outubro)
  • Festa da Igreja Assembleia de Deus (realizado no mês de Agosto)

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 de dezembro de 2010.
  3. a b c Estimativa Populacional 2013 (PDF). Censo Populacional 2013. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1º de julho de 2013). Página visitada em 29 de agosto de 2012.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Página visitada em 09 de setembro de 2013.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2005-2009. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 18 de junho de 2012.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Página oficial [1]