Bom Crioulo

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'Bom Crioulo'
Autor (es) Adolfo Caminha
Idioma Português
País Rio de Janeiro,BrasilFlag of Brazil.svg
Género Ficção erótica
Editora Ática
Lançamento 1895
ISBN ISBN 9780917342875

Bom Crioulo é um romance de Adolfo Caminha publicado em 1895, considerado por alguns como o primeiro romance homossexual na história de toda a literatura ocidental.[1]

Bom Crioulo foi recebido com escândalo pela crítica literária [2] e com silêncio pelo público[3] , devido à ousadia de abordagem de temas tabu, como o sexo inter-racial e a homossexualidade em ambiente militar[4] , com uma frontalidade e erotismo pouco usuais para a época.

Resumo da obra[editar | editar código-fonte]

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Amaro, o personagem principal, é um escravo foragido que anseia ser dono de seu próprio destino. É aceito como marinheiro, o que lhe permite realizar o seu sonho de liberdade e que, associado ao seu físico imponententemente muscular, "sem um osso à vista", claramente mais possante que o dos outros marujos, o transforma em alguém voluntarioso e benevolente, de tal forma que recebe a alcunha "Bom Crioulo".

A disciplina da Marinha de Guerra parece-lhe suave quando comparada com a das fazendas de café, onde era escravo, e o Bom Crioulo só vai senti-la duramente quando conhece Aleixo, um belo grumete adolescente louro, de olhos azuis, por quem se apaixona. Amaro deixa de ser o marinheiro submisso. Envolve-se em brigas para defender o seu amado, embebeda-se, é castigado. Mas o que obtêm em troca de Aleixo é mais gratidão que amor.

No Rio de Janeiro, após a reforma da corveta em que viajavam, Amaro arranja um quarto para si e para Aleixo na pensão de uma portuguesa, D. Carolina, antiga prostituta que ele tinha salvado de uma tentativa de assalto. A vida com Aleixo é quase marital, e o Bom Crioulo, enfrentando alguma impaciência do rapaz, deleita-se mais com apreciar longamente o seu lindo corpo alvo do que com a obtenção do prazer sexual.

Mas esta vida quase matrimonial é efémera pois o capitão do navio para onde Amaro é transferido é extremamente rígido, dando-lhe folga apenas uma vez por mês, o que dificulta o encontro dos amantes, que deixam de se ver. Para piorar, D. Carolina, num capricho muito feminino, decide seduzir o adolescente, que se apaixona lubricamente por ela.

Amaro abandona-se à aguardente, desequilibrado, arranja confusão e é repetidamente castigado. É transferido para um hospital-prisão, em que mergulha no tédio da recuperação e do abandono. Solitário e frustrado, Amaro fica inquieto ao saber que Aleixo o teria traído com uma mulher. Foge da prisão e, já perto da pensão, encontra Aleixo e mata-o tragicamente à navalhada no meio de uma multidão quase indiferente.

Wikisource
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Bom Crioulo

Referências

  1. http://www.edtl.com.pt/index.php?option=com_mtree&task=viewlink&link_id=254&Itemid=2
  2. VALENTIN, Leandro Henrique Aparecido. A recepção crítica e a representação da homossexualidade no romance Bom-Crioulo, de Adolfo Caminha. Mafuá, Florianópolis, ano 11, n. 20, out. 2013. Disponível em: <a href="https://www.academia.edu/4887923/A_recepcao_critica_e_a_representacao_da_homossexualidade_no_romance_Bom-Crioulo_de_Adolfo_Caminha_The_critical_reception_and_the_representation_of_homosexuality_of_the_novel_Bom-Crioulo_by_Adolfo_Caminha" style="font-size: 1em; line-height: 1.5em;">https://www.academia.edu/4887923/A_recepcao_critica_e_a_representacao_da_homossexualidade_no_romance_Bom-Crioulo_de_Adolfo_Caminha_The_critical_reception_and_the_representation_of_homosexuality_of_the_novel_Bom-Crioulo_by_Adolfo_Caminha</a>
  3. FRESSIA, Alfredo "Agulha, revista de cultura", nº. 25 de Junho de 2002, São Paulo [1]
  4. RODRIGUES, João Carlos "Verbo 21, cultura e literatura" [2]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]