Botafogo de Futebol e Regatas

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Botafogo
Botafogo de Futebol e Regatas logo.svg
Nome Botafogo de Futebol e Regatas
Alcunhas Estrela Solitária
O Glorioso
Fogão
Torcedor/Adepto Botafoguense
Alvinegro
Mascote Manequinho
Pato Donald
Biriba
Biruta
Fundação 12 de agosto de 1904 (110 anos)
Estádio Engenhão
Capacidade 46 931 pessoas[1]
Localização Brasão da cidade do Rio de Janeiro.svg Rio de Janeiro, Rio de Janeiro RJ,
BrasilBrasil
Mando de jogo em Maracanã
Capacidade (mando) 78 838 pessoas[2]
Presidente Brasil Carlos Eduardo Pereira
Treinador Brasil René Simões[3]
Patrocinador Brasil Guaraviton
Brasil Guaravita
Brasil Carioquinha
Brasil Brahma
Alemanha Mercedes-Benz
Material esportivo Alemanha Puma
Competição Rio de Janeiro Campeonato Carioca
Brasil Copa do Brasil
Brasil Brasileiro - Série B
2014
Rio de Janeiro Carioca
Brasil Copa
Brasil Série A
Flags of South American Conmebol Members.gif CL

9º colocado
Quartas de final
19º colocado Baixa
Fase de grupos
2013
Rio de Janeiro Carioca
Brasil Copa
Brasil Série A

Campeão
Quartas de final
4º colocado
2012
Rio de Janeiro Carioca
Brasil Copa
Brasil Série A
Flags of South American Conmebol Members.gif SA

Vice-campeão
Oitavas de final
7º colocado
Fase Nacional
Ranking nacional 11º lugar - 12.332 pontos[4]
Website botafogo.com.br
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
Temporada atual
editar

Botafogo de Futebol e Regatas é uma agremiação poliesportiva brasileira, com sede no bairro homônimo ao clube, na cidade do Rio de Janeiro. Nascido da fusão do Club de Regatas Botafogo (fundado para o remo em 1894) com o Botafogo Football Club (formado para o futebol em 1904), é um dos principais clubes do Brasil. Suas maiores glórias esportivas vêm principalmente do futebol, especialmente entre as década de 1950 e 1960, considerada sua era de ouro.[5]

Foi indicado pela FIFA ao seleto grupo dos maiores clubes do século XX.[6] [7] Dentre seus principais títulos estão: 20 Campeonatos Cariocas, 1 Torneio Rio-São Paulo, 3 Torneios Roberto Gomes Pedrosa, 2 Campeonatos Brasileiros e 1 Copa Conmebol (precursora da atual Copa Sul-Americana).[8] [9] [10] [11] [12] O Botafogo é um dos clubes mais populares do Brasil.[13] [14] De acordo com a empresa BDO RCS Auditores Independentes, a marca do clube é a décima segunda de maior valor no Brasil, ultrapassando os 112 milhões de reais.[15]

Além disso, o clube detém alguns dos principais recordes do futebol brasileiro, como o de maior número de partidas de invencibilidade: 52 jogos entre os anos de 1977 e 1978;[16] [17] o recorde de partidas invictas em jogos do Campeonato Brasileiro: 42, também entre 1977 e 1978;[18] [19] o maior número de participações de jogadores em partidas totais da Seleção Brasileira (considerando jogos oficiais e não-oficiais): 1094 participações;[20] e o maior número de jogadores cedidos à Seleção Brasileira para Copas do Mundo.[21] O clube ainda é o responsável pela maior vitória já registrada no futebol brasileiro: 24 a 0 sobre o Sport Club Mangueira no Carioca de 1909.[22]

Conhecido pela estrela de cinco pontas em seu distintivo, que lhe dá a alcunha de clube da Estrela Solitária, o Botafogo tem como suas cores oficiais o preto e o branco. Seus principais rivais no futebol são o Flamengo, o Fluminense e o Vasco da Gama.[23] [24] [25]

Índice

História

Grupo de Regatas Botafogo

Localização do Botafogo no mapa da América do Sul.

Em 1891, contando em sua gênese com a participação de membros egressos do Clube Guanabarense, criado em 1874, o Grupo de Regatas Botafogo foi fundado pelo remador Luiz Caldas, conhecido como Almirante. No contexto da Revolta da Armada, dois líderes revolucionários, o almirante Custódio de Melo e o comandante Guilherme Frederico de Lorena, tinham, respectivamente, dois filhos como sócios do grupo, João Carlos de Melo (John) e Frederico Lorena (Fritz). Esta ligação dos jovens com o grupo levantou suspeitas do governo sobre o Botafogo, que foi obrigado a interromper suas atividades. Por conta da perseguição, John e Fritz deixaram a cidade do Rio de Janeiro, e Luiz Caldas foi preso.

Luiz Caldas viria a falecer pouco tempo depois, ao final de junho de 1894. Então, os sócios restantes do Grupo de Regatas Botafogo se reuniram para regulamentar a criação do clube. Com quarenta sócios, em 1 de julho de 1894, era fundado o Club de Regatas Botafogo.[26] [27]

Club de Regatas Botafogo

Primeira sede do Club de Regatas Botafogo.

A sede do clube era em um casarão, atualmente demolido, no sul da praia de Botafogo, encostado ao Morro do Pasmado, onde hoje termina a avenida Pasteur. Os fundadores do Club de Regatas Botafogo foram Alberto Lisboa da Cunha, Arnaldo Pereira Braga, Arthur Galvão, Augusto Martins, Carlos de Souza Freire, Eduardo Fonseca, Frederico Lorena, Henrique Jacutinga, João Penaforte, José Maria Dias Braga, Julio Kreisler, Julio Ribas Junior, Luiz Fonseca Quintanilha Jordão, Oscar Lisboa da Cunha e Paulo Ernesto de Azevedo. A embarcação botafoguense Diva, surgida em 1899, tornou-se uma lenda nas águas da Baía de Guanabara ao vencer todas as 22 regatas que disputou, sagrando o clube como campeão carioca de 1899.[28]

O Club de Regatas Botafogo foi o primeiro clube carioca campeão brasileiro de alguma modalidade esportiva, em outubro de 1902, após a vitória do atleta Antônio Mendes de Oliveira Castro, que anos mais tarde viria a se tornar presidente do clube.[29]

Uma curiosidade na história do Club de Regatas é que seus atletas já haviam se arriscado a praticar o futebol. No dia 25 de outubro de 1903, antes da fundação do Botafogo Football Club, os remadores botafoguenses se reuniram com os colegas de esporte do Flamengo para a disputa de um amistoso. O time do Botafogo, formado por W. Schuback, C. Freire e Oscar Cox; A. Shorts, M. Rocha e R. Rocha; G. Masset, F. Frias Júnior, Horácio Costa Santos, N. Hime e H. Chaves Júnior, goleou o Flamengo por 5 a 1 no campo do Paissandu. Alguns dos atletas do Botafogo integravam o time de futebol do recém-fundado Fluminense.[23]

Botafogo Football Club

Vista aérea atual do bairro de Botafogo.

O bairro de Botafogo foi o local onde se fundou para o futebol o Electro Club, primeiro nome dado ao Botafogo Football Club. A ideia surgiu a partir de Flávio Ramos e Emmanuel Sodré, que estudavam juntos no Colégio Alfredo Gomes. Durante uma aula cansativa de álgebra ministrada pelo general Júlio Noronha, um bilhete passado por Flávio a Emmanuel dizia: "O Itamar Tavares tem um clube de football na rua Martins Ferreira. Vamos fundar outro no Largo dos Leões? Podemos falar aos Werneck, ao Arthur César, ao Vicente e ao Jacques".

Emmanuel aguardou o fim da aula para expressar seu entusiasmo. Os meninos, que residiam no bairro de Botafogo, próximo ao Largo dos Leões, logo convenceram outros colegas de que não surgiria opção melhor para preencher o vazio daqueles dias de começo de século XX no Rio de Janeiro, em que eram raras as atrações para os adolescentes. Na tarde de sexta-feira, 12 de agosto de 1904, Flávio, Emmanuel e alguns amigos, todos com idades entre catorze e quinze anos, reuniram-se em um velho casarão localizado nas esquinas da rua Humaitá com o Largo dos Leões para oficializar a fundação do clube.

Time do Botafogo em 1906.

Electro Club foi o primeiro nome dado ao Botafogo, já que os meninos decidiram cobrar mensalidade e acharam um talão de um extinto grêmio de pedestrianismo com esse nome, que resolveram então adotar.

O uniforme de listras verticais em preto e o branco também foi aclamado por unanimidade. A sugestão partiu de Itamar Tavares. Ele estudara na Itália, onde torcia para a Juventus, criada em 1897 e que, hoje, é um dos clubes mais populares da Europa. A primeira diretoria do Electro, que não teve ata de fundação, era composta por Flávio da Silva Ramos (presidente), Octávio Werneck (vice-presidente), Jacques Raymundo Ferreira da Silva (secretário) e Álvaro Werneck (tesoureiro). Flávio e Emmanuel não gostariam de ver o clube tomar o destino de tantos outros, que desapareceram sem deixar vestígio. Logo, procuraram gente com mais idade e mais experiência para administrá-lo, como Alfredo Guedes de Mello e Alfredo Chaves.

O nome Electro Club permaneceu apenas até o dia 18 de setembro. Neste dia, foi realizada outra reunião na casa de Dona Chiquitota, avó do Flávio, que se assustou ao saber o nome do clube: "Afinal, qual é o nome deste clube?", perguntou. "Electro", respondeu Flávio, que então resolveu seguir o conselho de sua avó:

"Meu Deus. Que falta de imaginação! Ora, morando onde vocês moram, o clube só pode se chamar Botafogo."
Francisca Teixeira de Oliveira, a Dona Chiquitota.

E assim foi feito, o Electro passou a se chamar Botafogo Football Club. Neste mesmo dia, tomou posse a nova diretoria, composta por Alfredo Guedes de Mello (presidente), Itamar Tavares (vice-presidente), Mário Figueiredo (secretário) e Alfredo Chaves (tesoureiro). Os primeiros treinos aconteceram no Largo dos Leões, e as palmeiras imperiais serviram de balizas. Assim, nascia o Botafogo Football Club. Seus fundadores: Álvaro Cordeiro da Rocha Werneck, Arthur César de Andrade, Augusto Paranhos Fontenelle, Basílio Vianna Junior, Carlos Bastos Neto, Emmanuel de Almeida Sodré, Eurico Parga Viveiros de Castro, Flávio da Silva Ramos, Jacques Raymundo Ferreira da Silva, Lourival Camargo da Costa, Octávio Cordeiro da Rocha Werneck, Vicente Licínio Cardoso e Itamar Tavares.

O time que venceu o Campeonato Carioca de 1907.

O primeiro amistoso ocorreu no dia 2 de outubro de 1904, contra o Football and Athletic Club, na Tijuca: derrota por 3 a 0. O time que entrou em campo usava o esquema 2-3-5 e era composto por: Flávio Ramos; Victor Faria e João Leal; Basílio Vianna, Octávio Werneck e Adhemaro de Lamare; Normann Hime, Itamar Tavares, Álvaro Soares, Ricardo Rego e Carlos Bittencourt. A primeira vitória viria no segundo jogo, em 21 de maio de 1905, sobre o Petropolitano, 1 a 0, gol de Flávio Ramos.

Ainda neste ano, foi criado o Carioca Football Club no bairro de Botafogo. Este clube era destinado a ensinar às crianças as bases do futebol, sendo a primeira escola do esporte no Brasil. A escola foi desativada em 1908 e absorvida pelo Botafogo Football Club, que buscou nos jogadores do Carioca a intenção de fundar o seu próprio time infantil.[30]

Botafogo de Futebol e Regatas

O Botafogo de Futebol e Regatas nasceu oficialmente no dia 8 de dezembro de 1942 (mesmo dia de homenagem à santa padroeira do clube, Nossa Senhora da Conceição.[31] ), resultado da fusão dos dois clubes de mesmo nome: o Club de Regatas Botafogo e o Botafogo Football Club. Os dois clubes tinham suas sedes no bairro de Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro. A fusão já era estudada desde 1931, mas durante muitos anos foi combatida porque gente ligada aos dois clubes, como o historiador Antônio Mendes de Oliveira Castro, do remo, e João Saldanha, do futebol, garantiam que o Regatas estava "infiltrado de torcedores do Fluminense", que, dos cinco grandes clubes da cidade, é um dos dois (junto com o América) que nunca tiveram um departamento ligado a esse esporte.

A união foi apressada por uma tragédia: no dia 11 de junho de 1942, os dois clubes, que também tinham atividades em outros esportes, disputavam uma partida de basquete pelo Campeonato Carioca, no Mourisco Mar, sede do Club de Regatas Botafogo. Nesse dia, o jogador Armando Albano, do Football Club, chegou atrasado ao jogo que já havia começado, entrando com o jogo em andamento. Durante o intervalo, Armando Albano abaixou-se para pegar uma bola e caiu desfalecido. Os médicos correram, fizeram todos os atendimentos possíveis, mas o jogador havia sido fulminado por um infarto.

Depois de confirmada a morte do jogador, a partida foi interrompida faltando dez minutos para o final, quando o placar marcava 21 pontos para Club de Regatas e 23 para Football Club. O corpo de Albano saiu da sede de General Severiano e, quando passava em frente ao Mourisco Mar, houve uma parada. Os presidentes dos clubes fizeram um pronunciamento:[32]

"E comunico nesta hora a Albano que a sua última partida resultou numa nítida vitória. O tempo que resta do jogo interrompido, os nossos jogadores não disputarão mais. Todos nós queremos que o jovem lutador desaparecido parta para a grande noite como um vitorioso. E é assim que o saudamos."
Augusto Frederico Schmidt, presidente do Club de Regatas Botafogo.
"Nas disputas entre os nossos clubes só pode haver um vencedor: o Botafogo!"
Eduardo Góes Trindade, presidente do Botafogo Football Club.
"O que mais é preciso para que os nossos dois clubes sejam um só?"
Augusto Frederico Schmidt, selando a fusão.

A partir dessa data, começou o procedimento para a fusão dos clubes, nascendo o Botafogo de Futebol e Regatas. Com a fusão foram feitas algumas alterações: a bandeira perdeu o escudo com letras entrelaçadas do B.F.C., e ganhou um retângulo preto com a Estrela Solitária branca, do Club de Regatas, ao alto. O escudo incorpora ao distintivo a Estrela Solitária branca, num fundo preto com contorno branco, no lugar das letras entrelaçadas. Além disso, a equipe de futebol passou a usar calções pretos.

Futebol

Anos 1900 e 1910: O Glorioso

Botafogo campeão de 1910.
Time campeão em 1912.

Em 1906, o Botafogo venceu seu primeiro título, a Taça Caxambu, o primeiro torneio do futebol do Rio de Janeiro, disputado pelas equipes de segundo-quadro. O time participou ainda do primeiro Campeonato Carioca ficando em quarto lugar. A primeira vitória da equipe no campeonato, por 1 a 0, foi contra o Bangu em 27 de maio.

No ano seguinte, terminou empatado o Carioca em pontos com o Fluminense numa grande polêmica só resolvida nove décadas depois. O Botafogo teria de enfrentar o Internacional, lanterna da competição, na última rodada. Porém, o Internacional, que também não tinha enfrentado o Fluminense, não compareceu ao jogo. O Botafogo venceu o jogo por W.O., mas não teve gols acrescentados na tabela. Enquanto isso, o Fluminense venceu o Paissandu por 2 a 0 e empatou na classificação final do campeonato com o alvinegro. Como tinha saldo melhor, o Fluminense reivindicou o título. Prejudicado por não ter a oportunidade de marcar gols na última partida, o Botafogo pedia um jogo extra, maneira considerada pelos diretores alvinegros justa de decidir a disputa, o que não foi aceito. O regulamento da competição não especificava nenhum critério de desempate além do número de pontos. Os dois clubes não chegaram a um acordo sobre como decidir o campeonato.[33] A Liga não conseguiu encontrar uma solução e se dissolveu, ficando o campeonato sem um campeão até 1996, quando Eduardo Viana, presidente da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, decidiu dividir o título de 1907 entre ambos os clubes.

Em 1910, o Botafogo consagrar-se-ia definitivamente. Ao vencer o Campeonato Carioca de 1910, o time realizou uma campanha marcada por sete goleadas aplicadas sobre os adversários na competição, fato este que lhe rendeu o apelido de O Glorioso. O alvinegro, que naquele campeonato marcara 66 gols, já demonstrava aptidão para marcar várias vezes anteriormente. No ano anterior, aplicou 24 a 0 sobre o Sport Club Mangueira (até hoje a maior goleada da história do futebol brasileiro em jogos oficiais). Nesta mesma época de transição de décadas, o Botafogo ainda fez 15 a 1 sobre o Riachuelo, 13 a 0 e 11 a 0 no Haddock Lobo, 9 a 0 contra o Internacional, entre outras goleadas mais e ainda venceu o torneio interestadual em cima do Palmeiras po 7 a 2.

Em 1911, o clube desligou-se da Liga Metropolitana de Sports Athleticos (LMSA) após uma confusão num jogo contra o América. O incidente foi iniciado quando o jogador do time rubro Gabriel de Carvalho fez falta violenta em Flávio Ramos, que revidou, originando uma briga generalizada. Insatisfeita com as punições que foram impostas aos jogadores alvinegros envolvidos na briga (Adhemaro e Abelardo de Lamare receberam seis e doze meses de suspensão respectivamente), a diretoria solicitou o desligamento do próprio clube da LMSA e, em seguida, passou uma longa fase realizando apenas amistosos contra equipes paulistas. No final do mesmo ano, o Botafogo perdeu a sua sede na rua Voluntários da Pátria, onde realizava seus jogos. Teve de disputar o campeonato de 1912, organizado pela Associação de Football do Rio de Janeiro, em um modesto campo na rua São Clemente. Nesta competição, o alvinegro sagrou-se campeão.

Em 1913, o Botafogo retornou à Liga Metropolitana de Sports Athleticos. E, em 1915, voltou à liga municipal renovado com a concessão do terreno da rua General Severiano pela prefeitura em 1912.

Anos 1910 e 1920: entressafra alvinegra

Partida de inauguração do Estádio de General Severiano, em 1913.

