Born to Die

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Born to Die
Álbum de estúdio de Lana Del Rey
Lançamento 27 de janeiro de 2012
Gênero(s) Indie rock, pop, hip hop, alternativa
Duração 49:28
Gravadora(s) Interscope, Polydor, Stranger
Produção Patrik Berger, Jeff Bhasker, Chris Braide, Emile Haynie, Justin Parker, Rick Nowels, Robopop, Al Shux
Cronologia de Lana Del Rey
Último
Último
Lana Del Rey
(2012)
Paradise
(2012)
Próximo
Próximo
Capa da edição The Paradise Edition
Singles de Born to Die
  1. "Video Games"
    Lançamento: 10 de outubro de 2011
  2. "Born to Die"
    Lançamento: 30 de dezembro de 2011
  3. "Blue Jeans"
    Lançamento: 6 de abril de 2012
  4. "Summertime Sadness"
    Lançamento: 22 de junho de 2012
  5. "National Anthem"
    Lançamento: 6 de julho de 2012
  6. "Dark Paradise"
    Lançamento: 1 de março de 2013

Born to Die é o segundo álbum de estúdio da artista musical estadunidense Lana Del Rey. O seu lançamento ocorreu em 27 de janeiro de 2012 na Alemanha e na Irlanda e quatro dias mais tarde nos Estados Unidos, através das editoras discográficas Interscope, Polydor e Stranger Records. Inicialmente com contrato assinado com a gravadora independente 5 Point Records, a cantora lançou o seu disco de estreia epônimo no ano de 2010 e, antes disso, havia ingressado na carreira artística com o álbum de demonstração Sirens, lançado em 2006 sob o pseudônimo de May Jailer, e com o extended play Kill Kill, liberado em 2008. Oficializando-se como o responsável por inserir Del Rey no cenário musical internacional, Born to Die foi concebido ao longo de 2011, após a cantora fechar o contrato com uma grande gravadora, e teve as suas gravações concluídas depois que o seu primeiro single, "Video Games", foi disponibilizado à imprensa por meio da Internet, o que causou um burburinho entre os meios de comunicação em relação à, até então, desconhecida cantora.

Musicalmente, Born to Die possui uma sonoridade voltada aos estilos pop e rock independentes, fundindo-os com elementos da música alternativa, do hip hop e, ainda, da música pop. Considerado um dos álbuns mais esperados de 2012, foi recebido com análises divergentes pelos críticos musicais, com alguns a elogiar rouca e encantadora voz de Del Rey e as suas melodias. Outros, contudo, alegaram que, embora apresentasse um bom material, o seu lançamento aconteceu de forma precipitada e, eventualmente, talvez tenha prejudicado todas as ideias que ali foram postas. Os resenhistas também notaram que o estilo da cantora lembrava a música dos anos 1950 e que boa parte das letras das canções referiam-se a sonhos americanos e foram direcionadas ao seu ex-namorado. Alguns, ainda, questionaram-se sobre a autenticidade da cantora em sua carreira musical, descrevendo-a como moldada pela indústria pop.

Comercialmente, contudo, Born to Die mostrou-se ser bem recebido universalmente. O disco debutou na segunda posição da Billboard 200, dos Estados Unidos, enquanto que na Canadá alcançou o terceiro posto. Mas foi no continente europeu que ele teve maior êxito, onde foi certificado com platina em mais de doze nações e fixou-se diretamente na primeira posição das tabelas musicais de países como a Áustria, a Alemanha, a França e a Suíça em sua semana de estreia. No Reino Unido, o material repetiu o feito com 117 mil distribuições, tornando-se o mais rapidamente vendido de 2012. Além disso, Born to Die também atingiu o topo na Austrália e ficou entre os dez primeiros colados em outras treze nações. O álbum chegou ao fim de 2012 com mais de 3.4 milhões de cópias distribuídas pelo mundo e foi o quinto mais vendido do ano. Até 2014, o disco havia vendido mais de cinco milhões de cópias em todo o globo.

De Born to Die surgiram seis singles oficiais: "Video Games", o primeiro deles, teve um bom desempenho mundialmente. Foi a primeira canção da cantora a posicionar-se na Billboard Hot 100, dos Estados Unidos, e enumerou-se entre as dez mais vendidas de várias nações europeias. O segundo compacto liberado, a faixa homônima, conseguiu entradas nas vinte melhores posições de países como Irlanda, França, Reino Unido, Itália, entre outros. "Blue Jeans" fez aparições apenas em algumas tabelas do continente europeu e em alguns periódicos genéricos da Billboard nos Estados Unidos. "Summertime Sadness" tornou-se o seu segundo hit top dez pelo mundo, principalmente devido a remix lançado com Cedric Gervais, que lhe rendeu a sexta posição da Billboard Hot 100 e a sua primeira indicação ao Grammy Awards. Por fim, "National Anthem" e "Dark Paradise" foram liberados como os últimos foco da promoção do CD, ambos falhando em obter o mesmo êxito de seus antecessores. A divulgação do material ainda contou com o lançamento de dois singles promocionais — "Off to the Races" e "Carmen" —, disponibilizados apenas em algumas nações, bem como com uma reedição intitulada Born to Die: The Paradise Edition, que contou com oito faixas adicionais, e uma turnê mundial, a Born to Die Tour, que passou pela América do Norte, Europa Continental e Oceania.

Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

Eu aprendi que não há nenhuma razão pela qual as pessoas decidem que gostam de música quando a fazem. Mesmo se você é o melhor cantor do mundo, há uma boa chance de que ninguém nunca vai ouvi-lo. Você deve tomar a decisão de continuar cantando ou parar. Eu fui cantar em Brooklyn desde que eu tinha dezessete anos e ninguém na indústria se importava em ouvir minhas canções. Eu não mudei nada, desde então as coisas parecem estar girando em torno de mim. Talvez os anjos decidiram brilhar em mim por um tempo.

— Del Rey sobre a ascensão de sua carreira.[1]

O primeiro investimento de Del Rey em sua carreia musical ocorreu em 2006, quando ela lançou o álbum de demonstração Sirens, usando o pseudônimo de May Jailer.[2] Ela começara a participar de concursos para cantoras e compositoras enquanto ainda era estudante de faculdade. Contudo, foi em 2007 que a cantora veio a assinar contrato com a gravadora independente 5 Point Records, após um representante da editora vê-la em uma dessas apresentações e levá-la aos estúdios, convocando David Kahne para auxiliá-la na produção do disco.[3] De início, David apenas havia sugerido que ela trabalhasse com ele durante alguns dias, mas logo os dois conseguiram desenvolver o primeiro demo da cantora.[4] Comentando sobre o processo criativo de Del Rey enquanto trabalhavam, ele disse: "Ela é uma artista bem abstrata, mistura muitas ideias, como se estivesse fazendo uma colagem. Ela expõe muito seus gostos. Se ela gosta de algo, ela vai fazer de tudo para te mostrar (...) Quanto à voz, ela canta exatamente do jeito que você consegue ouvir no disco. Não é preciso fazer muitas mudanças na voz dela".[3] Dessa relação de trabalho, surgiu o seu primeiro extended play (EP) Kill Kill, lançando como download em outubro de 2008. Ainda com a editora, ela lançou o seu primeiro álbum de estúdio epônimo, com o nome artístico de Lizzy Grant, digitalmente na iTunes Store, mas o material veio a ser retirado de circulação pouco depois devido à gravadora não poder mais financiar a sua divulgação; nessa mesma época, a intérprete decidiu alterar o seu nome para Lana Del Rey, por lembrar a ela e aos seus amigos cubanos todo o glamour litorâneo de Miami, lugar onde ela visitara bastante durante a elaboração do CD.[5] [6]

No entanto, foi apenas em meados de 2011 que a artista assinou o seu primeiro contrato com a Stranger Records e deu início à elaboração do seu segundo disco de originais com um novo agente, Ben Mawson.[7] [8] Com a editora, ela, então, lançou a canção "Video Games" e o seu vídeo musical na Internet; a gravação tornou-se um hit viral entre o público após a divulgação no YouTube e fez de Del o centro das atenções dos críticos musicais, que a consideraram a grande nova promessa da música para 2012.[9] [7] Numa entrevista com o The Observer, Del Rey revelou que, inicialmente, não tinha a intenção de lançá-lo como um single, mas o fez devido à recepção positiva apresentada pelo público, dizendo: "Comecei a divulgar a música [Video Games] há alguns meses, porque era a minha favorita. Para ser honesta, não iria ser single, mas as pessoas têm realmente entendido a canção".[10] Posteriormente, em outubro, ela assinou contrato com a Interscope e Polydor Records e continuou as gravações de Born to Die.[11] Ferdy Unger-Hamilton, presidente da gravadora, declarou ao site Music Week quando assinara o contrato, a cantora possuía mais de sessenta músicas escritas. "Ela tinha o suficiente para três discos com um monte de músicas brilhantes. Ela é uma compositora realmente talentosa e uma letrista extraordinária", disse ele.[12] As sessões de gravação do projeto ocorreram em estúdios como Human Feel Studios, em Los Angeles, na Califórnia, The Green Building, em Santa Mônica, entre outros, sob a produção de Emile Haynie, Justin Parker, Patrik Berger, Jeff Bhasker, Chris Braide, Rick Nowels, Daniel Omelio e Al Shux.[13]

Lançamento, capa e versão-especial[editar | editar código-fonte]

Lana Del Rey na gravação do vídeo musical de "Burning Desire", faixa da reedição de Born to Die e no EP Paradise.

