Bodocó

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Município de Bodocó
"A Terra do Leite e do Queijo"
Bandeira de Bodocó
Brasão desconhecido
Bandeira Brasão desconhecido
Hino
Aniversário 12 de junho
Fundação 1924
Gentílico bodocoense
Prefeito(a) Danilo Rodrigues (PSB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Bodocó
Localização de Bodocó em Pernambuco
Unidade federativa  Pernambuco
Mesorregião Sertão Pernambucano IBGE/2008[1]
Microrregião Araripina IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes ao norte com Santana do Cariri e Araripe (ambas no estado do Ceará), ao sul com Parnamirim, a leste com Exu e Granito e a oeste com Ipubi e Ouricuri.
Distância até a capital 640 km
Características geográficas
Área 1 553,853 km² [2]
População 36 783 hab. IBGE/2013[3]
Densidade 23,67 hab./km²
Altitude 443 m
Clima Semiárido Bsh
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,565 baixo PNUD/2010[4]
PIB R$ 173 500 mil IBGE/2011[5]
PIB per capita R$ 4 898 08 IBGE/2011[5]
Página oficial

Bodocó é um município brasileiro do estado de Pernambuco.

O município é formado por três distritos: a Sede; o segundo distrito, Claranã, formado por Vila Sipaúba e Vila Jardim (sendo a primeira a sua sede); e o terceiro distrito, formado por Vila Feitoria, Vila Né Camilo e Povoado de Cacimba Nova.

História[editar | editar código-fonte]

Bodocó foi o segundo distrito do município de Granito (Pernambuco), fundado no início do século XX por Antonio Peixoto de Barros. Em 1924, é elevado à categoria de primeiro distrito, assim, Granito deixa de ser sede e passa a ser distrito de Bodocó. Em 1934, com a extinção do distrito de Leopoldina, o território foi dividido entre Bodocó (então Granito), Salgueiro e Serrinha (hoje Serrita). Pelo decreto lei estadual nº92, de 31 de março de 1938, o município de Granito passa a se denominar Bodocó.

Topônimo[editar | editar código-fonte]

O topônimo Bodocó é de origem incerta. Há agumas versões: a primeira afirma ser devido à abundância da planta aquática de nome Bodocó; a segunda atribui o nome a uma tribo indígena de nome Bodorocó, cuja existência carece de registros. Por fim, aponta-se a existência do riacho Bodocó, afluente do rio Brígida.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localiza-se a uma latitude 07º46'42" sul e a uma longitude 39º56'28" oeste, estando a uma altitude de 443 metros. Sua população estimada em 2009 era de 34.988 habitantes.

O município está incluído na área geográfica de abrangência do semiárido brasileiro, definida pelo Ministério da Integração Nacional em 2005.[6] Esta delimitação tem como critérios o índice pluviométrico, o índice de aridez e o risco de seca.

Relevo[editar | editar código-fonte]

O município localiza-se em sua maior parte na unidade geoambiental das Chapadas Altas. Parte da área do município, a sul, localiza-se na unidade geoambiental da Depressão Sertaneja.

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima é semiárido.

Vegetação[editar | editar código-fonte]

A vegetação nativa é composta por caatinga.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

O município situa-se na bacia hidrográfica do rio Brígida. Seus principais tributários são os riachos Sipauba, do Olho d’ Água, Tucano, Sto. Antônio, do Pombal, Gravatá, do Mel, do Camaleão, do Aço, da Volta, Umburana, do Ferreiro, do Manoino, do Algodão, do Lopes, do Caracui, das Letras, Cacimbas, da Garça ou Logradouro e da Selada, todos de regime intermitente. O município conta ainda com o açude Lopes II (23.935.360 m³).

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

A cidade é mencionada na canção "Coroné Antônio Bento", que integra o primeiro LP de Tim Maia, de 1970. A música conta a história do casamento da filha de um "coronel", que dispensa o sanfoneiro e chama um músico do Rio de Janeiro para animar a festa. A canção é de autoria de Luis Wanderley e João do Vale.