A fase entre 1912 e 1930 pode ser considerada como o primeiro período de jejum de títulos do Botafogo. Todavia, foram conquistados dois Campeonatos Cariocas de Segundos Quadros, em 1915 e 1922. O clube ainda foi vice-campeão carioca por quatro vezes, 1913, 1914, 1916 e 1918, e fez vários artilheiros do torneio até 1920, entre eles Mimi Sodré, Aluízio Pinto, Luiz Menezes e Arlindo Pacheco.

Jogadores em 1913.

Nesta época, o Botafogo contribuiu para a criação de um termo bastante comum nos dias atuais do esporte brasileiro: cartola.[34] Em 1917, os dirigentes do Botafogo trajaram-se de fraque e cartola para receber o time uruguaio do Dublin FC no gramado. A intenção era imitar os políticos da República Velha, mas o resultado acabou sendo o nome, adotado pela imprensa, de cartola para os dirigentes esportivos.

Antes de ser formado o time do início da década de 1930, o Botafogo, nos anos 1920, obteve como melhor resultado um terceiro lugar no Campeonato Carioca de 1928. De resto, foram cinco quartas colocações e outras classificações inferiores. Em 1923, o time quase foi rebaixado, ficou em 8° lugar (último) no Carioca. Teve de disputar um partida eliminatória para não cair, contra o Vila Isabel, vencida por 3 a 1.

Este período também foi marcado por um série de problemas internos na cúpula do clube. Tanto que o atacante Nilo, que viria a ser um dos destaques do time de 30, foi para o Fluminense devido a problemas com a diretoria. Só retornou ao alvinegro em 1927, para ser o artilheiro do Carioca do mesmo ano.

Anos 1930: o tetracampeonato

Time campeão estadual em 1930.
Carvalho Leite em campo.

Na década de 1930, liderado pelos atacantes Nilo, Patesko e Carvalho Leite, entre outros craques, o Botafogo conquistou o Carioca de 1930 e o inédito tetracampeonato em 1932, 1933, 1934 e 1935. Nesta época, o campeonato do Rio de Janeiro era dividido em duas ligas, a profissional e a amadora, homologada pela CBD e pela FIFA e da qual o Botafogo participava. Em 1931, problemas internos envolvendo diretores e futebolistas atrapalharam o time durante a campanha, mas venceu a Copa dos campeões estaduais de 1930, disputada em 1931. Nessa mesma era, dez jogadores do Botafogo foram convocados para a Copa do Mundo de 1934 na Itália: Carvalho Leite, Patesko, Waldyr, Áttila, Canalli, Ariel, Martim Silveira, Octacílio e os goleiros Germano e Pedrosa. Durante a campanha dos cinco títulos o clube realizou 113 jogos, vencendo 75, empatando 22 e perdendo 16. Marcou 320 gols (sendo 79 marcados por Carvalho Leite) e sofreu 176. Leônidas da Silva, ídolo do Flamengo, atuou antes pelo alvinegro na conquista de 1935 e chegou a jogar pelo time em 1936, entretanto, logo foi negociado com o rival rubro-negro. No mesmo ano, o clube realizou sua primeira excursão ao exterior: foi jogar no México e nos Estados Unidos.[35] Em nove partidas, venceu seis.[36]

No ano de 1938, o Botafogo reinaugurou seu estádio em General Severiano com novas arquibancadas de cimento. No Campeonato Carioca e no Torneio Municipal, o clube ficou em terceiro lugar. Cedera, durante as competições, cinco jogadores para a disputa da Copa da França. No ano seguinte, surgiu no clube o craque Heleno de Freitas, que viria a substituir o ídolo Carvalho Leite. Durante os oito anos seguintes, Heleno foi o maior ídolo do clube e, por conseguinte, o primeiro craque do recém-criado Botafogo de Futebol e Regatas.

Anos 1940 e 1950: retomada de títulos

Fundado o Botafogo atual em 1942, apesar dos craques que desfilaram com a sua camisa, como Gérson dos Santos, Zezé Procópio, Sarno, Tovar e Heleno de Freitas, o alvinegro só conseguiu reconquistar o título carioca em 1948. Curiosamente, no ano em que Heleno, o principal artilheiro do time então, havia sido vendido para o argentino Boca Juniors.

Após quatro vice-campeonatos seguidos nos anos de 1944 a 1947, em 1948, foi conquistado o primeiro título no futebol sob o novo nome. Aquele campeonato traria ainda uma novidade: era a primeira vez que o clube utilizaria numeração nas camisas de seus uniformes. O Botafogo estreou no campeonato perdendo por 4 a 0 para o São Cristóvão. Ao fim de jogo, o presidente Carlito Rocha garantiu que o time não perderia mais e que seria o campeão. O clube havia acabado de efetivar o ex-centro-médio Zezé Moreira como técnico para tentar acabar com a série de 12 anos sem o título. Mas, guiado pelos gols de Octávio Moraes e de Sylvio Pirillo, pela e superstição de Carlito Rocha e por Biriba, um cãozinho preto e branco adotado como mascote, o time obteve 17 vitórias e dois empates nos outros 19 jogos. Resultado: ganhou o título, derrotando na final o apelidado Expresso da Vitória do Vasco. A decisão foi em General Severiano, no dia 12 de dezembro de 1948, e o Botafogo venceu por 3 a 1.[37] O Botafogo jogou com Osvaldo Baliza, Gérson dos Santos e Nílton Santos; Rubinho, Ávila e Juvenal; Paraguaio, Geninho, Pirillo, Octávio Moraes e Braguinha. Foi o primeiro título de Nílton Santos, que logo se transformaria em lenda do futebol brasileiro.

Em 1951, o time preto e branco triunfou pela primeira vez no Torneio Municipal, justamente na última edição da competição, com uma goleada de 3x0, em mais uma final contra o Expresso da Vitória do Vasco da Gama.

Em 1953 ingressou no clube um jovem rapaz de pernas tortas que, após deslumbrar o já conhecido craque Nílton Santos, foi sumariamente contratado a pedido do último. Nos anos seguintes esse jovem promissor revolucionaria o futebol com o futebol-arte extremo, entrando de vez para a História como Garrincha, o anjo das pernas tortas e alegria do povo.

Em 1954, com Garrincha e Dino da Costa (futuramente vendido ao futebol italiano onde seria artilheiro nacional), o clube alvinegro conquistou o Torneio Interestadual, competição organizada entre clubes do Rio de Janeiro (Botafogo e Fluminense), Rio Grande do Sul (Internacional) e São Paulo (Palmeiras). Foi o primeiro título do clube no Maracanã (o Municipal de 1951 foi decidido no Estádio de General Severiano) e, também, de Garrincha pelo clube.

Anos 1950 e 1960: época de ouro

Busto de Garrincha, estátua no Maracanã.
Estátua de Nílton Santos, localizada no Engenhão.

Nas décadas de 1950 e 1960,[38] o Botafogo viveu um dos seus períodos mais áureos, tendo contado com a participação de craques como Garrincha, considerado por alguns o maior jogador de futebol de todos os tempos; Nílton Santos, considerado o melhor lateral-esquerdo do século XX, presente em quase todas as listas, incluindo FIFA; Gérson, Didi, Jairzinho, Zagallo, Amarildo e Manga, Quarentinha, Paulo Valentim, Carlos Roberto de Carvalho, Roberto Miranda, Paulo César Caju, Rogério e Sebastião Leônidas todos jogadores da Seleção Brasileira de Futebol.

O time notabilizava-se também pelas muitas excursões que fazia pelo exterior, disputando competições extra-oficiais e amistosos, grande parte contra as maiores equipes da História, como Real Madrid, Barcelona, Boca Juniors, River Plate, Nacional, Peñarol, Milan, Benfica, Independiente, Arsenal e Santos.

Em 1952, por ter uma excelente equipe, reconhecida no Brasil como uma das mais habilidosas (seria a base das seleções campeãs mundias nos anos seguintes), o alvinegro carioca foi convidado para disputar a 1ª Edição da Pequena Copa do Mundo, na Venezuela. Dessa edição inaugural, participaram também Millonarios, campeão colombiano liderado por Di Stefano (que viria a se tornar um dos maiores jogadores do mundo no século XX); La Salle, campeão venezuelano e, por fim, o rico e poderoso Real Madrid.

Após todos jogarem contra todos, houve um empate em quase todos os critérios entre Botafogo e Real Madrid. Os dois clubes estavam invictos, com mesmo número de vitórias e empates e, apesar do Botafogo ter maior número de gols pró e saldo, o título ficou nas mãos dos espanhóis pelo critério, agora obsoleto, de "gol average", em que se divide o número de gols pró pelos gols contra.

Em 1957, a diretoria inova ao convidar o cronista esportivo João Saldanha, botafoguense histórico (chegou à jogar no clube) e um dos mais lidos jornalistas da época, a assumir o comando o time principal. A ousadia deu certo, pois o alvinegro venceu o Campeonato Carioca ao derrotar na final o Fluminense por um incrível placar de 6 a 2, tendo Paulinho Valentim marcado 5 gols e outro de Garrincha na maior goleada da história das finais da competição.[39]

Mais uma vez disputando o torneio e contando com uma das melhores equipes do globo, Botafogo disputou a Taça com o tricampeão uruguaio Nacional e os espanhóis Barcelona e Sevilla. Porém, mais uma vez, terminou como vice-campeão para um clube espanhol, agora o catalão Barcelona.

Já em 1958, o Botafogo cedeu para a Seleção Brasileira seus principais jogadores: Garrincha, Nílton Santos, Didi e Zagallo.[40] .

Essa seleção, considerada uma das melhores de todos os tempos, foi a primeira da Brasil a vencer uma Copa do Mundo e acabou com o chamado "Complexo de Vira-Latas", que perseguia o Brasil desde 1950.

Nessa competição, Garrincha começava a provar ser o mais habilidoso jogador de futebol de todos os tempos. Ficaram famosas as frases:

  • Nils Liedholm, meia da Suécia na Copa de 58: “Estávamos em pânico pensando no que Garrincha poderia fazer. Não existia marcador no mundo capaz de neutralizá-lo."
  • Nílton Santos, sobre Garrincha na partida contra a União Soviética, pela Copa de 58: “Eles começaram marcando no mano a mano. Tsarev contra Garrincha. De repente, passaram a amontoar vários outros naquele lado esquerdo do campo. Era hilariante o desmanche que Mané fazia por ali."
  • Didi, sobre Garrincha na Copa de 58: “Eu fazia o lançamento e tinha vontade de rir. O Mané ia passando e deixando os homens de bunda no chão. Em fila, disciplinadamente."

Dois anos depois, em 1960, o glorioso excursionou novamente no exterior, sendo campeão do Torneio Internacional da Colômbia, deixando para trás clubes como Millonarios, Santa Fé e Áustria Viena.

Em 1961, a equipe principal de futebol teve a saída do craque da final de 1957, Paulinho Valentim, que foi vendido ao Boca Juniors. Porém, contava com a entrada de Amarildo e Zagallo, além da permanência dos melhores do mundo em suas posições, Garrincha e Nílton Santos, montando uma das maiores equipes do futebol mundial, com:Manga, Rildo, Zé Maria, Nílton Santos e Chicão; Aírton e Didi; Garrincha, Amoroso, Amarildo e Zagallo.

E, com todos esses craques em campo, o alvinegro levou o Torneio Início, o Carioca, vencendo a final com uma goleada de 3x0 sobre o Flamengo e ainda fez uma excussão ao exterior, vencendo o Torneio Internacional da Costa Rica.

Para fechar com chave de ouro, ainda levou a Copa dos Campeões Rio-São Paulo com uma convincente vitória de 3x0 sobre o Santos.

Em 1962, o clube da estrela solitária manteve a base da equipe do ano anterior e levou mais alguns dos maiores títulos brasileiros, como o Campeonato Carioca (com outra goleada de 3x0 sobre o Flamengo na final), o Torneio Rio-São Paulo e o Pentagonal do México.

Ainda nesse ano, a Seleção Brasileira disputou a Copa do Mundo do Chile e foi composta somente por jogadores de clubes brasileiros. Dentre esses clubes, o Santos teve o maior número de convocados, sete. Porém, o Botafogo foi a base da seleção, já que cinco jogadores do clube faziam parte da equipe principal, contra três do Santos.

Foi o segundo título do país e Nílton Santos, Zagallo, Didi e Amarildo foram fundamentais para a vitória, já que foram titulares. Porém, com o desfalque de Pelé (substituído honrosamente por Amarildo), foi Garrincha quem assumiu toda a responsabilidade e levou o Brasil ao título, sendo um dos artilheiros da competição. Por isso, após dar o maior espetáculo de futebol-arte da História das Copas, recebeu o prêmio de melhor jogador da Copa.

Depois da Copa do Mundo de 1958, o Brasil já estava acostumado com textos apaixonados sobre o futebol-arte de Garrincha, porém ficaram marcadas as frases sobre o melhor do mundo em 1962:

  • Capa do Jornal chileno El Mercurio: "De que planeta veio Garrincha?"
  • Gavriil Kachalin, técnico soviético: "Garrincha é um verdadeiro assombro. Não pode ser produto de nenhuma escola de futebol. É um jogador como jamais vi igual."

Em 1963, o glorioso venceu o prestigiado Torneio Internacional de Paris, famoso torneio intercontinental de clubes que reunia algumas das principais potências futebolísticas do planeta. Naquele ano, participaram, além do Botafogo, Racing Paris, Anderlecht e Ujpest.

Além disso, decidiu com o Santos, maior rival da época,[41] a Taça Brasil de 1962 que se prolongou até aquele ano. Derrotado no primeiro jogo no Pacaembu por 4 a 3, venceu o segundo no Maracanã por 3 a 1. Um terceiro jogo teve de ser realizado para decidir o campeão. E, na terceira e últimas partida acabou perdendo o título.[42]

As duas equipes ainda disputaram ainda Taça Libertadores da América de 1963 e o Santos por ter sido o campeão da edição anterior entraria apenas na semifinal. Justamente nessa fase, ocorreu o encontro com o Botafogo, que até então mantinha-se invicto (primeira vez em que uma equipe chegava a esta etapa do torneio sem derrotas). Entretanto, o alvinegro carioca acabou sendo eliminado pelo time paulista.

A oportunidade da revanche pela eliminação na Libertadores viria logo em seguida, no Torneio Roberto Gomes Pedrosa, mais conhecido como Torneio Rio-São Paulo. Os dois times chegaram à decisão e, no primeiro jogo, o Botafogo derrotou o rival por 3 a 2 no Maracanã. Todavia, não foi realizado o segundo jogo da final por falta de datas, uma vez que ambas as equipes foram excursionar. Como resultado, houve a divisão do título entre as duas equipes.[43]

Em 1964, o glorioso conseguiu manter a qualidade da equipe, integrando, em alguns torneios, jogadores experientes como Garrincha, Zagallo, Nílton Santos, Manga, Rildo e Quarentinha (maior artilheiro da história do clube) com os jovens fora-de-série Jairzinho (criado nas divisões de base do clube) e Gérson, o canhotinha de ouro vindo do rival rubro-negro.

Com essa equipe, o clube alvinegro conquistou de forma invícta o Torneio Internacional de La Paz sobre Boca Juniors, The Strongest da Bolívia, Banik Ostrava da então Tchecoeslováquia e o uruguaio Racing Montevidéu.

No mesmo ano de 1964, ainda foi disputado a Taça Íberoamericana de Futebol, com participação de Botafogo, Boca Juniors, River Plate e Barcelona. Porém, apesar das vitórias sobre River Plate (4x3) e Barcelona (1x0), o torneio terminou com empate entre as três equipes americanas na frente e o clube espanhol isolado atrás. Dessa forma, em razão das dificuldades de datas para resolução do impasse, o título acabou não indo para nenhum dos clubes.

Numa década de glória, com equipes que maravilhavam o mundo, o ano de 1965 só pode ser lembrado pela clara decadência de Garrincha e seu profundo conflito com os dirigentes do clube. Para tristeza de toda uma geração, o craque da camisa sete já não lembrava em nada o anjo das pernas tortas, agora completamente vencido pelo álcool e em rota de colisão com a mídia e a sociedade carioca em razão de seu romance com a rubro-negra Elza Soares. Foi o fim de uma Era, com o alvinegro perdendo o Anjo das Pernas Tortas para o álcool, o Diamante Negro para o exterior e a Enciclopédia do Futebol para a aposentadoria.

Porém, como há coisas que só acontecem com o Botafogo, mesmo com a saída de seus maiores ídolos, uma nova e incrivelmente talentosa geração vestiu o manto alvinegro. E, igualando-se à seleção alvinegra da primeira metade da década, os jovens dirigidos por Zagallo conquistaram quase tudo o que um clube brasileiro poderia disputar.

O Botafogo não participou da Taça Libertadores da América de 1969 porque neste ano, em razão de um conflito político entre a CBD e a Conmebol, o Brasil acabou por não ter representantes na importante competição.

O Botafogo, que desejava disputar a Taça Libertadores, acabou ficando de fora mesmo possuindo uma das melhores equipes do futebol mundial. Formavam a equipe botafoguense nada menos que Gérson, Roberto Lopes Miranda, Paulo César Caju e Jairzinho, todos campeões do mundo em 1970, além deRogério e Leônidas, que estavam escalados para disputar a Copa porém foram cortados da lista por lesão, além do selecionável Carlos Roberto e do técnico campeão do mundo Zagallo.

Porém, a FIFA acabou por escolher o clube como o 12º maior do mundo no século XX. Um justo reconhecimento para o clube que mais cedeu jogadores à Seleção Brasileira em Copas do Mundo e garantiu junto com o Santos, praticamente sozinhos, três títulos mundiais ao país.

Anos 1970 e 1980: 21 anos de drama

Entre 1968 e 1989, o Botafogo não conquistou nenhum título oficial. Desde a Taça Brasil de 1968 (cuja final realizou-se em 1969) o clube não soube aproveitar as oportunidades que teve. Neste período de tempo, o clube da Estrela Solitária pôde colecionar diversas quartas colocações no torneio estadual.

A final do Campeonato Carioca de 1971 foi marcante negativamente para o clube. O Botafogo, que jogava pelo empate, perdeu por 1 a 0 para o Fluminense, com um polêmico gol[44] sofrido aos 42 minutos do segundo tempo validado pelo árbitro José Marçal Filho. No mesmo ano, o Botafogo classificou-se para o triangular final do primeiro Campeonato Brasileiro de Futebol organizado pela CBF, ficando em 3° lugar. Naquela ocasião, o time perdeu para o São Paulo por 4 a 1 no Morumbi e, no último jogo, para o campeão Atlético Mineiro, no Maracanã, por 1 a 0, dois jogos marcados por diversas expulsões de botafoguenses.