Em 27 de novembro de 2011, durante uma apresentação no programa de televisão francês Taratata, Lana Del Rey revelou que o título do disco seria Born to Die.[14] Cinco dias mais tarde, a cantora divulgou uma mensagem em sua conta Twitter, informando a data de seu lançamento nos Estados Unidos.[15] Adicionalmente, Del Rey publicou a imagem escolhida para a capa da edição padrão do material.[16] Tirada por Nicole Nodland, a foto mostra a artista usando uma camisa de cor branca e a encarar seriamente a câmera de cabeça erguida.[17] Descrito por Dale Eisinger, da revista Complex, como brilhante e transmissor de uma imagem ameaçadora, o trabalho foi classificado como o oitavo melhor dos últimos cinco anos, enquanto que o olhar de Del Rey foi chamado de desvanecido por Maura Johnston, do The Village Voice.[17] [18] No mês seguinte, a artista revelou o alinhamento das faixas do CD.[19] Primeiramente distribuído na Alemanha e na Irlanda, em 27 de janeiro de 2012, Born to Die foi lançado em lojas internacionais e virtuais, como Amazon.com e iTunes Store, em formato físico e digital.[20] No Canadá e nos Estados Unidos, foi lançado no dia 31 do mesmo mês, enquanto que em países como a Austrália, a Nova Zelândia e o Japão apenas foi disponibilizado a partir de 3 de fevereiro.[21] [22] [23]

No segundo semestre do ano, a intérprete anunciou que lançaria uma versão-especial do CD, intitulada Born to Die: The Paradise Edition. Foi definido que a reedição contaria com oito faixas inéditas, além das doze da edição padrão e mais três faixas bônus de sua versão deluxe disponibilizada na iTunes Store no início daquele ano.[24] A capa dessa edição mostra Del Rey em um ambiente tropical, posando em frente a uma piscina e com palmeiras à sua volta, que, de acordo com Grace Carroll, da revista Gigwise, faz parte da visão de paraíso da cantora.[25] Com os cabelos alisados e uma das mãos em sua cintura, a artista está usando um maiô de cor bege e, novamente, encara a câmera com um olhar intimidador. Assim como na versão padrão, o seu nome é visto acima de sua cabeça e está escrito de cor dourada, assim como o título 'Born to Die: The Paradise Edition', que aparece no centro, na parte inferior.[26] Sobre as canções da reedição, Del Rey comentou: "Não é um novo álbum, é mais como uma reflexão tardia, a edição Paradise de Born to Die".[27] O seu lançamento ocorreu em 13 de novembro nos Estados Unidos e, simultaneamente, foi enviado às lojas um extended play (EP) intitulado Paradise, que traz apenas as oito faixas da reedição de Born to Die.[28] Ambas as edições foram lançadas nos formatos de CD, vinil e uma box set limitada, que inclui um álbum de remixs e um DVD com os vídeos musicais de "Video Games", "Born to Die", "Blue Velvet" e outros.[29] [30]

Composição[editar | editar código-fonte]

Cquote1.svg Há sempre uma melancolia em mim (...) Quando eu tinha quatro ou cinco anos, sentava-me na escada da porta da casa dos meus pais por um longo tempo e desejava estar em um lugar diferente (...) Esse sentimento tem me acompanhado a vida inteira. Mas eu não sofro. Eu prefiro dizer que aprendi a me dar bem com a minha tristeza. Mas também houve momentos em que eu não estava muito bem. Por sorte, eu superei esses anos sombrios. A memória desses anos inspiram minhas músicas agora.[31] Cquote2.svg
Del Rey sobre a melancolia presente em suas canções, em uma entrevista com o site Spiegel Online.

Embora as principais influências de Del Rey durante a composição do disco tenha sido artistas como Britney Spears, Elvis Presley e Antony & The Johnsons, Born to Die é um álbum de estilos pop e rock independentes, influenciado por gêneros como o hip hop, o pop e pela música alternativa.[32] [33] Com instrumentação concretizada pela batida de tambores e pelo trabalho de sintetizadores agressivos, Born to Die fala sobre viver a vida no lado mais selvagem, de acordo com a própria intérprete, e possui letras confessionais sobre amor, sexo, festas, relacionamentos doentios, tragédias e as dificuldades que ela passou para estabilizar a sua carreira musical.[34] [35] [36]

Segunda faixa, "Off to the Races" é uma canção de estilos rap e hip hop, e narra a história de uma mulher em um conturbado relacionamento com o homem mais velho.

Décima-segunda faixa, "This Is What Makes Us Girls" é uma canção auto-biográfica que fala sobre as aventuras de garotas de dezesseis anos com os rapazes, com referência ao sexo e ao álcool.

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De acordo Isabel Camacho, da página The Amherst Student, a voz de Del Rey é assombrosamente comovente em toda a produção e é capaz de deixar o ouvinte deprimido e eufórico ao mesmo tempo.[37] O disco inicia-se com a faixa homônima, "Born to Die", canção derivada da música independente pop que funciona de forma harmoniosa com arranjos de guitarra e orquestrais.[38] De acordo com a própria artista, o seu lirismo presta uma homenagem ao amor verdadeiro e é um tributo para viver a vida no lado selvagem.[39] "Off to the Races" possui uma sonoridade voltada ao rap alternativo e ao hip-hop, com linhas de bateria pesada e letras que retratam uma mulher em romance particularmente complicado com um homem mais velho.[39] Ainda fazem uma referência ao romance Lolita.[40] A faixa seguinte, "Blue Jeans" é canção minimalista de estilo pop independente, construída sob o ritmo das batidas de hip hop, que narra um relacionamento complicado e decadente, resultando em perdas.[41] [42] [43] "Video Games" é uma balada de andamento calmo de gêneros pop com influências da música independente.[38] Com instrumentação concretizada pelo trabalho de acordes de piano, harpas e instrumentos de cordas que utilizam a técnica pizzicato, a faixa reflete a sua devoção ao seu ex-namorado.[44] [45]

"Diet Mountain Dew", a quinta pista, deriva de estilo trip hop do anos 1990 e contém batidas de hip hop.[46] [38] Liricamente, a faixa mostra o seu empenho em manter o eterno amor ao seu lado, mesmo o seu amante não a valorizando.[47] A seguinte é "National Anthem"; trata-se de uma canção de hip hop alternativo e pop independente com batidas de rap, que funciona de forma tranquila com elementos de guitarra, teclado e baixas batidas de tambor, enquanto o seu lirismo explora temas como dinheiro, sexo e ganância corporativa e faz referências a artigos de luxo, como a Bugatti Veyron, aos Hamptons e a jóias como diamantes.[48] [49] [39] [50] A sétima é "Dark Paradise", uma balada trip hop e pop independente, cuja gótica melodia, de acordo com a revista Billboard, lembra a cantora Madonna no final dos anos 1980.[51] [38] Na faixa, de acordo com os críticos, Del Rey está luto pela perda de um amor, o qual ainda vive em seus sonhos, mas também sugere que o amor supera todas as circunstâncias, até mesmo a morte.[52] "Radio" também se trata de uma balada de estilo pop independente, que, segundo a Billboard, possui um lirismo de difícil interpretação, por causa de linhas onde não se sabe se ela canta sobre um novo amor ou sabre a sua fama.[38] Segue-se, então, "Carmen" com elementos do barroco inglês e narra a história de uma bela garota de dezessete anos que vende seu corpo nas ruas. A sua letra traz ainda os lados negativos e sombrios da fama, e faz referência ao seu vício em bebida alcoólica quando adolescente.[53] [54] "Million Dollar Man" é uma balada que também aborda temas relacionados ao álcool em sua letra, além mostrar a cantora a lamentar um caso amoroso que chegou ao fim.[53] [55] Além disso, traz linhas sobre os esforços, perigos e intrigas passados por Del Rey, quando ainda usava o nome artístico de Lizzy Grant, para lançar um CD.[55] A décima primeira faixa, "Summertime Sadness", possui uma sonoridade inspirada pelo rock independente e pelo hip hop, e carrega um sentimento de tristeza e melancolia com uma melodia das músicas dos anos 1960.[56] [57] O seu lirismo, segundo Del Rey, retrata que as alegrias do amor carregam uma bagagem de sofrimento nas costas e reflete o seu medo de perder a pessoa amada.[58] Encerrando o disco, "This Is What Makes Us Girls" é, de acordo com o The Observer, um conto auto-biográfico de Del Rey, que fala sobre sexo, adolescentes a matar aula para beber, festejar com garotos e roubar carros de policiais.[59] [40]

Repercussão[editar | editar código-fonte]

Crítica profissional[editar | editar código-fonte]

Críticas profissionais
Pontuações agregadas
Fonte Avaliação
Metacritic 62/100[60]
Avaliações da crítica
Fonte Avaliação
AllMusic 3.0 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar empty.svgStar empty.svg[61]
POPLine (85/100)[62]
Entertainment Weekly (C+)[63]
Pitchfork Media (5.5/10)[64]
Examiner 5.0 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svg[65]
The Independent 5.0 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svg[66]
Paste Magazine 6.0 de 10 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svgStar empty.svgStar empty.svgStar empty.svgStar empty.svg[67]
The Daily Telegraph 4.0 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar empty.svg[68]
Slant Magazine 4.0 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar empty.svg[69]
NME 8.0 de 10 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svgStar empty.svgStar empty.svg[70]

Born to Die foi recebido com críticas divergentes pelos profissionais especializados, com alguns a elogiar a sua produção e a melodia das canções, bem como a voz e letras de Del Rey. Outros, contudo, criticaram-no exatamente nesses mesmos pontos e, ainda, questionaram a autenticidade da cantora em suas canções e imagem. No agregador de resenhas Metacritic, com base em 37 resenhas, concedeu ao disco uma média de 62 pontos, em uma escala que vai até cem, indicando "análises geralmente positivas".[60] O site da revista Billboard, por exemplo, em uma análise mista, afirmou que muitas das canções do álbum contém os mesmos trechos e temática lírica — boa garota apaixona-se por bad boy, ou vice-versa. Os editores ainda notaram que a obscura produção hip hop começa a sor de modo desinteressante no final do álbum.[38]

Na BBC Music, Jaime Gill aclamou o disco em sua análise. Descrevendo-o como inteligente, ambicioso e brilhantemente executado, Gill afirmou: "O disco é mais interessante que qualquer coisa que a Adele venha a escrever até mesmo quando a sua coleção '72' chegar às lojas no futuro (...) É o lançamento mais distinto e confiante desde o do Glasvegas, em 2008, e nos deixa ansiosos para saber o caminho que ela vai seguir".[71] Sasha Frere Jones, do The New Yorker, também se pronunciou positivamente em relação ao CD, alegando: "Born to Die é uma mistura habilidosa de nostalgia e emoções adolescentes". Refletindo, ainda, sobre as críticas que cantora recebeu quanto à sua originalidade, Jones proferiu: "Qualquer um que se comprometeu a derrubar Del Rey nesse momento deve ser surdo aos arranjos estranhamente maravilhosos que o pop permite".[47]

