Botafogo de Futebol e Regatas

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Botafogo Futebol e Regatas)
Ir para: navegação, pesquisa
Botafogo FR
Botafogo de Futebol e Regatas logo.svg
Nome Botafogo de Futebol e Regatas
Alcunhas Estrela Solitária
O Glorioso
Fogo
Fogão
Bota
Time de General Severiano
Torcedor/Adepto Botafoguense
Alvinegro
Mascote Manequinho
Pato Donald
Biriba
Biruta
Fundação 1 de julho de 1894 (121 anos)
Estádio Nilton Santos
Capacidade 46 931 pessoas[1]
Localização Brasão da cidade do Rio de Janeiro.svg Rio de Janeiro, Rio de Janeiro RJ,
BrasilBrasil
Presidente Brasil Carlos Eduardo Pereira
Treinador Brasil Ricardo Gomes[2]
Patrocinador Brasil Guaramix[3]
Brasil Voxx Suplementos[4]
Brasil 99Taxis[5]
Brasil Brahma
Material esportivo Alemanha Puma
Competição Rio de Janeiro Campeonato Carioca
Brasil Copa do Brasil
Brasil Brasileiro - Série B
2014
Rio de Janeiro Carioca
Brasil Copa
Brasil Série A
Flags of South American Conmebol Members.gif CL

9º colocado
Quartas de final
19º colocado Baixa
Fase de grupos
2013
Rio de Janeiro Carioca
Brasil Copa
Brasil Série A

Campeão
Quartas de final
4º colocado
2012
Rio de Janeiro Carioca
Brasil Copa
Brasil Série A
Flags of South American Conmebol Members.gif SA

Vice-campeão
Oitavas de final
7º colocado
Fase Nacional
Ranking nacional 11º lugar - 12.332 pontos[6]
Website botafogo.com.br
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
Temporada atual
editar

Botafogo de Futebol e Regatas é uma agremiação poliesportiva brasileira, com sede no bairro homônimo ao clube, na cidade do Rio de Janeiro. Nascido da fusão do Club de Regatas Botafogo (fundado para o remo em 1894) com o Botafogo Football Club (formado para o futebol em 1904), é um dos principais clubes do Brasil. Suas maiores glórias esportivas vêm principalmente do futebol, especialmente entre as décadas de 1950 e 1960, considerada sua era de ouro.[7]

Conhecido pela estrela de cinco pontas em seu distintivo, que lhe dá a alcunha de clube da Estrela Solitária, o Botafogo tem como suas cores oficiais o preto e o branco. Desde 2007, manda seus jogos de futebol no Estádio Nilton Santos, antes chamado de Engenhão. Um dos clubes mais populares do Brasil,[8] [9] tem como seus principais rivais o Flamengo, o Fluminense e o Vasco da Gama.[10] [11] [12]

Foi indicado pela FIFA ao seleto grupo dos maiores clubes do século XX.[13] [14] Dentre seus principais títulos estão: 20 Campeonatos Cariocas, 1 Torneio Rio-São Paulo, 3 Torneios Roberto Gomes Pedrosa, 2 Campeonatos Brasileiros e 1 Copa Conmebol (precursora da atual Copa Sul-Americana).[15] [16] [17] [18] [19]

Além disso, o clube detém alguns dos principais recordes do futebol brasileiro, como o de maior número de partidas de invencibilidade: 52 jogos entre os anos de 1977 e 1978;[20] [21] o recorde de partidas invictas em jogos do Campeonato Brasileiro: 42, também entre 1977 e 1978;[22] [23] o maior número de participações de jogadores em partidas totais da Seleção Brasileira (considerando jogos oficiais e não oficiais): 1094 participações;[24] e o maior número de jogadores cedidos à Seleção Brasileira para Copas do Mundo.[25] O clube ainda é o responsável pela maior vitória já registrada no futebol brasileiro: 24 a 0 sobre o Sport Club Mangueira no Carioca de 1909.[26]

Índice

História[editar | editar código-fonte]

Grupo de Regatas Botafogo[editar | editar código-fonte]

Localização do Botafogo no mapa da América do Sul.

Em 1891, contando em sua gênese com a participação de membros egressos do Clube Guanabarense, criado em 1874, o Grupo de Regatas Botafogo foi fundado pelo remador Luiz Caldas, conhecido como Almirante. No contexto da Revolta da Armada, dois líderes revolucionários, o almirante Custódio de Melo e o comandante Guilherme Frederico de Lorena, tinham, respectivamente, dois filhos como sócios do grupo, João Carlos de Melo (John) e Frederico Lorena (Fritz). Esta ligação dos jovens com o grupo levantou suspeitas do governo sobre o Botafogo, que foi obrigado a interromper suas atividades. Por conta da perseguição, John e Fritz deixaram a cidade do Rio de Janeiro, e Luiz Caldas foi preso.

Luiz Caldas viria a falecer pouco tempo depois, ao final de junho de 1894. Então, os sócios restantes do Grupo de Regatas Botafogo se reuniram para regulamentar a criação do clube. Com quarenta sócios, em 1 de julho de 1894, era fundado o Club de Regatas Botafogo.[27] [28]

Club de Regatas Botafogo[editar | editar código-fonte]

Primeira sede do Club de Regatas Botafogo.

A sede do clube era em um casarão, atualmente demolido, no sul da praia de Botafogo, encostado ao Morro do Pasmado, onde hoje termina a avenida Pasteur. Os fundadores do Club de Regatas Botafogo foram Alberto Lisboa da Cunha, Arnaldo Pereira Braga, Arthur Galvão, Augusto Martins, Carlos de Souza Freire, Eduardo Fonseca, Frederico Lorena, Henrique Jacutinga, João Penaforte, José Maria Dias Braga, Julio Kreisler, Julio Ribas Junior, Luiz Fonseca Quintanilha Jordão, Oscar Lisboa da Cunha e Paulo Ernesto de Azevedo. A embarcação botafoguense Diva, surgida em 1899, tornou-se uma lenda nas águas da Baía de Guanabara ao vencer todas as 22 regatas que disputou, sagrando o clube como campeão carioca de 1899.[29]

O Club de Regatas Botafogo foi o primeiro clube carioca campeão brasileiro de alguma modalidade esportiva, em outubro de 1902, após a vitória do atleta Antônio Mendes de Oliveira Castro, que anos mais tarde viria a se tornar presidente do clube.[30]

Uma curiosidade na história do Club de Regatas é que seus atletas já haviam se arriscado a praticar o futebol. No dia 25 de outubro de 1903, antes da fundação do Botafogo Football Club, os remadores botafoguenses se reuniram com os colegas de esporte do Flamengo para a disputa de um amistoso. O time do Botafogo, formado por W. Schuback, C. Freire e Oscar Cox; A. Shorts, M. Rocha e R. Rocha; G. Masset, F. Frias Júnior, Horácio Costa Santos, N. Hime e H. Chaves Júnior, goleou o Flamengo por 5 a 1 no campo do Paissandu. Alguns dos atletas do Botafogo integravam o time de futebol do recém-fundado Fluminense.[10]

Botafogo Football Club[editar | editar código-fonte]

Vista aérea atual do bairro de Botafogo.

O bairro de Botafogo foi o local onde se fundou para o futebol o Electro Club, primeiro nome dado ao Botafogo Football Club. A ideia surgiu a partir de Flávio Ramos e Emmanuel Sodré, que estudavam juntos no Colégio Alfredo Gomes. Durante uma aula cansativa de álgebra ministrada pelo general Júlio Noronha, um bilhete passado por Flávio a Emmanuel dizia: "O Itamar Tavares tem um clube de football na rua Martins Ferreira. Vamos fundar outro no Largo dos Leões? Podemos falar aos Werneck, ao Arthur César, ao Vicente e ao Jacques".

Emmanuel aguardou o fim da aula para expressar seu entusiasmo. Os meninos, que residiam no bairro de Botafogo, próximo ao Largo dos Leões, logo convenceram outros colegas de que não surgiria opção melhor para preencher o vazio daqueles dias de começo de século XX no Rio de Janeiro, em que eram raras as atrações para os adolescentes. Na tarde de sexta-feira, 12 de agosto de 1904, Flávio, Emmanuel e alguns amigos, todos com idades entre catorze e quinze anos, reuniram-se em um velho casarão localizado nas esquinas da rua Humaitá com o Largo dos Leões para oficializar a fundação do clube.

Time do Botafogo em 1906.

Electro Club foi o primeiro nome dado ao Botafogo, já que os meninos decidiram cobrar mensalidade e acharam um talão de um extinto grêmio de pedestrianismo com esse nome, que resolveram então adotar.

O uniforme de listras verticais em preto e o branco também foi aclamado por unanimidade. A sugestão partiu de Itamar Tavares. Ele estudara na Itália, onde torcia para a Juventus, criada em 1897 e que, hoje, é um dos clubes mais populares da Europa. A primeira diretoria do Electro, que não teve ata de fundação, era composta por Flávio da Silva Ramos (presidente), Octávio Werneck (vice-presidente), Jacques Raymundo Ferreira da Silva (secretário) e Álvaro Werneck (tesoureiro). Flávio e Emmanuel não gostariam de ver o clube tomar o destino de tantos outros, que desapareceram sem deixar vestígio. Logo, procuraram gente com mais idade e mais experiência para administrá-lo, como Alfredo Guedes de Mello e Alfredo Chaves.

O nome Electro Club permaneceu apenas até o dia 18 de setembro. Neste dia, foi realizada outra reunião na casa de Dona Chiquitota, avó do Flávio, que se assustou ao saber o nome do clube: “Afinal, qual é o nome deste clube?”, perguntou. “Electro”, respondeu Flávio, que então resolveu seguir o conselho de sua avó:

“Meu Deus. Que falta de imaginação! Ora, morando onde vocês moram, o clube só pode se chamar Botafogo.”
Francisca Teixeira de Oliveira, a Dona Chiquitota.

E assim foi feito, o Electro passou a se chamar Botafogo Football Club. Neste mesmo dia, tomou posse a nova diretoria, composta por Alfredo Guedes de Mello (presidente), Itamar Tavares (vice-presidente), Mário Figueiredo (secretário) e Alfredo Chaves (tesoureiro). Os primeiros treinos aconteceram no Largo dos Leões, e as palmeiras imperiais serviram de balizas. Assim, nascia o Botafogo Football Club. Seus fundadores: Álvaro Cordeiro da Rocha Werneck, Arthur César de Andrade, Augusto Paranhos Fontenelle, Basílio Vianna Junior, Carlos Bastos Neto, Emmanuel de Almeida Sodré, Eurico Parga Viveiros de Castro, Flávio da Silva Ramos, Jacques Raymundo Ferreira da Silva, Lourival Camargo da Costa, Octávio Cordeiro da Rocha Werneck, Vicente Licínio Cardoso e Itamar Tavares.

O time que venceu o Campeonato Carioca de 1907.

O primeiro amistoso ocorreu no dia 2 de outubro de 1904, contra o Football and Athletic Club, na Tijuca: derrota por 3 a 0. O time que entrou em campo usava o esquema 2-3-5 e era composto por: Flávio Ramos; Victor Faria e João Leal; Basílio Vianna, Octávio Werneck e Adhemaro de Lamare; Normann Hime, Itamar Tavares, Álvaro Soares, Ricardo Rego e Carlos Bittencourt. A primeira vitória viria no segundo jogo, em 21 de maio de 1905, sobre o Petropolitano, 1 a 0, gol de Flávio Ramos.

Ainda neste ano, foi criado o Carioca Football Club no bairro de Botafogo. Este clube era destinado a ensinar às crianças as bases do futebol, sendo a primeira escola do esporte no Brasil. A escola foi desativada em 1908 e absorvida pelo Botafogo Football Club, que buscou nos jogadores do Carioca a intenção de fundar o seu próprio time infantil.[31]

Botafogo de Futebol e Regatas[editar | editar código-fonte]

O Botafogo de Futebol e Regatas nasceu oficialmente no dia 8 de dezembro de 1942 (mesmo dia de homenagem à santa padroeira do clube, Nossa Senhora da Conceição.[32] ), resultado da fusão dos dois clubes de mesmo nome: o Club de Regatas Botafogo e o Botafogo Football Club. Os dois clubes tinham suas sedes no bairro de Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro. A fusão já era estudada desde 1931, mas durante muitos anos foi combatida porque gente ligada aos dois clubes, como o historiador Antônio Mendes de Oliveira Castro, do remo, e João Saldanha, do futebol, garantiam que o Regatas estava "infiltrado de torcedores do Fluminense", que, dos cinco grandes clubes da cidade, é um dos dois (junto com o América) que nunca tiveram um departamento ligado a esse esporte.

A união foi apressada por uma tragédia: no dia 11 de junho de 1942, os dois clubes, que também tinham atividades em outros esportes, disputavam uma partida de basquete pelo Campeonato Carioca, no Mourisco Mar, sede do Club de Regatas Botafogo. Nesse dia, o jogador Armando Albano, do Football Club, chegou atrasado ao jogo que já havia começado, entrando com o jogo em andamento. Durante o intervalo, Armando Albano abaixou-se para pegar uma bola e caiu desfalecido. Os médicos correram, fizeram todos os atendimentos possíveis, mas o jogador havia sido fulminado por um infarto.

Depois de confirmada a morte do jogador, a partida foi interrompida faltando dez minutos para o final, quando o placar marcava 21 pontos para Club de Regatas e 23 para Football Club. O corpo de Albano saiu da sede de General Severiano e, quando passava em frente ao Mourisco Mar, houve uma parada. Os presidentes dos clubes fizeram um pronunciamento:[33]

“E comunico nesta hora a Albano que a sua última partida resultou numa nítida vitória. O tempo que resta do jogo interrompido, os nossos jogadores não disputarão mais. Todos nós queremos que o jovem lutador desaparecido parta para a grande noite como um vitorioso. E é assim que o saudamos.”
Augusto Frederico Schmidt, presidente do Club de Regatas Botafogo.
“Nas disputas entre os nossos clubes só pode haver um vencedor: o Botafogo!”
Eduardo Góes Trindade, presidente do Botafogo Football Club.
“O que mais é preciso para que os nossos dois clubes sejam um só?”
Augusto Frederico Schmidt, selando a fusão.