No ano seguinte, mesmo fazendo mais pontos que o campeão, foi vice do Brasileiro, perdendo a final para o Palmeiras com um empate de 0 a 0. Neste Campeonato Brasileiro, o time aplicou 6 a 0 no rival Flamengo no dia de seu aniversário, 15 de novembro. Em 1973, na Copa Libertadores, liderou seu grupo, de uruguaios e brasileiros, na primeira fase, empatando no final com o Palmeiras. Venceu o jogo-extra por 2 a 1 contra a equipe paulista e, assim, classificou-se para um dos grupos da semifinal. Porém, não voltou a ter a mesma sorte, sendo desclassificado neste triangular pelo paraguaio Cerro Porteño e pelo chileno Colo Colo, que viria a ser o vice-campeão.

Anos mais tarde, foi vendo a qualidade de seu plantel ir se deteriorando ano a ano. O Botafogo não era mais o celeiro de tantos craques como antes, o número de talentos criados pelas divisões de base clube também foi diminuindo com o tempo. Entretanto, alguns jogadores ainda conseguiram se destacar com a camisa do time nesse período, como Marinho Chagas, Brito, Baltazar, Renato Sá, Cláudio Adão, Mário Sérgio, Fernando Álvez, Wendell, Rocha, Dirceu, Mendonça, Mirandinha, Nílson Dias, Carlos Alberto Torres, Fischer, Gil, Rodrigues Neto, Paulo Sérgio, Manfrini, , Alemão, entre outros. Alguns desses jogadores não atuaram juntos, mas foram alguns dos ídolos do Botafogo em uma de suas épocas mais amargas, onde as maiores conquistas foram o segundo turno do Estadual (a Taça Augusto Pereira da Mota em 1975 e a Taça José Vander Rodrigues Mendes em 1976).

Logo, o Botafogo viu-se envolvido numa grave crise financeira e, em 1977, teve de vender a sede de General Severiano para pagar dívidas. O clube ficou sem campo até para treinar. Só no dia 12 de agosto de 1977, quando o futebol botafoguense completou 73 anos de idade, conseguiu transferir suas atividades para o subúrbio da cidade, no bairro de Marechal Hermes, onde construiu um outro estádio, inaugurado no ano seguinte. Porém, nesta fase o Botafogo, que chegou a receber o apelido de o Time de Camburão devido à rebeldia extra-campo de alguns de seus jogadores, conseguiu estabelecer dois recordes dentro do futebol do país. É o detentor da maior sequência de invencibilidade da história do futebol brasileiro, 52 partidas, num período de 10 meses (entre 1977 e 1978).[45] Com esta sequência, o clube também conseguiu a maior série invicta do Campeonato Brasileiro, 42 jogos. Nestes dois anos, o alvinegro ficou, respectivamente, em 5° e 8° lugar no torneio nacional. No ano seguinte, no entanto, o Botafogo conseguiu sua pior colocação na história do Brasileirão: 53°. Isto se deve aos fatos de o campeonato ter sido disputado por 94 clubes e de sua fórmula prever a eliminação precoce de alguns times. Foram apenas 7 os jogos disputados pela equipe botafoguense.

Já em 1981, o clube voltou a fazer campanha de destaque. Ficou na 4ª colocação do Brasileiro, sendo eliminado numa semifinal com o São Paulo. No primeiro jogo, no Maracanã, o time carioca venceu por 1 a 0. No segundo duelo, no Morumbi, o Botafogo chegou a abrir 2 a 0 frente ao tricolor paulista. Mas, no segundo tempo, o São Paulo virou para 3 a 2, conquistando a vaga para a final. Esta partida foi marcada por algumas confusões, como a volta atrasada dos times ao campo após o intervalo, expulsão e infrações duvidosas interpretadas pelo árbitro Bráulio Zannoto, além de atraso na reposição de bolas por conta dos gandulas.

Em 1986 sem dinheiro e depois de ter perdido a sede de Genaral Severiano, o Botafogo fez uma campanha vergonhosa no Campeonato Brasileiro daquele ano. Terminou a primeira fase em sétimo lugar num grupo de onze times, e classificou-se à segunda fase. Na segunda fase, ficou atrás de times como Joinville, América-RJ, Treze-PB e Bangu, e foi o oitavo colocado num grupo de nove equipes. Não se classificou à terceira fase, e a CBF havia anunciado que apenas os 28 times classificados para a terceira fase disputariam a primeira divisão em 1987. O Botafogo estaria na segunda divisão, junto com Ponte Preta, Coritiba, Vitória e Sport Recife. Mas veio 1987, e a grande confusão: a CBF anunciou que não teria dinheiro para promover o Brasileirão, e nesse vácuo de poder surgiu o Clube dos 13, que criou a Copa União - com o Botafogo incluído.

Até 1989, os melhores resultados obtidos pelo Botafogo foram quatro torneios de verão conquistados no exterior, como o de Palma de Mallorca, na Espanha em 1988. Já o Campeonato Carioca daquele ano foi determinante para a retomada de glórias do clube na década de 1990. Em 21 de junho de 1989, o Botafogo liderado por Mauro Galvão,Paulinho Criciúma e Josimar conseguiu vencer o título estadual, de forma invicta, sobre o Flamengo, que tinha Zico, Bebeto e Leonardo. O primeiro jogo da final encerrou-se empatado em 0 a 0. Já o segundo, e último, teve o placar final de 1 a 0 para o Botafogo, com gol de Maurício.

Este jogo foi marcado por diversas coincidências: o Botafogo não era campeão havia 21 anos. O jogo foi disputado no dia 21. O gol foi marcado aos 12 minutos do segundo tempo (21 ao contrário). O time também utilizou-se de 12 jogadores na partida. A bola do gol foi cruzada por Mazolinha, no vigésimo primeiro cruzamento dado à área pelo time, e chutada por Maurício. Os números das camisas deles eram, respectivamente, 14 e 7, que somados dão 21. A temperatura no estádio do Maracanã marcava 21 °C. Ou seja, tudo levava ao número 21,[46] e para os botafoguenses, bastante supersticiosos, isso foi um sinal de que aquele era o dia em que o time que começara desacreditado sairia campeão invicto.

Anos 1990: mais títulos e a "Tuliomania"

Torcedores alvinegros em festa no Maracanã.

No ano seguinte a um dos títulos mais importantes de sua história, o alvinegro repetiu o triunfo no torneio estadual. Desta vez, numa polêmica final contra o Vasco, sagrando-se Bicampeão Carioca pela terceira vez seguida,tendo como os principais destaques os jogadores Valdeir, Carlos Alberto Dias, Carlos Alberto Santos e Djair,entre outros jogadores.

Passados vinte anos, o clube voltou, em 1992, a uma final de Campeonato Brasileiro. Disputou com o rival Flamengo o título nacional daquele ano em duas partidas no Estádio do Maracanã. O primeiro jogo foi marcado em suas vésperas por uma polêmica: o então craque do time Renato Gaúcho fez uma aposta com os jogadores do time adversário em que, caso perdesse, faria um churrasco com eles. O Botafogo foi derrotado no primeiro jogo por 3 a 0 e Renato cumpriu sua aposta. Este fato não foi bem visto pela diretoria alvinegra que afastou o jogador do elenco, e, desta forma, Renato não pôde participar da segunda partida da final. Nesta partida, o Botafogo saiu perdendo, mas bravamente conseguiu empatar em 2 a 2, placar final. O Botafogo sagrava-se vice-campeão e conseguia uma vaga na Copa Conmebol do ano seguinte. Porém, uma tragédia marcaria definitivamente aquela partida: a arquibancada do estádio cedeu e dezenas de pessoas caíram sobre o antigo setor da Geral, matando três torcedores do Flamengo. Por medidas de segurança, nunca mais o Maracanã receberia um público tão grande quanto aquele de 122 mil pagantes.[47]

Em 1993, treinado por Carlos Alberto Torres, o Botafogo conquistou seu primeiro título internacional oficial da história e tendo como os principais destaques os jogadores Sinval e William Bacana. Apesar do time fraco tecnicamente, que terminou o Brasileirão em 31° lugar, ganhou do uruguaio Peñarol a Copa Conmebol (precursora da atual Copa Sul-Americana) nos pênaltis. No ano seguinte, habilitado para a disputa da Recopa Sul-Americana contra o vencedor da Libertadores de 1993, o alvinegro perdeu para o São Paulo o título, numa partida no Japão, com placar de 3 a 1. Este ano de 1994 ficou marcado ainda pelo regresso do Botafogo à sua sede histórica de General Severiano na administração do presidente Carlos Augusto Montenegro.

Em 1995, o Botafogo conquistou o seu primeiro Campeonato Brasileiro desde que a competição passou a ser organizada pela CBF em 1971. Com uma equipe onde alinhavam o ídolo Túlio Maravilha, Gonçalves, Donizete, Sérgio Manoel, Wilson Gottardo, Wágner, entre outros, treinada por Paulo Autuori, o time bateu o Santos em dois jogos finais bastante polêmicos referentes à arbitragem. Neste ano, graças ao carisma de Túlio, que foi artilheiro dos campeonatos nacionais e estaduais de 1994 e 1995, houve um elevado crescimento de torcedores do clube que não se via há muito tempo.

No ano seguinte, o clube conquistou a Taça Cidade Maravilhosa e, numa excursão internacional, o Botafogo venceu o Troféu Teresa Herrera, na Espanha, a Copa Nippon Ham, em Osaka, no Japão, e o Torneio Presidente da Rússia, vencendo clubes como Juventus, La Coruña, Valencia e Auxerre. Na Libertadores, foi eliminado nas oitavas de final pelo Grêmio.

Em 1997, o Botafogo venceu mais um Campeonato Carioca, novamente contra o Vasco da Gama, graças a um gol do reserva Dimba.[48] [49] Na festa do título, o zagueiro Gonçalves comemorou rebolando, ironizando o atacante rival Edmundo, que havia rebolado em campo na primeira partida do duelo.[50] Em 1998, com a base da equipe campeã carioca do ano anterior, o clube conquistou o Torneio Rio-São Paulo pela quarta vez, batendo o São Paulo. Na primeira partida, em uma decisão emocionante no Morumbi, com duas viradas no placar, o Botafogo venceu por 3 a 2.[51] No jogo de volta, no Maracanã, o empate garantiu o título alvinegro.[52]

Em 1999, comandado por Bebeto e Rodrigo, o alvinegro foi vice-campeão da Copa do Brasil após perder a final para o Juventude.[53] O jogo de volta ficou marcado pela presença de 101.581 torcedores no Maracanã, a última vez que o estádio recebeu mais de 100 mil pessoas.[54] O duelo também possui o maior público da história da Copa do Brasil.[55] [56]

Na virada do século, o clube foi eleito pela FIFA um dos maiores clubes do século XX, em uma lista com apenas outros dois clubes brasileiros, os rivais Santos e Flamengo.[6] [7]

Anos 2000: a crise, a Série B e o ressurgimento

Desde o início dos anos 2000, o Botafogo flertou com o rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Campanhas ruins foram realizadas em 1999 – quando o clube escapou graças a pontos conquistados no STJD devido ao Caso Sandro Hiroshi – em 2000 e em 2001.[57] [58] [59] O rebaixamento finalmente aconteceu em 2002.[60] Elencos frágeis, sálarios atrasados, má gestão administrativa, baixa assistência aos estádios e início de movimentos de repressão de torcidas organizadas foram marcas desse período dramático da história do alvinegro.

Para o Campeonato Brasileiro de 2002, a equipe sofreu com saída de vários jogadores do plantel antes do início da competição. O time que nos outros anos era liderado por Rodrigo e Dodô, entre outros, tinha como destaques o zagueiro Sandro e o volante Galeano. Treinada a maior parte do campeonato por Ivo Wortmann, a equipe não conseguiu se consolidar e, já sob o comando de Carlos Alberto Torres, que assumiu nos últimos jogos da competição, perdeu para o São Paulo por 1 a 0, com gol de Dill, no Caio Martins.[60]

Comemoração do título estadual de 2006, no Maracanã.

Ao final daquele ano, terminava a gestão presidencial de Mauro Ney Palmeiro, que foi substituído por Bebeto de Freitas, ex-atleta e treinador de vôlei.[61] Repleto de dívidas com jogadores e empresários, sem local para treinar, sem patrocinador e sem um estádio que suportasse sua torcida, além de jogadores pedindo para não atuar mais pelo clube, o clube vivia a maior crise de todos os tempos. O Campeonato Carioca de 2003 foi usado como "laboratório", mas sem sucesso. O time não se classificou para as semifinais, nem da Taça Guanabara, nem da Taça Rio.

O Botafogo iniciou a Série B perdendo para o Vila Nova, em Goiânia, por 2 a 1. A primeira vitória só viria na terceira rodada, fora de casa, contra o CRB, por 3 a 0.[62] Ao decorrer da competição, o clube chegou a liderar o campeonato, mas terminou a primeira fase em segundo lugar.[63] Na segunda fase, ficou novamente em segundo lugar no seu grupo, atrás do Marília.[64] No quadrangular final contra Palmeiras, Marília e Sport, o Glorioso conseguiu acesso à Série A com uma rodada de antecipação, após derrotar o Marília por 3 a 1, no Caio Martins.[65] Ao final da competição, o time liderado por jogadores como Sandro, Túlio Guerreiro, Valdo e Leandrão terminou como vice-campeão.[66] [67]

De volta à elite

Túlio Guerreiro e Bebeto de Freitas entregam uma camisa do Botafogo ao então presidente Lula.

Em 2004, ano do centenário do futebol do clube, a equipe fez novamente campanhas ruins, eliminado precocemente no Campeonato Carioca e na Copa do Brasil.[68] [69] Na Série A, só escapou de um segundo rebaixamento na última rodada, ao empatar em 1 a 1 com o Atlético Paranaense, em Curitiba, e graças a uma combinação de resultados.[70]

A partir de 2005, o Botafogo iniciou um processo de estabilização administrativa que se refletia, paulatinamente, em campo. Em 2006, comandada pelo ex-jogador alvinegro Carlos Roberto e com jogadores como Dodô, Lúcio Flávio, Zé Roberto e Scheidt, a equipe encerrou um período de oito anos sem títulos, conquistando suas primeiras taças no século XXI: venceu a Taça Guanabara diante do America[71] e, posteriormente, o Campeonato Carioca, contra o Madureira.[72] Ainda em 2006, Cuca assumiria o cargo de técnico.[73] Seu trabalho daria bons frutos no ano seguinte, quando, jogando um futebol moderno, a equipe guiada por Dodô, Zé Roberto, Lúcio Flávio, Jorge Henrique e Túlio Guerreiro, chamaria a atenção, sendo apelidada de Carrossel Alvinegro.[74] [75] [76]

Apesar do bom futebol, o ano de 2007 ficou marcado pela falta de títulos e por derrotas traumáticas. No Campeonato Carioca, o alvinegro venceu a Taça Rio diante da Cabofriense,[77] porém foi vice-campeão estadual após dois empates em 2 a 2 contra o Flamengo.[78] Na partida de volta, o auxiliar Hilton Moutinho Rodrigues marcou impedimento em um lance legal do atacante Dodô, aos 44 minutos do 2º tempo, o que revoltou jogadores e diretoria, uma vez que o atacante ainda foi expulso no lance pelo árbitro Djalma Beltrami.[79] Na Copa do Brasil, mais uma derrota por conta da arbitragem: o time foi eliminado na semifinal pelo Figueirense, em jogo que teve dois gols mal anulados pela auxilar Ana Paula Oliveira, que viria a ser afastada do esporte.[80] [81] [82]

No Campeonato Brasileiro, a equipe iniciou a campanha bem e liderou o torneio por 11 rodadas, terminando o primeiro turno na segunda colocação.[83] [84] [85] Entretanto, problemas internos geraram uma grande queda de rendimento que fez o alvinegro cair pela tabela, terminando o ano na nona colocação. Ainda em 2007, pela Copa Sul-Americana, a equipe caiu nas oitavas de final, para o River Plate, após sofrer um gol aos 47 minutos do 2º tempo com dois jogadores a mais.[86]

Botafogo contra Santos, no Engenhão, em outubro de 2008.

Sem conquistas nos gramados, o grande marco do ano para o Botafogo foi a conquista do Estádio Olímpico João Havelange.[87] A concessionária Companhia Botafogo arrendou a arena, construída para os Jogos Pan-Americanos de 2007, até o ano de 2027.

Em 2008, o Botafogo foi campeão da Copa Peregrino, disputada por equipes do Rio de Janeiro e da Noruega, em meio à pré-temporada.[88] No entanto, nos torneios oficiais, o alvinegro obteve resultados semelhantes aos do ano anterior. Venceu a Taça Rio frente ao Fluminense,[89] porém foi vice-campeão carioca novamente contra o Flamengo.[90] Na Copa do Brasil, o Botafogo foi eliminado pela segunda vez seguida nas semifinais, desta vez sendo derrotado pelo Corinthians, nos pênaltis.[91] Na Copa Sul-Americana, o Glorioso caiu para outro argentino, o Estudiantes de La Plata, dessa vez nas quartas de final.[92] Já no Campeonato Brasileiro, após um mau começo, terminou na 7ª colocação.[93]

Para 2009, Mauricio Assumpção foi eleito presidente do clube e, imediatamente, encontrou sérias restrições orçamentárias para reformular o elenco. Mas, mesmo desacreditado, o time foi campeão da Taça Guanabara.[94] Na Taça Rio, chegou até a final, mas deixou escapar a chance de levantar o troféu do Campeonato Carioca antecipadamente ao perder para o Flamengo devido a um gol contra do zagueiro Emerson.[95] Durante o primeiro jogo da final do Estadual, sofreu um duro baque ao ver o meia Maicosuel, o melhor jogador da equipe, e o atacante Reinaldo se lesionarem em um mesmo lance e serem substituídos enquanto vencia a partida.[96] O Botafogo acabou sucumbindo pela terceira vez seguida na final para o Flamengo, após dois empates em 2 a 2, de novo, nos pênaltis.[97]

Na Copa do Brasil, o time fez feio e foi eliminado na 2ª fase para o Americano, nos pênaltis.[98] No Brasileirão, o mau começo custou o emprego do técnico Ney Franco, que foi substituído por Estevam Soares.[99] A campanha continuou ruim e a equipe frequentou a zona de rebaixamento por várias rodadas, mas conseguiu se garantir na Série A de 2010, graças a uma vitória sobre o Palmeiras, que brigava pelo título, na última rodada.[100]

Anos 2010: atualidade

Para o ano de 2010, o clube trouxe o uruguaio Loco Abreu, que recebeu a camisa 13 das mãos de Zagallo.[101] A contratação animou a torcida.[102] No Campeonato Carioca, porém, a equipe sofreu, já na terceira rodada da Taça Guanabara, uma pesada goleada por 6 a 0 no clássico contra o Vasco, o que custou o emprego de Estevam Soares, sendo trocado por Joel Santana.[103] Joel já comandara o time em 1997 e 2000, sendo campeão estadual em sua primeira passagem. Ao chegar ao Botafogo, Joel trabalha a autoestima dos jogadores, e o time foi, aos poucos, subindo de produção. O gol do jovem Caio, que ficaria conhecido como "talismã", contra o Flamengo, pôs o Botafogo na final da Taça Guanabara. O título foi conquistado após vitória contra o Vasco, por 2 a 0.[104] Na Taça Rio, o Botafogo enfrentou o Fluminense na semifinal e bateu o tricolor por 3 a 2.[105] Na final contra o Flamengo, com gols de Herrera e Abreu e com Jefferson defendendo um pênalti cobrado por Adriano, o alvinegro venceu por 2 a 1 e garantiu o título estadual por antecipação, pois venceu os dois turnos.[106]

Gegê, meia que veio dos juniores, comemora gol em cobrança de falta contra o São Cristóvão.