No periódico britânico The Guardian, Alexis Petridis, em uma análise mista, reconheceu que a única coisa realmente decepcionante no disco não é a música em si nem a voz, mas as letras, que tentam convencer os ouvintes o tempo todo de que Lana Del Rey é a amante condenada mas dedicada de um bad boy, sendo que Del Rey não sustenta, através das letras, esse personagem. Contudo, Alexis concluiu a revisão a favor do álbum, proferindo: "O que ele é é música pop bem feita e isso é suficiente".[72] Em contraste, Lindsay Zoladz foi bastante negativa em sua crítica para o Pitchfork Media, declarando: "O disco não permite nenhuma tensão ou complexidade e a sua porção de sexualidade feminina acaba tornando-se domesticada (...) O álbum é o equivalente a um orgasmo fingido — uma coleção de tochas, mas sem fogo".[64] Lindsey Borders, do Examiner, porém, mostrou-se positiva quanto ao material e atribuiu-lhe cinco estrelas de cinco permitidas, chamando-o de: "Divertido e atraente".[65] Simon Price, do The Independent, também lhe concedeu a pontuação máxima permitida e descreveu a sua música como: "Um delicioso híbrido de Portishead e Nancy Sinatra".[66]

James Montgomery, resenhista do site da MTV, comentando sobre o custo exagerado de sua produção, declararam: "Isso não significa que Born to Die seja um álbum ruim. Longe disso. Na verdade, é muito melhor que muitos esperavam (...) Não importa a maneira como você a vê, mas você tem que dar crédito a ela e ao seu time por criarem um álbum que preenche os cômodos e os fones de ouvido".[73] Já Rob Sheffield, da Rolling Stone, foi completamente negativo, afirmando que Del Rey ainda não estava preparada para fazer um álbum. Em conclusão, Sheffield disse: "Devido à sua imagem chique, é uma surpresa como Born to Die é entediante, cansativo e com pouco pop".[74] Em mais uma análise mista recebida pelo álbum, editores do Daily Mail notaram que as composições do CD carecem de autenticidade, mas ressaltaram que isso não diminui a capacidade de Lana Del Rey de contar histórias. Complementando o comentário, alegaram: "As histórias são vívidas, divertidas e cantadas com contundente lamento. E, desde que não esperem [encontrar] a ardente honestidade ou a sensação de profundidade transmitidas por Amy Winehouse ou Etta James, Born to Die é um começo muito promissor".[75]

Controvérsias e reconhecimento[editar | editar código-fonte]

É assustador quando você tem foco, é um escritor há dez anos, e as pessoas decidem de repente que não gostam de você. Isso é desanimador, porque você coloca todo o seu trabalho em elaboração de palavras e melodias, e depois as pessoas começam a pensar apenas em você e te julgam como pessoa e não pelo profissional, é horrível.

— Lana Del Rey comentando sobre como se sentiu em relação à controvérsia e às críticas geradas por seu trabalho em Born to Die e por sua imagem pública.[76]

Com o lançamento de Born to Die, Lana Del Rey tornou-se foco de atenção da imprensa musical, não apenas por sua música, mas por sua imagem.[77] Levando em consideração as composições do CD e a sua aparência, muitos tabloides passaram a questionar a sua autenticidade.[78] Além disso, surgiram especulações de que Lana Del Rey seria apenas um personagem montado por Lizzy Grant e pela indústria musical pop em que a sua gravadora trabalha para que a cantora conquistasse espaço e público dentro da sociedade que integra a música independente,[79] [80] [81] a exemplo da página Stereogum, que afirmou: "É senso comum que a Lana Del Rey é uma personagem inventada por Lizzy Grant, que ela inventou quando a sua própria música parecia não chegar a lugar algum. Mas quando 'Video Games' estourou cedo demais, ela não teve tempo de bolar as direções que esse personagem tomaria".[82] No Business Insider, Kevin Lincoln também comentou que Del Rey foi fabricada por sua gravadora e que utilizou as visualizações de "Videio Games" no YouTube como forma de publicidade.[78] Em defesa da cantora, no entanto, Jaime Gill escreveu na BBC Music: "Se você procura uma explicação para a improvável ascensão da Lana Del Rey, isso não é difícil de achar. Ignore as acusações cínicas de marketing e falta de autenticidade, ou especulações sobre cirurgias plásticas e grana do papai — isso não é importante. E [também] não se distraia com as estatísticas do YouTube ou a hipérbole on-line, isso não tem nada a ver com a nova mídia. Tem a ver com algo muito mais antigo e misterioso que tudo isso: o poder extraordinário e resistente da música pop".[71] Sasha Frere Jones, do The New Yorker, também saiu em defesa da artista, escrevendo: "As críticas mais bizarras são aquelas referentes a sua autenticidade. Detratores citam conspirações, algumas envolvendo seu pai, seus compositores, sobre quem tem bancado seus vídeos e até sobre como seus lábios ficaram tão grandes. Nenhum homem na mesma situação teria sido alvo de uma interrogatório nesse nível. Por que a música pop é a única forma de arte que incita essa discussão ridícula?".[47]