A partir dessa data, começou o procedimento para a fusão dos clubes, nascendo o Botafogo de Futebol e Regatas. Com a fusão foram feitas algumas alterações: a bandeira perdeu o escudo com letras entrelaçadas do B.F.C., e ganhou um retângulo preto com a Estrela Solitária branca, do Club de Regatas, ao alto. O escudo incorpora ao distintivo a Estrela Solitária branca, num fundo preto com contorno branco, no lugar das letras entrelaçadas. Além disso, a equipe de futebol passou a usar calções pretos.

Futebol[editar | editar código-fonte]

Anos 1900 e 1910: O Glorioso[editar | editar código-fonte]

Botafogo campeão de 1910.
Time campeão em 1912.

Em 1906, o Botafogo venceu seu primeiro título, a Taça Caxambu, o primeiro torneio do futebol do Rio de Janeiro, disputado pelas equipes de segundo-quadro. O time participou ainda do primeiro Campeonato Carioca ficando em quarto lugar. A primeira vitória da equipe no campeonato, por 1 a 0, foi contra o Bangu em 27 de maio.

No ano seguinte, terminou empatado o Carioca em pontos com o Fluminense numa grande polêmica só resolvida nove décadas depois. O Botafogo teria de enfrentar o Internacional, lanterna da competição, na última rodada. Porém, o Internacional, que também não tinha enfrentado o Fluminense, não compareceu ao jogo. O Botafogo venceu o jogo por W.O., mas não teve gols acrescentados na tabela. Enquanto isso, o Fluminense venceu o Paissandu por 2 a 0 e empatou na classificação final do campeonato com o alvinegro. Como tinha saldo melhor, o Fluminense reivindicou o título. Prejudicado por não ter a oportunidade de marcar gols na última partida, o Botafogo pedia um jogo extra, maneira considerada pelos diretores alvinegros justa de decidir a disputa, o que não foi aceito. O regulamento da competição não especificava nenhum critério de desempate além do número de pontos. Os dois clubes não chegaram a um acordo sobre como decidir o campeonato.[34] A Liga não conseguiu encontrar uma solução e se dissolveu, ficando o campeonato sem um campeão até 1996, quando Eduardo Viana, presidente da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, decidiu dividir o título de 1907 entre ambos os clubes.

Em 1910, o Botafogo consagrar-se-ia definitivamente. Ao vencer o Campeonato Carioca de 1910, o time realizou uma campanha marcada por sete goleadas aplicadas sobre os adversários na competição, fato este que lhe rendeu o apelido de O Glorioso. O alvinegro, que naquele campeonato marcara 66 gols, já demonstrava aptidão para marcar várias vezes anteriormente. No ano anterior, aplicou 24 a 0 sobre o Sport Club Mangueira (até hoje a maior goleada da história do futebol brasileiro em jogos oficiais). Nesta mesma época de transição de décadas, o Botafogo ainda fez 15 a 1 sobre o Riachuelo, 13 a 0 e 11 a 0 no Haddock Lobo, 9 a 0 contra o Internacional, entre outras goleadas mais e ainda venceu o torneio interestadual em cima do Palmeiras po 7 a 2.

Em 1911, o clube desligou-se da Liga Metropolitana de Sports Athleticos (LMSA) após uma confusão num jogo contra o América. O incidente foi iniciado quando o jogador do time rubro Gabriel de Carvalho fez falta violenta em Flávio Ramos, que revidou, originando uma briga generalizada. Insatisfeita com as punições que foram impostas aos jogadores alvinegros envolvidos na briga (Adhemaro e Abelardo de Lamare receberam seis e doze meses de suspensão respectivamente), a diretoria solicitou o desligamento do próprio clube da LMSA e, em seguida, passou uma longa fase realizando apenas amistosos contra equipes paulistas. No final do mesmo ano, o Botafogo perdeu a sua sede na rua Voluntários da Pátria, onde realizava seus jogos. Teve de disputar o campeonato de 1912, organizado pela Associação de Football do Rio de Janeiro, em um modesto campo na rua São Clemente. Nesta competição, o alvinegro sagrou-se campeão.

Em 1913, o Botafogo retornou à Liga Metropolitana de Sports Athleticos. E, em 1915, voltou à liga municipal renovado com a concessão do terreno da rua General Severiano pela prefeitura em 1912.

Anos 1910 e 1920: entressafra alvinegra[editar | editar código-fonte]

Partida de inauguração do Estádio de General Severiano, em 1913.

A fase entre 1912 e 1930 pode ser considerada como o primeiro período de jejum de títulos do Botafogo. Todavia, foram conquistados dois Campeonatos Cariocas de Segundos Quadros, em 1915 e 1922. O clube ainda foi vice-campeão carioca por quatro vezes, 1913, 1914, 1916 e 1918, e fez vários artilheiros do torneio até 1920, entre eles Mimi Sodré, Aluízio Pinto, Luiz Menezes e Arlindo Pacheco.

Jogadores em 1913.

Nesta época, o Botafogo contribuiu para a criação de um termo bastante comum nos dias atuais do esporte brasileiro: cartola.[35] Em 1917, os dirigentes do Botafogo trajaram-se de fraque e cartola para receber o time uruguaio do Dublin FC no gramado. A intenção era imitar os políticos da República Velha, mas o resultado acabou sendo o nome, adotado pela imprensa, de cartola para os dirigentes esportivos.

Antes de ser formado o time do início da década de 1930, o Botafogo, nos anos 1920, obteve como melhor resultado um terceiro lugar no Campeonato Carioca de 1928. De resto, foram cinco quartas colocações e outras classificações inferiores. Em 1923, o time quase foi rebaixado, ficou em 8° lugar (último) no Carioca. Teve de disputar um partida eliminatória para não cair, contra o Vila Isabel, vencida por 3 a 1.

Este período também foi marcado por um série de problemas internos na cúpula do clube. Tanto que o atacante Nilo, que viria a ser um dos destaques do time de 30, foi para o Fluminense devido a problemas com a diretoria. Só retornou ao alvinegro em 1927, para ser o artilheiro do Carioca do mesmo ano.

Anos 1930: o tetracampeonato[editar | editar código-fonte]

Time campeão estadual em 1930.
Carvalho Leite em campo.

Na década de 1930, liderado pelos atacantes Nilo, Patesko e Carvalho Leite, entre outros craques, o Botafogo conquistou o Carioca de 1930 e o inédito tetracampeonato em 1932, 1933, 1934 e 1935. Nesta época, o campeonato do Rio de Janeiro era dividido em duas ligas, a profissional e a amadora, homologada pela CBD e pela FIFA e da qual o Botafogo participava. Em 1931, problemas internos envolvendo diretores e futebolistas atrapalharam o time durante a campanha, mas venceu a Copa dos campeões estaduais de 1930, disputada em 1931. Nessa mesma era, dez jogadores do Botafogo foram convocados para a Copa do Mundo de 1934 na Itália: Carvalho Leite, Patesko, Waldyr, Áttila, Canalli, Ariel, Martim Silveira, Octacílio e os goleiros Germano e Pedrosa. Durante a campanha dos cinco títulos o clube realizou 113 jogos, vencendo 75, empatando 22 e perdendo 16. Marcou 320 gols (sendo 79 marcados por Carvalho Leite) e sofreu 176. Leônidas da Silva, ídolo do Flamengo, atuou antes pelo alvinegro na conquista de 1935 e chegou a jogar pelo time em 1936, entretanto, logo foi negociado com o rival rubro-negro. No mesmo ano, o clube realizou sua primeira excursão ao exterior: foi jogar no México e nos Estados Unidos.[36] Em nove partidas, venceu seis.[37]

No ano de 1938, o Botafogo reinaugurou seu estádio em General Severiano com novas arquibancadas de cimento. No Campeonato Carioca e no Torneio Municipal, o clube ficou em terceiro lugar. Cedera, durante as competições, cinco jogadores para a disputa da Copa da França. No ano seguinte, surgiu no clube o craque Heleno de Freitas, que viria a substituir o ídolo Carvalho Leite. Durante os oito anos seguintes, Heleno foi o maior ídolo do clube e, por conseguinte, o primeiro craque do recém-criado Botafogo de Futebol e Regatas.

Anos 1940 e 1950: retomada de títulos[editar | editar código-fonte]

Fundado o Botafogo atual em 1942, apesar dos craques que desfilaram com a sua camisa, como Gérson dos Santos, Zezé Procópio, Sarno, Tovar e Heleno de Freitas, o alvinegro só conseguiu reconquistar o título carioca em 1948. Curiosamente, no ano em que Heleno, o principal artilheiro do time então, havia sido vendido para o argentino Boca Juniors.

Após quatro vice-campeonatos seguidos nos anos de 1944 a 1947, em 1948, foi conquistado o primeiro título no futebol sob o novo nome. Aquele campeonato traria ainda uma novidade: era a primeira vez que o clube utilizaria numeração nas camisas de seus uniformes. O Botafogo estreou no campeonato perdendo por 4 a 0 para o São Cristóvão. Ao fim de jogo, o presidente Carlito Rocha garantiu que o time não perderia mais e que seria o campeão. O clube havia acabado de efetivar o ex-centro-médio Zezé Moreira como técnico para tentar acabar com a série de 12 anos sem o título. Mas, guiado pelos gols de Octávio Moraes e de Sylvio Pirillo, pela e superstição de Carlito Rocha e por Biriba, um cãozinho preto e branco adotado como mascote, o time obteve 17 vitórias e dois empates nos outros 19 jogos. Resultado: ganhou o título, derrotando na final o apelidado Expresso da Vitória do Vasco. A decisão foi em General Severiano, no dia 12 de dezembro de 1948, e o Botafogo venceu por 3 a 1.[38] O Botafogo jogou com Osvaldo Baliza, Gérson dos Santos e Nílton Santos; Rubinho, Ávila e Juvenal; Paraguaio, Geninho, Pirillo, Octávio Moraes e Braguinha. Foi o primeiro título de Nílton Santos, que logo se transformaria em lenda do futebol brasileiro.

Em 1951, o time preto e branco triunfou pela primeira vez no Torneio Municipal, justamente na última edição da competição, com uma goleada de 3x0, em mais uma final contra o Expresso da Vitória do Vasco da Gama.

Em 1953 ingressou no clube um jovem rapaz de pernas tortas que, após deslumbrar o já conhecido craque Nílton Santos, foi sumariamente contratado a pedido do último. Nos anos seguintes esse jovem promissor revolucionaria o futebol com o futebol-arte extremo, entrando de vez para a História como Garrincha, o anjo das pernas tortas e alegria do povo.

Em 1954, com Garrincha e Dino da Costa (futuramente vendido ao futebol italiano onde seria artilheiro nacional), o clube alvinegro conquistou o Torneio Interestadual, competição organizada entre clubes do Rio de Janeiro (Botafogo e Fluminense), Rio Grande do Sul (Internacional) e São Paulo (Palmeiras). Foi o primeiro título do clube no Maracanã (o Municipal de 1951 foi decidido no Estádio de General Severiano) e, também, de Garrincha pelo clube.

Anos 1950 e 1960: época de ouro[editar | editar código-fonte]

Busto de Garrincha, estátua no Maracanã.
Estátua de Nílton Santos, localizada no antigo Engenhão, que atualmente leva seu nome.

Nas décadas de 1950 e 1960,[39] o Botafogo viveu um dos seus períodos mais áureos, tendo contado com a participação de craques como Garrincha, considerado por alguns o maior jogador de futebol de todos os tempos; Nílton Santos, considerado o melhor lateral-esquerdo do século XX, presente em quase todas as listas, incluindo FIFA; Gérson, Didi, Jairzinho, Zagallo, Amarildo e Manga, Quarentinha, Paulo Valentim, Carlos Roberto de Carvalho, Roberto Miranda, Paulo César Caju, Rogério e Sebastião Leônidas todos jogadores da Seleção Brasileira de Futebol.

O time notabilizava-se também pelas muitas excursões que fazia pelo exterior, disputando competições extra-oficiais e amistosos, grande parte contra as maiores equipes da História, como Real Madrid, Barcelona, Boca Juniors, River Plate, Nacional, Peñarol, Milan, Benfica, Independiente, Arsenal e Santos.

Em 1952, por ter uma excelente equipe, reconhecida no Brasil como uma das mais habilidosas (seria a base das seleções campeãs mundias nos anos seguintes), o alvinegro carioca foi convidado para disputar a 1ª Edição da Pequena Copa do Mundo, na Venezuela. Dessa edição inaugural, participaram também Millonarios, campeão colombiano liderado por Di Stefano (que viria a se tornar um dos maiores jogadores do mundo no século XX); La Salle, campeão venezuelano e, por fim, o rico e poderoso Real Madrid.

Após todos jogarem contra todos, houve um empate em quase todos os critérios entre Botafogo e Real Madrid. Os dois clubes estavam invictos, com mesmo número de vitórias e empates e, apesar do Botafogo ter maior número de gols pró e saldo, o título ficou nas mãos dos espanhóis pelo critério, agora obsoleto, de "gol average", em que se divide o número de gols pró pelos gols contra.

Em 1957, a diretoria inova ao convidar o cronista esportivo João Saldanha, botafoguense histórico (chegou à jogar no clube) e um dos mais lidos jornalistas da época, a assumir o comando o time principal. A ousadia deu certo, pois o alvinegro venceu o Campeonato Carioca ao derrotar na final o Fluminense por um incrível placar de 6 a 2, tendo Paulinho Valentim marcado 5 gols e outro de Garrincha na maior goleada da história das finais da competição.[40]

Mais uma vez disputando o torneio e contando com uma das melhores equipes do globo, Botafogo disputou a Taça com o tricampeão uruguaio Nacional e os espanhóis Barcelona e Sevilla. Porém, mais uma vez, terminou como vice-campeão para um clube espanhol, agora o catalão Barcelona.

