Boicote de Fethard-on-Sea

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O Boicote de Fethard-on-Sea foi um episódio de intolerância religiosa envolvendo a aldeia de Fethard-on-Sea, Condado de Wexford, Irlanda, devido a uma desavença entre o casal Sean e Sheila Cloney (sobrenome de solteira Kelly). Ele levou a um boicote sectário praticado por católicos a membros protestantes da comunidade em 1957.

A família Cloney[editar | editar código-fonte]

Sean Cloney é de Dungulf, em Fethard-on-Sea, e Sheila é de Johns Hill, também em Fethard-on-Sea.[1] Ele se casaram em uma igreja agostiniana em Hammersmith, Londres, em 1949.[2]

Eles tiveram três filhas: Mary, Eileen e Hazel, esta última nascida após o episódio.[2] [3]

Na época, os cônjuges não-católicos de católicos tinham de concordar em criar os seus filhos como católicos em função do Ne temere.

O boicote[editar | editar código-fonte]

O padre da paróquia, Padre Stafford, disse a Sheila Cloney (uma protestante casada com um católico) que ela tinha de criar os seus filhos como católicos.[4] Sheila recusou-se, levando-a a deixar a vila com as suas filhas. O padre da paróquia organizou um boicote contra a população protestante local que foi apoiado pelo Bispo Michael Brown.[4] Sheila Cloney primeiro foi para a Irlanda do Norte, e depois para Orkney.[4]

Por fim Sean a encontrou em Orkney, eles se reconciliaram e suas filhas receberam ensino doméstico.[4]

A revista Time cunhou o termo "fethardism" ("fethardismo") para se referir a um boicote por motivos religiosos em um artigo sobre os acontecimentos.[5]

Um filme, chamado A Love Divided, foi baseado no boicote, apesar de que alguma licença dramática foi tomada em relação a alguns eventos.[3]

Padre Seán Fortune[editar | editar código-fonte]

Sean Cloney foi uma das pessoas da região que reclamou sobre o comportamento do Padre católico Seán Fortune, que incluía abuso infantil e roubo de dinheiro.[6] Cloney compilou um dossiê sobre o padre, incluindo uma lista de setenta jovens que haviam estado em contato com o padre.[3] Fortune deixou Fethard em 1987, e cometeu suicídio em 1999 quando estava em julgamento.[1] [6]

Reconhecimento do erro[editar | editar código-fonte]

Algumas décadas depois, em 1998, o bispo católico da diocese local desculpou-se pelo boicote, um reconhecimento do erro.[7]

Falecimentos[editar | editar código-fonte]

A filha do casal Mary faleceu em 1998 e Sean Cloney faleceu em outubro de 1999.[6] [8] Sheila faleceu em junho de 2009.[1]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências