Boto

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Como ler uma caixa taxonómicaBoto
Inia geoffrensis em zoológico em Duisburgo, na Alemanha

Inia geoffrensis em zoológico em Duisburgo, na Alemanha
Comparação do tamanho do boto relativamente a uma figura humana
Comparação do tamanho do boto relativamente a uma figura humana
Estado de conservação
Status iucn3.1 VU pt.svg
Vulnerável
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Cetacea
Subordem: Odontoceti
Família: ver texto
Género: ver texto
Espécie: id.
Distribuição geográfica
 * Em  rosa, a região do boto-cor-de-rosa * Em  roxo, a região do boto-cinza * Em  azul, a região do golfinho-do-rio-da-prata * Em  verde, a região de Phocoena spinipinnis
  • Em rosa, a região do boto-cor-de-rosa
  • Em roxo, a região do boto-cinza
  • Em azul, a região do golfinho-do-rio-da-prata
  • Em verde, a região de Phocoena spinipinnis

Boto é uma palavra portuguesa para designar, de forma geral, golfinhos. Em Portugal, no séc. XX, a palavra tem caído em desuso, estando cada vez mais circunscrita às comunidades piscatórias do Norte. No Brasil, o boto, também chamado o peixe-boto[1] , franciscano[2] e toninha[3] , é um mamífero da ordem Cetacea, nativo da Amazônia e das costas do Atlântico, Pacífico, Índico, Mar Adriático, Mar Arábico, Mar Cáspio, Mar Vermelho e Golfo Pérsico e que é parecido com um golfinho. Os botos são dos poucos únicos mamíferos dessa ordem que possuem representantes vivendo exclusivamente em ambientes de água doce, sendo considerados, por alguns zoólogos, como as espécies atuais mais primitivas de golfinhos.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

"Toninha" é oriundo do latim tardio thunnina[3] .

Gêneros[editar | editar código-fonte]

O boto nos mitos[editar | editar código-fonte]

Diz uma lenda amazônica que o boto pode se transformar e ir às festas da região na forma de um homem bonito e forte, vestido de branco, bronzeado e muito perfumado, que convida as moças para dançar e depois as seduz. Mas o boto nunca tira o chapéu para esconder seu segredo: um buraco na cabeça por onde ele respira. Ele também toma muito cuidado para ir embora das festas antes do amanhecer.

Por isso, toda donzela era alertada por suas mães para tomarem cuidado com flertes que recebiam de belos rapazes em bailes ou festas. Por detrás deles, poderia estar a figura do boto, um conquistador de corações, que pode engravidá-las e abandoná-las.

A lenda serve como pretexto para moças justificarem a gravidez sem casamento. "Foi o boto", dizem.

Há um filme no Brasil que fala sobre a lenda do boto: Ele, o boto.

Referências

  1. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 296
  2. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.808
  3. a b FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 688

Ver também[editar | editar código-fonte]

Phocoenidae

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
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