RPC TV Curitiba

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RPC TV Curitiba
Sociedade Rádio Emissora Paranaense S.A.
RPC TV Curitiba
Curitiba, Paraná
Brasil
Tipo Empresa privada
Canais
12 VHF analógico
41 UHF e 12.1 Virtual digital
Outros canais 24 (Claro TV)
12 (Sky)
09 (Oi TV)
14 UHF (Rio Negro)
15 UHF (Lapa)
17 UHF (Pontal do Paraná)
20 UHF (Matinhos)
29 UHF (Paranaguá)
48 UHF (Guaratuba)
Sede Bandeira de Curitiba.svg Curitiba, PR
Rua Mamoré, 753/ Rua Solimões, 1020 - Mercês
MAPA
Slogan Vamos juntos
Rede Rede Globo
Fundador Nagib Chede
Pertence a GRPCOM
Proprietário Guilherme Cunha Pereira
Antigo proprietário Nagib Chede (1960-1969)
Francisco Cunha Pereira Filho (1969-2009)
Edmundo Lemanski (1969-2010)
Presidente Guilherme Cunha Pereira
CNPJ 76.494.806/0001-45
Fundação 29 de outubro de 1960 (54 anos)
Prefixo ZYB 391
Cobertura Grande Curitiba e Litoral do Paraná
Redes anteriores Rede Excelsior (1965-1970)
REI (1972-1976)
Nome(s) anteriore(s) TV Paranaense (1960-2000)
RPC TV Paranaense (2000-2009)
Potência 60 kW
Página oficial redeglobo.globo.com/rpc

RPC TV Curitiba é uma emissora de televisão brasileira sediada em Curitiba, capital do estado do Paraná. Opera nos canais 12 VHF e 41 UHF digital, e é afiliada à Rede Globo. Pertencente ao Grupo Paranaense de Comunicação, retransmite a sua programação para a Região Metropolitana de Curitiba e áreas próximas.

História[editar | editar código-fonte]

Década de 1960[editar | editar código-fonte]

A TV Paranaense foi fundada em 29 de outubro de 1960 pelo empresário Nagib Chede, sendo a primeira emissora de televisão do estado do Paraná e ocupando o Canal 12 de Curitiba. O estúdio da primeira transmissão foi no Edifício ASA, quando Chede alugou dois apartamentos para sediar o canal[1] . A inauguração ocorreu às 19 horas daquele dia, com a presença do arcebispo Dom Manuel da Silveira d’Elboux e o então prefeito Iberê de Mattos. Após o discurso do fundador, Nagib Chede, foi exibido um episódio da série enlatada Susie, minha secretária favorita, sendo este o primeiro programa oficial da TV Paranaense.[2]

Em 1965 foi a primeira emissora do estado a utilizar o sistema de videotape. Nesse mesmo ano a TV Paranaense passou a exibir parte dos programas da Rede Excelsior, especialmente musicais e telenovelas.[3]

Nessa época o sinal da emissora chegava a outras localidades como Guarapuava, Palmas e União da Vitória,[2] além de repetidoras em Santa Catarina, que ainda não possuía uma emissora de televisão.[2]

Quando a Excelsior enfrentava uma derradeira crise, que culminaria em sua falência em 1970, a TV Paranaense passou a exibir atrações da TV Rio e da TV Record, além de alguns programas da então novata TV Globo, da qual se tornaria afiliada.[4]

Ao mesmo tempo, a emissora esbarrava com a concorrência da TV Paraná, dos Diários Associados de Assis Chateaubriand, e mais tarde da TV Iguaçu, de Paulo Pimentel.

Em 1969,[5] com a concorrência acirrada com as outras emissoras, ocorreu uma crise que culminaria na venda do controle acionário da emissora para o advogado Francisco Cunha Pereira Filho, diretor do jornal Gazeta do Povo, e para os banqueiros Edmundo Lemanski e Adolfo de Oliveira Franco Filho.[3]

Década de 1970[editar | editar código-fonte]

Antigo logotipo da TV Paranaense, utilizado entre a década de 1970 e o ano 2000.