Na Copa do Brasil, o time não foi longe: acabou eliminado pelo Santa Cruz na 2ª fase.[107] No Campeonato Brasileiro, o time chegou a estar na zona de rebaixamento, mas melhorou de rendimento e subiu na tabela, chegando a brigar por uma vaga na Copa Libertadores. O sonho, porém, não aconteceu após derrota para o Grêmio na última rodada.[108] Mesmo assim, o clube obteve alguns feitos no ano: Jefferson foi convocado para defender a Seleção Brasileira, sendo o primeiro jogador do clube a chegar à Seleção em 12 anos, após Gonçalves e Bebeto.[109] Antes disso, Loco Abreu disputou a Copa do Mundo de 2010 pelo Uruguai, se tornando o primeiro jogador alvinegro em Copas após 12 anos.[110]

Em 2011, o Botafogo teve um péssimo início de ano, o que ocasionou a demissão de Joel e a contratação de Caio Júnior.[111] Entretanto a mudança não foi suficiente para salvar o primeiro semestre, que acabou com o time eliminado precocemente tanto no Campeonato Carioca, quanto na Copa do Brasil.[112] [113] Mas no Campeonato Brasileiro, o clube fez uma campanha de destaque, e novamente brigou por uma vaga na Copa Libertadores. Priorizando o título nacional, o clube utilizou jogadores reservas na Copa Sul-Americana, sendo eliminado nas oitavas de final pelo Santa Fe, da Colômbia.[114] Na reta final do Brasileirão, o time sofreu sete derrotas em nove jogos e terminou a competição apenas em 9º lugar. O técnico Caio Júnior foi demitido após a derrota para o América Mineiro, sendo substituído pelo interino Flávio Tênius nos três últimos jogos do campeonato. Por causa da campanha decepcionante na reta final do Campeonato Brasileiro, a diretoria do clube dispensou vários jogadores.[115] [116]

Para o ano de 2012, o clube contratou Oswaldo de Oliveira como técnico.[117] Único grande do Rio fora da Libertadores, o Botafogo se dedicou ao Campeonato Carioca e foi a única equipe a terminar tanto a Taça Guanabara quanto a Taça Rio invicto.[118] [119] Na decisão contra o Fluminense, porém, o Glorioso foi goleado por 4 a 1, praticamente liquidando as chances de título.[120] Na mesma semana, o Botafogo não só perdeu a invencibilidade, como perdeu a chance de disputa de títulos do primeiro semestre: derrota por 2 a 1 para o Vitória, em pleno Engenhão, nas oitavas de final da Copa do Brasil[121] e nova derrota para o Fluminense no jogo de volta da final do Carioca, confirmando o vice-campeonato.[122]

Para o Brasileirão, o clube fez sua maior contratação nos últimos anos e a maior do futebol brasileiro na temporada ao trazer o craque holandês Seedorf.[123] O jogador foi apresentado oficialmente antes da partida contra o Bahia, no Engenhão, em 7 de julho, pela 8ª rodada do Brasileirão, e a equipe não decepcionou: vitória por 3 a 0.[124] Porém, na estreia do holandês, diante de um público de quase 30 mil pagantes, no dia 22 de julho, não houve muito o que comemorar: derrota por 1 a 0 para o Grêmio.[125] O primeiro gol de Seedorf aconteceria duas semanas depois, em Goiânia, contra o Atlético Goianiense, em uma cobrança de falta. O duelo terminou com vitória do Botafogo por 2 a 1, de virada.[126] Porém, nem toda a habilidade do holandês foi capaz de salvar o ano do clube. Na Copa Sul-Americana, o time decepcionou e foi eliminado na primeira fase para o Palmeiras.[127] No Brasileiro, o alvinegro terminou somente na 7ª posição.[128]

Em 2013, porém, Seedorf liderou a equipe no Campeonato Carioca, conquistado com sobras pelo Botafogo, que venceu tanto a Taça Guanabra quanto a Taça Rio, diante de Vasco e Fluminense, respectivamente.[129] O Brasileirão também começou bem para o alvinegro, que chegou a liderar a competição por seis rodadas. Contudo, com as vendas de Fellype Gabriel[130] e da revelação Vitinho,[131] fora os problemas com atrasos de salário, a equipe caiu muito de produção, alternando altos e baixos.[132] [133] [134] Nesse meio tempo, ainda, foi eliminado pelo Flamengo nas quartas de final da Copa do Brasil, sendo goleado por 4 a 0.[135] Mesmo com a irregularidade na metade final da temporada, o time conseguiu terminar o Brasileiro em 4º lugar, garantindo vaga na Copa Libertadores de 2014, depois de 18 anos de ausência na competição continental.[136] [137]

No primeiro semestre de 2014, o Botafogo fez sua pior campanha da história do Campeonato Carioca, com 4 vitórias, 5 empates e 6 derrotas, 37,8% de aproveitamento e saldo de gols negativo, terminando na 9º posição entre 16 participantes.[138] Na Copa Libertadores, apesar do apoio irrestrito da torcida, que lotou o Maracanã durante os quatro jogos que a equipe fez no estádio, o Botafogo foi eliminado na primeira fase.[139] Na Copa do Brasil, o time já entrou nas oitavas de final e eliminou o Ceará em uma partida histórica: virada por 4 a 3 na Arena Castelão, com gols ao 49 e 50 minutos do 2º tempo.[140] Mas na fase seguinte, o Botafogo voltou a fazer feio e foi eliminado pelo Santos, goleado por 5 a 0 no Pacaembu.[141] No Campeonato Brasileiro, com um time fraco e salários atrasados, o alvinegro fez uma das piores campanhas de sua história e foi rebaixado pela segunda vez à Série B, após nova derrota para o Santos, por 2 a 0, na 37ª rodada.[142]

Principais títulos

Troféu do Torneio de Paris.
Continental
Competição Títulos Temporadas
CONMEBOL - CONMEBOL Cup.svg Copa Conmebol 1 1993
Nacional
Competição Títulos Temporadas
CBF - Taça Brasil.svg Cbf brazilian championship trophy 02.svg Campeonato Brasileiro 2 1968, 1995
Interestadual
Competição Títulos Temporadas
Rio-SãoPaulo.png Torneio Rio-São Paulo 4 1962,1964,1966,1998
WikiCup Trophy Gold.png Torneio dos Campeões Estaduais Rio-São Paulo (o) 4 1910Cscr-featured.png, 1930, 1935 e 1961Cscr-featured.png
Estadual
Competição Títulos Temporadas
Rio de Janeiro Campeonato Carioca 20 1907, 1910, 1912, 1930, 1932, 1933, 1934, 1935, 1948, 1957, 1961, 1962, 1967, 1968, 1989Cscr-featured.png, 1990, 1997Star Prata.svg, 2006, 2010Star full.svg e 2013Star full.svg
Rio de Janeiro Taça Guanabara 7 1967, 1968Cscr-featured.png, 1997Cscr-featured.png, 2006, 2009, 2010 e 2013
Rio de Janeiro Taça Rio 7 1989Cscr-featured.png, 1997Cscr-featured.png, 2007, 2008, 2010, 2012Cscr-featured.png e 2013 Cscr-featured.png
Rio de Janeiro Torneio Municipal 3 1951,1958Cscr-featured.png e 1996 (Taça Cidade Maravilhosa)Cscr-featured.png
Rio de Janeiro Taça Augusto Pereira da Mota 1 1975Cscr-featured.png
Rio de Janeiro Taça José Wânder Rodrigues Mendes 1 1976Cscr-featured.png
Rio de Janeiro Torneio Início 8 1934, 1938, 1947, 1961, 1962, 1963, 1967 e 1977

Legenda:
Cscr-featured.png Campeão Invicto
Star Prata.svg Campeão (vencendo os dois turnos)
Star full.svg Campeão direto (vencendo os dois turnos)

Torneios internacionais

* Invicto.

Torneios nacionais

* Invicto.

Estatísticas do futebol

Participações

Participações em 2015
Competição Temporadas Melhor campanha Estreia Última P Aumento R Baixa
Rio de Janeiro Campeonato Carioca 110 Campeão (20 vezes) 1906 2015 -
Brasil Campeonato Brasileiro 51 Campeão (1968 e 1995) 1962 2014 2
Série B 2 Vice-campeão (2003) 2003 2015 1
Copa do Brasil 22 Vice-campeão (1999) 1990 2015
Flags of the Union of South American Nations.gif Copa Libertadores da América 4 Semifinal (1963 e 1973) 1963 2014
Copa Sul-Americana 6 Quartas de final (2008 e 2009) 2006 2012
Recopa Sul-Americana 1 Vice-campeão (1994) 1994 1994

Temporadas

Últimas dez temporadas
Brasil Nacionais Flags of South American Conmebol Members.gif Continentais Rio de Janeiro Estaduais
Ano Campeonato Brasileiro Copa do Brasil Copa Libertadores Copa Sul-Americana Campeonato Carioca
Div. Pos. Pts J V E D GP GC Fase Máxima Fase Máxima Fase Máxima Taça GB Taça Rio Pos.
2005 A 59 42 17 8 17 57 56 2ª Fase Semifinal 1ª Fase
2006 A 12° 51 38 13 12 13 52 50 2ª Fase Fase Nacional Final 1ª Fase
2007 A 55 38 14 13 11 62 58 Semifinal Oitavas de final 1ª Fase Final
2008 A 53 38 15 8 15 51 44 Semifinal Quartas de final Final Final
2009 A 15° 47 38 11 14 13 52 58 2ª Fase Quartas de final Final Final
2010 A 59 38 14 17 7 54 42 2ª Fase Final Final
2011 A 56 38 16 8 14 52 49 Oitavas de final Oitavas de final Semifinal 1ª Fase
2012 A 55 38 15 10 13 60 50 Oitavas de final Fase Nacional Semifinal Final
2013 A 61 38 17 10 11 55 41 Quartas de final Final Final
2014 A 19° 34 38 9 7 22 31 48 Quartas de final 2ª Fase


Legenda:
     Campeão
     Vice-campeão
     Classificado à Copa Libertadores da América
     Classificado à Copa Sul-Americana
     Rebaixado à Série B
     Acesso à Série A

Campanhas de destaque

Botafogo de Futebol e Regatas
Torneio Campeão Vice-campeão Terceiro colocado Quarto colocado
Flags of South American Conmebol Members.gif Recopa Sul-Americana 0 (não possui) 1 (1994)
Flags of South American Conmebol Members.gif Copa Libertadores da América 0 (não possui) 0 (não possui) 1 (1963) 0 (não possui)
Flags of South American Conmebol Members.gif Copa Conmebol 1 (1993) 0 (não possui) 0 (não possui) 0 (não possui)
Flags of South American Conmebol Members.gif Copa Master da Conmebol 0 (não possui) 0 (não possui) 0 (não possui) 1 (1996)
Brasil Campeonato Brasileiro 2 (1968, 1995) 3 (1962, 1972, 1992) 2 (1963, 1971) 4 (1969, 1981, 1989, 2013)
Brasil Copa do Brasil 0 (não possui) 1 (1999) 1 (2007) 1 (2008)
Brasil Campeonato Brasileiro – Série B 0 (não possui) 1 (2003) 0 (não possui) 0 (não possui)
Rio de JaneiroXSão Paulo Torneio Rio-São Paulo 4 (1962, 1964, 1966, 1998) 4 (1960, 1961, 1965, 2001) 1 (1955) 4 (1953, 1963, 1999, 2000)
Rio de Janeiro Campeonato Carioca 20 vezes 18 vezes 22 vezes 25 vezes

Partidas históricas

Elenco Atual

Atualizado em 18 de dezembro de 2014

Legenda
Goleiros
Jogador
' Brasil Jefferson Capitão
' Brasil Helton Leite
' Brasil Renan
' Brasil Andrey
' Brasil Saulo
Defensores
Jogador Pos.
' Brasil Dankler Z
' Brasil Igor Rabello Z
' Brasil Matheus Menezes Z
' Brasil Régis LD
' Brasil Lennon LD
' Brasil Renan Lemos Lesionado LE
' Brasil Guilherme LE
Meio-campistas
Jogador Pos.
' Brasil Marcelo Mattos V
' Brasil Fabiano V
' Brasil Lucas Zen V
' Brasil Sidney V
' Brasil Dedé V
' Brasil Airton V
' Brasil Andreazzi V
' Brasil João Gabriel M
' Brasil Cidinho Lesionado M
' Brasil Gegê M
Atacantes
Jogador
' Brasil Jóbson
' Brasil Murilo
Comissão técnica
Nome Pos.
Brasil René Simões T

Outros jogadores

Jogadores não-aproveitados
Pos. Jogador Ref.
G Brasil Luís Guilherme [192]


Diretoria e comissão técnica

Comissão técnica
Nome Função
Brasil Carlos Alberto Torres Embaixador do futebol
Brasil Anibal Rouxinol Segundo Gerente executivo
Brasil Clauber Rocha Coordenador técnico
Brasil Chico Santos Auxiliar técnico
Brasil Alfredo Montesso Auxiliar técnico
Brasil Mauricio Souza Auxiliar técnico
Brasil Alex Rites Auxiliar de preparação física
Brasil Christiano Fonseca Treinador de goleiros
Brasil Alfie Assis Analista de desempenho
Brasil Antonio Macedo Analista de desempenho
Brasil Gustavo Campos Coordenador do departamento de saúde
Brasil Rodrigo Kaz Coordenador do departamento médico
Brasil Rodrigo Castelo Branco Ortopedista
Brasil Gustavo Dutra Ortopedista
Comissão técnica
Nome Função
Brasil Eduardo Amorim Clínico geral
Brasil Flávio Prata Meirelles Coordenador de fisioterapia
Brasil Neto Mendonça Fisioterapeuta
Brasil Fabio Azevedo Fisioterapeuta
Brasil Emerson Silami Garcia Consultor de fisiologia
Brasil Matheus Fontes Fisiologista
Brasil David Mahamud Termografista
Brasil Eduardo Cillo Psicólogo
Brasil José Anibal Marques Psicólogo
Brasil Rodrigo Vilhena Nutricionista
Brasil Gustavo Ferreira Odontologia
Brasil Leandro Freitas Odontologia
Brasil Danielle Rodrigues Odontologia
Brasil Bruno Gallart Podólogo
Brasil Atila Cordeiro Dória Massoterapeuta
Brasil Wágner Carvalho de Oliveira Massoterapeuta
Brasil José Barbosa Mordomo
Brasil Alexsander Rangel Mordomo
Brasil Odilon Pereira Mordomo


Transferências para a temporada 2015

Emprestado.: Jogadores emprestados

Voltaram de Empréstimo.: Jogadores que retornam de empréstimo

Entradas
  Pos. Jogador Clube oriundo Ref.
Saídas
  Pos. Jogador Clube de destino Ref.
Fairytale left red.png LD Brasil Alex Santos Voltaram de Empréstimo. Países Baixos Vitesse [193]
Fairytale left red.png LE Brasil Anderson Santos Voltaram de Empréstimo. Países Baixos Vitesse [193]
Fairytale left red.png A Brasil Bruno Correa Flag of None.svg Indefinido [193]
Fairytale left red.png V Argentina Bolatti Voltaram de Empréstimo. Brasil Internacional [193]
Fairytale left red.png M Brasil Carlos Alberto Flag of None.svg Indefinido [193]
Fairytale left red.png A Argentina Ferreyra Flag of None.svg Indefinido [193]
Fairytale left red.png V Brasil Hygor Flag of None.svg Indefinido [193]
Fairytale left red.png LE Brasil Júnior César Flag of None.svg Indefinido [193]
Fairytale left red.png A Brasil Maikon Flag of None.svg Indefinido [193]
Fairytale left red.png M Peru Ramírez Voltaram de Empréstimo. Brasil Corinthians [193]
Fairytale left red.png Z Uruguai Risso Flag of None.svg Indefinido [193]
Fairytale left red.png V Brasil Rodrigo Souto Flag of None.svg Indefinido [193]
Fairytale left red.png A Brasil Rogério Voltaram de Empréstimo. Brasil Náutico [193]
Fairytale left red.png M Brasil Ronny Voltaram de Empréstimo. Brasil Palmeiras [193]
Fairytale left red.png A Brasil Wallyson Voltaram de Empréstimo. Uruguai D. Maldonado [193]
Fairytale left red.png A Brasil Yguinho Brasil Alecrim [193] [194]
Fairytale left red.png A Paraguai Zeballos Voltaram de Empréstimo. Paraguai Nacional [193]
Fairytale left red.png A Brasil Yuri Mamute Voltaram de Empréstimo. Brasil Grêmio [195]
Fairytale left red.png Z Brasil André Bahia Japão Shonan Bellmare [196] [197]
Fairytale left red.png V Brasil Gabriel Flag of None.svg Indefinido [198]
Fairytale left red.png M Brasil Daniel Flag of None.svg Indefinido [199]


Uniformes

Uniformes do CRB, BFC e BFR.