Já em 1958, o Botafogo cedeu para a Seleção Brasileira seus principais jogadores: Garrincha, Nílton Santos, Didi e Zagallo.[41] .

Essa seleção, considerada uma das melhores de todos os tempos, foi a primeira da Brasil a vencer uma Copa do Mundo e acabou com o chamado "Complexo de Vira-Latas", que perseguia o Brasil desde 1950.

Nessa competição, Garrincha começava a provar ser o mais habilidoso jogador de futebol de todos os tempos. Ficaram famosas as frases:

  • Nils Liedholm, meia da Suécia na Copa de 58: “Estávamos em pânico pensando no que Garrincha poderia fazer. Não existia marcador no mundo capaz de neutralizá-lo."
  • Nílton Santos, sobre Garrincha na partida contra a União Soviética, pela Copa de 58: “Eles começaram marcando no mano a mano. Tsarev contra Garrincha. De repente, passaram a amontoar vários outros naquele lado esquerdo do campo. Era hilariante o desmanche que Mané fazia por ali."
  • Didi, sobre Garrincha na Copa de 58: “Eu fazia o lançamento e tinha vontade de rir. O Mané ia passando e deixando os homens de bunda no chão. Em fila, disciplinadamente."

Dois anos depois, em 1960, o glorioso excursionou novamente no exterior, sendo campeão do Torneio Internacional da Colômbia, deixando para trás clubes como Millonarios, Santa Fé e Áustria Viena.

Em 1961, a equipe principal de futebol teve a saída do craque da final de 1957, Paulinho Valentim, que foi vendido ao Boca Juniors. Porém, contava com a entrada de Amarildo e Zagallo, além da permanência dos melhores do mundo em suas posições, Garrincha e Nílton Santos, montando uma das maiores equipes do futebol mundial, com:Manga, Rildo, Zé Maria, Nílton Santos e Chicão; Aírton e Didi; Garrincha, Amoroso, Amarildo e Zagallo.

E, com todos esses craques em campo, o alvinegro levou o Torneio Início, o Carioca, vencendo a final com uma goleada de 3x0 sobre o Flamengo e ainda fez uma excussão ao exterior, vencendo o Torneio Internacional da Costa Rica.

Para fechar com chave de ouro, ainda levou a Copa dos Campeões Rio-São Paulo com uma convincente vitória de 3x0 sobre o Santos.

Em 1962, o clube da estrela solitária manteve a base da equipe do ano anterior e levou mais alguns dos maiores títulos brasileiros, como o Campeonato Carioca (com outra goleada de 3x0 sobre o Flamengo na final), o Torneio Rio-São Paulo e o Pentagonal do México.

Ainda nesse ano, a Seleção Brasileira disputou a Copa do Mundo do Chile e foi composta somente por jogadores de clubes brasileiros. Dentre esses clubes, o Santos teve o maior número de convocados, sete. Porém, o Botafogo foi a base da seleção, já que cinco jogadores do clube faziam parte da equipe principal, contra três do Santos.

Foi o segundo título do país e Nílton Santos, Zagallo, Didi e Amarildo foram fundamentais para a vitória, já que foram titulares. Porém, com o desfalque de Pelé (substituído honrosamente por Amarildo), foi Garrincha quem assumiu toda a responsabilidade e levou o Brasil ao título, sendo um dos artilheiros da competição. Por isso, após dar o maior espetáculo de futebol-arte da História das Copas, recebeu o prêmio de melhor jogador da Copa.

Depois da Copa do Mundo de 1958, o Brasil já estava acostumado com textos apaixonados sobre o futebol-arte de Garrincha, porém ficaram marcadas as frases sobre o melhor do mundo em 1962:

  • Capa do Jornal chileno El Mercurio: "De que planeta veio Garrincha?"
  • Gavriil Kachalin, técnico soviético: "Garrincha é um verdadeiro assombro. Não pode ser produto de nenhuma escola de futebol. É um jogador como jamais vi igual."

Em 1963, o glorioso venceu o prestigiado Torneio Internacional de Paris, famoso torneio intercontinental de clubes que reunia algumas das principais potências futebolísticas do planeta. Naquele ano, participaram, além do Botafogo, Racing Paris, Anderlecht e Ujpest.

Além disso, decidiu com o Santos, maior rival da época,[42] a Taça Brasil de 1962 que se prolongou até aquele ano. Derrotado no primeiro jogo no Pacaembu por 4 a 3, venceu o segundo no Maracanã por 3 a 1. Um terceiro jogo teve de ser realizado para decidir o campeão. E, na terceira e últimas partida acabou perdendo o título.[43]

As duas equipes ainda disputaram ainda Taça Libertadores da América de 1963 e o Santos por ter sido o campeão da edição anterior entraria apenas na semifinal. Justamente nessa fase, ocorreu o encontro com o Botafogo, que até então mantinha-se invicto (primeira vez em que uma equipe chegava a esta etapa do torneio sem derrotas). Entretanto, o alvinegro carioca acabou sendo eliminado pelo time paulista.

A oportunidade da revanche pela eliminação na Libertadores viria logo em seguida, no Torneio Roberto Gomes Pedrosa, mais conhecido como Torneio Rio-São Paulo. Os dois times chegaram à decisão e, no primeiro jogo, o Botafogo derrotou o rival por 3 a 2 no Maracanã. Todavia, não foi realizado o segundo jogo da final por falta de datas, uma vez que ambas as equipes foram excursionar. Como resultado, houve a divisão do título entre as duas equipes.[44]

Em 1964, o glorioso conseguiu manter a qualidade da equipe, integrando, em alguns torneios, jogadores experientes como Garrincha, Zagallo, Nílton Santos, Manga, Rildo e Quarentinha (maior artilheiro da história do clube) com os jovens fora-de-série Jairzinho (criado nas divisões de base do clube) e Gérson, o canhotinha de ouro vindo do rival rubro-negro.

Com essa equipe, o clube alvinegro conquistou de forma invicta o Torneio Internacional de La Paz sobre Boca Juniors, The Strongest da Bolívia, Banik Ostrava da então Tchecoeslováquia e o uruguaio Racing Montevidéu.

No mesmo ano de 1964, ainda foi disputado a Taça Íberoamericana de Futebol, com participação de Botafogo, Boca Juniors, River Plate e Barcelona. Porém, apesar das vitórias sobre River Plate (4x3) e Barcelona (1x0), o torneio terminou com empate entre as três equipes americanas na frente e o clube espanhol isolado atrás. Dessa forma, em razão das dificuldades de datas para resolução do impasse, o título acabou não indo para nenhum dos clubes.

Numa década de glória, com equipes que maravilhavam o mundo, o ano de 1965 só pode ser lembrado pela clara decadência de Garrincha e seu profundo conflito com os dirigentes do clube. Para tristeza de toda uma geração, o craque da camisa sete já não lembrava em nada o anjo das pernas tortas, agora completamente vencido pelo álcool e em rota de colisão com a mídia e a sociedade carioca em razão de seu romance com a rubro-negra Elza Soares. Foi o fim de uma Era, com o alvinegro perdendo o Anjo das Pernas Tortas para o álcool, o Diamante Negro para o exterior e a Enciclopédia do Futebol para a aposentadoria.

Porém, como há coisas que só acontecem com o Botafogo, mesmo com a saída de seus maiores ídolos, uma nova e incrivelmente talentosa geração vestiu o manto alvinegro. E, igualando-se à seleção alvinegra da primeira metade da década, os jovens dirigidos por Zagallo conquistaram quase tudo o que um clube brasileiro poderia disputar.

O Botafogo não participou da Taça Libertadores da América de 1969 porque neste ano, em razão de um conflito político entre a CBD e a Conmebol, o Brasil acabou por não ter representantes na importante competição.

O Botafogo, que desejava disputar a Taça Libertadores, acabou ficando de fora mesmo possuindo uma das melhores equipes do futebol mundial. Formavam a equipe botafoguense nada menos que Gérson, Roberto Lopes Miranda, Paulo César Caju e Jairzinho, todos campeões do mundo em 1970, além de Rogério e Leônidas, que estavam escalados para disputar a Copa porém foram cortados da lista por lesão, além do selecionável Carlos Roberto e do técnico campeão do mundo Zagallo.

Porém, a FIFA acabou por escolher o clube como o 12º maior do mundo no século XX. Um justo reconhecimento para o clube que mais cedeu jogadores à Seleção Brasileira em Copas do Mundo e garantiu junto com o Santos, praticamente sozinhos, três títulos mundiais ao país.

Anos 1970 e 1980: 21 anos de drama[editar | editar código-fonte]

Entre 1968 e 1989, o Botafogo não conquistou nenhum título oficial. Desde a Taça Brasil de 1968 (cuja final realizou-se em 1969) o clube não soube aproveitar as oportunidades que teve. Neste período de tempo, o clube da Estrela Solitária pôde colecionar diversas quartas colocações no torneio estadual.

A final do Campeonato Carioca de 1971 foi marcante negativamente para o clube. O Botafogo, que jogava pelo empate, perdeu por 1 a 0 para o Fluminense, com um polêmico gol[45] sofrido aos 42 minutos do segundo tempo validado pelo árbitro José Marçal Filho. No mesmo ano, o Botafogo classificou-se para o triangular final do primeiro Campeonato Brasileiro de Futebol organizado pela CBF, ficando em 3° lugar. Naquela ocasião, o time perdeu para o São Paulo por 4 a 1 no Morumbi e, no último jogo, para o campeão Atlético Mineiro, no Maracanã, por 1 a 0, dois jogos marcados por diversas expulsões de botafoguenses.

No ano seguinte, mesmo fazendo mais pontos que o campeão, foi vice do Brasileiro, perdendo a final para o Palmeiras com um empate de 0 a 0. Neste Campeonato Brasileiro, o time aplicou 6 a 0 no rival Flamengo no dia de seu aniversário, 15 de novembro. Em 1973, na Copa Libertadores, liderou seu grupo, de uruguaios e brasileiros, na primeira fase, empatando no final com o Palmeiras. Venceu o jogo-extra por 2 a 1 contra a equipe paulista e, assim, classificou-se para um dos grupos da semifinal. Porém, não voltou a ter a mesma sorte, sendo desclassificado neste triangular pelo paraguaio Cerro Porteño e pelo chileno Colo Colo, que viria a ser o vice-campeão.

Anos mais tarde, foi vendo a qualidade de seu plantel ir se deteriorando ano a ano. O Botafogo não era mais o celeiro de tantos craques como antes, o número de talentos criados pelas divisões de base clube também foi diminuindo com o tempo. Entretanto, alguns jogadores ainda conseguiram se destacar com a camisa do time nesse período, como Marinho Chagas, Brito, Baltazar, Renato Sá, Cláudio Adão, Mário Sérgio, Fernando Álvez, Wendell, Rocha, Dirceu, Mendonça, Mirandinha, Nílson Dias, Carlos Alberto Torres, Fischer, Gil, Rodrigues Neto, Paulo Sérgio, Manfrini, , Alemão, entre outros. Alguns desses jogadores não atuaram juntos, mas foram alguns dos ídolos do Botafogo em uma de suas épocas mais amargas, onde as maiores conquistas foram o segundo turno do Estadual (a Taça Augusto Pereira da Mota em 1975 e a Taça José Vander Rodrigues Mendes em 1976).

Logo, o Botafogo viu-se envolvido numa grave crise financeira e, em 1977, teve de vender a sede de General Severiano para pagar dívidas. O clube ficou sem campo até para treinar. Só no dia 12 de agosto de 1977, quando o futebol botafoguense completou 73 anos de idade, conseguiu transferir suas atividades para o subúrbio da cidade, no bairro de Marechal Hermes, onde construiu um outro estádio, inaugurado no ano seguinte. Porém, nesta fase o Botafogo, que chegou a receber o apelido de o Time de Camburão devido à rebeldia extra-campo de alguns de seus jogadores, conseguiu estabelecer dois recordes dentro do futebol do país. É o detentor da maior sequência de invencibilidade da história do futebol brasileiro, 52 partidas, num período de 10 meses (entre 1977 e 1978).[46] Com esta sequência, o clube também conseguiu a maior série invicta do Campeonato Brasileiro, 42 jogos. Nestes dois anos, o alvinegro ficou, respectivamente, em 5° e 8° lugar no torneio nacional. No ano seguinte, no entanto, o Botafogo conseguiu sua pior colocação na história do Brasileirão: 53°. Isto se deve aos fatos de o campeonato ter sido disputado por 94 clubes e de sua fórmula prever a eliminação precoce de alguns times. Foram apenas 7 os jogos disputados pela equipe botafoguense.

Já em 1981, o clube voltou a fazer campanha de destaque. Ficou na 4ª colocação do Brasileiro, sendo eliminado numa semifinal com o São Paulo. No primeiro jogo, no Maracanã, o time carioca venceu por 1 a 0. No segundo duelo, no Morumbi, o Botafogo chegou a abrir 2 a 0 frente ao tricolor paulista. Mas, no segundo tempo, o São Paulo virou para 3 a 2, conquistando a vaga para a final. Esta partida foi marcada por algumas confusões, como a volta atrasada dos times ao campo após o intervalo, expulsão e infrações duvidosas interpretadas pelo árbitro Bráulio Zannoto, além de atraso na reposição de bolas por conta dos gandulas.

