Bomba voadora

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Uma bomba voadora é um veículo aéreo não tripulado ou pequena aeronave que carrega uma grande carga de explosivos, precursora dos mísseis de cruzeiro contemporâneos. Diferentemente de um bombardeiro, o qual foi projetado para liberar suas bombas e depois retornar à base para ser reutilizado, uma bomba voadora impacta contra o alvo e, por conseguinte, é ela mesma destruída no ataque.

A expressão "bomba voadora" é associada mais frequentemente com armas específicas da Segunda Guerra Mundial, as alemãs V-1 e Fieseler Fi 103R (Reichenberg) e a Ohka japonesa. A primeira não era pilotada, enquanto que as demais transportavam pilotos em missão kamikaze.

Talvez por conta destas vinculações com as forças do Eixo, a expressão "míssil de cruzeiro" é muito mais utilizada em inglês e português para definir munições modernas que poderiam ser encaixadas sem maiores problemas na definição de bomba voadora.

Histórico[editar | editar código-fonte]

A primeira tentativa de se construir uma bomba voadora (também denominada "torpedo aéreo" na Marinha dos Estados Unidos da América), o Hewitt-Sperry Automatic Airplane foi levada a cabo por Elmer Sperry em 1916 e era baseada num hidroplano Curtiss N-9. Isto levou a um projeto específico da Curtiss, a Bomba Voadora Curtiss-Sperry, que foi um quase completo fracasso. O US Army também tentou desenvolver uma bomba voadora na I Guerra Mundial, a Kettering Bug, mas o conflito acabou antes do programa estar concluído. O exemplo mais famoso de uma bomba voadora é a V-1 da Alemanha Nazista, muitas das quais atingiram Londres durante a II Guerra Mundial.

Um Supermarine Spitfire perseguindo uma bomba voadora V-1 e tentando desviá-la da rota com ponta de sua asa.

Tipos[editar | editar código-fonte]

Bombas voadoras podem ter ou não propulsão, serem ou não pilotadas, embora bombas voadoras sem propulsão tais como as alemãs Hagelkorn ("Granizo") e Fritz X, projetadas durante a II Guerra Mundial, eram geralmente classificadas como bombas planadoras. Bombas voadoras diferem de mísseis pelo fato de que uma bomba voadora é equipada com asas para prover sustentação ao longo de um grande percurso, enquanto que mísseis são lançados em trajetórias balísticas e não necessitam de sustentação aerodinâmica para atingirem o alvo.

Uso recente[editar | editar código-fonte]

Aviões comerciais pilotados como armas terroristas com o intuito de impactar contra um alvo, como nos ataques de 11 de setembro, são frequentemente citados como "bombas voadoras" na mídia.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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