Bom Princípio

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Município de Bom Princípio
"Terra do moranguinho"
Bandeira desconhecida
Brasão desconhecido
Bandeira desconhecida Brasão desconhecido
Hino
Fundação 12 de maio de 1982 (32 anos)
Gentílico bom-principiense
Prefeito(a) Vasco Alexandre Brandt (PMDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Bom Princípio
Localização de Bom Princípio no Rio Grande do Sul
Bom Princípio está localizado em: Brasil
Bom Princípio
Localização de Bom Princípio no Brasil
29° 29' 20" S 51° 21' 10" O29° 29' 20" S 51° 21' 10" O
Unidade federativa  Rio Grande do Sul
Mesorregião Metropolitana de Porto Alegre IBGE/2008 [1]
Microrregião Montenegro IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Tupandi, São Vendelino, São Sebastião do Caí, Feliz, Barão e Harmonia
Distância até a capital 76 km
Características geográficas
Área 88,242 km² [2]
População 11 792 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 133,63 hab./km²
Altitude 37 m
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,836 muito alto PNUD/2000 [4]
PIB R$ 194 926,001 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 16 903,05 IBGE/2008[5]
Página oficial

Bom Princípio é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Situado na Microrregião de Montenegro e de clima ameno, de fácil acesso, entre a Grande Porto Alegre e a Serra Gaúcha.

Localiza-se a uma latitude 29º29'20" sul e a uma longitude 51º21'12" oeste, estando a uma altitude de 37 metros. Está limitado ao norte pelo município de São Vendelino, ao sul por São Sebastião do Caí, a leste por Feliz e a oeste por Barão, Tupandi e Harmonia.

Possui uma área de 88,242,8 km² e sua população estimada em 2009 era de 11.792 habitantes, sendo 7.815 eleitores.

História[editar | editar código-fonte]

O primeiro nome de Bom Princípio teria sido Serraria, em 1814, época em que a atual área do município pertencia a Luiza Theodora Feijó. Bem antes da colonização alemã, quando tudo ainda era mata com trilhas percorridas por índios caingangues.

Em 1840 o imigrante João Guilherme Winter, que veio da cidade alemã de Klüsserath, comprou uma grande quantidade de terras junto ao Rio Caí e ao Arroio Forromeco. O local passou a ser chamado de Wintersohnschneiss (Picada de Winter Filho, em alemão). Quatro anos depois, o nome já havia sido reduzido para Winterschneiss (Picada do Winter). Nome que, apesar de não constar em nenhum documento oficial, ainda é lembrado e usado para designar Bom Princípio, principalmente pelos nativos de mais idade.

Já o nome Bom Princípio teria sido criado em 1853, pelo comerciante Philip Jacob Selbach, para que a localidade tivesse um nome em português.


Sobre Guilherme Winter
Nascido em 13 de março de 1806, em Klüsserath, Guilherme Winter chegou ao Brasil em 1829. Perdeu o pai, Philipp, na viagem de navio e foi se instalar com a mãe, Irmina, e irmãos em São José do Hortêncio. O fundador de Bom Princípio também lutou na Guerra dos Farrapos, primeiro do lado dos Imperiais e depois passou para o lado Farroupilha.

Ele só foi morar em suas novas terras em 1852, construindo sua casa junto de onde hoje é a Igreja Matriz Nossa Senhora da Purificação. Mesmo assim,foi o primeiro morador alemão do local. A colônia foi oficializada pelo Império em 1859 e seu proprietário teve que assumir uma série de compromissos perante o governo central.

Por exemplo, ninguém que morasse na colônia de Winter poderia praticar outra religião que não o catolicismo, seguindo as normas nacionais. Assim, se alguém dos colonos viesse a se tornar apóstolo de outra religião e procurasse converter os católicos, este alguém deveria ser expulso da colônia, ficando sujeito às leis do país como perturbador do sossego público.

Não eram admitidos nas escolas públicas os ensinos em outra língua sem que os alunos estivessem fluentes na língua portuguesa.

Sobre o catolicismo é interessante notar que, enquanto nas outras cidades é comum se ter uma igreja católica e outra luterana (pela chegada também de imigrantes de religião protestante ao Estado), Bom Princípio teve só templos católicos. Atualmente o município conta com centros de outras religiões evangélicas como Assembléia de Deus e Igreja Universal do Reino de Deus.

Já o idioma português foi difícil de pegar até o final do século XIX, tanto que até hoje existem idosos que não falam português. A vantagem é que atualmente boa parte da população é bilíngue, inclusive crianças[6] .


Terra do Morango[editar | editar código-fonte]

Bom Princípio tem como seu símbolo o morango, ou "moranguinho".

A fruta é cultivada por cerca de 160 famílias, produzindo, em uma pequena área, mais de mil toneladas de morango por ano. Cada produtor planta em média meio hectare, sendo que o uso de técnicas como a plasticultura garante alta produtividade mesmo na entressafra. O morango é produzido durante oito meses do ano, entre maio e dezembro [7] .

A cada 2 anos, no mês de setembro, a cidade realiza a "Festa Nacional do Moranguinho", atraindo visitantes das cidades próximas. Intercalando estes anos é realizada a Construmóvel, feira do setor cerâmico e moveleiro.

Na cidade, há ainda um morango gigante conhecido como "Morangão", para saudar os visitantes e conscientizá-los de que estão adentrando na "Terra do Morango".

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.
  6. Histórico de Bom Princípio.
  7. Sobre a Cidade de Bom Princípio.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • SCHUPP, Pe. Ambros. A Missão dos Jesuítas Alemães no Rio Grande do Sul. Coleção Fisionomia Gaúcha, num. 4. Editora Unisinos, São Leopoldo, 2004.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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