Em 1986 sem dinheiro e depois de ter perdido a sede de Genaral Severiano, o Botafogo fez uma campanha vergonhosa no Campeonato Brasileiro daquele ano. Terminou a primeira fase em sétimo lugar num grupo de onze times, e classificou-se à segunda fase. Na segunda fase, ficou atrás de times como Joinville, América-RJ, Treze-PB e Bangu, e foi o oitavo colocado num grupo de nove equipes. Não se classificou à terceira fase, e a CBF havia anunciado que apenas os 28 times classificados para a terceira fase disputariam a primeira divisão em 1987. O Botafogo estaria na segunda divisão, junto com Ponte Preta, Coritiba, Vitória e Sport Recife. Mas veio 1987, e a grande confusão: a CBF anunciou que não teria dinheiro para promover o Brasileirão, e nesse vácuo de poder surgiu o Clube dos 13, que criou a Copa União - com o Botafogo incluído.

Até 1989, os melhores resultados obtidos pelo Botafogo foram quatro torneios de verão conquistados no exterior, como o de Palma de Mallorca, na Espanha em 1988. Já o Campeonato Carioca daquele ano foi determinante para a retomada de glórias do clube na década de 1990. Em 21 de junho de 1989, o Botafogo liderado por Mauro Galvão,Paulinho Criciúma e Josimar conseguiu vencer o título estadual, de forma invicta, sobre o Flamengo, que tinha Zico, Bebeto e Leonardo. O primeiro jogo da final encerrou-se empatado em 0 a 0. Já o segundo, e último, teve o placar final de 1 a 0 para o Botafogo, com gol de Maurício.

Este jogo foi marcado por diversas coincidências: o Botafogo não era campeão havia 21 anos. O jogo foi disputado no dia 21. O gol foi marcado aos 12 minutos do segundo tempo (21 ao contrário). O time também utilizou-se de 12 jogadores na partida. A bola do gol foi cruzada por Mazolinha, no vigésimo primeiro cruzamento dado à área pelo time, e chutada por Maurício. Os números das camisas deles eram, respectivamente, 14 e 7, que somados dão 21. A temperatura no estádio do Maracanã marcava 21 °C. Ou seja, tudo levava ao número 21,[47] e para os botafoguenses, bastante supersticiosos, isso foi um sinal de que aquele era o dia em que o time que começara desacreditado sairia campeão invicto.

Anos 1990: mais títulos e a "Tuliomania"[editar | editar código-fonte]

Torcedores alvinegros em festa no Maracanã.

No ano seguinte a um dos títulos mais importantes de sua história, o alvinegro repetiu o triunfo no torneio estadual. Desta vez, numa polêmica final contra o Vasco, sagrando-se Bicampeão Carioca pela terceira vez seguida,tendo como os principais destaques os jogadores Valdeir, Carlos Alberto Dias, Carlos Alberto Santos e Djair,entre outros jogadores.

Passados vinte anos, o clube voltou, em 1992, a uma final de Campeonato Brasileiro. Disputou com o rival Flamengo o título nacional daquele ano em duas partidas no Estádio do Maracanã. O primeiro jogo foi marcado em suas vésperas por uma polêmica: o então craque do time Renato Gaúcho fez uma aposta com os jogadores do time adversário em que, caso perdesse, faria um churrasco com eles. O Botafogo foi derrotado no primeiro jogo por 3 a 0 e Renato cumpriu sua aposta. Este fato não foi bem visto pela diretoria alvinegra que afastou o jogador do elenco, e, desta forma, Renato não pôde participar da segunda partida da final. Nesta partida, o Botafogo saiu perdendo, mas bravamente conseguiu empatar em 2 a 2, placar final. O Botafogo sagrava-se vice-campeão e conseguia uma vaga na Copa Conmebol do ano seguinte. Porém, uma tragédia marcaria definitivamente aquela partida: a arquibancada do estádio cedeu e dezenas de pessoas caíram sobre o antigo setor da Geral, matando três torcedores do Flamengo. Por medidas de segurança, nunca mais o Maracanã receberia um público tão grande quanto aquele de 122 mil pagantes.[48]

Em 1993, treinado por Carlos Alberto Torres, o Botafogo conquistou seu primeiro título internacional oficial da história e tendo como os principais destaques os jogadores Sinval e William Bacana. Apesar do time fraco tecnicamente, que terminou o Brasileirão em 31° lugar, ganhou do uruguaio Peñarol a Copa Conmebol (precursora da atual Copa Sul-Americana) nos pênaltis. No ano seguinte, habilitado para a disputa da Recopa Sul-Americana contra o vencedor da Libertadores de 1993, o alvinegro perdeu para o São Paulo o título, numa partida no Japão, com placar de 3 a 1. Este ano de 1994 ficou marcado ainda pelo regresso do Botafogo à sua sede histórica de General Severiano na administração do presidente Carlos Augusto Montenegro.

Em 1995, o Botafogo conquistou o seu primeiro Campeonato Brasileiro desde que a competição passou a ser organizada pela CBF em 1971. Com uma equipe onde alinhavam o ídolo Túlio Maravilha, Gonçalves, Donizete, Sérgio Manoel, Wilson Gottardo, Wágner, entre outros, treinada por Paulo Autuori, o time bateu o Santos em dois jogos finais bastante polêmicos referentes à arbitragem. Neste ano, graças ao carisma de Túlio, que foi artilheiro dos campeonatos nacionais e estaduais de 1994 e 1995, houve um elevado crescimento de torcedores do clube que não se via há muito tempo.

No ano seguinte, o clube conquistou a Taça Cidade Maravilhosa e, numa excursão internacional, o Botafogo venceu o Troféu Teresa Herrera, na Espanha, a Copa Nippon Ham, em Osaka, no Japão, e o Torneio Presidente da Rússia, vencendo clubes como Juventus, La Coruña, Valencia e Auxerre. Na Libertadores, foi eliminado nas oitavas de final pelo Grêmio.

Em 1997, o Botafogo venceu mais um Campeonato Carioca, novamente contra o Vasco da Gama, graças a um gol do reserva Dimba.[49] [50] Na festa do título, o zagueiro Gonçalves comemorou rebolando, ironizando o atacante rival Edmundo, que havia rebolado em campo na primeira partida do duelo.[51] Em 1998, com a base da equipe campeã carioca do ano anterior, o clube conquistou o Torneio Rio-São Paulo pela quarta vez, batendo o São Paulo. Na primeira partida, em uma decisão emocionante no Morumbi, com duas viradas no placar, o Botafogo venceu por 3 a 2.[52] No jogo de volta, no Maracanã, o empate garantiu o título alvinegro.[53]

Em 1999, comandado por Bebeto e Rodrigo, o alvinegro foi vice-campeão da Copa do Brasil após perder a final para o Juventude.[54] O jogo de volta ficou marcado pela presença de 101.581 torcedores no Maracanã, a última vez que o estádio recebeu mais de 100 mil pessoas.[55] O duelo também possui o maior público da história da Copa do Brasil.[56] [57]

Na virada do século, o clube foi eleito pela FIFA um dos maiores clubes do século XX, em uma lista com apenas outros dois clubes brasileiros, os rivais Santos e Flamengo.[13] [14]

Anos 2000: a crise, a Série B e o ressurgimento[editar | editar código-fonte]

Desde o início dos anos 2000, o Botafogo flertou com o rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Campanhas ruins foram realizadas em 1999 – quando o clube escapou graças a pontos conquistados no STJD devido ao Caso Sandro Hiroshi – em 2000 e em 2001.[58] [59] [60] O rebaixamento finalmente aconteceu em 2002.[61] Elencos frágeis, sálarios atrasados, má gestão administrativa, baixa assistência aos estádios e início de movimentos de repressão de torcidas organizadas foram marcas desse período dramático da história do alvinegro.

Para o Campeonato Brasileiro de 2002, a equipe sofreu com saída de vários jogadores do plantel antes do início da competição. O time que nos outros anos era liderado por Rodrigo e Dodô, entre outros, tinha como destaques o zagueiro Sandro e o volante Galeano. Treinada a maior parte do campeonato por Ivo Wortmann, a equipe não conseguiu se consolidar e, já sob o comando de Carlos Alberto Torres, que assumiu nos últimos jogos da competição, perdeu para o São Paulo por 1 a 0, com gol de Dill, no Caio Martins.[61]

Comemoração do título estadual de 2006, no Maracanã.

Ao final daquele ano, terminava a gestão presidencial de Mauro Ney Palmeiro, que foi substituído por Bebeto de Freitas, ex-atleta e treinador de vôlei.[62] Repleto de dívidas com jogadores e empresários, sem local para treinar, sem patrocinador e sem um estádio que suportasse sua torcida, além de jogadores pedindo para não atuar mais pelo clube, o clube vivia a maior crise de todos os tempos. O Campeonato Carioca de 2003 foi usado como "laboratório", mas sem sucesso. O time não se classificou para as semifinais, nem da Taça Guanabara, nem da Taça Rio.

O Botafogo iniciou a Série B perdendo para o Vila Nova, em Goiânia, por 2 a 1. A primeira vitória só viria na terceira rodada, fora de casa, contra o CRB, por 3 a 0.[63] Ao decorrer da competição, o clube chegou a liderar o campeonato, mas terminou a primeira fase em segundo lugar.[64] Na segunda fase, ficou novamente em segundo lugar no seu grupo, atrás do Marília.[65] No quadrangular final contra Palmeiras, Marília e Sport, o Glorioso conseguiu acesso à Série A com uma rodada de antecipação, após derrotar o Marília por 3 a 1, no Caio Martins.[66] Ao final da competição, o time liderado por jogadores como Sandro, Túlio Guerreiro, Valdo e Leandrão terminou como vice-campeão.[67] [68]

De volta à elite

Túlio Guerreiro e Bebeto de Freitas entregam uma camisa do Botafogo ao então presidente Lula.

Em 2004, ano do centenário do futebol do clube, a equipe fez novamente campanhas ruins, eliminado precocemente no Campeonato Carioca e na Copa do Brasil.[69] [70] Na Série A, só escapou de um segundo rebaixamento na última rodada, ao empatar em 1 a 1 com o Atlético Paranaense, em Curitiba, e graças a uma combinação de resultados.[71]

A partir de 2005, o Botafogo iniciou um processo de estabilização administrativa que se refletia, paulatinamente, em campo. Em 2006, comandada pelo ex-jogador alvinegro Carlos Roberto e com jogadores como Dodô, Lúcio Flávio, Zé Roberto e Scheidt, a equipe encerrou um período de oito anos sem títulos, conquistando suas primeiras taças no século XXI: venceu a Taça Guanabara diante do America[72] e, posteriormente, o Campeonato Carioca, contra o Madureira.[73] Ainda em 2006, Cuca assumiria o cargo de técnico.[74] Seu trabalho daria bons frutos no ano seguinte, quando, jogando um futebol moderno, a equipe guiada por Dodô, Zé Roberto, Lúcio Flávio, Jorge Henrique e Túlio Guerreiro, chamaria a atenção, sendo apelidada de Carrossel Alvinegro.[75] [76] [77]

Vista externa do Estádio Nilton Santos.

Apesar do bom futebol, o ano de 2007 ficou marcado pela falta de títulos e por derrotas traumáticas. No Campeonato Carioca, o alvinegro venceu a Taça Rio diante da Cabofriense,[78] porém foi vice-campeão estadual após dois empates em 2 a 2 contra o Flamengo.[79] Na partida de volta, o auxiliar Hilton Moutinho Rodrigues marcou impedimento em um lance legal do atacante Dodô, aos 44 minutos do 2º tempo, o que revoltou jogadores e diretoria, uma vez que o atacante ainda foi expulso no lance pelo árbitro Djalma Beltrami.[80] Na Copa do Brasil, mais uma derrota por conta da arbitragem: o time foi eliminado na semifinal pelo Figueirense, em jogo que teve dois gols mal anulados pela auxilar Ana Paula Oliveira, que viria a ser afastada do esporte.[81] [82] [83]

No Campeonato Brasileiro, a equipe iniciou a campanha bem e liderou o torneio por 11 rodadas, terminando o primeiro turno na segunda colocação.[84] [85] [86] Entretanto, problemas internos geraram uma grande queda de rendimento que fez o alvinegro cair pela tabela, terminando o ano na nona colocação. Ainda em 2007, pela Copa Sul-Americana, a equipe caiu nas oitavas de final, para o River Plate, após sofrer um gol aos 47 minutos do 2º tempo com dois jogadores a mais.[87]

Botafogo contra Santos, no Engenhão, em outubro de 2008.

Sem conquistas nos gramados, o grande marco do ano para o Botafogo foi a conquista do Estádio Olímpico João Havelange.[88] A concessionária Companhia Botafogo arrendou a arena, construída para os Jogos Pan-Americanos de 2007, até o ano de 2027.