O Club de Regatas Botafogo dispunha, inicialmente, de dois uniformes diferentes. O primeiro, com camisetas e calções inteiramente negros, era utilizado para as competições em si. O segundo, com camisa alvinegra listrada na horizontal e calções negros, era utilizado somente nos treinamentos. Posteriormente, o clube passou a utilizar como segundo uniforme o traje inteiramente branco.

Nos primeiros anos, o Botafogo Football Club usava camisas e calções brancos, com meias pretas. O uniforme inteiro era feito na Inglaterra, então a capital mundial do futebol, até em figurinos de material esportivo. Em 1906, para estrear seu novo uniforme, também encomendado na Inglaterra, na fábrica Benetfink & Co., o clube fez um jogo festivo contra o Fluminense. Surgia, pela primeira vez diante dos olhos de seus torcedores, a camisa alvinegra em listras verticais. Só que com botões na frente feita de tecido. Completavam esse uniforme calções brancos e meias pretas. A camisa listrada é uma homenagem a Juventus de Turim, clube pelo qual torcia Itamar Tavares, um dos fundadores do clube. Em junho de 1909, o Botafogo passaria a utilizar-se de uniformes confeccionados em malha. Mas os escudos só estariam presentes a partir de 1913.[200] O Botafogo só adotou os calções pretos como titular pela primeira vez em 1935.

Com a fusão entre os dois clubes, predominou, no remo, o Botafogo de Futebol e Regatas manteve o uniforme inteiramente negro, e, no futebol, a camisa alvinegra listrada, com golas e calções negros e meiões pretos. Porém, em 1948, o Botafogo voltou a utilizar-se de calções brancos e meiões de mesma cor, fato que durou até 1954.[201] Devido ao suicídio do presidente do Brasil Getúlio Vargas, o Botafogo usou novamente calção e meias negras. Em 1956, atuou rapidamente com os dois equipamentos inferiores em branco novamente. Em 1957, passou a usar meiões na cor cinza, com calção preto. Ao final da década de 1970, o time passou a atuar com meiões brancos, tradição só quebrada em 1993, quando o meião cinza voltou a ser usado. Entre meados de 2003 a maio de 2009, a base de seu uniforme principal do futebol possuía meias pretas, quando o acessório voltou a ser cinza.

O número total de listras da camisa do Botafogo deve ser de sete a nove, conforme o estatuto do clube.[202] Normalmente, a listra central é da cor preta, porém, em algumas oportunidades, foram utilizadas na cor branca. Detalhes nas mangas e na altura do ombro também são aceitos para facilitar a diversidade ano a ano.

De acordo com o estatuto do clube, o uniforme deve ser nas cores alvinegras. Portanto, suas camisas reservas são predominantemente brancas ou pretas, tal qual são as cores dos calções e das meias. O uniforme de goleiro não precisa seguir o regulamento do clube.

Uniformes atuais
  • 1º - Camisa com listras verticais brancas e pretas, calção preto e meias cinzas.
  • 2º - Camisa preta com detalhes dourados, calção e meias pretas com detalhes dourados.
  • 3º - Camisa branca com detalhes dourados, calção e meias brancas.
  • 4º - Camisa cinza, calção e meias pretas.
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
1º Uniforme
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
2º Uniforme
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
3º Uniforme
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
4º Uniforme
Uniformes de goleiro
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
1
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
2
Uniformes de treino
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Jogadores 1
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Jogadores 2
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Goleiros
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
C. Técnica
História dos uniformes

Apesar de sempre predominarem o preto e o branco listrados verticalmente em sua camisa principal, o Botafogo iniciou sua atuação no futebol em 1904 com camisas e calções brancos e meias pretas. Em 1906 passou a adotar a camisa listrada. O modelo era inspirado no da italiana Juventus de Turim, por sugestão de Itamar Tavares, um dos fundadores do clube que estudara na Itália e tinha predileção por aquele clube. As camisas eram confeccionadas na Inglaterra, na fábrica Benetfink & Co. A estreia da camisa listrada foi em um jogo festivo contra o Fluminense. Em junho de 1909, o Botafogo passaria a utilizar-se de uniformes confeccionados em malha. Mas os escudos só estariam presentes a partir de 1913.[203] O Botafogo adotou os calções pretos como titular pela primeira vez em 1935.

Com a fusão entre o Botafogo Football Club e Club de Regatas Botafogo, predominou, no remo, o uniforme inteiramente negro, e, no futebol, a camisa alvinegra listrada, com golas e calções negros e meiões pretos. Porém, em 1948, o Botafogo voltou a utilizar-se de calções brancos e meiões de mesma cor, fato que durou até 1954.[204] Devido ao suicídio do presidente do Brasil Getúlio Vargas, o Botafogo usou novamente calção e meias negras. Em 1956, atuou rapidamente com os dois equipamentos inferiores em branco novamente. Mas, em 1957, passou a usar meiões na cor cinza, com calção preto. Ao final da década de 1970, o time passou a atuar com meiões brancos, tradição só quebrada em 1993, quando o meião cinza voltou a ser usado. Entre meados de 2003 a maio de 2009, a base de seu uniforme principal do futebol possuía meias pretas,[205] quando o acessório voltou a ser cinza.

Torcida

Torcida do Botafogo na final do Carioca de 2006.
Torcida lotando o Estádio Olímpico do clube em jogo da Copa do Brasil de 2008.

De acordo com as últimas pesquisas realizadas em todo o território brasileiro, segundo Ibope em 2004,[206] a torcida do Botafogo é estimada em cerca de aproximadamente 2,7 milhões de torcedores no Brasil. Em 2010, o LANCE![207] , em parceria com o Ibope, divulgou o ranking das torcidas, no qual o Botafogo apareceu com 1,6% da preferência da população brasileira, resultando em 3,1 milhões de torcedores, aproximadamente. Por fim, de acordo com pesquisa publicada pela Pluri consultoria em 2012[208] , o clube tem 2,0 % da preferência da população brasileira, valor que significa um total de 3,86 milhões de torcedores, aproximadamente. Logo, podemos concluir que a torcida alvinegra gira em torno de 4 milhões de torcedores espalhados pelo território nacional, mas ainda existem outras pesquisas que apontam o time da Estrela Solitária com uma torcida que varia de 4 a 7 milhões de torcedores. Seus torcedores integram em grande parte a classe média da sociedade, apesar de contar com expressivo contingente de torcedores nas populações de alta e baixa rendas também. Segundo pesquisas, é a terceira maior do estado do Rio de Janeiro e a décima-primeira do país (pelo Ibope e pelo Datafolha).[209] [210] Todavia, o departamento de marketing do Botafogo estima trabalhar com um número de base de 9,2 milhões de torcedores-consumidores do clube no Brasil.[carece de fontes?] Outro dado que analisa as torcidas é o total de apostas na Timemania, na qual o Botafogo é o 9º colocado entre os clubes brasileiros desde o lançamento da loteria, com o porcentual de 2,70% das apostas.[211]

Historicamente, a torcida do time era formada, em sua gênese, por moradores dos bairros próximos ao clube, como Botafogo, Copacabana e Urca.[212] A popularização botafoguense iniciou-se apenas na década de 1940, especialmente com a presença do craque Heleno de Freitas. A geração seguinte, nas décadas de 1950 e 60, é inspirada pela chamada "época de ouro" do clube, liderada por Garrincha, fato que traduz, hodiernamente, a existência de um grande número de adeptos entre os mais velhos.[213]

O torcedor do Botafogo é frequentemente caracterizado como um indivíduo supersticioso. Isto se deve às místicas que foram criadas ao longo da história do clube, como o mascote Biriba, as lendas sobre a camisa 7 e as coincidências que já aconteceram com o clube. A torcida é relacionada também ao sofrimento, como era comumente descrita pelo cronista Nelson Rodrigues e pelas frases de conhecimento popular como: "tem coisas que só acontecem com o Botafogo" e "o Botafogo tem vocação ao erro". O jejum do clube de 21 anos sem títulos levou o torcedor botafoguense a, mesmo se mantendo fiel ao clube, virar motivo de piadas dos torcedores rivais entre os anos 1970 e 1980.

Neste mesmo período, no qual a população brasileira e o poder de penetração da imprensa cresciam rapidamente em torno do futebol, o Botafogo encontrou sérias dificuldades de formar novos torcedores, em virtude da boa fase que atravessavam seus rivais, principalmente o Flamengo, dono da maior torcida do país. Em números gerais, o torcida botafoguense só voltou a ter forte crescimento na década de 1990, com a presença do irreverente ídolo Túlio Maravilha. Houve uma regressão no posicionamento da sua torcida frente às demais do país, oscilando nas pesquisas, iniciadas em 1983, entre a sétima e décima-segunda posição na preferência nacional.[214]

Em 2003, foi criado o projeto de sócio-torcedor Botafogo no Coração, no qual o torcedor ajuda financeiramente o clube, e, desde 2007, os participantes cariocas têm direito a entrada para os jogos em que o time possui mando de campo. O clube chegou a ter cerca de 18.000 sócios-torcedores em todo o país, número que decresce devido ao anúncio do encerramento do projeto ao final de 2008.

Movimentos de torcedores organizados

Fúria Jovem, ao lado da Botachopp, recebendo o time no estádio.

São muitos os movimentos de torcedores ligados ao Botafogo. A primeira a ser formada, década de 1960, foi a Torcida Organizada do Botafogo, ou apenas TOB, que já não existe mais. No final dos mesmos anos 1960, surgiu a Torcida Jovem do Botafogo, também conhecida como TJB. Esta é a mais antiga e tradicional torcida organizada do Botafogo. Porém, ela teve sua atuação diminuída em 2001, após a criação da Fúria Jovem do Botafogo. Torcedores dissidentes da TJB foram responsáveis pela sua criação. A Fúria Jovem é, hoje, a maior torcida organizada do clube, cujo mascote é o cachorro pitbull,os torcedores da FJB são conhecidos também como Furiosos ou Cachorrada,suas sedes são denominadas de Canil. Outras torcidas tradicionais famosas, porém já extintas, são a Raça Alvi-Negra, a Folgada do Russão e a Mancha Alvinegra.

Contudo, atualmente, há outros grupos que também participam ativamente das partidas do clube, como a Torcida Botachopp, e, em menor expressão, a Torcida Estrela Solitária e a Torcida Vanguarda. Além desses, surgiu, em 2006, o movimento Loucos pelo Botafogo, que não se considera uma torcida organizada, mas sim uma barra brava pacífica, por não possuir uniforme e seus cantos serem direcionados exclusivamente ao Botafogo. Há também grupos de torcedores localizados em outros estados, como a Fogo Horizonte, da capital de Minas Gerais, além da torcida feminina Guerreiras Alvinegras, a primeira torcida feminina do Botafogo, criada em 2007.

Maiores públicos

Esses são os dez maiores públicos da história do Botafogo:[a]

Público Mandante Placar Visitante Estádio Data Competição Ref.
1 158 994 Botafogo Rio de Janeiro 3–0 Rio de Janeiro Flamengo Maracanã 15 de dezembro de 1962 Carioca
2 158 477 Flamengo Rio de Janeiro 2–2 Rio de Janeiro Botafogo Maracanã 29 de abril de 1979 Carioca Especial
3 149 191 Flamengo Rio de Janeiro 2–1 Rio de Janeiro Botafogo Maracanã 1 de junho de 1969 Carioca
4 149 005 Vasco da Gama Rio de Janeiro 2–0 Rio de Janeiro Botafogo Maracanã 28 de abril de 1968 Carioca
5 142 892 Flamengo Rio de Janeiro 0–2 Rio de Janeiro Botafogo Maracanã 14 de março de 1971 Carioca
6 142 339 Fluminense Rio de Janeiro 1–0 Rio de Janeiro Botafogo Maracanã 27 de junho de 1971 Carioca
7 141 689 Botafogo Rio de Janeiro 4–0 Rio de Janeiro Vasco da Gama Maracanã 9 de junho de 1968 Carioca
8 139 098 Botafogo Rio de Janeiro 1–0 Rio de Janeiro Flamengo Maracanã 2 de junho de 1979 Carioca
9 137 261 Flamengo Rio de Janeiro 0–0 Rio de Janeiro Botafogo Maracanã 26 de março de 1972 Carioca
10 135 487 Botafogo Rio de Janeiro 3–1 Rio de Janeiro Flamengo Maracanã 19 de abril de 1981 Brasileiro

Esses são os cinco maiores públicos da história do Botafogo em jogos sem os maiores rivais:

Público Mandante Placar Visitante Estádio Data Competição Ref.
1 111 641 Botafogo Rio de Janeiro 2–1 Rio de Janeiro Bangu Maracanã 17 de dezembro de 1967 Carioca
2 107 730 Botafogo Rio de Janeiro 0–0 Minas Gerais Atlético Mineiro Maracanã 12 de fevereiro de 1978 Brasileiro
3 102 348 Botafogo Rio de Janeiro 3–0 São Paulo Santos Maracanã 3 de janeiro de 1962 Amistoso [215]
4 102 260 Botafogo Rio de Janeiro 3–1 São Paulo Santos Maracanã 31 de março de 1963 Brasileiro
5 101 581 Botafogo Rio de Janeiro 0–0 Rio Grande do Sul Juventude Maracanã 27 de junho de 1999 Copa do Brasil

Esses são os dez maiores públicos da história do Botafogo no Engenhão:

Público[PP] Mandante Placar Visitante Estádio Data Competição Ref.
1 43 810 Fluminense Rio de Janeiro 1–2 Rio de Janeiro Botafogo Engenhão 30 de junho de 2007 Brasileiro [216]
2 40 000 Botafogo Rio de Janeiro 2–1 São Paulo Portuguesa 23 de abril de 2008 Copa do Brasil
3 39 500 Botafogo Brasil 1–0 Argentina River Plate 19 de setembro de 2007 Sul-Americana
4 38 717 Botafogo Rio de Janeiro 2–1 São Paulo Palmeiras 6 de dezembro de 2009 Brasileiro
5 36 995 Botafogo Rio de Janeiro 4–0 Ceará Ceará 7 de setembro de 2011 Brasileiro
6 35 321 Botafogo Rio de Janeiro 3–1 Rio de Janeiro Vasco da Gama 29 de abril de 2012 Carioca
7 33 641 Botafogo Rio de Janeiro 2–2 Santa Catarina Avaí 12 de outubro de 2009 Brasileiro
8 32 770 Vasco da Gama Rio de Janeiro 0–1 Rio de Janeiro Botafogo 10 de março de 2013 Carioca
9 30 735 Botafogo Rio de Janeiro 2–1 São Paulo Corinthians 20 de maio de 2008 Copa do Brasil
10 30 664 Botafogo Rio de Janeiro 1–0 Santa Catarina Avaí 21 de agosto de 2010 Brasileiro
  • A ^ O jogo Botafogo 0x0 Portuguesa não é considerado porque se tratou de uma rodada dupla para o Campeonato Carioca de 1969 em que o chamariz foi o jogo principal entre Flamengo e Fluminense.
  • PP. ^ As estatísticas do Engenhão consideram apenas o público pagante (exceto Fluminense 1x2 Botafogo).

Clássicos

O primeiro grande rival histórico do Botafogo foi o Fluminense, com o qual fez sua primeira partida em 1905. As duas equipes, que por serem algumas das mais antigas do futebol brasileiro fazem o chamado Clássico Vovô,[217] travavam basicamente, na década de 1900, duelos entre jovens adolescentes, do alvinegro, contra homens de mais idade, do tricolor. A rivalidade entre os dois clubes, localizados em bairros próximos, com o passar do tempo, aumentou cada vez mais, já contando com maior variação e equidade etária de seus futebolistas a partir da década de 1910. As disputas entre os dois clubes não aconteciam somente nos gramados historicamente, mas também nos bastidores, entre os dirigentes dos clubes[218] [219] e até mesmo entre os torcedores.

Outro clube considerado um dos maiores rivais do Botafogo é o Flamengo. Originalmente de bairros vizinhos,[220] os dois clubes já competiam entre si no remo, a partir do final do século XIX, na Baía de Guanabara. No futebol, o Flamengo só iniciou suas atividades em 1912,[221] um ano antes de fazer seu primeiro jogo contra o Botafogo. Os dois clubes, que contaram, em momentos distintos, com dois dos principais jogadores de futebol do Brasil, Garrincha, pelo alvinegro, e Zico, pelo rubro-negro, fizeram partidas históricas, entre elas muitas finais de campeonatos estaduais e nacionais. Esse clássico é conhecido como: Clássico da Rivalidade.

Botafogo e o Vasco da Gama, outro clube originalmente do remo, ficaram conhecidos como co-irmãos, chamando-se Clássico da Amizade, formaram até Combinado Botafogo/Vasco em jogo contra a Seleção Brasileira em 4 de março de 1977. O Vasco, que só começou a participar do futebol em 1916 em divisões inferiores, fez sua primeira partida contra alvinegro em 1923. Contra o time da cruz de malta o Botafogo possui seu pior retrospecto contra um rival, tendo uma diferença de vitórias um pouco maior a cinquenta partidas. Contudo, historicamente, o Botafogo nunca foi vice-campeão do Vasco. Em todas as decisões, o Botafogo sagrou-se campeão frente ao Bacalhau. A decisão da Taça Guanabara de 1965 não habilitava o vencedor a ir para decisão final do estadual como acontece atualmente.[222] No Rio de Janeiro, o Botafogo também tem outros adversários de relevância histórica, como o América, o Bangu, o Americano, entre outros. Porém, por disputarem, por muito tempo, torneios em divisões inferiores ao alvinegro, não são considerados clássicos e as partidas não possuem o mesmo fervor das disputadas contra Flamengo, Fluminense e Vasco.