Em 1972, a direção nacional da Rede Globo decide transferir sua programação para a TV Iguaçu do ex-governador do estado, Paulo Pimentel que possuía uma qualidade técnica superior a da TV Paranaense, fazendo com que a emissora passe a ser independente com "sobras" de atrações da TV Cultura, da TV Bandeirantes e da Rede de Emissoras Independentes.[6]

Em 1976, devido a desavenças políticas de Paulo Pimentel, a Rede Globo é obrigada a transferir seu contrato de transmissão para a TV Paranaense. O governo do general Ernesto Geisel (que era contra a ascensão política de Pimentel) persegue as empresas do ex-governador. Após o imbróglio, em 1978, a TV Iguaçu fechou um contrato com a Rede Tupi, que começava a enfrentar problemas financeiros, resultando em sua falência em julho de 1980.

Após retomar sua parceria com a Rede Globo, a TV Paranaense é parcialmente adquirida pela rede de Roberto Marinho, que decide investir na produção de programas locais, como o Jornal Estadual.

Década de 1980[editar | editar código-fonte]

Na década de 1980, a TV Paranaense passa a liderar a Rede Paranaense de Televisão, com a TV Coroados de Londrina e a TV Cultura de Maringá.[3] Mais tarde outras cinco emissoras integrariam a rede. Anos depois, a rede passa a se chamar apenas Rede Paranaense.

Em 1982, estreou em caráter experimental, a série especial Globo Shell Profissões. A proposta principal era orientar os jovens a respeito das condições e perspectivas de desenvolvimento profissional, através da oferta de informações sobre as profissões técnicas e os seus respectivos mercados de trabalho. O grande sucesso do projeto no Paraná, levou a Rede Globo a exibir o programa em rede nacional a partir do ano seguinte, nas manhãs de sábado.[7]

Em janeiro de 1983, estreou o Bom Dia Paraná, primeiro telejornal matutino da emissora, no ar até hoje. O telejornal baseou-se no modelo do Bom Dia São Paulo, que inspiraria o Bom Dia Brasil, que estreava nessa mesma época.

Em 1984, o Jornal Estadual que tinha duas edições à tarde e antes do Jornal Nacional, ganha uma 3ª edição após o Jornal da Globo, e antes do mesmo telejornal em 1987. Essa 3ª Edição foi extinta no início de 1989.

Em 1985, por intermédio de Francisco Cunha Pereira Filho, a TV Paranaense inicia a campanha televisiva Bicho do Paraná, em parceria com o Banco Bamerindus (atual HSBC), veiculada nos intervalos comerciais da emissora. A espinha dorsal da série era divulgar o talento de pessoas nascidas no Paraná. A série é considerada a mais longa da televisão brasileira,[5] ficando no ar durante dez anos ininterruptos.

Década de 1990[editar | editar código-fonte]

Em setembro de 1993, a TV Paranaense coproduziu juntamente com a Rede Globo a telenovela Sonho Meu, ambientada em Curitiba, e escrita pelo autor Marcílio Moraes.

Em julho de 1999, o principal telejornal da emissora, o Jornal Estadual, deixa de ser exibido para dar lugar ao Paraná TV. O novo telejornal foi baseado no novo padrão jornalístico da Rede Globo, introduzido a partir de 2000.

Década de 2000[editar | editar código-fonte]

Em 2000, quando comemorava 40 anos de existência, as emissoras pertencentes a Rede Paranaense passam a se chamar Rede Paranaense de Comunicação, com um logotipo único para todas as emissoras. Antes, cada emissora tinha um logotipo próprio.

Em abril de 2005, quando a Rede Globo completou 40 anos de existência, todos os telejornais da emissora deixaram os estúdios e passaram a ser feitos na redação.

Em 22 de outubro de 2008, a RPC TV Paranaense passou a transmitir seu sinal em HDTV para Curitiba e Região Metropolitana, sendo a primeira emissora da Região Sul do Brasil a transmitir a programação nacional da Rede Globo em alta definição.