A cidade também consta na música de Luiz Gonzaga - Pau de Arara

"Quando eu vim do sertão, seu moço, do meu Bodocó, a malota era um saco e o cadeado era um nó, só trazia a coragem e a cara, viajando num pau de arara, eu penei, mas aqui cheguei"

Trecho da Música Pau de Arara (Luiz Gonzaga e Guio de Moraes)

Distritos[editar | editar código-fonte]

Por causa do abandono que vem sofrendo há décadas[carece de fontes?], o segundo e o terceiro distritos pleiteam sua emancipação política desde 2008, o que causa polêmica na região. A Comissão Pró-Emancipação de Claranã (CPEC) é o principal grupo responsável por este projeto, que se encontra nas mãos do deputado estadual Raimundo Pimentel [1].

No momento, a população aguarda ansiosa a votação da PEC-13 (Proposta de Emenda Constitucional), que tem como objetivo alterar os critérios de emancipações políticas, podendo com isso reiniciar as emancipações pelo Brasil[carece de fontes?].or do cata

Bodocó está passando por um processo de transformação[carece de fontes?]. Anteriormente, somente o executivo municipal era tido como intermediário em assuntos relativos a políticas públicas. Hoje, pela primeira vez que se tem conhecimento em 86 anos de existência do 2º e 3º distritos de Bodocó, deputados discutem na Assembléia Legislativa de Pernambuco, projetos, indicações e requerimentos voltados especificamente para a melhoria da qualidade nestes distritos. A CPEC, tendo como presidente Elismar Rodrigues, tem promovido a articulação de reuniões e contatos importantes que levaram a realização do Projeto de Lei Ordinária Nº 1159/2009 (enviada para publicação) no dia 4 de agosto de 2009 pelo deputado Raimundo Pimentel. No momento, o projeto se encontra na Comissão de Negócios Municipais em tramitação, aguardando que outros projetos de leis se concretizem, os quais poderão dar condições de distritos voltarem a se emancipar no Brasil. O presidente assumiu a liderança da comissão no dia 28 de dezembro de 2008, eleito por aclamação na Associação de Moradores, sendo aprovado por unanimidade. Desde então vem fazendo o que é possível no que tange a assuntos direcionados a emancipação. Faz um excelente trabalho em termos de esclarecimento e conscientização da população do quanto é importante esse projeto. A Comissão CPEC sabedora que esse projeto não tem data prevista para vigorar buscou apoio no sentido de trazer desenvolvimento para estas localidades como postos policiais, torre para celular, ensino médio, segurança e outras políticas públicas necessárias e de fundamental importância para o bem estar dessas pessoas. Em reunião com João Fernando, 1º Secretário do Estado de Pernambuco, em julho de 2009, a comissão relatou das dificuldades e carência dessas políticas nessa região. Desde então, o mesmo se propôs a ajudar no que fosse possível, a prova do seu interesse é que no ano de 2009 e 2010 fez inúmeras indicações intercedendo pelo município de Bodocó, sinalizando dessa forma querer ajudar essas localidades. Projetos, requerimentos e indicações podem ser visualizados no site da Assembléia Legislativa de Pernambuco e no blog: http://informativoclarana.blogspot.com/. O presidente da CPEC vem acompanhando os processos de emancipações e projetos de Leis que tratam do assunto através da internet, contatos com outros movimentos emancipacionistas e da mídia, repassando mensalmente as informações para os leitores, deixando a população esclarecida e consciente desse processo através do Informativo Claranã.

Deve-se lembrar também do senhor José Gomes de Sá (que empresta seu nome a uma das praças da cidade), que teve fundamental importância no comércio e na religião, tendo sido o introdutor do catolicismo na cidade. Seus restos mortais estão enterrados na capela por ele construída, localizada no centro da cidade. José Gomes de Sá é o patriarca de uma grande família que se espalhou por todo o Nordeste, e que ainda possui descendentes neste município como o militar João Teles de Sá (filho) e o advogado Ricardo Teles (neto).

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Estimativa Populacional 2013. Censo Populacional 2013. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (outubro de 2013). Página visitada em 23 de outubro de 2013.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Página visitada em 03 de agosto de 2013.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2011. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 18 dez. 2013.
  6. Ministério da Integração Nacional, 2005. Nova delimitação do semiárido brasileiro.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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