Boeing 787

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Boeing 787 Dreamliner
New Zealand PW-51.svg
Boeing 787-8 Dreamliner
Descrição
Tipo Avião comercial
Fabricante Boeing
País de Origem  Estados Unidos
Primeiro voo 15 de dezembro de 2009 (4 anos)
Quantidade produzida 170 (até julho de 2014)
Capacidade de
passageiros
210 - 330 passageiros
Custo unitário 787-8: US$206.8 milhões (2012)[1]
787-9: US$243.6 milhões (2012)[1]
Dimensões
Comprimento 57 - 63 metros
Envergadura 52 - 63 metros
Altura 17 metros
Pesos
Peso máx. decolagem 165.100 - 244.140 kg
Performance
Velocidade máxima Mach 0,85 / 914 km/h

O Boeing 787 Dreamliner é o avião comercial mais recente da construtora aeronáutica Boeing. Foi apresentado à imprensa, em Everett, WA, em 8 de julho de 2007, doze anos depois do 777. O primeiro foi entregue em 28 de setembro de 2011 à ANA - All Nippon Airways, que comprou 50 unidades. No dia de seu lançamento, mais de 670 unidades já haviam sido encomendadas por 48 companhias aéreas internacionais, fazendo dele o maior sucesso comercial da indústria aeronáutica mundial em todos os tempos. Substituirá os modelos 757 e 767 e será capaz de transportar de 200 a 350 passageiros, dependendo do modelo e da configuração do interior da aeronave.

É o primeiro avião comercial a ser fabricado primariamente com material compósito como a fibra de carbono. Planeado para ser uma aeronave de longo alcance, poderá fazer voos 'nonstop' entre cidades muito distantes, que nunca tiveram ligação direta. Prevê-se que o alcance médio do Boeing 787 seja de 6,5 mil quilómetros (modelo -3, de maior capacidade de passageiros) até 15 mil quilómetros (modelos -8 e -9).

O Boeing 787 é produzido com 50% de material compósito, 20% de alumínio, 15% de titânio, 10% de aço e 5% de outros materiais. O Boeing 777 possui somente 12% de material composto e 50% de alumínio. Outro factor interessante é que ele auto-detecta erros e transmite imediatamente para o solo. Assim, quando o avião pousar, a equipa de manutenção saberá o que fazer nele.

Possui duas motorizações possíveis - RR/GE - e o alcance varia de 4.650 km (787-3) até 15.750 km (787-8), o primeiro dos quais desenvolvido para o mercado japonês para substituir os A300-600R, 767-200/-300 e até os 777-200 em algumas rotas.

Seu custo por milha é 12% inferior ao de aviões do mesmo porte e, graças a sua estrutura de material compósito, ele pesa apenas 130 toneladas, contra 180 do A330, que é considerado um concorrente direto. Além disso, o consumo de combustível do 787 é 20% menor que o de seus mais modernos concorrentes, o que tem alterado drasticamente o interesse de possíveis compradores de aviões da Airbus em prol deste moderno lançamento da Boeing. Um Boeing 787 necessita passar por uma revisão completa a cada doze anos — um Boeing 767, a cada seis anos.

Os bagageiros internos tem capacidade 30% maior que os dos actuais modelos e as janelas não têm cortinas, mas um sistema que permite que o vidro fique escuro. Também é um avião paperless, eliminando a papelada tanto no projecto quanto no voo, utilizando o Eletronic Flight Bag da Jeppesen.

Interior da Cabine do Boeing 787.
O 787 durante a sua primeira aparição em público.
Comparação de tamanho do Boeing 787-8 (preto vazado) com o Boeing 777-300 (cinza), 767-300 (verde), e o 737-800 (azul).
interior de um Boeing 787, a aeronave utiliza a configuração 2-4-2.
Boeing 787-8 da Thomson Airways.
Boeing 787-9.
Boeing 787-8 da Ethiopian Airlines.
Boeing 787-8 da LOT em Toronto.

Foi o primeiro avião desenvolvido pós-11 de setembro, daí sua necessidade de redução de custos, ecologicamente limpo e versátil. Um Boeing 787 vai levar cerca de 3 dias para ser produzido. Essa experiência de montar os aviões tão rapidamente foi testada pela Boeing primeiramente nos modelos 767 e foi adaptada do sistema japonês de montagem de carros.

O dia 21 de maio de 2009, precisamente às 9:30 am (PDT), foi marcado pela primeira partida de motor totalmente elétrica de uma aeronave comercial de grande porte. A força elétrica usada na partida dos motores RR Trent 1000 foi alimentada pelo APU (Auxiliary Power Unit) da Hamilton Sundstrand e não por meio de uma de usina. Durante a partida foram feitos vários testes em várias condições de potências para avaliar o funcionamento dos sistemas.[2]

O voo inaugural do Boeing 787 Dreamliner, que estava previsto para setembro de 2007, teve lugar apenas no dia 15 de dezembro de 2009, tendo uma duração de 3 horas (3 horas menos que o planeado devido ao mau tempo). A descolagem e aterragem foram ambas realizadas no Boeing Field em Seattle, nos Estados Unidos da América.[3]

Em Janeiro de 2013 e devido a problemas nas baterias de Lítio utilizadas nestes aparelhos, a FAA e a autoridade Japonesa de Aviação suspenderam o certificado deste modelo proibindo-o de realizar novos voos até estes problemas serem resolvidos.

No entanto a Boeing segue a sua produção, mas não as entregas. Até Fevereiro de 2013 estas contabilizavam 54 unidades.

Especificações[editar | editar código-fonte]

787-10 787-8 787-9
Comprimento: 68 m 57 m 63 m
Altura: 17 m 17 m 17 m
Envergadura: 60 m 60 m 63 m
Secao: 5,91 m 5,91 m 5,91 m
MTOW: 250,836 kg 219.540 kg 244.940 kg
Assentos: 323 210/250 - Três classes 250/290 - Três classes
Carga: 6,187 feet3 (175 m3) (124.6 m³) - 28 LD3 (152.9 m³) - 36 LD3
Motores: GE GEnx ou RR Trent 1000 GE GEnx ou RR Trent 1000 GE GEnx ou RR Trent 1000
Velocidade de cruzeiro: 0,85 Mach 0,85 Mach 0,85 Mach
Autonomia: 12,900 km 14.200 km ou 15.200 km 14.800 km ou 15.750 km
Combustivel: 138.700 L 126.903 L 138.700 L
Entrada em serviço: 2018 2012 2013

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

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