Em 29 de outubro de 2009, um ano antes de completar 50 anos, a torre da emissora passou a receber luzes, fazendo com que ela fosse vista à noite, de vários pontos da capital paranaense.[8]

Década de 2010[editar | editar código-fonte]

Logotipo utilizado pela emissora entre 2010 e 2014.

Em 29 de outubro de 2010, a RPC TV Paranaense completa 50 anos de existência, tendo alterações em seu logotipo e em sua nomenclatura, agora chamada apenas de RPC TV.

Em 28 de fevereiro de 2011, os telejornais da emissora deixaram a redação e passaram a ser feitos num estúdio, de acordo com o novo padrão jornalístico da Rede Globo, implantado em 2009 com o RJTV.

Em 15 de junho de 2013, estreou o programa Painel RPC TV, que tem como meta solucionar questões do dia-a-dia com facilidade através da participação de especialistas.[9] O programa substitui a versão local do Globo Comunidade.[10]

Em 16 de outubro de 2013, a RPC TV Curitiba passou a produzir e transmitir seus telejornais locais em HD [11] , sendo a primeira emissora paranaense e a primeira afiliada da Rede Globo na Região Sul a exibir sua programação nesse tipo de formato.[12]

Em maio de 2014, a equipe de jornalismo da RPC Curitiba começou a utilizar dentro do quadro Siga Curitiba o aplicativo Waze, que informa a situação das ruas da capital paranaense em tempo real.[13]

Em 28 de dezembro de 2014, foi ao ar, pela última vez, a Revista RPC, revista eletrônica exibida pela emissora nas noites de domingo, após o Fantástico.[14] Em 1º de janeiro de 2015, a emissora lançou sua nova marca, que agora segue o padrão de design "flat", utilizado em marcas do mundo todo, além de um novo slogan, Vamos juntos.[15]

Em 25 de abril, com a reformulação da grade da Rede Globo aos sábados, o Plug passa a ser exibido às tardes, juntamente com o novo programa de auditório da emissora, o Estúdio C, apresentado por Daiane Fardin.[16]

Programação[editar | editar código-fonte]

  • Bom Dia Paraná: Telejornal, com Giselle Camargo. De segunda à sexta, das 6h00 às 7h30;
  • Paraná TV 1ª edição: Telejornal, com Fernando Parracho. De segunda à sexta, das 12h00 às 12h45;
  • Globo Esporte PR: Jornalístico esportivo, com Rogério Tavares. De segunda à sábado, das 12h45 às 13h20;
  • Paraná TV 2ª edição: Telejornal, com Sandro Dalpícolo. De segunda à sexta, das 19h10 às 19h35;
  • Painel RPC TV: Jornalístico, com Adriana Milczevsky. Sábados, das 8h30 às 9h00;
  • Meu Paraná: Revista eletrônica. Sábados, das 12h00 às 12h20;
  • Plug: Programa de variedades, com Michelly Corrêa. Sábados, das 14h00 às 14h30;
  • Estúdio C: Programa de auditório, com Daiane Fardin. Sábados, das 14h30 às 15h15;
  • Caminhos do Campo: Jornalístico sobre o agronegócio, com Sandro Ivanowski. Domingos, das 7h00 às 7h30 (gerado pela RPC TV Maringá);
  • Radar Paraná: Boletim informativo, com Fernando Parracho (manhãs) e Sandro Dalpícolo (tardes). De segunda à sexta, durante a programação.

Transmissões esportivas[editar | editar código-fonte]

Equipe de transmissão
  • Luiz Augusto Xavier, narração;
  • Dida e Gil Rocha, comentários;
  • André Pessoa, Nadja Mauad e Janaína Castilho, repórteres.

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

O Castelo do Batel, que abrigou a sede da RPC TV Curitiba entre 1969 e 2003
Sede atual da RPC TV Curitiba no bairro das Mercês, utilizada desde 2003

A primeira sede da emissora foi no 21º andar do Edifício Tijucas, no centro da capital. Os primeiros funcionários da emissora eram, em sua maioria, oriundos da Rádio Clube Paranaense.

