Body art

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Do ponto de vista estilístico, várias culturas, do presente e do passado, foram precussoras no cultivo da arte corporal. Na fotografia vê-se Elaine Davidson e suas intervenções corporais com os piercings.

A Body Art (do inglês, arte do corpo) é uma manifestação das artes visuais onde até o corpo do próprio artista pode ser utilizado como suporte ou meio de expressão. Surgiu no final da década de 60 como uma das mais populares e controvertidas formas de arte a se disseminar.[1]

Em uma abordagem mais específica, surgiu como reação à impessoalidade da arte conceitual e do minimalismo, em análise mais ampla tem sido considerada um prolongamento destes.[1]

O espectador pode atuar não apenas de forma passiva mas também como voyeur ou agente interativo. Via de regra, as obras de Body art, como criações conceituais, são convidam: à reflexão, ao enfado, ao choque, ao distanciamento ou ao riso.[1]

Foi na década de 1960 que essa forma de arte se popularizou e se espalhou pelo mundo. Há casos em que a body art assume o papel de ritual ou apresentação pública, apresentando, portanto, ligações com o Happening e a Performance. Outras vezes, sua comunicação com o público se dá através de documentação, por meio de videos ou fotografia.[1]

Suas origens encontram referências na premissa de Marcel Duchamp em que "tudo pode ser usado como uma obra de arte", inclusive o corpo. Além de Duchamp, podem ser considerados precursores da Body art o francês Yves Klein, que usava corpos femininos como "pincéis vivos", o americano Vito Acconci, o italiano Piero Manzoni entre outros.[1]

Extremos da body art[editar | editar código-fonte]

Algumas das criações mais perturbadoras da body art foram realizadas durante protestos por direitos humanos relacionados à Guerra do Vietnã e a Watergate.[1]

Outros artistas criaram obras provocativas, que implicavam atos de automutilação e autoflagelação. Essas obras chegaram ao seu extremo com os ativistas de Viena (ou acionistas) e com o também austríaco Rudolf Schwarzkogler.[1]

O australiano Stelios Arcadioun n. 1946, vulgo Sterlac, em 2007, implantou sobre a pele do seu antebraço esquerdo uma orelha cultivada em laboratório.[1]

Referências

  1. a b c d e f g h Dempsey, Amy. Estilos, escolas e movimentos. Tradução: Carlos Eugênio Marcondes de Moura. São Paulo: Cosac & Naify, 2003. p. 244-246.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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