Contudo, mesmo gerando opiniões diversas quanto à sua intérprete e à sua música, Born to Die foi incluso em diversas listas como um dos melhores lançamentos de 2012. O site estadunidense The Hype Machine apontou-o como o segundo melhor lançamento do ano,[83] ao passo que a revista The Fly elegeu-o como o décimo primeiro melhor e o periódico britânico The Guardian colocou-o na décima sétima posição em sua lista, justificando: "'Video Games' soou como um single extraordinário, mas, como se verifica (...) o álbum é apinhado com material similarmente belíssimo".[84] [85] Editores do National Post posicionaram Born to Die no número cinco em seu catálogo; dando ênfase a faixas como "Blue Jeans" e "Summertime Sadness", eles afirmaram que o disco possui seis das dez melhores canções produzidas em 2012 e, em relação às acusações contra Del Rey de ter copiado canções de outros artistas, comentaram que tudo ser apenas um pastiche do melhor do pop. Em conclusão, proferiram que, em Born to Die: "Você é deixado com um conjunto de canções para um verão americano, uma pura reflexão plástica do Sul da Califórnia de Pynchon, a femme fatale Mary Astor de The Maltese Falcon e os frios loiros de Marlene Dietrich".[86] Lauren Nostro, da Complex, nomeou-o o quarto melhor lançamento de 2012 e alcunhou Del Rey como: "Deusa pop". Justificando a sua decisão, Lauren publicou: "[Born to Die é] um dos álbuns mais habilmente entorpecentes do ano"..[87] Enquanto isso, a revista inglesa Gigwise colocou-o na 42.ª posição de seu catálogo e elogiou a sua produção por fazer a voz Del Rey levar o ouvinte para a viagem emocional que ele o retrata. Em nota, alegaram: "Este álbum contém algumas das mais belas canções pops entregues do ano. Certamente, uma das vozes mais distintas de 2012, os deslumbrantes vocais de Del Rey enlaçam este registro com perfeição sem esforços".[88]

Além dessas, o disco também foi listado nos catálogos das revistas Uncut, na 51.ª posição, NME, na 45.ª colocação e Drowned in Sound, onde ficou na na 40.ª posição e o editor David Edwards declarou ter um amor genuíno por Born to Die.[89] [90] [91] Na britânica Fact, o CD foi colocado no número dezenove, com a equipe da revista comentando que: "Born to Die é uma realização fenomenal (...) Quinze canções — incluindo as faixas bônus — com com poucos ou nenhum passo em falso, uma maleável, mas distinta, voz, uma trilha sonora pop 'bem oleada', que funde suavemente as suas muitas influências, e uma par de canções definidas [por um] espírito da época ('Blue Jeans' e 'Video Games'). Quando foi a última vez que um registro — e uma estreia de uma grande gravadora, a essa altura — pôde [nos] dizer tudo isso?".[92]

Singles[editar | editar código-fonte]

"Video Games" foi a primeira canção de Del Rey divulgada como um single. Inicialmente recusada pela gravadora por não ter potencial radiofônico, a canção foi primeiramente divulgada na Internet e foi oficialmente lançada em 10 de outubro de 2011, como o carro-chefe de Born to Die. A obra recebeu aclamação dos críticos musicais logo após a divulgação, que elogiaram a sua melodia, instrumentação e a emotiva voz da cantora ao longo da gravação, sendo eleita pelos periódicos The Guardian e Pitchfork Media como o melhor lançamento do ano.[44] [45] Comercialmente, a obra também experimentou um sucesso positivo, atingindo a primeira posição da tabela musical da Alemanha e qualificando-se entre os dez melhores colocados em em países como a Bélgica, a França, a Suíça, entre outros.[93] O vídeo musical acompanhante foi produzido pela própria e a mostra a interpretar a canção em meio a várias outras cenas de filmes antigos, desenhos animados e paparazzi. As cenas em que Del Rey aparece foram filmadas por ela mesma com sua webcam.[94] Nos Estados Unidos, obteve um desempenho bem inferior, tendo atingido a 91.ª colocação da Billboard Hot 100.[95]

Em 30 de dezembro, "Born to Die", a faixa-título, foi escolhida como o segundo foco da promoção. Foi recebida com análises bastante positivas pelos profissionais, que prezaram a sua melancólica instrumentação e novamente a habilidade vocal de Del Rey.[96] No campo comercial, obteve um desempenho positivo, tendo se enumerado entre os vinte mais bem-vendidos nos mercados musicais da Áustria, da Dinamarca, da Finlândia e da França.[97] O teledisco musical correspondente foi gravado no Palácio de Fontainebleau, na França, e dirigido por Yoann Lemoine.[98] Contanto com uma produção e orçamento maior, possui a participação do modelo Bradley Soileau e retrata a cantora em uma relação instável com o personagem de Soileau, que termina com a morte da intérprete.[99] "Blue Jeans" foi lançado como o terceiro single do disco em abril de 2012. A obra também foi recebida positivamente pela imprensa musical, que enfatizou o seu estilo, lirismo e mais uma vez o desempenho vocal da musicista, comparando-a às canções da britânica Adele.[100] [101] Conquistou a 24.ª posição das tabelas streamings destinadas a canções de rock da revista Billboard, nos Estados Unidos, e conseguiu entradas no top quarenta das paradas oficiais do Reino Unido, da França, entre outros nações europeias.[102] [103]