Em 2008, o Botafogo foi campeão da Copa Peregrino, disputada por equipes do Rio de Janeiro e da Noruega, em meio à pré-temporada.[89] No entanto, nos torneios oficiais, o alvinegro obteve resultados semelhantes aos do ano anterior. Venceu a Taça Rio frente ao Fluminense,[90] porém foi vice-campeão carioca novamente contra o Flamengo.[91] Na Copa do Brasil, o Botafogo foi eliminado pela segunda vez seguida nas semifinais, desta vez sendo derrotado pelo Corinthians, nos pênaltis.[92] Na Copa Sul-Americana, o Glorioso caiu para outro argentino, o Estudiantes de La Plata, dessa vez nas quartas de final.[93] Já no Campeonato Brasileiro, após um mau começo, terminou na 7ª colocação.[94]

Para 2009, Mauricio Assumpção foi eleito presidente do clube e, imediatamente, encontrou sérias restrições orçamentárias para reformular o elenco. Mas, mesmo desacreditado, o time foi campeão da Taça Guanabara.[95] Na Taça Rio, chegou até a final, mas deixou escapar a chance de levantar o troféu do Campeonato Carioca antecipadamente ao perder para o Flamengo devido a um gol contra do zagueiro Emerson.[96] Durante o primeiro jogo da final do Estadual, sofreu um duro baque ao ver o meia Maicosuel, o melhor jogador da equipe, e o atacante Reinaldo se lesionarem em um mesmo lance e serem substituídos enquanto vencia a partida.[97] O Botafogo acabou sucumbindo pela terceira vez seguida na final para o Flamengo, após dois empates em 2 a 2, de novo, nos pênaltis.[98]

Na Copa do Brasil, o time fez feio e foi eliminado na 2ª fase para o Americano, nos pênaltis.[99] No Brasileirão, o mau começo custou o emprego do técnico Ney Franco, que foi substituído por Estevam Soares.[100] A campanha continuou ruim e a equipe frequentou a zona de rebaixamento por várias rodadas, mas conseguiu se garantir na Série A de 2010, graças a uma vitória sobre o Palmeiras, que brigava pelo título, na última rodada.[101]

Anos 2010: atualidade[editar | editar código-fonte]

Para o ano de 2010, o clube trouxe o uruguaio Loco Abreu, que recebeu a camisa 13 das mãos de Zagallo.[102] A contratação animou a torcida.[103] No Campeonato Carioca, porém, a equipe sofreu, já na terceira rodada da Taça Guanabara, uma pesada goleada por 6 a 0 no clássico contra o Vasco, o que custou o emprego de Estevam Soares, sendo trocado por Joel Santana.[104] Joel já comandara o time em 1997 e 2000, sendo campeão estadual em sua primeira passagem. Ao chegar ao Botafogo, Joel trabalha a autoestima dos jogadores, e o time foi, aos poucos, subindo de produção. O gol do jovem Caio, que ficaria conhecido como "talismã", contra o Flamengo, pôs o Botafogo na final da Taça Guanabara. O título foi conquistado após vitória contra o Vasco, por 2 a 0.[105] Na Taça Rio, o Botafogo enfrentou o Fluminense na semifinal e bateu o tricolor por 3 a 2.[106] Na final contra o Flamengo, com gols de Herrera e Abreu e com Jefferson defendendo um pênalti cobrado por Adriano, o alvinegro venceu por 2 a 1 e garantiu o título estadual por antecipação, pois venceu os dois turnos.[107]

Gegê, meia que veio dos juniores, comemora gol em cobrança de falta contra o São Cristóvão.

Na Copa do Brasil, o time não foi longe: acabou eliminado pelo Santa Cruz na 2ª fase.[108] No Campeonato Brasileiro, o time chegou a estar na zona de rebaixamento, mas melhorou de rendimento e subiu na tabela, chegando a brigar por uma vaga na Copa Libertadores. O sonho, porém, não aconteceu após derrota para o Grêmio na última rodada.[109] Mesmo assim, o clube obteve alguns feitos no ano: Jefferson foi convocado para defender a Seleção Brasileira, sendo o primeiro jogador do clube a chegar à Seleção em 12 anos, após Gonçalves e Bebeto.[110] Antes disso, Loco Abreu disputou a Copa do Mundo de 2010 pelo Uruguai, se tornando o primeiro jogador alvinegro em Copas após 12 anos.[111]

Em 2011, o Botafogo teve um péssimo início de ano, o que ocasionou a demissão de Joel e a contratação de Caio Júnior.[112] Entretanto a mudança não foi suficiente para salvar o primeiro semestre, que acabou com o time eliminado precocemente tanto no Campeonato Carioca, quanto na Copa do Brasil.[113] [114] Mas no Campeonato Brasileiro, o clube fez uma campanha de destaque, e novamente brigou por uma vaga na Copa Libertadores. Priorizando o título nacional, o clube utilizou jogadores reservas na Copa Sul-Americana, sendo eliminado nas oitavas de final pelo Santa Fe, da Colômbia.[115] Na reta final do Brasileirão, o time sofreu sete derrotas em nove jogos e terminou a competição apenas em 9º lugar. O técnico Caio Júnior foi demitido após a derrota para o América Mineiro, sendo substituído pelo interino Flávio Tênius nos três últimos jogos do campeonato. Por causa da campanha decepcionante na reta final do Campeonato Brasileiro, a diretoria do clube dispensou vários jogadores.[116] [117]

Para o ano de 2012, o clube contratou Oswaldo de Oliveira como técnico.[118] Único grande do Rio fora da Libertadores, o Botafogo se dedicou ao Campeonato Carioca e foi a única equipe a terminar tanto a Taça Guanabara quanto a Taça Rio invicto.[119] [120] Na decisão contra o Fluminense, porém, o Glorioso foi goleado por 4 a 1, praticamente liquidando as chances de título.[121] Na mesma semana, o Botafogo não só perdeu a invencibilidade, como perdeu a chance de disputa de títulos do primeiro semestre: derrota por 2 a 1 para o Vitória, em pleno Engenhão, nas oitavas de final da Copa do Brasil[122] e nova derrota para o Fluminense no jogo de volta da final do Carioca, confirmando o vice-campeonato.[123]

Para o Brasileirão, o clube fez sua maior contratação nos últimos anos e a maior do futebol brasileiro na temporada ao trazer o craque holandês Seedorf.[124] O jogador foi apresentado oficialmente antes da partida contra o Bahia, no Engenhão, em 7 de julho, pela 8ª rodada do Brasileirão, e a equipe não decepcionou: vitória por 3 a 0.[125] Porém, na estreia do holandês, diante de um público de quase 30 mil pagantes, no dia 22 de julho, não houve muito o que comemorar: derrota por 1 a 0 para o Grêmio.[126] O primeiro gol de Seedorf aconteceria duas semanas depois, em Goiânia, contra o Atlético Goianiense, em uma cobrança de falta. O duelo terminou com vitória do Botafogo por 2 a 1, de virada.[127] Porém, nem toda a habilidade do holandês foi capaz de salvar o ano do clube. Na Copa Sul-Americana, o time decepcionou e foi eliminado na primeira fase para o Palmeiras.[128] No Brasileiro, o alvinegro terminou somente na 7ª posição.[129]

Em 2013, porém, Seedorf liderou a equipe no Campeonato Carioca, conquistado com sobras pelo Botafogo, que venceu tanto a Taça Guanabra quanto a Taça Rio, diante de Vasco e Fluminense, respectivamente.[130] O Brasileirão também começou bem para o alvinegro, que chegou a liderar a competição por seis rodadas. Contudo, com as vendas de Fellype Gabriel[131] e da revelação Vitinho,[132] fora os problemas com atrasos de salário, a equipe caiu muito de produção, alternando altos e baixos.[133] [134] [135] Nesse meio tempo, ainda, foi eliminado pelo Flamengo nas quartas de final da Copa do Brasil, sendo goleado por 4 a 0.[136] Mesmo com a irregularidade na metade final da temporada, o time conseguiu terminar o Brasileiro em 4º lugar, garantindo vaga na Copa Libertadores de 2014, depois de 18 anos de ausência na competição continental.[137] [138]

No primeiro semestre de 2014, o Botafogo fez sua pior campanha da história do Campeonato Carioca, com 4 vitórias, 5 empates e 6 derrotas, 37,8% de aproveitamento e saldo de gols negativo, terminando na 9º posição entre 16 participantes.[139] Na Copa Libertadores, apesar do apoio irrestrito da torcida, que lotou o Maracanã durante os quatro jogos que a equipe fez no estádio, o Botafogo foi eliminado na primeira fase.[140] Na Copa do Brasil, o time já entrou nas oitavas de final e eliminou o Ceará em uma partida histórica: virada por 4 a 3 na Arena Castelão, com gols ao 49 e 50 minutos do 2º tempo.[141] Mas na fase seguinte, o Botafogo voltou a fazer feio e foi eliminado pelo Santos, goleado por 5 a 0 no Pacaembu.[142] No Campeonato Brasileiro, com um time fraco e salários atrasados, o alvinegro fez uma das piores campanhas de sua história e foi rebaixado pela segunda vez à Série B, após nova derrota para o Santos, por 2 a 0, na 37ª rodada.[143]

Principais títulos[editar | editar código-fonte]

Troféu do Torneio de Paris.
Continentais
Competição Títulos Temporadas
CONMEBOL - CONMEBOL Cup.svg Copa Conmebol 1 1993
Nacionais
Competição Títulos Temporadas
CBF - Taça Brasil.svg Cbf brazilian championship trophy 02.svg Campeonato Brasileiro 2 1968 e 1995
Interestaduais
Competição Títulos Temporadas
Rio-SãoPaulo.png Torneio Rio-São Paulo 4 1962, 1964, 1966 e 1998
WikiCup Trophy Gold.png Taça dos Campeões Estaduais Rio-São Paulo 4 1910Cscr-featured.png, 1930, 1935 e 1961Cscr-featured.png
Estaduais
Competição Títulos Temporadas
Rio de Janeiro Campeonato Carioca 20 1907, 1910, 1912, 1930, 1932, 1933, 1934, 1935, 1948, 1957, 1961, 1962, 1967, 1968, 1989Cscr-featured.png, 1990, 1997Star Prata.svg, 2006, 2010Star full.svg e 2013Star full.svg
Rio de Janeiro Taça Guanabara 8 1967, 1968Cscr-featured.png, 1997Cscr-featured.png, 2006, 2009, 2010, 2013 e 2015
Rio de Janeiro Taça Rio 7 1989Cscr-featured.png, 1997Cscr-featured.png, 2007, 2008, 2010, 2012Cscr-featured.png e 2013Cscr-featured.png
Rio de Janeiro Taça Augusto Pereira da Mota 1 1975Cscr-featured.png
Rio de Janeiro Taça José Wânder Rodrigues Mendes 1 1976Cscr-featured.png
Rio de Janeiro Torneio Início 8 1934, 1938, 1947, 1961, 1962, 1963, 1967 e 1977
Municipais
Competição Títulos Temporadas
Município do Rio de Janeiro Torneio Municipal 3 1951, 1958Cscr-featured.png e 1996Cscr-featured.png

Legenda:
Cscr-featured.png Campeão Invicto
Star Prata.svg Campeão (vencendo os dois turnos)
Star full.svg Campeão direto (vencendo os dois turnos)

Torneios amistosos internacionais

* Invicto.

Torneios amistosos nacionais

* Invicto.

Estatísticas do futebol[editar | editar código-fonte]

Participações[editar | editar código-fonte]

Participações em 2015
Competição Temporadas Melhor campanha Estreia Última P Aumento R Baixa
Rio de Janeiro Campeonato Carioca 110 Campeão (20 vezes) 1906 2015
Brasil Campeonato Brasileiro 51 Campeão (1968 e 1995) 1962 2014 2
Série B 2 Vice-campeão (2003) 2003 2015 1
Copa do Brasil 22 Vice-campeão (1999) 1990 2015
Flags of the Union of South American Nations.gif Copa Libertadores da América 4 Semifinal (1963 e 1973) 1963 2014
Copa Sul-Americana 6 Quartas de final (2008 e 2009) 2006 2012
Recopa Sul-Americana 1 Vice-campeão (1994) 1994 1994

Últimas dez temporadas[editar | editar código-fonte]

Brasil Brasil Flags of South American Conmebol Members.gif América do Sul Rio de Janeiro Rio de Janeiro
Ano Campeonato Brasileiro Copa do Brasil Continental e Mundial Campeonato Carioca
Div. Pos. Pts J V E D GP GC Fase Máxima Competição Fase Máxima Taça GB Taça Rio Pos.
2006 A 12° 51 38 13 12 13 52 50 2F CS 2F C 1F
2007 A 55 38 14 13 11 62 58 SF CS R16 1F C
2008 A 53 38 15 8 15 51 44 SF CS QF F C
2009 A 15° 47 38 11 14 13 52 58 2F CS QF C F
2010 A 59 38 14 17 7 54 42 2F C C
2011 A 56 38 16 8 14 52 49 R16 CS R16 SF 1F
2012 A 55 38 15 10 13 60 50 R16 CS 2F SF C
2013 A 61 38 17 10 11 55 41 QF C C
2014 A 19° 34 38 9 7 22 31 48 QF CL Grupos
2015 B Em disputa 3F


Legenda:
     Campeão.
     Vice-campeão.
     Eliminado na semifinal.
     Classificado à Copa Libertadores da América pela campanha no Campeonato Brasileiro.
     Classificado à Copa Libertadores da América pelo título da Copa do Brasil ou Copa Libertadores.
     Classificado à Copa Sul-Americana.
     Rebaixado à divisão inferior.
     Promovido à divisão superior.