Fora do estado do Rio de Janeiro, o clube contra quem o Botafogo fez mais partidas históricas foi o Santos. Na década de 1960, a disputa entre o Santos de Pelé e o Botafogo de Garrincha era tratada como o maior clássico do país.[223] Posteriormente, os dois times ainda fizeram a final do Brasileirão de 1995, quando o Botafogo saiu campeão.[224] O time da Estrela Solitária também possui certa rivalidade contra outros clubes paulistas em virtude da constante participação do extinto Torneio Rio-São Paulo. São eles, além do Santos, o Corinthians, o Palmeiras e o São Paulo. O Botafogo também tem rivalidades moderadas contra os times de Minas Gerais, especialmente o Atlético Mineiro, que também veste um uniforme alvinegro e sofreu diversas eliminações em torneios nacionais e continentais pelas mãos botafoguenses.[225] [226]

Grandes futebolistas

Legenda:

Goleiros
Brasil Cao
Uruguai Fernando Álvez Farm-Fresh award star silver 3.png
Brasil Jefferson Farm-Fresh award star bronze 3.png
Brasil Manga Farm-Fresh award star bronze 3.png
Brasil Osvaldo Baliza
Brasil Paulo Sérgio
Brasil Roberto Gomes Pedrosa Farm-Fresh award star bronze 3.png
Brasil Ubirajara
Brasil Wágner
Brasil Wendell
Brasil William Bacana
Defensores
Brasil Brito
Brasil Carlos Alberto Torres
Brasil Djalma Dias
Brasil Gonçalves
Brasil Josimar
Brasil Marinho Chagas
Brasil Mauro Galvão
Brasil Nílton Santos Farm-Fresh award star gold 3.png
Argentina Oscar Basso Farm-Fresh award star silver 3.png
Brasil Rodrigues Neto
Brasil Sebastião Leônidas
Brasil Wilson Gottardo
Meias
Brasil Ademir da Guia
Brasil Afonsinho
Brasil Alemão
Brasil Arlindo
Brasil Carlos Alberto Dias
Brasil Carlos Alberto Santos
Brasil Carlos Roberto
SurinamePaíses Baixos Clarence Seedorf Farm-Fresh award star silver 3.png
Brasil Didi
Brasil Dirceu
Brasil Djair
Brasil Geninho Farm-Fresh award star gold 3.png
Brasil Gérson
Brasil Mário Sérgio
Brasil Martim Silveira Farm-Fresh award star bronze 3.png
Brasil Mendonça Farm-Fresh award star bronze 3.png
Brasil Nei Conceição Farm-Fresh award star bronze 3.png
Brasil Paulinho Criciúma
Brasil Paulo César Caju
Brasil Perácio
Brasil Rocha
Brasil Sergio Manoel
Brasil Túlio Farm-Fresh award star bronze 3.png
Brasil Valdo Farm-Fresh award star bronze 3.png
Atacantes
Brasil Aberlado de Lamare Farm-Fresh award star gold 3.png
Brasil Amarildo
Brasil Baltazar
Brasil Bebeto
Brasil Carvalho Leite
Brasil Cláudio Adão
Brasil
Brasil Itália Dino da Costa Farm-Fresh award star silver 3.png
Brasil Dodô
Brasil Donizete
Brasil Ferreti
Argentina Fischer Farm-Fresh award star bronze 3.png
Brasil Flávio Ramos Farm-Fresh award star gold 3.png
Brasil Garrincha
Brasil Gil
Brasil Gilberto Hime Farm-Fresh award star gold 3.png
Brasil Heleno de Freitas
Brasil Jairzinho Farm-Fresh award star bronze 3.png
Brasil Leônidas da Silva
Brasil Luís de Menezes
Uruguai Loco Abreu Farm-Fresh award star bronze 3.png
Atacantes
Brasil Maurício
Brasil Mimi Sodré
Brasil Mirandinha Farm-Fresh award star bronze 3.png
Brasil Nilo
Brasil Nílson Dias
Brasil Octávio Moraes
Brasil Paraguaio
Polónia Brasil Patesko Farm-Fresh award star bronze 3.png
Brasil Sylvio Pirillo
Brasil Paulinho Valentim
Brasil Quarentinha
Brasil Roberto Miranda
Brasil Rogério
Brasil Sinval Farm-Fresh award star bronze 3.png
Brasil Túlio Maravilha
Brasil Valdeir
Brasil Zagallo
Brasil Zequinha

Jogadores do clube campeões pela Seleção

Jogadores do clube campeões da Copa do Mundo

Jogadores que, durante sua passagem pelo Botafogo, foram campeões da Copas do Mundo. O Botafogo teve 9 jogadores campeões do mundo, somando 12 títulos no total.

Legenda:

Globo terraqueo 3.gif Melhor jogador da Copa do Mundo

Generic football.png Artilheiro da Copa do Mundo

O Botafogo já teve 48 convocados pra Copa do Mundo. O uruguaio Loco Abreu foi o único estrangeiro a representar o clube na competição pela sua seleção, em 2010. Nílton Santos e Jefferson foram os únicos jogadores do clube a participar de uma Copa no Mundo no Brasil. Curiosamente, o polonês-brasileiro Patesko foi o único estrangeiro a jogar uma Copa do Mundo pelo Brasil em 1938. O Botafogo é o recordista de bolas de ouro em copas do Mundo com 3 jogadores premiados: Didi em 1958, Garrincha em 1962 e Jairzinho em 1970. Jairzinho nunca foi artilheiro da Copa do Mundo, mas é o único jogador na história a marcar gol em todos os jogos de uma edição do torneio. Ele marcou 7 gols (número da camisa vestida por ele) em apenas 6 partidas. Já Garrincha foi o artilheiro em 1962.[227] Zagallo ganhou a Copa do Mundo de 1962 como jogador do Botafogo, mas também foi campeão em 1958 como jogador, 1970 como técnico e 1994 como coordenador técnico, sendo assim o único homem tetracampeão do mundo. Antes de virar técnico da seleção em 1970, Zagallo era técnico do Botafogo. Esse fato também se encaixa em jogadores que participaram de uma Copa do Mundo antes ou depois de suas passagens pelo Botafogo como Gérson que jogou a Copa do Mundo de 1966 representando o clube, mas que foi campeão em outro clube. Em 2014, o uruguaio Lodeiro participou oficialmente do Mundial como atleta do clube, mas não é contabilizado, pois já estava com sua transferência acertada para o Corinthians antes mesmo do início do torneio.[228]

Jogadores do clube campeões de outros torneios de seleções

(Copa América, Copa das Confederações, Copa Ouro da Concacaf, Superclássico das Américas, Copa Rio Branco, etc.)

Contando as convocações na Copa América, o desempenho do Botafogo também é interessante nos números, ajudando com 7 jogadores campeões pelo Brasil(todos os títulos em casa) e com Heleno de Freitas artilheiro em 1945, além de inúmeros jogadores convocados representando o clube na competição. Outro jogador artilheiro é Bebeto, em 1989, que conseguiu o feito alguns anos antes de jogar no clube. Na Copa das Confederações, o zagueiro Gonçalves e o goleiro Jefferson foram campeões representando o Botafogo em 1997 e 2013, respectivamente. Jefferson se tornou o primeiro jogador do clube a ser campeão de um torneio da FIFA no Brasil. O zagueiro canadense Tony (2001) e o meia uruguaio Lodeiro (2013) também representaram o clube durante a competição. O mais curioso é que o canadense foi campeão da Copa Ouro da CONCACAF de 2000 representando o Botafogo, mesmo sendo um torneio de uma federação sem ligação com o clube. Já o primeiro estrangeiro campeão de um torneio de seleção de uma federação que o Botafogo faz parte foi o uruguaio Loco Abreu, na Copa América de 2011. O Botafogo ainda possui diversos jogadores campeões no Superclássico das Américas e na Copa Rio Branco, entre outros torneios decididos através de apenas um clássico.

O Botafogo sempre contribuiu com a seleção formando e emprestando vários jogadores da Copa do Mundo a amistosos. O Botafogo é o recordista de jogadores diferentes convocados pela Seleção Brasileira com 130 jogadores(96 deles entraram em campo) e é também o clube recordista em número de convocações somadas de todos os seus jogadores para o Brasil.

Jogadores estrangeiros

Grandes treinadores

O Botafogo já contou com uma enorme quantidade de técnicos em seu comando. O cargo foi exercido primeiramente por Octávio Werneck, em 1906, como chefe da comissão técnica. Até 1922, o Botafogo não possuía um treinador que comandasse a equipe sozinho. Era formada um comissão encabeçada por indivíduos pré-determinados.

Na década de 1930, o húngaro Nicolas Ladanyi foi o treinador botafoguense nas conquistas estaduais de 1930, 1932, 1933 e 1934, ano em que deixou o cargo. Quem assumiu seu lugar foi Carlito Rocha, que já havia sido líder de comissão técnica em 1917, ao lado de Oldemar Murtinho, e treinado a equipe em outras quatro ocasiões na década de 1920. Carlito comandou em 1935, na conquista do quarto título seguido de campeão carioca, e de 1936 a 1939. Carlito, que já havia sido também jogador, viria também a ser presidente do Botafogo na década de 1940.

Outro técnico que entrou para a história como um dos principais treinadores do Botafogo foi o jornalista João Saldanha, que foi o técnico campeão Carioca de 1957. Na década de 1960, Marinho Rodrigues destacou-se ao ser campeão do Torneio Roberto Gomes Pedrosa em 1962 e bicampeão Carioca em 1961 e 1962. No mesmo período, Zagallo entrou para a história conquistando o Campeonato Brasileiro de 1968, o bicampeonato carioca de 1967 e 1968 e o tricampeonato do Troféu Triangular de Caracas, em 1967, 1968 e 1970. Na década de 1970, o cargo também foi ocupado por uma série de ex-jogadores, assim como Zagallo. Foram eles: Paraguaio, técnico do Campeonato Brasileiro de 1971, quando o Botafogo foi o terceiro colocado, e Sebastião Leônidas, treinador vice-campeão brasileiro de 1972. Além dos já citados, outros ex-jogadores que treinaram o alvinegro foram Carvalho Leite, Geninho, Martim Silveira, Sylvio Pirillo, Paulistinha, Joel Martins, Carlos Roberto, entre outros.

Em 1989, quando o Botafogo pôs fim a uma sequência de 21 anos sem vencer o Campeonato Carioca, Valdir Espinosa era o treinador. Em outras conquistas importantes nos anos 1990, aponta-se Paulo Autuori, o técnico Campeão Brasileiro de 1995, e Carlos Alberto Torres, campeão da Copa Conmebol de 1993. Torres também treinou a equipe alvinegra em situações ruins em três oportunidades, quando o time precisava escapar do rebaixamento no Campeonato Brasileiro, entre 1997 e 2002. Nesta última, não conseguiu evitar o descenso do time nos jogos finais. Na Série B de 2003, Levir Culpi foi o encarregado de treinar o Botafogo e levou a equipe de volta à Série A.

Nos anos 2000, Cuca se destacou como um dos técnicos mais importantes da história recente do Botafogo. Chegou a ser considerado ídolo por dirigentes e torcedores e teve uma série de produtos lançados com seu nome. Cuca assumiu o cargo em maio de 2006 e ficou, inicialmente, até setembro de 2007, quando pediu demissão e foi substituído por Mário Sérgio até ser readmitido nove dias depois. Durante a sua passagem pelo Botafogo, montou o time apelidado de Carrossel Alvinegro, com um esquema tático ofensivo e de muita movimentação[237] que liderou o Campeonato Brasileiro de 2007 por 11 rodadas. O Botafogo de Cuca venceu a Taça Rio em 2007 e 2008, além da Copa Peregrino. Contudo, sua passagem ficou marcada por não ter conquistado títulos relevantes e pelas derrotas traumáticas.

Em 2010, Joel Santana, que havia sido campeão carioca em 1997 pelo Fogão, retornou ao clube. Sua nova passagem ficou marcada por seu jeito folclórico e pela conquista do Carioca de 2010. Para o ano de 2012, o clube acertou com Oswaldo de Oliveira, que estava há cinco anos no Kashima Antlers do Japão. Em dois anos no Botafogo, Oswaldo conquistou o Campeonato Carioca de 2013 e a vaga na Libertadores de 2014, competição que a equipe não disputava havia 18 anos.

Recordes individuais

Última atualização: 11 de dezemembro de 2014

Patrocinadores

De 1904 a 1985, o Botafogo não fez qualquer tipo de publicidade de empresas em seu uniforme de jogo. Até quando o clube assinou com a Atlantic por um curto período de tempo.[260] A marca das empresas, desde então, são estampadas centralmente na parte frontal, abaixo do escudo, da camisa, e, nas costas, acima do número que diferencias os futebolistas. Em 1986, foi a vez da borracharia 3B-Rio estampar sua logo marca em seu uniforme. A seguir, ainda em 1987, a Coca-Cola, tal qual fez outros tantos clubes brasileiros, passou a patrocinar o alvinegro. A parceria com a Coca-Cola durou até o fim de 1994, ano em que o clube passou a anunciar outra marca de refrigerantes, Seven Up. Esta foi uma das mais bem sucedidas publicidades relacionadas a clubes de futebol no Brasil, na medida em que o Botafogo conquistou um título de campeão brasileiro e a Seven Up pôde crescer no país. A parceria terminou ao fim do ano de 1996.

Após um curto período sem publicidades, em 1997, o clube trazia em sua camisa a marca da sul-coreana Hyundai a partir da reta final do Carioca de 1997. Assinou, no ano seguinte, com o banco Excel Econômico. A publicidade manteve-se apenas naquele ano, quando o banco veio à falência. No primeiro semestre de 1999, o clube voltou às suas origens, utilizando camisas sem anúncios. Porém, no segundo semestre, a Tam interessou-se pelo espaço após a campanha vice-campeã da Copa do Brasil e colocou seu logotipo na camisa do alvinegro.

A empresa de aviação aérea voltou, desta vez nas mangas, à camisa do Botafogo no Brasileirão de 2001, isto porque a Golden Cross estampou sua marca no centro da camisa do Botafogo entre o segundo semestre de 2001 ao início de 2003. Contudo, com a ida do clube para a Segunda Divisão em 2002, a empresa de planos de saúde decidiu-se por não renovar contrato com o clube, ficando até o início da Série B de 2003.

Iniciando o campeonato da Série B, o clube criou o projeto de sócio-torcedor Botafogo no Coração, que ficou estampada na camisa principal do time até abril de 2005. Ainda em 2003, a rede de lanchonetes fast-food Bob's ajudou o clube na reforma de Caio Martins e teve o seu logotipo mangas do Glorioso também até abril de 2005.

Em maio de 2005, o Botafogo fechou com a Supergasbras, empresa do grupo SHV Gas Brasil, para os calções do time. O clube também traria a ALE Combustíveis para as mangas. As camisas do uniforme número 1 estavam "livres", mas as do reserva continuavam com a marca do Botafogo no Coração. Contudo, a equipe realizava boa campanha no Campeonato Brasileiro de 2005 e a Supergasbras decidiu trocar a publicidade dos calções para a camisa, sete partidas após iniciar seu contrato. Desta forma, o calção voltava a estar "limpo". No final daquele ano, a Unisuam fechou com o clube para expôr a marca da faculdade nos meiões do clube. Na campanha vitoriosa do Campeonato Carioca de 2006, o Botafogo voltou a possuir um patrocinador para o calção: o Café Capital ficou no uniforme do clube até abril daquele ano.

Em 2007, o clube, reivindicando aumento na arrecadação com os patrocinadores, não renovou contrato com qualquer uma das três empresas. Manteve, por um longo tempo, a camisa sem patrocinadores, até, em abril de 2007, após um longo período de negociações, acertar com a estatal Liquigás, subsidiária da Petrobras, que seria renovado e ajustado no ano seguinte. Com o reajuste no contrato o logotipo da empresa passa a ser também estampado nas mangas da camisa.

Findo o contrato em 2010, o alvinegro estampou ao início da temporada o logotipo de seu novo projeto de sócio-torcedor, o Sou Botafogo. Todavia, apenas na final da Taça Guanabara de 2010, o clube acertou com o conglomerado Hypermarcas para a exposição da Neo Química e da Bozzano na camisa, além de ter fechado com o Banco Cruzeiro do Sul para aquela ocasião.

Em 2011 o clube assina com o Grupo Viton que passou a estampar a marca Guaraviton na camisa e nas mangas, durante a disputa do Carioca e Copa do Brasil daquele ano. Em maio de 2011 o Botafogo anuncia o acordo com a empresa do setor imobiliário João Fortes Engenharia para o patrocínio master da camisa, o maior da história do clube. Em 2012 botafogo terá o patrocínio da empresa Guaraviton e Havoline.

Lista de patrocinadores

Material esportivo

O Botafogo teve como primeira empresa fornecedora de material esportivo a Adidas em 1979.[261] O contrato com a marca alemã durou até o início do Campeonato Carioca de 1989, quando a Umbro assumiu a posição. Já no segundo semestre daquele ano, a Finta forneceria novos uniformes para o clube.

Em 1990, a Penalty firmou contrato com clube, ficando apenas um ano. No ano seguinte, Umbro retornaria à responsabilidade da confecção dos uniformes do Botafogo até 1992, ano em que o time foi vice-campeão brasileiro. Em 1993, ano da conquista da Copa Conmebol, a ProOnze assinava a produção das vestimentas do clube. Foi substituída pela Rhumell em 1994.

Em 1995, ano da conquista do Brasileirão, os uniformes criados pela Finta ganharam fama entre os torcedores. Só foram substituídos em 1997, quando a Penalty voltaria a ser a fornecedora oficial do clube. A Topper viria a substituí-la em 1999 até 2001.

Após um curto período de negociações, sem ter um fornecedor oficial, a Finta, pela terceira vez, tornar-se-ia a responsável pelos uniformes alvinegros. A empresa viria a ser substituída em 2004 pela italiana Kappa, que revolucionou, a partir de 2005, as camisas do clube com modelos conhecidos como Kombat, um tecido elástico que fica mais colado ao corpo dos atletas. Em maio de 2009, a Kappa foi substituída pela Fila. Em 2012, após a rescisão com o grupo Dass, a diretoria do Botafogo anunciou o acerto com a Puma, empresa alemã, como fornecedora do material esportivo.

Lista de fornecedores de material esportivo

Outros esportes

Football pictogram.svg Futebol Feminino

Últimas temporadas

Últimas temporadas
Brasil Nacionais Rio de Janeiro Estaduais
Ano Campeonato Brasileiro Copa do Brasil Campeonato Carioca
Div. Pos. Pts J V E D GP GC Fase Máxima Pos.
2013 A
2014 A 23 12 6 5 1 24 3


Legenda:
     Campeão
     Vice-campeão

Rowing pictogram.svg Remo

Com sede em um dos cartões postais mais bonitos do Rio de Janeiro, o remo alvinegro surgiu em 1891 com o nome Grupo de Regatas Botafogo. No entanto, logo depois, o clube precisou encerrar suas atividades, voltando três anos depois como Club de Regatas Botafogo. É um dos principais esportes do clube em toda história, ao lado do futebol.