Três meses mais tarde, "Summertime Sadness" foi liberado como o quarto compacto oficial do CD. Recebeu análises mistas dos profissionais especializados, que elogiaram a sua instrumentação, mas hesitaram quanto à qualidade de sua letra. Comercialmente, tornou-se o segundo hit de sucesso de Del Rey, alcançando as dez melhores colocações na Áustria e na França, e as cinco melhores na Suíça, no Reino Unido e na Finlândia.[104] Nos Estados Unidos, enumerou-se no sexto lugar da Billboard Hot 100 e tornou-se a mais vendida de Del Rey em território estadunidense, com mais de 1.1 milhão de cópias até setembro de 2013, graças, principalmente, ao remix lançado com Cedric Gervais, que lhe assegurou, ainda, a terceira posição na Austrália.[95] [105] [106] O vídeo musical da canção foi dirigido por Kyle Newman e Susser Spencer, e retratam uma triste história de amor entre Del Rey e Jaime King, esposa do primeiro.[107] Um mês mais tarde, "National Anthem" foi divulgado como o quinto foco da promoção de Born to Die. Elogiada pela mídia por causa de sua letra, melodia e seu refrão, também recebeu, contudo, críticas negativas quanto ao seu estilo musical por não combinar como uma faixa rap.[49] [63] Em nível comercial, obteve um desempenho bastante fraco em relação aos seus antecessores, listando-se apenas no 37.º posto da lista voltada para melodias de estilo rock, publicada pela Billboard e em algumas tabelas da Europa Continental.[108] O teledisco oficial da canção foi produzido por Anthony Mandler e exibe Del Rey interpretar, no início, Marilyn Monroe e, no decorrer da gravação, Jacqueline Onassis. A obra possui o trabalho do rapper US$ AP Rocky, que interpreta presidente John F. Kennedy, marido de Onassis.[109] Por fim, "Dark Paradise" foi lançado como o último single oficial do álbum. Elogiado como um dos destaques de Born to Die por alguns críticos, principalmente por causa de sua lenta melodia e pelo uso de sintetizadores, a faixa seguiu o mesmo exemplo da anterior em termos comerciais, desempenhando-se na 42.ª posição na Áustria, 45.ª na Alemanha e 48.ª na Suíça.[110]

Divulgação[editar | editar código-fonte]

Lana Del Rey promovendo o álbum Born to Die em Seattle, 2012.

A primeira apresentação oficial de divulgação de Born to Die ocorreu antes mesmo do seu lançamento, quando Del Rey interpretou "Video Games" na MTV Push. Mais tarde o vídeo da performance foi enviado para sua conta no VEVO titulado como 'Video Games (Live At The Premises)'. A cantora também se apresentou no Bowery Ballroom, Matthew Perpetua da revista Rolling Stone, comentou que apesar dela estar nervosa e ansiosa, cantava o seu primeiro single ao vivo "com uma confiança considerável".[111] Ela também participou de diversos festivais em diversas países, como no Festival da Ilha de Wight na Inglaterra, no Sónar em Barcelona, no Super Bock Super Rock em Portugal e em diversos outros. A cantora também se apresentou no American Idol.[112] Em 14 de janeiro de 2012, Del Rey cantou "Video Games" e "Blue Jeans" no programa de televisão Saturday Night Live. A interprete recebeu muitas críticas negativas por ela estar nervosa e por sua desafinação.[113] A atriz Juliette Lewis postou em seu twitter: "Uau, ver essa "cantora" no Saturday Night Live é como assistir uma criança de doze anos fingindo cantar e dançar no quarto",[114] ao passo que no dia seguinte, Lewis escreveu novamente na rede social: "Acordei cantando à música da Lana Del Rey! Que melodia incrível e assombrosa! Apesar do meu gosto sobre ela ao vivo, ela é uma ótima nova compositora. Fim."[115] O redator da NBC, Brian Williams, afirmou que a apresentação de Del Rey foi a pior performance de toda a história do programa.[116] O ator Daniel Radcliffe, que estava apresentando o programa no dia da apresentação de Del Rey, afirmou que as críticas eram menos sobre sua apresentação no programa, e mais sobre o seu passado e sua família."[117]

A cantora também deu várias entrevistas para jornais e revistas, tais como The Quietus, The Observer e Pitchfork Media, onde ela comentou que criou seus próprios vídeos de música para várias faixas como "Blue Jeans" e "Off to the Races".[118] [119] [120] No dia 22 de março de 2012, ela atuou mais uma vez a canção "Video Games" no ECHO Awards, considerada a maior premiação musical da Alemanha.[121] Até então planejavam uma turnê para a cantora, que após as críticas negativas que recebeu na sua apresentação no SNL, surgiram boatos que seria cancelada. Logo o empresário da interprete desmentiu, afirmando que: "Nunca anunciamos nenhuma turnê na primavera, nem que cancelaríamos a turnê".[122] A turnê começou em 14 de setembro de 2011, quando ela se apresentou no Glasslands Gallery nos Estados Unidos. A Born to Die Tour percorreu por alguns países da América do Norte, Europa e Oceania.[123]

Faixas[editar | editar código-fonte]