Campanhas de destaque[editar | editar código-fonte]

Botafogo de Futebol e Regatas
Torneio Campeão Vice-campeão Terceiro colocado Quarto colocado
Flags of South American Conmebol Members.gif Recopa Sul-Americana 0 (não possui) 1 (1994)
Flags of South American Conmebol Members.gif Copa Libertadores da América 0 (não possui) 0 (não possui) 1 (1963) 0 (não possui)
Flags of South American Conmebol Members.gif Copa Conmebol 1 (1993) 0 (não possui) 0 (não possui) 0 (não possui)
Flags of South American Conmebol Members.gif Copa Master da Conmebol 0 (não possui) 0 (não possui) 0 (não possui) 1 (1996)
Brasil Campeonato Brasileiro 2 (1968, 1995) 3 (1962, 1972, 1992) 2 (1963, 1971) 4 (1969, 1981, 1989, 2013)
Brasil Copa do Brasil 0 (não possui) 1 (1999) 1 (2007) 1 (2008)
Brasil Campeonato Brasileiro – Série B 0 (não possui) 1 (2003) 0 (não possui) 0 (não possui)
Rio de JaneiroXSão Paulo Torneio Rio-São Paulo 4 (1962, 1964, 1966, 1998) 4 (1960, 1961, 1965, 2001) 1 (1955) 4 (1953, 1963, 1999, 2000)
Rio de Janeiro Campeonato Carioca 20 vezes 19 vezes 22 vezes 25 vezes

Partidas históricas[editar | editar código-fonte]

Elenco atual[editar | editar código-fonte]

Atualizado em 26 de julho de 2015[215]

Legenda
Goleiros
Jogador
Brasil Jefferson Capitão
Brasil Helton Leite
Brasil Renan Capitão²
Brasil Saulo
Defensores
Jogador Pos.
Brasil Alisson Z
Brasil Diego Giaretta Z
Brasil Emerson Z
Brasil Igor Rabello Z
Brasil Renan Fonseca Z
Brasil Roger Carvalho Z
Brasil Diego LD
Brasil Luis Ricardo LD
Brasil Jean LE
Brasil Pedro Rosa Lesionado LE
Brasil Thiago Carleto LE
Meio-campistas
Jogador Pos.
Brasil Andreazzi Lesionado V
Uruguai Bazallo V
Brasil Dierson V
Brasil Camacho Lesionado V
Brasil Rodrigo Lindoso V
Brasil Serginho V
Brasil Sidney V
Brasil Willian Arão V
Brasil Cidinho M
Brasil Daniel Carvalho M
Brasil Diego Jardel Lesionado M
Brasil Elvis Lesionado M
Brasil Fernandes M
Brasil Gegê M
Brasil Jeferson Paulista M
Brasil Lulinha M
Brasil Octávio M
Brasil Tomas Bastos M
Atacantes
Jogador
Brasil Luís Henrique
Uruguai Navarro
Brasil Neilton
Brasil Sassá
Brasil Vinicius Tanque
Comissão técnica
Nome Pos.
Brasil Ricardo Gomes T

Outros jogadores[editar | editar código-fonte]

Jogadores não aproveitados
Pos. Jogador Ref.
G Brasil Milton Raphael [216]
LD Brasil Lennon [217]
LE Brasil Guilherme [217]
LE Brasil Renan Lemos [217]
V Brasil Dedé [217]
V Brasil Fabiano [217]
V Brasil Dill [217]
V Brasil Lucas Zen [218]
M Brasil Andrade [217]
A Brasil Tássio [219]
A Brasil Murilo [219]
A Brasil André [219]


Diretoria e comissão técnica[editar | editar código-fonte]

Comissão técnica
Nome Função
Brasil Antonio Carlos Mantuano Vice-presidente de futebol
Brasil Antônio Lopes Gerente de futebol
Brasil Gustavo Noronha Diretor jurídico de futebol
Brasil Anibal Rouxinol Segundo Gerente jurídico de futebol
Brasil Ademar Braga Supervisor de futebol
Brasil Jair Ventura Auxiliar técnico
Brasil Ednilson Sena Preparador físico
Brasil Alex Rites Auxiliar de preparação física
Brasil Emilio Faro Auxiliar de preparação física
Brasil Felippe Capella Auxiliar de preparação física
Brasil Paulo Rui Menezes Preparador de goleiros
Brasil Jorcey Anisio Preparador de goleiros
Brasil Alfie Assis Analista de desempenho
Brasil Antonio Macedo Analista de desempenho
Brasil Vinicius Bispo Analista de desempenho
Brasil Luiz Fernando Medeiros Coordenador do departamento médico
Brasil Gustavo Dutra Ortopedista
Brasil Salvio Magalhães Ortopedista
Comissão técnica
Nome Função
Brasil Eduardo Amorim Clínico geral
Brasil Flávio Prata Meirelles Coordenador de fisioterapia
Brasil Fabio Azevedo Fisioterapeuta
Brasil Guilherme Bianchi Fisioterapeuta
Brasil Manoel Coutinho Fisiologista
Brasil Rodrigo Vilhena Nutricionista
Brasil Gustavo Ferreira Odontologia
Brasil Leandro Freitas Odontologia
Brasil Danielle Rodrigues Odontologia
Brasil Bruno Gallart Podólogo
Brasil Atila Cordeiro Dória Massoterapeuta
Brasil Wágner Carvalho de Oliveira Massoterapeuta
Brasil José Barbosa Mordomo
Brasil Alexsander Rangel Mordomo
Brasil Amaury Alves Mordomo


Transferências para a temporada 2015[editar | editar código-fonte]

Emprestado.: Jogadores emprestados

Voltaram de Empréstimo.: Jogadores que retornam de empréstimo

Entradas
  Pos. Jogador Clube oriundo Ref.
Fairytale right.png Z Brasil Igor Rabello Categorias de base [220] [221]
Fairytale right.png Z Brasil Roger Carvalho Emprestado. Brasil São Paulo [222]
Fairytale right.png A Brasil Rodrigo Pimpão Brasil América-RN [223]
Fairytale right.png Z Brasil Diego Giaretta Sem clube [224]
Fairytale right.png M Brasil Elvis Brasil Tombense [224]
Fairytale right.png A Brasil Tássio República Popular da China Wuhan Zall [224]
Fairytale right.png Z Brasil Alisson Brasil Paraná [225] [226]
Fairytale right.png A Brasil Bill Brasil Ceará [225]
Fairytale right.png Z Brasil Renan Fonseca Brasil Santa Cruz [227] [228]
Fairytale right.png V Brasil Willian Arão Emprestado. Brasil Corinthians [229] [230]
Fairytale right.png LD Brasil Gilberto Voltaram de Empréstimo. Brasil Internacional [231]
Fairytale right.png LE Brasil Thiago Carleto Emprestado. Brasil São Paulo [232]
Fairytale right.png M Brasil Diego Jardel Emprestado. Brasil Avaí [233]
Fairytale right.png A Brasil Sassá Voltaram de Empréstimo. Brasil Náutico [234] [235]
Fairytale right.png A Brasil Henrique Voltaram de Empréstimo. Brasil Bahia [234] [236]
Fairytale right.png LE Brasil Jean Categorias de base [234] [237]
Fairytale right.png M Brasil Fernandes Categorias de base [234]
Fairytale right.png A Brasil André Categorias de base [234]
Fairytale right.png G Brasil Saulo Categorias de base [238]
Fairytale right.png M Brasil Tomas Bastos Emprestado. Brasil J.Malucelli [239] [240]
Fairytale right.png LD Brasil Luis Ricardo Emprestado. Brasil São Paulo [241]
Fairytale right.png V Brasil Dierson Categorias de base [242]
Fairytale right.png LE Brasil Pedro Rosa Brasil Volta Redonda [243] [244]
Fairytale right.png M Brasil Jeferson Paulista Voltaram de Empréstimo. Brasil Rio Claro [245]
Fairytale right.png M Brasil Daniel Carvalho Sem clube [246] [247]
Fairytale right.png M Brasil Camacho Emprestado. Brasil Audax-SP [248] [249]
Fairytale right.png M Brasil Lulinha Brasil Red Bull Brasil [250] [251]
Fairytale right.png Z Brasil Emerson Categorias de base [252] [253]
Fairytale right.png A Brasil Vinicius Tanque Categorias de base [253]
Fairytale right.png G Brasil Milton Raphael Voltaram de Empréstimo. Brasil Sampaio Corrêa [254]
Fairytale right.png A Brasil Luís Henrique Categorias de base [255]
Fairytale right.png M Brasil Octávio Voltaram de Empréstimo. Itália Fiorentina [255]
Fairytale right.png V Uruguai Bazallo Emprestado. Uruguai Rentistas [256]
Fairytale right.png A Uruguai Navarro Emprestado. Uruguai Defensor Sporting [256]
Fairytale right.png V Brasil Serginho Brasil Guarani [257]
Fairytale right.png V Brasil Rodrigo Lindoso Emprestado. Brasil Madureira [258]
Fairytale right.png A Brasil Neilton Emprestado. Brasil Cruzeiro [259]
Saídas
  Pos. Jogador Clube de destino Ref.
Fairytale left red.png LD Brasil Alex Santos Brasil Tombense [260] [261]
Fairytale left red.png LE Brasil Anderson Santos Brasil Tombense [260] [261]
Fairytale left red.png A Brasil Bruno Correa Japão Shonan Bellmare [260] [262]
Fairytale left red.png V Argentina Bolatti Voltaram de Empréstimo. Brasil Internacional [260]
Fairytale left red.png M Brasil Carlos Alberto Sem clube [260] [263]
Fairytale left red.png A Argentina Ferreyra Chile Unión Española [260] [264]
Fairytale left red.png V Brasil Hygor Brasil Mogi Mirim [260] [265]
Fairytale left red.png LE Brasil Júnior César Sem clube [260]
Fairytale left red.png A Brasil Maikon Brasil São Bernardo [260] [266]
Fairytale left red.png M Peru Ramírez Voltaram de Empréstimo. Brasil Corinthians [260]
Fairytale left red.png Z Uruguai Risso Uruguai Defensor Sporting [260] [267]
Fairytale left red.png V Brasil Rodrigo Souto Sem clube [260]
Fairytale left red.png A Brasil Rogério Brasil Vitória [260] [268]
Fairytale left red.png M Brasil Ronny Brasil Náutico [260] [269]
Fairytale left red.png A Brasil Wallyson Brasil Coritiba [260] [270]
Fairytale left red.png A Brasil Yguinho Brasil Alecrim [260] [271]
Fairytale left red.png A Paraguai Zeballos Colômbia Atlético Nacional [260] [272]
Fairytale left red.png A Brasil Yuri Mamute Voltaram de Empréstimo. Brasil Grêmio [273]
Fairytale left red.png Z Brasil André Bahia Japão Shonan Bellmare [274] [275]
Fairytale left red.png V Brasil Gabriel Brasil Palmeiras [276] [277]
Fairytale left red.png M Brasil Daniel Brasil São Paulo [278] [279]
Fairytale left red.png LE Brasil Lima Brasil ABC [280] [281]
Fairytale left red.png M Brasil Jeferson Paulista Emprestado. Brasil Rio Claro [282]
Fairytale left red.png G Brasil Milton Raphael Emprestado. Brasil Sampaio Corrêa [283]
Fairytale left red.png LD Brasil Régis Brasil Capivariano [284]
Fairytale left red.png G Brasil Andrey Brasil Botafogo-SP [238]
Fairytale left red.png G Brasil Luís Guilherme Emprestado. Brasil Bonsucesso [285]
Fairytale left red.png Z Brasil Matheus Menezes Emprestado. Brasil Tombense [261]
Fairytale left red.png Z Brasil Dankler Emprestado. Brasil Joinville [286]
Fairytale left red.png G Brasil Luís Guilherme Sem clube [287]
Fairytale left red.png V Brasil Marcelo Mattos Brasil Vitória [288] [289]
Fairytale left red.png A Brasil Jobson Sem clube [290]
Fairytale left red.png V Brasil Airton Voltaram de Empréstimo. Portugal Benfica [291]
Fairytale left red.png A Brasil Bill Coreia do Sul Busan IPark [292] [293]
Fairytale left red.png A Brasil Rodrigo Pimpão =Emirados Árabes Unidos Emirates Club [294]
Fairytale left red.png A Brasil Henrique Emprestado. Brasil Coritiba [295]
Fairytale left red.png LD Brasil Gilberto Itália Fiorentina [296]


Uniformes[editar | editar código-fonte]

Uniformes do CRB, BFC e BFR.

O Club de Regatas Botafogo dispunha, inicialmente, de dois uniformes diferentes. O primeiro, com camisetas e calções inteiramente negros, era utilizado para as competições em si. O segundo, com camisa alvinegra listrada na horizontal e calções negros, era utilizado somente nos treinamentos. Posteriormente, o clube passou a utilizar como segundo uniforme o traje inteiramente branco.

Já o Botafogo Football Club, em seus primeiros anos, usava camisas e calções brancos, com meias cor de abóbora, antes de trocar para as meias pretas.[297] Somente em 1906 a equipe adotaria a tradicional camisa listrada, encomendadas junto à Benetfink & Company, de Londres.[298] A inspiração para as cores veio da Juventus, tradicional equipe da Itália, onde um dos fundadores do Botafogo, Itamar Tavares, havia estudado.[299]

Mesmo com a fusão entre os dois clubes e a formação do Botafogo de Futebol e Regatas, cada esporte manteve seu uniforme: o remo continuou a vestir negro e o futebol usava camisa listrada com calções e meias pretos. Porém, em 1948, o Botafogo passou a utilizar calções e meias brancos, fato que durou sete anos. De 1954 a 1956, devido ao suicídio do presidente do Brasil Getúlio Vargas, o Botafogo usou novamente calção e meias negros. Em 1956, voltou a usar os dois equipamentos inferiores em branco novamente, por um curto período de tempo. Em 1957, passou a usar também meiões na cor cinza.[300]

Estatuto

A camisa do Botafogo deve possuir nove listras verticais de igual tamanho, conforme o estatuto do clube.[301] [302] Normalmente, a listra central é da cor preta, porém, em algumas oportunidades, foram utilizadas na cor branca.[303] Detalhes nas mangas e na altura do ombro também são aceitos para facilitar a diversidade ano a ano. De acordo com o estatuto do clube, o uniforme deve ser nas cores alvinegras. Portanto, suas camisas reservas são predominantemente brancas ou pretas, tal qual são as cores dos calções e das meias. O uniforme de goleiro não precisa seguir o regulamento do clube.[302]

Uniformes atuais
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
1º Uniforme
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
2º Uniforme
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
3º Uniforme
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
4º Uniforme
Uniformes de goleiro
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
1º Uniforme
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
2º Uniforme
Uniformes de treino
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Jogadores 1
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Jogadores 2
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Goleiros
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Comissão Técnica

Torcida[editar | editar código-fonte]

Torcida do Botafogo na final do Carioca de 2006.
Torcida lotando o Estádio Olímpico do clube em jogo da Copa do Brasil de 2008.

Historicamente, a torcida do Botafogo era formada por moradores dos bairros próximos ao clube, como Botafogo, Copacabana e Urca.[304] A popularização botafoguense teve início apenas na década de 1940, especialmente com a presença do craque Heleno de Freitas. A geração seguinte, nas décadas de 1950 e 1960, é inspirada pela chamada "época de ouro" do clube, liderada por Garrincha.