Foi do Alvinegro a maior revelação do remo nacional: Antônio Mendes de Oliveira, que acabou se tornando campeão brasileiro em 1902. Em 1924, Antônio se tornou presidente do Botafogo.

Atualmente, o remo alvinegro conta com grandes atletas, como Aílson Eráclito da Silva, Célio Dias Amorim, Armando Marx, Anderson Nocetti, Diego Nazário, Bianca Miarka e Marciel Morais. O remo alvinegro também é destaque no paraolímpico com Isaac Ribeiro, que sagrou-se tricampeão brasileiro e participou da Copa do Mundo da Eslovênia e das Paralimpíadas de Londres.

Principais Títulos

Olympic pictogram Water polo.png Pólo Aquático

O Botafogo é uma das maiores potências nacionais do pólo aquático. Além de inúmeros títulos, o clube tem como costume revelar grandes nomes do esporte.

Principais Títulos

Símbolos

Estrela Solitária

A Estrela Solitária.

A Estrela Solitária, presente no escudo, na bandeira e na flâmula do clube, era originalmente o símbolo máximo do Club de Regatas Botafogo. De cinco pontas, ela era originalmente em um formato diferente que se consagrou. Tinha em cada ponta uma tonalidade, dividindo-as em preto e branco, dando efeito de sombra. Contudo, foi substituída nos primeiros anos pelo famoso modelo da estrela de cinco pontas branca em um fundo preto.

A Estrela Solitária representava a estrela D'alva e foi adotada por ter sido a primeira estrela a aparecer no céu no dia da fundação do clube.[269] Na verdade, anos depois, após pesquisas, foi se descobrir que aquela estrela era o planeta Vênus.

Com a fusão dos dois clubes, a estrela apontada para o Zênite também foi adotada como símbolo do futebol. O Botafogo de Futebol e Regatas recebeu como um dos apelidos o de clube (ou time) da Estrela Solitária, pois ela passava a estar estampada no escudo das camisas, no peito dos jogadores.

Escudo

Escudo do Botafogo na sede do clube.

O Club de Regatas Botafogo não possuía um escudo oficial. Os estatutos especificavam apenas que a Estrela Solitária seria o símbolo maior. Havia, porém, um escudo não-oficial de uso popular. Ele trazia a Estrela Solitária, remos e o monograma do clube. No uniforme, o clube usava um monograma encimado pela Estrela. Em 1919, a Estrela cresceu e o monograma passou a estar dentro dela.[270]

O escudo do Botafogo Football Club foi desenhado a nanquim por um de seus fundadores, Basílio Viana Júnior. Era um escudo no estilo suíço, tendo o seu contorno em preto. Sobre um fundo branco, havia, ao centro, as iniciais do clube: B. F. C., entrelaçadas, em preto.

Em 1942, com a fusão dos dois clubes, manteve-se o formato do escudo do Botafogo Football Club, com a Estrela Solitária branca, do Club de Regatas, no lugar das letras, em um fundo preto. Além disso, o escudo recebeu dois contornos: de dentro para fora, o primeiro branco e o segundo preto.

As estrelas acima do escudo.

No ano de 2009, foi considerado como o escudo de time mais bonito do mundo. A tarefa de pesquisa e divulgação foi realizada pelo site esportefino.net e contou com a participação de jornalistas, designers e historiadores na eleição dos 50 mais belos do mundo.[271]

Estrelas

Em 1981, o Botafogo traria uma novidade em seu uniforme: quatro estrelas amarelas estavam acima do escudo do clube. Elas representavam o tetratorneio Rio-São Paulo do clube nos anos de 1932, 1933, 1934 e 1935. No começo da década de 2000, mais uma estrela foi incluída acima das que já estavam. Dessa vez, a quinta estrela era na cor branca e lembrava o título brasileiro de 1995.

Em 2003, todas as cinco estrelas foram retiradas, deixando apenas a Estrela Solitária do escudo, pois o departamento de marketing do clube afirmava que essa é a única estrela que representa o Botafogo.

Bandeira

Bandeira do Botafogo de Futebol e Regatas no Maracanã.

A bandeira do Botafogo de Futebol e Regatas surgiu após a fusão do Botafogo Football Club com o Club de Regatas Botafogo.

O Football Club possuía uma bandeira com faixas horizontais pretas e brancas, com o escudo do clube ao centro. Foi bordada pela primeira vez pelas irmãs do ex-presidente Edwin Elkin Hime Júnior: Ruth, Hilda, May, Leah e Miriam.[272] Já a bandeira do Club de Regatas era branca, com um quadrilátero preto no canto superior esquerdo e a tradicional Estrela Solitária em branco.

Com a fusão, em 1942, permaneceram as faixas horizontais e o quadrilátero preto, com a Estrela Solitária branca no canto superior esquerdo.

O formato oficial da bandeira é de 1,28 metro de largura e 90 centímetros de altura. As listras horizontais têm 10 centímetros de largura cada. São cinco listras pretas e quatro brancas. O retângulo preto, que contém a Estrela Solitária (em branco), mede 56 x 40 cm.

Camisa 7

Camisa 7 alvinegra.

A camisa 7[273] é considerada a mais importante da história do Botafogo.[274] Vestindo a camisa 7 atuaram diversos jogadores que se destacaram tanto pelo alvinegro quanto pela Seleção Brasileira de Futebol. O primeiro jogador a utilizá-la foi o ponta Paraguaio em 1948, ano em que foi adotado a numeração das camisas do clube. No final da década seguinte, Garrincha foi o responsável por imortalizá-la definitivamente com seus dribles. Ao deixar o time, o substituto de Garrincha como ídolo com a camisa 7 foi Jairzinho. Anos depois, o Furacão da Copa passaria a usar a 10.

A camisa ainda vestiria inúmeros jogadores que atuavam como atacantes ou meia-de-ligação, como Helinho por exemplo, mas só voltaria a ter destaque decisivo em 1989. Após 21 anos sem vencer o Campeonato Carioca, Maurício, com a camisa 7, fez o gol da vitória por 1 a 0 sobre o Flamengo que garantiu o título daquele ano para o Glorioso. Em 1995, foi a vez de Túlio Maravilha, que usava a camisa 9 até ser contratado como garoto-propaganda do refrigerante Seven Up (patrocinador do clube naquele ano), fazer sucesso com a camisa, levando o Botafogo à conquista do Brasileirão. Depois de ser usado por alguns jogadores com pouca relevância, Dodô, que anteriormente atuava no próprio Botafogo com a 10, passou a jogar com o mítico número em 2007, sendo artilheiro do Estadual daquele ano. Na temporada 2010 o dono da camisa é Maicosuel, candidato a ídolo que moveu um grupo de investimentos para a sua contratação.

Sedes e estádios

General Severiano

Sede social
Entrada da sede General Severiano.
Ginásio Oscar Zelaya.
Piscinas da sede social.

General Severiano é o antigo palacete construído em um terreno cedido pela prefeitura, para ser a sede do Botafogo, em 23 de junho de 1912. Construída como um amplo casarão em estilo eclético pintado de cor salmão, a sede foi inaugurada com um baile de gala para a alta sociedade do Rio de Janeiro. Novas obras da sede social na avenida Venceslau Brás foram iniciadas em 1928. Ficando pronto o casarão definitivamente no ano seguinte, foi inaugurado com mais um baile de gala, em 15 de dezembro de 1928.

Em 1977, quando o clube era presidido por Charles Macedo Borer, a sede foi vendida para a Companhia Vale do Rio Doce. Com a venda da sede, o Botafogo mudou-se para o Mourisco Pasteur, onde ficou de 1977 até 1992, quando foi para o Mourisco Mar e o futebol, para Marechal Hermes. Nesses anos que esteve fora de General Severiano, o futebol e a torcida sentiu a saída da sede e lutou para retornar ao local. Foi no ano de 1992 que o Botafogo conseguiu recuperar a sede, pois ela foi tombada pelo patrimônio histórico, logo não interessava mais à Vale do Rio Doce. Então, o clube fez uma troca com a empresa, voltando para General Severiano e deixando a Vale do Rio Doce estabelecer-se no Mourisco Pasteur.

No período de 1992 a 1994, o Botafogo ficou instalado no Mourisco Mar, enquanto General Severiano passava por uma reforma para receber novamente o clube e seus funcionários. A volta definitiva para General Severiano aconteceu em maio de 1994, sob o comando do presidente Carlos Augusto Montenegro. Parte da área original perdeu-se devido à construção de um shopping center, atualmente chamado Rio Plaza, em parte do antigo terreno e no sub-solo do clube.

Hodiernamente, na sede social do clube, está concentrada a diretoria do Botafogo e toda a parte sua administrativa, além das dependências sociais como piscina, quadras de vôlei, basquete e futsal, onde existem escolinhas de iniciação ao esporte, e também uma loja oficial e o Ginásio Oscar Zelaya.

Estádio

Em General Severiano, existia o antigo estádio do clube, o Estádio de General Severiano, que tinha este nome por ter acesso pela rua homônima. O campo foi inaugurado na primeira partida do Carioca de 1913, em um jogo contra o Flamengo vencido pelo Botafogo por 1 a 0 no dia 13 de maio daquele ano. Em 1937, iniciou-se a implantação de arquibancadas de concreto no estádio, obra concluída em 1938 e inaugurada em 28 de agosto do mesmo ano. Na cerimônia realizada antes do primeiro jogo, um mapa do Brasil foi desenhado no centro do gramado com terra originada de cada estado do país. O jogo foi contra o Fluminense e o Botafogo venceu por 3 a 2. Contudo, o estádio foi demolido quando o clube perdeu a posse do terreno na década de 1970 e nunca mais foi reconstruído.

CT João Saldanha

Campo do Centro de Treinamentos.

Apesar de o campo de futebol da sede de General Severiano não abrigar mais um estádio, em 2004, ano do centenário de seu futebol, foi inaugurado o centro de treinamentos da equipe profissional. No Centro de Treinamento João Saldanha, os atletas do clube dispõem de estrutura necessária para realizar os treinamentos, como sala e piscina para fisioterapia, sala de musculação, departamentos médico e fisiologia, suítes para os jogadores e comissão técnica concentrarem-se antes dos jogos e o novo campo, que passou a ser destinado para treinamentos apenas. O local conta com uma modesta arquibancada, que é capaz de suportar cerca de quinhentos espectadores. Apesar de contar com uma área relativamente pequena, o CT do Botafogo é um dos 10 melhores centros de treinamentos do Brasil e o melhor e mais bem estruturado entre os 4 grandes clubes do Rio de Janeiro, avaliado em um estudo da Universidade de São Carlos e apresentado pelo canal SporTV.

Endereço: avenida Venceslau Brás n° 72. Botafogo, Rio de Janeiro.

Mourisco Mar

A sede do Mourisco Mar fica situada na praia de Botafogo, onde o clube dispõe de uma piscina semiolímpica para treinamento, aulas e competições de pólo aquático e natação. O local também dispõe de um amplo espaço onde são promovidas festas e eventos, normalmente durante os finais de semana. No período de 1992 a 1994, a administração do clube ficou instalada no Mourisco Mar aguardando o término das obras em General Severiano.

Endereço: avenida Repórter Nestor Moreira, s/n°. Botafogo, Rio de Janeiro.

Sacopã

Sede náutica do Botafogo na Lagoa Rodrigo de Freitas.

Situada na Lagoa Rodrigo de Freitas, a sede do Botafogo de remo, conhecida pelo nome de Sacopã concentra o departamento de regatas do clube. O local é destinado para os treinamentos dos atletas e para a escolinha de remo. O espaço conta com uma grande garagem para os barcos, tanque (piscina) em solo com capacidade para oito remadores - para treinamentos fora d'água - sala de musculação e alongamento, alojamentos e uma pequena oficina.

O clube utiliza como raia para os profissionais a principal da Lagoa Rodrigo de Freitas (a mesma usada pelos rivais). Para a escolinha, a raia é mensurada da sede até a curva da Av. Epitácio Pessoa, próximo a entrada da rua Fonte da Saudade. No mais, os atletas costumam dar voltas pela ciclovia da lagoa fazendo cooper, para desenvolver o potencial atlético.

Endereço: avenida Epitácio Pessoa, n° 1561. Lagoa, Rio de Janeiro-RJ.

Engenhão

Reinauguração do estádio em 2007.

Construído para os Jogos Pan-americanos de 2007, o oficialmente denominado Estádio Olímpico João Havelange, o popular Engenhão, foi arrendado no dia 3 de agosto de 2007 pelo Botafogo ao prazo de vinte anos. O estádio possui capacidade para 45 mil espectadores e é, desde então, o local onde a equipe manda suas partidas. A arena conta ainda com uma pista atletismo dentro dos padrões internacionais e um campo de aquecimento no exterior do estádio, onde há a realização de treinamentos no local.

O Botafogo participou do jogo de abertura do estádio, contra o Fluminense, no dia 30 de junho de 2007, vencendo por 2 a 1. No dia 19 de setembro do mesmo ano, o clube fez seu primeiro jogo como gestor do local, contra o River Plate, em confronto válido pela Copa Sul-Americana 2007, ganhando a partida por 1 a 0. O primeiro título da equipe no estádio foi a Copa Peregrino, que recebeu a última partida internacional alvinegra pelo torneio ocorrido em 2008.

A partir de 2010, o local passa a se chamar Stadium Rio, virando assim alvo de uma série de atos de exploração comercial pelo clube e sua parceira, a Pepira Empreendimentos.

Endereço: rua José dos Reis, s/n°. Engenho de Dentro, Rio de Janeiro-RJ.

Marechal Hermes

Em 1977, ao perder sua sede de General Severiano, o Botafogo transeferiu suas atividades futebolísticas para esta sede no bairro de Marechal Hermes, na zona norte do Rio de Janeiro. A mudança aconteceu no dia do aniversário de 73 anos de fundação do Botafogo Football Club, 12 de agosto. O estádio, chamado Mané Garrincha, só foi utilizado oficialmente pela primeira vez em 22 de outubro de 1978, com vitória de 2 a 1 sobre a Portuguesa da Ilha, pelo Campeonato Estadual.

Nos anos 1990, o Botafogo voltou a sua sede tradicional na zona sul da cidade. Atualmente, na sede de Marechal Hermes, localizam-se as divisões de base do futebol alvinegro. As categorias mirim, infantil, juvenil e junior, além de uma escolinha de futebol, ocupam o espaço. No final de cada ano, realiza-se uma grande "peneira" para descobrir novos jogadores para o clube. A estrutura da sede conta com dois campos de futebol, com medidas oficiais, e um alojamento, onde moram alguns jogadores.

A atual diretoria tem um projeto para modernização e ampliação das instalações do CT, que depende de negociações com o governo do Estado do Rio de Janeiro para a posse definitiva da área, que contará com mais dois campos oficiais de treinamentos a serem construídos em terreno anexo, pertencente ao Exército[275]

Caio Martins

O Estádio Caio Martins, localizado na cidade de Niterói, no complexo esportivo de mesmo nome, é o local onde o Botafogo mandou muitos de seus jogos desde a década de 1980 até 2004. O estádio, que pertence ao governo do Estado do Rio de Janeiro, foi construído, originalmente, para ser utilizado pelo Canto do Rio, mas está arrendado pelo Botafogo até a década de 2020.

No início dos anos 2000, seu nome sofreu alteação pela Câmara de Vereadores da cidade, passando de Caio Martins para Mestre Ziza, em homenagem ao ex-jogador niteroiense Zizinho. Entretanto, alteração não foi de agrado da maioria do torcedores alvinegros, já que Zizinho fez sua carreira jogando pelo rival Flamengo. O nome original, que continua sendo o do complexo esportivo administrado pela SUDERJ, homenageia o escoteiro Caio Vianna Martins.

Em 2003, o estádio passou por uma reforma, com o uso de arquibancadas tubulares, que aumentou sua capacidade para 15 mil espectadores. Entretanto, em 2005, a obra foi desfeita pois a diretoria do clube acreditava que o clube estava diminuindo seu prestígio por mandar suas partidas em um estádio de pequeno porte. O local, hodiernamente, recebe escolinhas e alguns jogos das categorias de base do clube, além de ser um dos locais alternativos de treinamento da equipe profissional de futebol. [276]

Endereço: rua Presidente Backer, s/n°. Icaraí, Niterói-RJ.

Loja Oficial Botafogo

A rede de lojas oficiais do Botafogo foi instituída em 2004, na gestão do presidente Bebeto de Freitas. Denominada Fogão Shop, a rede teve três filiais, sendo a principal na sede do clube, no Rio de Janeiro, à entrada do palacete de General Severiano, e outras duas fora do estado, uma em Brasília e outra em Belém. Além disso, a Fogão Shop também fez-se presente em dias de jogos através de uma van móvel da loja nos estádios.

No entanto, em maio de 2009, o contrato com a empresa terceirizada que comercializava produtos licenciados do alvinegro acabou. Logo, a diretoria capitaneada por Maurício Assumpção firmou acordo com a rede H Sports, que explora a venda de utensílios da marca do clube através da nova Loja Oficial Botafogo. O primeiro estabelecimento foi inaugurado no Estádio Olímpico João Havelange,[277] à época da assinatura do contrato, uma vez que a loja da sede estava em reforma.[278] Em 2010, foi inaugurada uma filial na Tijuca, na rua Conde de Bonfim.[279]

Em setembro de 2011 o Botafogo inaugurou sua primeira loja dentro do novo formato fora do Rio de Janeiro, o evento aconteceu em Juiz de Fora, Minas Gerais, onde reuniu mais de mil e quinhentas pessoas em um shopping da cidade. O evento também contou com a presença de alguns craques do clube, o que movimentou ainda mais a torcida. Também fora do Rio de Janeiro, a antiga Fogão Shop na Asa Sul de Brasília foi transformada em Loja Oficial Botafogo.

Em 2012, o clube lançou um novo projeto de franquias paralelo à Loja Oficial Botafogo chamado Espaço Glorioso, em parceira com a SPR Franquias.[280] Atualmente, há franquias nos bairros de Madureira e Campo Grande e no município de Duque de Caxias.

Sedes antigas

Antiga sede do Club de Regatas Botafogo

Tratava-se de um casarão no sul da praia de Botafogo, encostado ao Morro do Pasmado, onde hoje termina a Avenida Pasteur, no bairro de Botafogo. O clube de remo lá ficou até 1907, quando a sede foi demolida para dar passagem ao túnel do pasmado.