Versão padrão
N.º Título Compositor(es) Produtor(es) Duração
1. "Born to Die"   Elizabeth Grant, Justin Parker Parker, Robopop 4:45
2. "Off to the Races"   Grant, Emile Haynie, Dan Heath Beger, Emile 5:04
3. "Blue Jeans"   Grant, Emile Haynie, Dan Heath Emile 3:30
4. "Video Games"   Grant, Parker Parker, Robopop 4:42
5. "Diet Mountain Dew"   Grant, Mike Daly   3:43
6. "National Anthem"   Grant, David Sneddon, James Bauer-Mein Haynie, Jeff Bhasker 3:51
7. "Dark Paradise"   Grant, Noewls Haynie 4:03
8. "Radio"   Justin Parker, Lana del Rey Grant, Parker 3:35
9. "Carmen"   Grant, Parker Haynie, Bhasker 4:09
10. "Million Dollar Man"   Grant, Chris Braide Emile, Braide 3:50
11. "Summertime Sadness"   Grant, Nowels, Kieran De Jour Haynie, Nowels 4:25
12. "This Is What Makes Us Girls"   Grant, Jim Irvin, Larcombe   3:58
Duração total:
49:26

Créditos[editar | editar código-fonte]

Todo o processo de elaboração, gravação e produção do álbum Born to Die atribuem os seguintes créditos.[127]

Desempenho comercial[editar | editar código-fonte]

Born to Die obteve êxito comercial em várias regiões do mundo, em especial no Norte da América e no continente europeu. Ele comercializou 77 mil cópias durante a sua primeira semana de vendas nos Estados Unidos e debutou na segunda posição da Billboard 200, perdendo a liderança apenas para 21, da inglesa Adele, que vendera 122 mil réplicas em sua décima nona semana não-consecutiva no topo da tabela.[128] Mais tarde, foi premiado com disco de platina pela Recording Industry Association of America (RIAA), por mais de 1.1 milhão de unidades comercializadas no país, segundo a Nielsen SoundScan.[129] [130] Além disso, entrou na terceira colocação da lista compilada pela Billboard no Canadá em 18 de fevereiro, com mais de onze mil cópias vendidas e foi posteriormente certificado dois discos de platina pela Music Canada, em reconhecimento às mais de 160 mil unidades comercializadas em território canadense.[131] Na Austrália, o disco culminou na parado oficial do país e terminou o ano como o décimo quarto mais vendido de 2012,[132] [133] enquanto que na Nova Zelândia, alcançou a segunda posição da Recording Industry Association of New Zealand e foi o sexto mais comprado do ano.[134]

Na Europa Continental, o material estreou-se na primeira posição das tabelas musicais de oito países, inclusive no Reino Unido, onde ele conquistou a liderança da lista oficial dos mais vendidos com mais de 117 mil cópias vendidas em sua semana de lançamento — mais que todos os discos do top cinco combinados —, tornando-se o álbum mais rapidamente vendido em apenas setes dias em 2012.[135] [136] Desse total, mais de cinquenta mil foram em downloads digitais, o que converteu no quinto álbum da história da música britânica a alcançar tal marca em nível digital em apenas uma semana, atrás somente de artistas como Coldplay, com o álbum Mylo Xyloto, e Lady Gaga, com Born This Way.[137] O disco permaneceu no topo em sua segunda semana e, na sua terceira edição na tabela, vendou 47 mil unidades, deixando o posto devido à estreia de Our Version of Events, de Emeli Sandé, que vender 128 mil unidades.[138] [139] Durante o primeiro semestre de 2012, Born to Die vendeu um total de 482 mil réplicas, tornando-se o terceiro mais bem vendido nesse período, e chegou ao final de dezembro com 719 mil unidades distribuídas em território britânico, encerrando o ano como o quarto mais comprado na nação.[140] [141] Em território francês, o CD repetiu o feito e debutou na primeira posição com 49 mil unidades vendidas, das quais 17 mil foram digitais.[142] Manteve-se na posição na edição subsequente, ao vender outras 24 mil réplicas, e terminou o ano como o sétimo mais procurado pela nação, com 341 mil compradores.[143] [144]

Histórico de lançamento[editar | editar código-fonte]

Born to Die foi distribuído nos formatos de Compact Disc (CD) e download digital inicialmente em alguns países do continente europeu no dia 27 de janeiro de 2012 e posteriormente no Norte da América, através das gravadoras Interscope e Polydor Records. Foi lançado em uma versões padrão e uma especial, esta última em novembro, trazendo doze faixas na primeira e 23 na segunda, além de ter sido lançado em um extended play (EP) no mesmo mês, que contém apenas as oito faixas adicionais da versão-especial do CD.

País Data Formato Gravadora
 Alemanha[20] 27 de janeiro de 2012 CD, download digital Universal Music
 Irlanda[182]
 Reino Unido[183] 30 de janeiro de 2012
 França[184]
 Estados Unidos[185] 31 de janeiro de 2012
 Canadá[23]
 Austrália[21] 3 de fevereiro de 2012
 Nova Zelândia[22] 6 de fevereiro de 2012
 Brasil[3] 7 de fevereiro de 2012
 Japão[186] 8 de fevereiro de 2012

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