De acordo com as pesquisas Datafolha, Lance!-Ibope e Pluri Stochos, o Botafogo possui a 12ª maior torcida do Brasil, por vezes empatado com a 10ª e a 13ª maior.[305] [306] [307] Segundo a Pluri Stochos, o Botafogo possui a 8ª maior torcida das regiões Norte e Centro-Oeste, a 10ª maior torcida da região Sudeste e a 15ª maior da Nordeste.[308] [309] A estimativa é que o clube tenha cerca de 3,4 milhões de torcedores em todo o Brasil.[306]

Movimentos de torcedores organizados[editar | editar código-fonte]

Fúria Jovem, ao lado da Botachopp, recebendo o time no estádio.

São muitos os movimentos de torcedores ligados ao Botafogo. A primeira a ser formada, década de 1960, foi a Torcida Organizada do Botafogo, ou apenas TOB, que já não existe mais. No final dos mesmos anos 1960, surgiu a Torcida Jovem do Botafogo, também conhecida como TJB. Esta é a mais antiga e tradicional torcida organizada do Botafogo. Porém, ela teve sua atuação diminuída em 2001, após a criação da Fúria Jovem do Botafogo. Torcedores dissidentes da TJB foram responsáveis pela sua criação. A Fúria Jovem é, hoje, a maior torcida organizada do clube, cujo mascote é o cachorro pitbull, os torcedores da FJB são conhecidos também como Furiosos ou Cachorrada,suas sedes são denominadas de Canil. Outras torcidas tradicionais famosas, porém já extintas, são a Raça Alvi-Negra, a Folgada do Russão e a Mancha Alvinegra.

Contudo, atualmente, há outros grupos que também participam ativamente das partidas do clube, como a Torcida Botachopp, e, em menor expressão, a Torcida Estrela Solitária e a Torcida Vanguarda. Além desses, surgiu, em 2006, o movimento Loucos pelo Botafogo, que não se considera uma torcida organizada, mas sim uma barra brava pacífica, por não possuir uniforme e seus cantos serem direcionados exclusivamente ao Botafogo. Há também grupos de torcedores localizados em outros estados, como a Fogo Horizonte, da capital de Minas Gerais, além da torcida feminina Guerreiras Alvinegras, a primeira torcida feminina do Botafogo, criada em 2007.

Maiores públicos[editar | editar código-fonte]

Esses são os dez maiores públicos da história do Botafogo:[a]

Público Mandante Placar Visitante Estádio Data Competição Ref.
1 158 994 Botafogo Rio de Janeiro 3–0 Rio de Janeiro Flamengo Maracanã 15 de dezembro de 1962 Carioca
2 158 477 Flamengo Rio de Janeiro 2–2 Rio de Janeiro Botafogo Maracanã 29 de abril de 1979 Carioca Especial
3 149 191 Flamengo Rio de Janeiro 2–1 Rio de Janeiro Botafogo Maracanã 1 de junho de 1969 Carioca
4 149 005 Vasco da Gama Rio de Janeiro 2–0 Rio de Janeiro Botafogo Maracanã 28 de abril de 1968 Carioca
5 142 892 Flamengo Rio de Janeiro 0–2 Rio de Janeiro Botafogo Maracanã 14 de março de 1971 Carioca
6 142 339 Fluminense Rio de Janeiro 1–0 Rio de Janeiro Botafogo Maracanã 27 de junho de 1971 Carioca
7 141 689 Botafogo Rio de Janeiro 4–0 Rio de Janeiro Vasco da Gama Maracanã 9 de junho de 1968 Carioca
8 139 098 Botafogo Rio de Janeiro 1–0 Rio de Janeiro Flamengo Maracanã 2 de junho de 1979 Carioca
9 137 261 Flamengo Rio de Janeiro 0–0 Rio de Janeiro Botafogo Maracanã 26 de março de 1972 Carioca
10 135 487 Botafogo Rio de Janeiro 3–1 Rio de Janeiro Flamengo Maracanã 19 de abril de 1981 Brasileiro

Esses são os cinco maiores públicos da história do Botafogo em jogos sem os maiores rivais:

Público Mandante Placar Visitante Estádio Data Competição Ref.
1 111 641 Botafogo Rio de Janeiro 2–1 Rio de Janeiro Bangu Maracanã 17 de dezembro de 1967 Carioca [185]
2 107 730 Botafogo Rio de Janeiro 0–0 Minas Gerais Atlético Mineiro Maracanã 12 de fevereiro de 1978 Brasileiro
3 102 348 Botafogo Rio de Janeiro 3–0 São Paulo Santos Maracanã 3 de janeiro de 1962 Amistoso [310]
4 102 260 Botafogo Rio de Janeiro 3–1 São Paulo Santos Maracanã 31 de março de 1963 Brasileiro
5 101 581 Botafogo Rio de Janeiro 0–0 Rio Grande do Sul Juventude Maracanã 27 de junho de 1999 Copa do Brasil

Esses são os dez maiores públicos da história do Botafogo no Estádio Nilton Santos (Engenhão):

Público[PP] Mandante Placar Visitante Data Competição Ref.
1 43 810 Fluminense Rio de Janeiro 1–2 Rio de Janeiro Botafogo 30 de junho de 2007 Brasileiro [311]
2 40 000 Botafogo Rio de Janeiro 2–1 São Paulo Portuguesa 23 de abril de 2008 Copa do Brasil [312]
3 39 500 Botafogo Brasil 1–0 Argentina River Plate 19 de setembro de 2007 Sul-Americana
4 38 717 Botafogo Rio de Janeiro 2–1 São Paulo Palmeiras 6 de dezembro de 2009 Brasileiro
5 36 995 Botafogo Rio de Janeiro 4–0 Ceará Ceará 7 de setembro de 2011 Brasileiro
6 35 321 Botafogo Rio de Janeiro 3–1 Rio de Janeiro Vasco da Gama 29 de abril de 2012 Carioca
7 33 641 Botafogo Rio de Janeiro 2–2 Santa Catarina Avaí 12 de outubro de 2009 Brasileiro
8 32 770 Vasco da Gama Rio de Janeiro 0–1 Rio de Janeiro Botafogo 10 de março de 2013 Carioca
9 30 735 Botafogo Rio de Janeiro 2–1 São Paulo Corinthians 20 de maio de 2008 Copa do Brasil
10 30 664 Botafogo Rio de Janeiro 1–0 Santa Catarina Avaí 21 de agosto de 2010 Brasileiro
  • A ^ O jogo Botafogo 0x0 Portuguesa não é considerado porque se tratou de uma rodada dupla para o Campeonato Carioca de 1969 em que o chamariz foi o jogo principal entre Flamengo e Fluminense.
  • PP. ^ As estatísticas do Estádio Nilton Santos consideram apenas o público pagante (exceto Fluminense 1x2 Botafogo).

Clássicos[editar | editar código-fonte]

O primeiro grande rival histórico do Botafogo foi o Fluminense, com o qual fez sua primeira partida em 1905. As duas equipes, por estarem entre as mais antigas do futebol brasileiro, fazem o chamado Clássico Vovô.[11] Na década de 1900, travavam duelos entre jovens adolescentes, do alvinegro, contra homens de mais idade, do tricolor.[313] A rivalidade entre os dois clubes, localizados em bairros próximos, aumentou cada vez mais com o passar dos anos, já contando com maior variação e equidade etária de seus futebolistas a partir da década de 1910. As disputas entre os dois clubes não acontecem somente nos gramados, mas também nos bastidores, entre os dirigentes.[314] [315] [316]

Outro clube considerado um dos maiores adversários do Botafogo é o Flamengo, formando o Clássico da Rivalidade. Originalmente de bairros vizinhos, os dois clubes já competiam entre si no remo, desde o final do século XIX, na Baía de Guanabara. No futebol, o Flamengo só iniciou suas atividades em 1912, um ano antes de fazer seu primeiro jogo contra o Botafogo. Os dois clubes, que contaram, em momentos distintos, com dois dos principais jogadores de futebol do Brasil, Garrincha, pelo alvinegro, e Zico, pelo rubro-negro, fizeram partidas históricas, entre elas finais de campeonatos estaduais e uma final de Campeonato Brasileiro, em 1992.[10] Assim como no duelo contra o Fluminense, a rivalidade entre alvinegros e rubro-negros também se estende aos cartolas.[317] [318]

Já Botafogo e o Vasco da Gama, outro clube originário do remo, ficaram conhecidos como co-irmãos, fazendo o Clássico da Amizade.[12] Em 1977, assim como a dupla Fla-Flu, formaram até um combinado para enfrentar a Seleção Brasileira.[319] O Vasco, que só começou a participar do futebol em 1916 em divisões inferiores, fez sua primeira partida contra alvinegro em 1923. Contra o time da cruz de malta, o Botafogo possui seu pior retrospecto diante de um rival, com uma diferença de vitórias um pouco maior a cinquenta partidas. Em finais de campeonato, porém, o retrospecto é amplamente favorável ao alvinegro, com oito títulos do Botafogo contra apenas três do Vasco.[320] [321] [322]

No Rio de Janeiro, o Botafogo também tem outros adversários de relevância histórica, como o America, o Bangu, o Americano, dentre outros. Porém, por disputarem, por muito tempo, torneios em divisões inferiores ao alvinegro, não são considerados clássicos e as partidas não possuem o mesmo fervor das disputadas contra Flamengo, Fluminense e Vasco

Fora do estado do Rio de Janeiro, o clube contra quem o Botafogo fez mais partidas históricas foi o Santos. Na década de 1960, a disputa entre o Santos de Pelé e o Botafogo de Garrincha era tratada como o maior clássico do país.[323] Em 1962, os dois esquadrões mediram forças na final da Taça Brasil, que acabou vencida pelos santistas.[324] Posteriormente, os dois times ainda fizeram a final do Brasileirão de 1995, que dessa vez terminou com título para o time carioca.[325]

O time da Estrela Solitária também possui certa rivalidade contra outros clubes paulistas em virtude dos constantes duelos no extinto Torneio Rio-São Paulo. São eles, além do Santos, o Corinthians, o Palmeiras e o São Paulo. O Botafogo também tem rivalidades moderadas contra os times de Minas Gerais, especialmente o Atlético Mineiro, que também veste um uniforme alvinegro e sofreu diversas eliminações em torneios nacionais e continentais pelos botafoguenses.[326] [327] [328] [329]

Grandes futebolistas[editar | editar código-fonte]

Legenda:

Goleiros
Brasil Cao
Uruguai Fernando Álvez Farm-Fresh award star silver 3.png
Brasil Jefferson Farm-Fresh award star bronze 3.png
Brasil Manga Farm-Fresh award star bronze 3.png
Brasil Osvaldo Baliza
Brasil Paulo Sérgio
Brasil Roberto Gomes Pedrosa Farm-Fresh award star bronze 3.png
Brasil Ubirajara
Brasil Wágner
Brasil Wendell
Brasil William Bacana
Defensores
Brasil Brito
Brasil Carlos Alberto Torres
Brasil Djalma Dias
Brasil Gonçalves
Brasil Josimar
Brasil Marinho Chagas
Brasil Mauro Galvão
Brasil Nílton Santos Farm-Fresh award star gold 3.png
Argentina Oscar Basso Farm-Fresh award star silver 3.png
Brasil Rodrigues Neto
Brasil Sebastião Leônidas
Brasil Wilson Gottardo
Meias
Brasil Ademir da Guia
Brasil Afonsinho
Brasil Alemão
Brasil Arlindo
Brasil Carlos Alberto Dias
Brasil Carlos Alberto Santos
Brasil Carlos Roberto
SurinamePaíses Baixos Clarence Seedorf Farm-Fresh award star silver 3.png
Brasil Didi
Brasil Dirceu
Brasil Djair
Brasil Geninho Farm-Fresh award star gold 3.png
Brasil Gérson
Brasil Mário Sérgio
Brasil Martim Silveira Farm-Fresh award star bronze 3.png
Brasil Mendonça Farm-Fresh award star bronze 3.png
Brasil Nei Conceição Farm-Fresh award star bronze 3.png
Brasil Paulinho Criciúma
Brasil Paulo César Caju
Brasil Perácio
Brasil Rocha
Brasil Sergio Manoel
Brasil Túlio Farm-Fresh award star bronze 3.png
Brasil Valdo Farm-Fresh award star bronze 3.png
Atacantes
Brasil Aberlado de Lamare Farm-Fresh award star gold 3.png
Brasil Amarildo
Brasil Baltazar
Brasil Bebeto
Brasil Carvalho Leite
Brasil Cláudio Adão
Brasil
Brasil Itália Dino da Costa Farm-Fresh award star silver 3.png
Brasil Dodô
Brasil Donizete
Brasil Ferreti
Argentina Fischer Farm-Fresh award star bronze 3.png
Brasil Flávio Ramos Farm-Fresh award star gold 3.png
Brasil Garrincha
Brasil Gil
Brasil Gilberto Hime Farm-Fresh award star gold 3.png
Brasil Heleno de Freitas
Brasil Jairzinho Farm-Fresh award star bronze 3.png
Brasil Leônidas da Silva
Brasil Luís de Menezes
Uruguai Loco Abreu Farm-Fresh award star bronze 3.png
Atacantes
Brasil Maurício
Brasil Mimi Sodré
Brasil Mirandinha Farm-Fresh award star bronze 3.png
Brasil Nilo
Brasil Nílson Dias
Brasil Octávio Moraes
Brasil Paraguaio
Polónia Brasil Patesko Farm-Fresh award star bronze 3.png
Brasil Sylvio Pirillo
Brasil Paulinho Valentim
Brasil Quarentinha
Brasil Roberto Miranda
Brasil Rogério
Brasil Sinval Farm-Fresh award star bronze 3.png
Brasil Túlio Maravilha
Brasil Valdeir
Brasil Zagallo
Brasil Zequinha

Jogadores do clube campeões pela Seleção[editar | editar código-fonte]

Jogadores do clube campeões da Copa do Mundo[editar | editar código-fonte]

Jogadores que, durante sua passagem pelo Botafogo, foram campeões da Copas do Mundo. O Botafogo teve 9 jogadores campeões do mundo, somando 12 títulos no total.

