Boko Haram

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Boko Haram
Datas das operações 2002 - atualmente
Líder Abubakar Shekau
Mohammed Yusuf
Área de atividade Norte da Nigéria
Ideologia Islamismo
Principais ações Terrorismo
Ataques célebres 25 de dezembro de 2011: Ataques contra igrejas católicas fazem ao menos 28 mortos.
Mapa dos estados da Nigéria que atualmente implementam a Sharia.

Boko Haram (figurativamente, "a educação ocidental ou não-islâmica é um pecado", nas línguas faladas no Norte da Nigéria), oficialmente, em árabe: جماعة أهل السنة للدعوة والجهاد, „Jama'atu Ahlis Sunna Lidda'awati wal-Jihad“ ("Pessoas Dedicadas aos Ensinamentos do Profeta para Propagação e Jihad), é uma organização fundamentalista islâmica de métodos terroristas, que busca a imposição da lei Sharia no norte da Nigéria.

Ideologia[editar | editar código-fonte]

Oficialmente o Boko Haram alega que luta pela Sharia e combata a corrupção do governo e a falta de pudor das mulheres, a prostituição e outros vícios. Segundo eles os culpados por esses males são os cristãos, a cultura ocidental e a tentativa de ensinar algo a mulheres e meninas. Segundo Boko Haram as meninas sequestradas vão começar uma vida nova como servas.[1]

A Sharia já virou lei no Norte da Nigéria, que tem uma maioria muçulmana.O sul com a maioria cristã não quer a Sharia. O governo e a capital ficam no sul, mas por causa das matanças, ameaças e a alta fertilidade das mulheres muçulmanas o número total dos muçulmanos já ultrapassou o dos cristãos, e por isso o Boko Haram exige a Sharia para o país inteiro.

Atentados[editar | editar código-fonte]

O grupo terrorista tem como objetivo acabar com a democracia na Nigéria e promover a educação exclusivamente em escolas islâmicas. No dia 25 de dezembro de 2011, cerca de cinco ataques à bomba em várias cidades da Nigéria causaram pelo menos 40 civis mortos e um policial ferido. O primeiro ataque aconteceu nos arredores da capital Abuja, o segundo na cidade de Jos, no centro do país, o terceiro na cidade de Gadaka, no nordeste, e os outros dois na cidade de Damaturu, no norte. Os alvos foram igrejas católicas durante a celebração da Missa do Galo após a Véspera de Natal.[2] [3]

Em 20 de setembro de 2013, militantes do grupo vestindo uniformes militares pararam o tráfego em uma estrada entre Maiduguri e Damaturu, arrastaram as pessoas para fora de seus veículos e as mataram.[4]

Nove dias depois, em 29 de setembro de 2013, ao menos 50 pessoas morreram em um ataque contra uma universidade no nordeste da Nigéria, no Estado de Yobe.[5]

Em 2014 a tamanho das ações militares e atentados supera o passado. Boko Haram opera com caminhões e carros blindados, cercando vilas cristãs que ainda existem no norte da Nigéria, matando a população inteira. Muitos conseguem fugir, e meninas novas são muitas vezes capturadas vivas, mas o número de mortos passou em várias ocasiões de 100, por exemplo em Izghe no estado Borno no 15 de fevereiro[6] .

Vários ataques foram feitos a escolas de meninas, sendo os islamistas contrários a ensinamentos quaisquer para meninas. Muitas meninas foram capturadas e levadas para serem estupradas pelos terroristas. Às vezes são levadas para vilas muçulmanas e liberadas para toda a população muçulmana poder estuprá-las. Assim Boko Haram aumenta a sua popularidade. As meninas são estupradas com base à aya 33.50 do alcorão[7] até aceitarem virar muçulmanas e casarem com um dos seus torturadores. As meninas, que se recusam ainda depois de umas quatro semanas, são liberadas, mas antes de saírem da casa é costume lixar o mamilo direito da vítima na soleira da porta até ele desaparecer. Às vezes também partes do sexo ou do peito são cortadas. O ataque mais comentado aconteceu no dia 15 de abril em Chibok, estado Borno, onde a população foi morta ou fugiu e mais de 200 meninas entre 7 e 15 anos, alunas de uma escola, em que as meninas também moram, foram capturadas e levadas pela milícia.[8] No início as fontes falaram de 100 meninas, mas fontes da Nigéria recentes relatam um número de 234 meninas, que foram levadas em grupos pequenos a vários locais e a partir dos dias da Pascoa estupradas em massa.[9]

Em resposta ao terror contra as meninas em escolas o governo fechou 85 escolas de meninas.[10]

Um dia antes, no 14 de abril Boko Haram conseguiu também seu maior atentado até então no sul da Nígéria, onde mora a maioria dos cristãos. Na cidade Abuja, capital da Nigéria, e matou 71 pessoas deixando centenas feridas.[11]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. CNN: Por que Boko Haram rapta alunas?
  2. Nigéria sofre com ataques a bomba a igrejas católicas O Globo Online, recuperado 25 de Dezembro 2011
  3. Nigéria: Ataques contra alvos cristãos fazem 40 mortos DN Online, recuperado 25 de Dezembro 2011
  4. Extremistas matam 143 pessoas em vilarejo na NigériaEstado de São Paulo, 20 de Setembro de 2013
  5. Homens armados matam ao menos 50 alunos em faculdade na NigériaEstado de São Paulo, 29 de Setembro de 2013
  6. Boko Haram mata mais de 100 pessoas no norte da NigériaConferido em 24 de abril 2014
  7. O aya (ou ayat) 33.50 permite o estupro de mulheres capturadas em guerras. Hoje muitos muçulmanos aplicam esse direito a todas as mulheres e meninas capturadas ou sequestradas em diversas ocasiões.
  8. dpa (Alemanha) e BBC (Inglaterra)
  9. Alta-voz de Boko Haram confirma o número de 234 meninas capturadas. Conferido em 24 de abril 2014
  10. Nigéria encerra escolas devido aos atentados Conferido em 24 de abril 2014
  11. Atentado do Boko Haram mata 71 e fere centena de pessoas em Abuja

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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