Sede da Rua Voluntários da Pátria

Antigo local onde o Botafogo Football Club mandava seus jogos no fim dos anos 1900. Inaugurado em 31 de maio de 1908, numa partida vencida por 5 a 0 contra o Riachuelo, localizava-se na rua Voluntários da Pátria, no bairro de Botafogo. Após o desligamento do clube da Liga Metropolitana de Sports Athleticos, o proprietário do terreno decidiu vendê-lo para a prefeitura. Hoje, existe neste local um popular hortomercado chamado Cobal,[281] tombado em 2008 pela prefeitura da cidade.[282]

Campo da Rua São Clemente

Local onde o Botafogo Football Club passou a realizar seus jogos como mandante em 1912, após perder a sede da rua Voluntários da Pátria. Localizava-se na rua São Clemente, no bairro de Botafogo, perto da rua Assunção.

Arena Petrobras

Para o Campeonato Brasileiro de 2005, o Botafogo, em parceria com o Flamengo e a Petrobras, proporcinaram uma reforma temporária no Estádio Luso-Brasileiro, da Portuguesa da Ilha. O estádio, que passou a ter sua capacidade aumentada em seis vezes por meio de arquibancadas tubulares (30 mil espectadores), foi renomeado na ocasião para Arena Petrobras e foi o local onde os dois clubes realizaram seus jogos naquela competição.

Maracanã

Maior estádio do Brasil, o Maracanã foi o palco onde o time de futebol do Botafogo costumava mandar muitos de seus jogos no passado. É administrado, atualmente, pelo Governo do estado do Rio de Janeiro, através da SUDERJ, e foi construído em 1950 para a Copa do Mundo. Com a conquista do Engenhão, o alvinegro disputa nesse estádio apenas alguns clássicos e decisões. No Maracanã, o Botafogo fez muitos de seus jogos entre a década de 1950 e 70, além de partidas entre 2006 e 2007. Em 12 de Julho de 2013 o Botafogo assinou um contrato de 35 Anos com o Maracanã.

Endereço: rua Professor Eurico Rabelo, s/n°. Maracanã, Rio de Janeiro.

Hinos

É comum ouvir a torcida do Botafogo cantar o hino do clube durante as partidas.
Entrada da sede náutica do Botafogo, na Lagoa Rodrigo de Freitas.
Hino popular

O hino[283] mais difundindo na mídia e no conhecimento popular, apesar de não ser o oficial, tem a composição de sua letra e música de autoria de Lamartine Babo, datada de 1942. Os versos iniciais "Botafogo, Botafogo campeão desde 1910" estão na cabeça dos torcedores, sendo o hino frequentemente cantando nos jogos do time.

Há também uma polêmica na letra. Como foi composta na década de 1940, seu registro traz "Campeão desde 1910". Contudo, o primeiro título oficial do Botafogo foi o Campeonato Carioca de Futebol de 1907, que, devido a divergências entre Botafogo e Fluminense, só foi oficializado em 1996, sendo o troféu dividido pelos dois clubes. Por esta razão, é comum ouvir torcedores cantando uma versão modificada: "Botafogo, Botafogo campeão desde 1907".

Neste hino, encontra-se também dois dos principais lemas do clube. São eles: "Foste herói em cada jogo" e "Não podes perder, perder pra ninguém".

Hino oficial do futebol

O hino oficial[284] do Botafogo Football Club, que tem letra de Octacílio Gomes e música de Eduardo Souto, não é muito difundido entre a mídia e os torcedores. Isto se deve ao fato de a canção de Lamartine Babo ter sido criada no ano da fusão dos dois clubes e ter, também, um vocabulário menos complexo do que o oficial. Além disso, os hinos oficiais dos outros clubes cariocas também são ofuscados pelas canções de Lamartine, que compôs músicas para, além do Botafogo, América, Flamengo, Fluminense, Vasco, Bangu, Olaria, São Cristóvão, Madureira, Bonsucesso e Canto do Rio

Hino oficial do remo

O hino do antigo Club de Regatas Botafogo[285] foi escrito por Alberto Ruiz, que foi presidente deste clube em 1930. Este hino também é de pouco conhecimento dos torcedores, já que o remo, na consideração dos torcedores, é esporte de segundo plano do clube, tanto que o site oficial do Botafogo não disponibiliza a letra desta canção.

Mascotes

Estátua do manequinho perante a sede do clube.
Manequinho

Em frente a sede de General Severiano, encontra-se uma estátua apelidada de "Manequinho". Tombada em 2002 como patrimônio cultural, ela representa um menino urinando e é uma versão da estátua Manneken Pis, que enfeita uma praça de Bruxelas, na Bélgica. A estátua carioca é uma fonte, sendo possível a hidratação pela água do Manequinho.

Com 1 metro de altura, a estátua foi esculpida, originalmente, em 1908, por Belmiro de Almeida, e esteve instalada na praça Marechal Floriano, no Rio de Janeiro até 1927, quando foi transferida, por ser considerada uma afronta aos bons costumes,[286] para a praia de Botafogo, próximo a sede do Mourisco.

A imagem passou a ser relacionado ao alvinegro no Campeonato Carioca de 1957, quando um torcedor vestiu a estátua com a camisa do Botafogo. A partir daí, torcedores consideram-na como mascote e toda vez que o Botafogo é campeão a estátua é vestida novamente. Contudo, em 1990, a estátua foi roubada e destruída. Uma nova réplica, de autoria de Amadeu Zani, foi instalada e, em 1994, transferida para a praça em frente ao palacete de General Severiano.

Em 2008, após um ato de vandalismo de retirou a peça de seu órgão sexual, a estátua foi levada para restauração. Na data de sua recoloção, no início de novembro deste ano, o Botafogo assumiu a posse do monumento.[286]

Pato Donald

Lorenzo Mollas, chargista argentino que trabalhou no Rio de Janeiro nas décadas de 1940 e 50, vestiu o Pato Donald com a camisa do Botafogo nos anos 1940. Logo, a personagem de desenhos da Walt Disney foi adotada como mascote pela torcida. Mollas escolheu o Pato Donald porque ele reclama seus direitos, luta, briga e defende-se, como eram os dirigentes alvinegros da época, e, ainda, sem perder a sua elegância ao deslizar pelas águas, aludindo à prática do remo.

Cachorro "Biriba"
Biriba, novo mascote, que foi lançado em 2008 num par com Biruta.

O presidente do Botafogo Carlito Rocha era um dos mais fanáticos torcedores do clube. Supersticioso e determinado, Carlito levou o vira-latas Biriba, que pertencia ao zagueiro Macaé,[287] a todas as partidas do Botafogo no Campeonato Carioca de 1948. Ele achava que o cachorro dava sorte e não aceitava o animal fosse barrado. A diretoria do Vasco tentou impedir a entrada de Biriba em São Januário. Porém, Carlito Rocha colocou o cachorro de baixo do braço e desafiou: "Ninguém impede o presidente do Botafogo de entrar onde quer que seja e quem estiver com ele entra, com certeza!" garantia Carlito. Com a presença de Biriba, em 19 jogos, o Botafogo venceu 17 partidas e empatou as outras 2 no Carioca de 1948 e sagrou-se campeão, após um jejum de 13 anos.

É a partir de Biriba que o cachorro foi adotado como mascote. Anos depois, o cachorro passou a ser um símbolo bastante admirado pelos torcedores alvinegros. A torcida Fúria Jovem, inclusive, divide seus grupos por "canis". As torcidas adversárias apelidaram, também, a torcida do clube de a "cachorrada".

Em 2008, a tradição foi revivida quando um cão, chamado Perivaldo - em homenagem ao ex-jogador do clube nos anos 1970 - entrou junto com time em uma partida da Copa do Brasil de 2008 levado por seu dono, um carioca e fanático torcedor botafoguense residente na Paraíba. Em suas costas negras, o beagle Perivaldo trazia uma marca de nascença em formato de estrela na cor branca, remetendo ao símbolo máximo do clube, a estrela solitária.[288] Neste mesmo ano, o clube lançou dois mascotes oficiais, chamados Biriba e Biruta, para se identificarem com crianças.[289]


Presidentes

O primeiro presidente do Botafogo Football Club, foi o jogador e fundador do clube Flávio Ramos em 1904. No Club de Regatas Botafogo, o cargo foi exercido em primeiro lugar por José Maria Dias Braga, que também foi fundador de seu clube.

O presidente Maurício Assumpção exerceu o cargo entre 2009 e 2014.

Ao longo da história dos dois clubes, o cargo esteve sob o comando, entre outros dirigentes, de ex-atletas e figuras ilustres da sociedade carioca. Entre eles, destacam-se o escoteiro e ex-futebolista Mimi Sodré, do Football Club, e poeta Augusto Frederico Schmidt, presidente do Regatas e idealizador do processo de fusão dos dois clubes em 1942. Após a junção, um dos presidentes mais populares foi Carlito Rocha, místico e supersticioso, criador de frases históricas e do mascote Biriba. Carlito, que também já havia sido jogador e treinador do Botafogo, presidiu o alvinegro de 1948 a 1951. Emil Pinheiro foi outro presidente que ficou muito marcado na história do Botafogo. O presidente, ex-bicheiro, ajudou a levar o alvinegro à conquista bicampeonato estadual de 1989 e 1990 e à final do Brasileirão de 92, ano em que renunciou ao cargo. Ele assumiu o comando do futebol alvinegro ao final dos anos 1980, contratando grandes jogadores para o clube que encontrava-se à beira da decadência. Após dois "mandatos tampões", Carlos Augusto Montenegro tornava-se presidente do Botafogo. Em sua gestão, além de o time ter se sagrado campeão brasileiro de futebol, o clube reconquistou a sede de General Severiano, que havia sido perdida em 1977.

Em 2003, Paulo Roberto de Freitas, mais conhecido como Bebeto de Freitas, assumiu o presidente do Botafogo. Bebeto, que foi atleta de vôlei do clube, sendo dez vezes seguidas campeão carioca pela modalidade com alvinegro, tomou o lugar de Mauro Ney Palmeiro. Bebeto teve como missão retirar o Botafogo da segunda divisão do futebol brasileiro logo em seu primeiro ano de gestão. Dentre seus feitos, organizou as dívidas do clube, além de ter criado a Companhia Botafogo, empresa que gere o futebol botafoguense. Reelegeu-se com apoio de Carlos Augusto Montenegro, da imprensa e da torcida no geral. Durante seu segundo mandato, que durou até 2008 o clube conseguiu a concessão do Estádio Olímpico João Havelange.

A partir de 2009, o dentista e professor universitário Maurício Assumpção Souza Junior assumiu o posto de mandatário do alvinegro até 2011[290] e, posteriormente, foi reeleito para o mandato até 2014,[291] deixando o clube na pior situação financeira de sua história e à beira do rebaixamento.[292] [293]

Em novembro de 2014, o administrador especializado em marketing Carlos Eduardo Pereira venceu as eleições para o mandato até 2017.[294] [295]

O cargo de presidente do Botafogo de Futebol e Regatas, de acordo com o estatuto vigente do clube, é escolhido pelos sócios da instituição através de voto direto e secreto. O mandato do presidente eleito é de três anos, com possibilidade de uma reeleição.

Homenagens

O Dia do Botafogo é o dia 16 de maio, sancionado pelo governo de estado do Rio de Janeiro. A data foi escolhida em homenagem ao ex-jogador Nilton Santos, nascido em 16 de maio de 1925.[296]

O nome do clube serviu de inspiração para a fundação de outros clubes homônimos, como por exemplo o Botafogo da Paraíba, o Botafogo Sport Club de Salvador-BA, o Botafogo de Brasília, o Botafogo de Cabo Verde, na África, entre outros. O time já jogou em mais de 100 cidades pelo mundo todo, em quatro continentes.[36]

Publicações sobre o Botafogo

Notas

  1. Primeiro jogo realizado pelo Botafogo. Naquela época, o Botafogo se chamava Botafogo Football Club.[143]
  2. Primeira vitória do Botafogo na história.[143]
  3. Vitória sobre o Fluminense no Campeonato Carioca de 1907. O título do Botafogo, dividido com o rival tricolor, só seria reconhecido 89 anos depois.[144]
  4. Maior goleada da história do futebol brasileiro.[145]
  5. Jogo que deu o título carioca de 1910 ao Botafogo, além do apelido de "O Glorioso".[146]
  6. Botafogo goleia o Germânia no seu último duelo do Carioca de 1912, conquistado pelo clube.[147]
  7. Maior goleada em toda a história sobre o rival Flamengo.[148]
  8. Botafogo empata com o Fluminense e conquista Campeonato Carioca de 1930.[149] [150]
  9. Botafogo vence o Bonsucesso e conquista o Campeonato Carioca de 1932, com duas rodadas de antecipação.[151] [152]
  10. Botafogo empata com o Olaria e conquista o segundo título carioca consecutivo, com uma rodada de antecipação.[153]
  11. Botafogo vence o Andarahy e conquista o terceiro título carioca consecutivo.[154]
  12. Maior goleada da história dos confrontos contra rival.[155] [156]
  13. Botafogo vence o Andarahy na última rodada e conquista o quarto título carioca consecutivo.[157] [158]
  14. Goleada histórica sobre o São Paulo no primeiro duelo entre as duas equipes.[159]
  15. O Jogo do Senta.[160] [161]
  16. Primeiro título do Botafogo após a fusão entre o remo e o futebol, diante do rival conhecido como "Expresso da Vitória". Nesse jogo, nasceu também o mascote Biriba.[162] [163]
  17. Com show de Paulinho Valentim, Botafogo conquista o Campeonato Carioca de 1957, até hoje a maior goleada em finais da competição.[164] [165]
  18. Maior goleada do Botafogo diante do Vasco.[166]
  19. O Botafogo goleia o Flamengo por 3 a 0 na última rodada e conquista o título carioca de 1961.[167]
  20. O Botafogo conquista o Torneio Rio-São Paulo pela primeira vez na história.[168] [169]
  21. O Botafogo goleia o Flamengo por 3 a 0 com bela atuação de Garrincha, e conquista o título carioca de 1962.[170]
  22. O Botafogo conquista o segundo título do Torneio Rio-São Paulo após desbancar o Santos de Pelé.[171]
  23. O Botafogo conquista o terceiro título do Rio-São Paulo após vitória sobre o rival.[172]
  24. Com uma grande atuação Paulo César Caju, autor de três gols, o Botafogo vence o América por 3 a 2 e conquista a Taça Guanabara de 1967.[173]
  25. O Botafogo vence o Bangu e conquista o Campeonato Carioca de 1967.[174]
  26. Goleada sobre o Vasco da Gama em final que deu ao Botafogo de Gérson, Jairzinho e Paulo César Caju mais um título carioca.[175]
  27. Jogo que deu ao Botafogo o título da Taça Brasil de 1968, seu primeiro de âmbito nacional.[176]
  28. O Botafogo aplica goleada histórica no dia do aniversário do rival.[177]
  29. O Botafogo vence o Flamengo por 1 a 0 e acaba com a invencibilidade do rubro-negro, que durava 52 partidas, impedindo que o rival ultrapassasse o recorde do próprio Botafogo.[178]
  30. O Botafogo elimina o Flamengo de Zico do Campeonato Brasileiro, com direito a drible antológico de Mendonça em Júnior.[179] [180]
  31. O Botafogo volta a conquistar um título depois de 21 anos, com gol de Maurício.[181]
  32. O Botafogo conquista o bicampeonato do Campeonato Carioca.[182]
  33. Vitória diante do Peñarol no Maracanã dá ao Botafogo seu primeiro título internacional oficial, a Copa Conmebol de 1993.[183]
  34. Com dois gols de Túlio, dois de Donizete e um de Gonçalves, o Botafogo atropela o Atlético-MG e anota a maior goleada da história do confronto.[184] [185]
  35. Após vencer o jogo de ida no Maracanã, o Botafogo empata com o Santos e conquista seu segundo título do Campeonato Brasileiro, com gol do artilheiro Túlio.[186]
  36. Vestindo o uniforme do Deportivo de La Coruña, o Botafogo bate a Juventus, da Itália, nos pênaltis e conquista o Troféu Teresa Herrera de 1996.[187]
  37. O Botafogo vence o Vasco e garante o título estadual.[48]
  38. Na final do Torneio Rio-São Paulo, o Botafogo vence o São Paulo por 3 a 2 fora de casa em jogo com duas viradas. Com o empate na volta, o alvinegro garantiu o quarto título da competição.[51] [52]
  39. Última partida do Maracanã a receber público superior a 100 mil pagantes.[188] [54]
  40. O Botafogo perde para o São Paulo em casa e é rebaixado para a Série B pela primeira vez na história.[60]
  41. Após rebaixamento no ano anterior, o Botafogo vence em partida válida pela Série B e garante a sua volta à Série A.[65]
  42. O Botafogo empata na última rodada e evita o rebaixamento para a Série B no ano do seu centenário.[70]
  43. O Botafogo não dá chance ao America e garante vaga na final do Campeonato Carioca ao conquistar a Taça Guanabara após nove anos. [71]
  44. O Botafogo derrota o Madureira e conquista o Campeonato Carioca de 2006.[72]
  45. Em duelo eletrizante com sete gols no primeiro tempo, o Botafogo empata com Vasco pela semifinal da Taça Guanabara e vence por 4 a 1 nos pênaltis. Havia a expectativa pelo milésimo gol do atacante adversário Romário, que não aconteceu.[189]
  46. O Botafogo vence o Fluminense de virada na inauguração do Estádio Olímpico João Havelange.[190]
  47. Com gol de cavadinha de Loco Abreu, Botafogo vence o Flamengo e conquista a Taça Rio. Como já havia vencido também a Taça Guanabara diante do Vasco, torna-se o Campeão Carioca de 2010.[106]
  48. Primeiro título conquistado no Engenhão, a Taça Guanabara.[191]
  49. O Botafogo vence o Fluminense por 1 a 0 com gol de Rafael Marques e fatura o vigésimo título carioca, pela segunda vez vencendo os dois turnos.[129]
  50. O Botafogo vence o Criciúma por 3 a 0 com gols de Lodeiro, Elias e Seedorf e garante a classificação para a Copa Libertadores da América após 18 anos de ausência.[136]
  51. Com gols aos 49 e 50 minutos do segundo tempo, o Botafogo vira o jogo contra o Ceará e se classifica na Copa do Brasil.[140]
  52. O Botafogo perde para o Santos e decreta o segundo rebaixamento de sua história, com uma rodada de antecipação.[142]

Referências

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