Legenda:

Globo terraqueo 3.gif Melhor jogador da Copa do Mundo

Generic football.png Artilheiro da Copa do Mundo

O Botafogo já teve 48 convocados pra Copa do Mundo. O uruguaio Loco Abreu foi o único estrangeiro a representar o clube na competição pela sua seleção, em 2010. Nílton Santos e Jefferson foram os únicos jogadores do clube a participar de uma Copa no Mundo no Brasil. Curiosamente, o polonês-brasileiro Patesko foi o único estrangeiro a jogar uma Copa do Mundo pelo Brasil em 1938. O Botafogo é o recordista de bolas de ouro em copas do Mundo com 3 jogadores premiados: Didi em 1958, Garrincha em 1962 e Jairzinho em 1970. Jairzinho nunca foi artilheiro da Copa do Mundo, mas é o único jogador na história a marcar gol em todos os jogos de uma edição do torneio. Ele marcou 7 gols (número da camisa vestida por ele) em apenas 6 partidas. Já Garrincha foi o artilheiro em 1962.[330] Zagallo ganhou a Copa do Mundo de 1962 como jogador do Botafogo, mas também foi campeão em 1958 como jogador, 1970 como técnico e 1994 como coordenador técnico, sendo assim o único homem tetracampeão do mundo. Antes de virar técnico da seleção em 1970, Zagallo era técnico do Botafogo. Esse fato também se encaixa em jogadores que participaram de uma Copa do Mundo antes ou depois de suas passagens pelo Botafogo como Gérson que jogou a Copa do Mundo de 1966 representando o clube, mas que foi campeão em outro clube. Em 2014, o uruguaio Lodeiro participou oficialmente do Mundial como atleta do clube, mas não é contabilizado, pois já estava com sua transferência acertada para o Corinthians antes mesmo do início do torneio.

Jogadores do clube campeões de outros torneios de seleções[editar | editar código-fonte]

(Copa América, Copa das Confederações, Copa Ouro da Concacaf, Superclássico das Américas, Copa Rio Branco, etc.)

Contando as convocações na Copa América, o desempenho do Botafogo também é interessante nos números, ajudando com 7 jogadores campeões pelo Brasil(todos os títulos em casa) e com Heleno de Freitas artilheiro em 1945, além de inúmeros jogadores convocados representando o clube na competição. Outro jogador artilheiro é Bebeto, em 1989, que conseguiu o feito alguns anos antes de jogar no clube. Na Copa das Confederações, o zagueiro Gonçalves e o goleiro Jefferson foram campeões representando o Botafogo em 1997 e 2013, respectivamente. Jefferson se tornou o primeiro jogador do clube a ser campeão de um torneio da FIFA no Brasil. O zagueiro canadense Tony (2001) e o meia uruguaio Lodeiro (2013) também representaram o clube durante a competição. O mais curioso é que o canadense foi campeão da Copa Ouro da CONCACAF de 2000 representando o Botafogo, mesmo sendo um torneio de uma federação sem ligação com o clube. Já o primeiro estrangeiro campeão de um torneio de seleção de uma federação que o Botafogo faz parte foi o uruguaio Loco Abreu, na Copa América de 2011. O Botafogo ainda possui diversos jogadores campeões no Superclássico das Américas e na Copa Rio Branco, entre outros torneios decididos através de apenas um clássico.

O Botafogo sempre contribuiu com a seleção formando e emprestando vários jogadores da Copa do Mundo a amistosos. O Botafogo é o recordista de jogadores diferentes convocados pela Seleção Brasileira com 130 jogadores(96 deles entraram em campo) e é também o clube recordista em número de convocações somadas de todos os seus jogadores para o Brasil.

Jogadores estrangeiros[editar | editar código-fonte]

Por ano[editar | editar código-fonte]

Por nacionalidade[editar | editar código-fonte]

Nº de Jogadores Nacionalidade Ref.
22  Argentina[a] [331]
21 Uruguai[b] [341]
9  Inglaterra[c] [331]
3 Paraguai
2 Flag of Spain.svg Espanha
 Itália[d][e]
 Peru
 Portugal
1  Alemanha
 Canadá
 Catar[f]
 Colômbia
Escócia
 Hungria
 Países Baixos[g]
 Polónia[h]
Serra Leoa [333]
 Sérvia[i] [331]
 Ucrânia
  • a. ^ Com dupla nacionalidade, Eduardo Beheregaray e Luis Monti entram na lista como argentinos.
  • b. ^ Com dupla nacionalidade, Artigas entra na lista como uruguaio.
  • c. ^ Com dupla nacionalidade, Ernest H. Coggin entra na lista como inglês.
  • d. ^ Com dupla nacionalidade, Dino da Costa entra na lista como estrangeiro e italiano por ter atuado pela Itália.
  • e. ^ Com dupla nacionalidade, Francisco Pollice entra na lista como italiano.
  • f. ^ Com dupla nacionalidade, Emerson Sheik entra na lista como qatariano por ter atuado pelo Qatar.
  • g. ^ Com dupla nacionalidade, Seedorf entra na lista como holandês por ter atuado pela Holanda.
  • h. ^ Com dupla nacionalidade, Patesko entra na lista como polonês.
  • i. ^ Nascido na antiga Iugoslávia, Vlad Petković entra na lista como sérvio.[342]

Grandes treinadores[editar | editar código-fonte]

O Botafogo já contou com uma enorme quantidade de técnicos em seu comando. O cargo foi exercido primeiramente por Octávio Werneck, em 1906, como chefe da comissão técnica. Até 1922, o Botafogo não possuía um treinador que comandasse a equipe sozinho. Era formada um comissão encabeçada por indivíduos pré-determinados.

Na década de 1930, o húngaro Nicolas Ladanyi foi o treinador botafoguense nas conquistas estaduais de 1930, 1932, 1933 e 1934, ano em que deixou o cargo. Quem assumiu seu lugar foi Carlito Rocha, que já havia sido líder de comissão técnica em 1917, ao lado de Oldemar Murtinho, e treinado a equipe em outras quatro ocasiões na década de 1920. Carlito comandou em 1935, na conquista do quarto título seguido de campeão carioca, e de 1936 a 1939. Carlito, que já havia sido também jogador, viria também a ser presidente do Botafogo na década de 1940.

Outro técnico que entrou para a história como um dos principais treinadores do Botafogo foi o jornalista João Saldanha, que foi o técnico campeão Carioca de 1957. Na década de 1960, Marinho Rodrigues destacou-se ao ser campeão do Torneio Roberto Gomes Pedrosa em 1962 e bicampeão Carioca em 1961 e 1962. No mesmo período, Zagallo entrou para a história conquistando o Campeonato Brasileiro de 1968, o bicampeonato carioca de 1967 e 1968 e o tricampeonato do Troféu Triangular de Caracas, em 1967, 1968 e 1970. Na década de 1970, o cargo também foi ocupado por uma série de ex-jogadores, assim como Zagallo. Foram eles: Paraguaio, técnico do Campeonato Brasileiro de 1971, quando o Botafogo foi o terceiro colocado, e Sebastião Leônidas, treinador vice-campeão brasileiro de 1972. Além dos já citados, outros ex-jogadores que treinaram o alvinegro foram Carvalho Leite, Geninho, Martim Silveira, Sylvio Pirillo, Paulistinha, Joel Martins, Carlos Roberto, entre outros.

Em 1989, quando o Botafogo pôs fim a uma sequência de 21 anos sem vencer o Campeonato Carioca, Valdir Espinosa era o treinador. Em outras conquistas importantes nos anos 1990, aponta-se Paulo Autuori, o técnico Campeão Brasileiro de 1995, e Carlos Alberto Torres, campeão da Copa Conmebol de 1993. Torres também treinou a equipe alvinegra em situações ruins em três oportunidades, quando o time precisava escapar do rebaixamento no Campeonato Brasileiro, entre 1997 e 2002. Nesta última, não conseguiu evitar o descenso do time nos jogos finais. Na Série B de 2003, Levir Culpi foi o encarregado de treinar o Botafogo e levou a equipe de volta à Série A.

Nos anos 2000, Cuca se destacou como um dos técnicos mais importantes da história recente do Botafogo. Chegou a ser considerado ídolo por dirigentes e torcedores e teve uma série de produtos lançados com seu nome.[343] [344] Cuca assumiu o cargo em maio de 2006 e ficou, inicialmente, até setembro de 2007, quando pediu demissão e foi substituído por Mário Sérgio até ser readmitido nove dias depois.[345] Durante a sua passagem pelo Botafogo, montou o time apelidado de Carrossel Alvinegro, com um esquema tático ofensivo e de muita movimentação que liderou o Campeonato Brasileiro de 2007 por 11 rodadas.[76] [77] O Botafogo de Cuca venceu a Taça Rio em 2007 e 2008, além da Copa Peregrino. Contudo, sua passagem ficou marcada por não ter conquistado títulos relevantes e pelas derrotas traumáticas.[346]

Em 2010, Joel Santana, que havia sido campeão carioca em 1997 pelo Fogão, retornou ao clube.[104] Sua nova passagem ficou marcada por seu jeito folclórico e pela conquista do Carioca de 2010.[107] Para o ano de 2012, o clube acertou com Oswaldo de Oliveira, que estava há cinco anos no Kashima Antlers do Japão.[118] Em dois anos no Botafogo, Oswaldo conquistou o Campeonato Carioca de 2013 e a vaga na Libertadores de 2014, competição que a equipe não disputava havia 18 anos.[130] [138]

Recordes individuais[editar | editar código-fonte]

Última atualização: 28 de julho de 2015

Patrocinadores e material esportivo[editar | editar código-fonte]

Até 1985, o Botafogo não fez qualquer tipo de publicidade de empresas em seu uniforme de jogo, embora a Adidas fornecesse o material esportivo desde 1976 sem estampar sua marca. O primeiro patrocinador do clube foi a Atlantic, por um curto período de tempo. A partir de 1987, a Coca-Cola passou a estampar sua marca no uniforme de diversas equipes brasileiras.[386] No Botafogo, permaneceu de 1987 a 1994, sendo até hoje o patrocínio mais longevo da história do clube, seguido pela Guaraviton (de 2010 a 2014) e pela Liquigás (de 2007 a 2009).

Um dos patrocinadores de maior sucesso no Botafogo é, até os dias hoje, o refrigerante Seven Up, marca da gigante norte-americana PepsiCo. No clube em 1995 e 1996, a empresa estampava sua marca na camisa alvinegra durante a campanha do título do Campeonato Brasileiro de 1995. Em uma ação de marketing, o atacante Túlio Maravilha, principal ídolo daquele time, passou a usar a camisa 7 ao invés da 9 e se tornou garoto propaganda da empresa. Segundo dados do Instituto Nielsen, em oito meses a marca conquistou 35,4% do segmento limão do mercado nacional de refrigerantes. De acordo com José Talarico, diretor de Assuntos Corporativos da Pepsi-Cola do Brasil à época, o Botafogo foi um dos principais responsáveis por alavancar as vendas de Seven Up no país.[387] [388] [389]

Dentre os fornecedores de material esportivo, a marca que permaneceu durante mais tempo foi a italiana Kappa, entre os anos de 2004 e 2009.[390] [391] Desde 2012, a marca alemã Puma fornece o material para o futebol do clube.[392] Atualmente, três empresas estampam sua marca no uniforme de jogo: Guaramix, Voxx Suplementos e 99Taxis.[3] [4] [5] Entretanto, o clube não possui um patrocinador principal.

Ano Material esportivo Patrocinador master Outros patrocinadores
1986 Alemanha Adidas Brasil Atlantic e Brasil 3B-Rio
1987 Estados Unidos Coca-Cola
1988
1989 Inglaterra Umbro e Brasil Finta
1990 Brasil Penalty
1991 Inglaterra Umbro
1992
1993 Brasil ProOnze
1994 Brasil Rhumell
1995 Brasil Finta Estados Unidos Seven Up
1996
1997 Brasil Penalty Coreia do Sul Hyundai
1998 Brasil Banco Excel-Econômico
1999 Brasil Topper
2000 Brasil TAM
2001 Brasil Golden Cross Brasil TAM
2002 Brasil Finta Brasil Varig
2003 Brasil Bob’s
2004 Itália Kappa
2005 Brasil Supergasbras Brasil Ale
2006 Brasil Ale e Brasil Café Capital
2007 Brasil Liquigás
2008
2009 Itália Kappa e Itália Fila
2010 Itália Fila Brasil Neo Química Brasil Guaraviton e Brasil Bozzano
2011 Brasil Guaraviton e Brasil João Fortes Engenharia Brasil Guaraviton, Estados Unidos Havoline e Estados Unidos Herbalife
2012 Alemanha Puma Brasil Guaraviton Estados Unidos Havoline e Estados Unidos Herbalife
2013 Brasil Guaravita, Estados Unidos Havoline e Estados Unidos Herbalife
2014 Estados Unidos Telexfree, Brasil Guaravita e Brasil Carioquinha
2015 Brasil Guaramix, Brasil Voxx Suplementos e Brasil 99Taxis

Valor de mercado[editar | editar código-fonte]

De acordo com a empresa BDO RCS Auditores Independentes, a marca do clube era a décima segunda de maior valor no Brasil em 2014, com 172,2 milhões de reais.[393]

Outros esportes[editar | editar código-fonte]

Football pictogram.svg Futebol Feminino[editar | editar código-fonte]

Últimas temporadas
Últimas temporadas
Brasil Nacionais Rio de Janeiro Estaduais
Ano Campeonato Brasileiro Copa do Brasil Campeonato Carioca
Div. Pos. Pts J V E D GP GC