Em 1962 a emissora deixa o Edifício Tijucas para um grande barracão[17] na Rua Emiliano Perneta, também no Centro, o que possibilitou a montagem de grandes cenários. Como a da primeira telenovela local, A Última Carícia, exibida dois anos depois, em trinta capítulos exibidos as segundas, quartas e sextas-feiras às 18h40. Apesar do sucesso, as produções seguintes não obtiveram grande popularidade.[2]

Em 1969, com a venda da TV Paranaense para Francisco Cunha Pereira Filho, a sede da emissora foi transferida para o Castelo do Batel, antiga residência do ex-governador Moisés Lupion,[18] tornando-se um ponto de referência na capital, durante mais de trinta anos.

Em 2003 a TV Paranaense deixou o Castelo do Batel para um prédio no bairro das Mercês, próximo da torre de transmissão da emissora.

Área de cobertura[editar | editar código-fonte]

A área de cobertura oficial da RPC TV de Curitiba engloba os seguintes municípios:

Referências

  1. Nagib Chede conta como fundou o Canal 12 Portal de Notícias JWS
  2. a b c d Maria Luiza Gonçalves Baracho (2007). Modernidade em Preto e Branco (em português) Universidade Federal do Paraná. Visitado em fevereiro de 2011.
  3. a b c Guadalupe Fernández Presas (abril de 2003). A Desregionalização da Televisão: Uma Análise do Fenômeno no Paraná (em português) Universidade Federal do Paraná. Visitado em fevereiro de 2011.
  4. Renato Mazânek (28 de novembro de 2009). O Nascimento da Televisão no Paraná - Parte 34 (em português) Caros Ouvintes. Visitado em fevereiro de 2011.
  5. a b Francisco Cunha Pereira, Em tom maior (em português) Gazeta do Povo (19 de março de 2009). Visitado em fevereiro de 2011.
  6. Troca de Canal (em português) Revista Veja (29 de março de 1972). Visitado em junho de 2011.
  7. Fundação Roberto Marinho - Linha do Tempo (em português) Fundação Roberto Marinho (2009). Visitado em maio de 2014.
  8. Pollianna Milan (29 de outubro de 2009). RPCTV completa 49 anos de informação (em português) Gazeta do Povo. Visitado em fevereiro de 2011.
  9. Redação RPC TV (14 de junho de 2013). Não perca a estreia do Painel RPC TV, com Adriana Milczevsky (em português) RPC TV. Visitado em 14 de junho de 2013.
  10. Giorgio Guedin (12 de junho de 2013). RPC TV estreia novo programa (em português) Blog SulBRTV.com. Visitado em 14 de junho de 2013.
  11. Redação RPC TV (16 de outubro de 2013). RPC TV Curitiba estreia telejornais locais em alta definição (em português) RPC TV. Visitado em 16 de outubro de 2013.
  12. Giorgio Guedin (15 de outubro de 2013). RPC TV Curitiba estreia programação local em HD (em português) Blog SulBRTV.com. Visitado em 16 de outubro de 2013.
  13. Redação RPC TV (19 de maio de 2014). Novidade: RPC TV começa a usar aplicativo Waze no Siga Curitiba (em português) RPC TV. Visitado em 23 de maio de 2014.
  14. Redação (29-12-2014). Revista RPC deste domingo (28) traz retrospectiva de 2014 Revista RPC. Visitado em 02-01-2015.
  15. Redação (01-01-2015). RPC começa 2015 de cara nova e convida você: 'Vamos juntos?' RPC TV. Visitado em 02-01-2015.
  16. Carnieri, Helena (24-04-2015). RPC estreia o programa de auditório Estúdio C Gazeta do Povo. Visitado em 12-05-2015.
  17. Pollianna Milan (25 de outubro de 2009). O Paraná por trás das câmeras (em português) Gazeta Maringá. Visitado em fevereiro de 2011.
  18. Renato Mazânek (6 de dezembro de 2009). O Nascimento da Televisão no Paraná - Parte 35 (em português) Caros Ouvintes. Visitado em fevereiro de 2011.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

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